Museu da Terra de Miranda reabre após quatro anos

© PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

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O presidente da Câmara de Vinhais, Luís Fernandes, revelou que o segundo concurso público para a construção da estrada que liga Vinhais a Bragança ficou novamente deserto. Apesar do aumento de financiamento do Governo, as propostas apresentadas ultrapassaram o valor estipulado.
Em agosto, o Governo lançou este segundo concurso com um valor de 82,5 milhões de euros e uma margem financeira aumentada em 10%, permitindo propostas até aos 90 milhões de euros. No entanto, as candidaturas apresentadas foram consideradas inválidas.
Luís Fernandes explicou que “mesmo que o aumento tivesse sido de 20% nenhuma das propostas se encaixava nesse aumento”. O autarca referiu ainda que no primeiro concurso, se houvesse um aumento de 10%, várias propostas teriam sido viáveis.
O presidente da câmara considera que existe um aproveitamento por parte das empresas em relação aos concursos públicos. Embora reconheça a subida dos preços, especialmente dos combustíveis, afirma que “nada justifica este disparar destes valores”.
Perante os resultados insatisfatórios, Luís Fernandes já solicitou uma reunião ao ministro das Infraestruturas para discutir a abertura de um terceiro concurso com “valores reais”. O autarca acredita que o ministro cumprirá o compromisso assumido anteriormente.
“Terão de ser tomadas outras medidas no sentido de aumentar o valor”, afirmou Luís Fernandes, sublinhando que a obra deve avançar. Contudo, este processo irá atrasar-se devido à necessidade de reformular todo o concurso e os valores envolvidos.
No Orçamento do Estado para 2027 está prevista a ligação rodoviária entre Vinhais e Bragança. Esta fase da obra inclui a construção de uma variante na localidade de Vila Verde, com quatro quilómetros de extensão e duas ligações à Estrada Nacional (EN) 103.
Além disso, está prevista a construção de um viaduto sobre Vale de Cabrões e outro sobre Vale do Tuela. A obra seria inicialmente financiada pelo PRR, mas como não foi concluída até junho, o Governo comprometeu-se com seu financiamento direto. A conclusão da obra estava prevista para 2029.
A primeira fase da estrada já foi finalizada desde o final de 2025 e consistiu na melhoria do troço existente e na redução das curvas. Esta fase custou 16,9 milhões de euros e foi financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
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O Mercado Municipal de Bragança prepara-se para receber a iniciativa «Outono no Mercado», no dia 17 de outubro, promovida pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança (ACISB), com o apoio da Câmara Municipal de Bragança, no âmbito do Plano de Revitalização do Mercado Municipal de Bragança.
Ao longo de todo o dia, o mercado transforma-se num espaço de compras, oportunidades, animação e convívio, envolvendo todas as lojas do Mercado Municipal e mais dez estabelecimentos comerciais da cidade, que se associam à iniciativa, levando os seus produtos para o mercado numa lógica de outlet, com promoções e oportunidades de compra a preços especiais.
Uma das principais dinâmicas desta edição é a aposta nas vendas e promoções cruzadas entre os comerciantes participantes. Por cada compra realizada, os clientes recebem um voucher de 10% de desconto, que podem utilizar de imediato numa outra loja aderente à iniciativa.
Esta dinâmica, que nesta edição decorre no primeiro andar do Mercado Municipal, pretende incentivar a circulação de clientes entre os diferentes espaços comerciais, promover a descoberta da diversidade de produtos disponíveis e estimular as compras em vários estabelecimentos, reforçando a cooperação entre os comerciantes do mercado e do comércio tradicional da cidade.
No segundo andar, os visitantes podem encontrar o mercado de usados, que acrescenta novas oportunidades de compra e contribui para a diversidade da oferta ao longo do evento.
A programação inclui também um conjunto de momentos de animação cultural, que vão acompanhar a iniciativa ao longo de todo o dia. O Conservatório de Música e Dança de Bragança e o grupo Jubilato são responsáveis por animar o espaço, contribuindo para criar um ambiente dinâmico, acolhedor e propício ao encontro entre comerciantes, clientes e visitantes.
A partir das 19h00, a iniciativa prolonga-se num momento especial de convívio, com caldo verde e outros petiscos, também com 10% de desconto, num ambiente de festa animado pelo grupo Raiz.
Este encontro de final de tarde reúne os lojistas participantes e estará aberto ao público em geral, convidando toda a comunidade a juntar-se à celebração do comércio local, num momento de partilha, proximidade e valorização do Mercado Municipal de Bragança enquanto espaço de encontro e vivência comunitária.
Com «Outono no Mercado», a ACISB e a Câmara Municipal de Bragança reforçam o compromisso com a dinamização do comércio tradicional, a valorização dos comerciantes locais e a revitalização do Mercado Municipal, promovendo novas experiências de compra e aproximando o mercado da comunidade.
A iniciativa convida toda a população a visitar o Mercado Municipal de Bragança, aproveitar as promoções, descobrir os produtos dos comerciantes participantes e desfrutar de um dia de compras, cultura, gastronomia e convívio.
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Jorge Laranjinha, um dos membros do manifesto e dirigente da Associação de Criadores da Churra Galega Bragançana salientou à Lusa que a agricultura “está a ficar sufocada”, porque os produtores “estão a pagar cada vez mais para produzir a mesma coisa” devido ao aumento do preço dos combustíveis e, por sua vez, dos adubos, fertilizantes, o que vai provocar “o abandono das explorações e do território”.
Por isso, as organizações pedem ao Governo para “atacar nos aumentos que estão a acontecer nos combustíveis” e “tabelar o máximo de aumento”, mas também “intervir na questão dos fertilizantes, das matérias-primas associadas à maquinaria e aos equipamentos”.
Outra das reivindicações é o ajustamento dos apoios à montanha e sequeiro, com medidas agroambientais e fundos comunitários adaptados às necessidades da região.
Para Jorge Laranjinha, o Governo tem de “criar novas formas de financiar a permanência dos agricultores nas regiões”, com “apoios diretos e indiretos à produção”, que permitam investir no setor, ainda mais agora com o aumento dos custos de produção.
“Tem de haver outra forma de olhar para agricultura. A agricultura é a base da economia nacional, se não olharmos dessa forma, então estamos a governar mal, estamos a fazer mal as coisas. (…) Tem de haver aqui uma mudança política geral, não é só setorial, tem de haver uma mudança radical nos governos, neste e nos futuros, têm de olhar para a agricultura com outros olhos (…) e atribuir o valor que agricultura, a floresta e a pecuária têm na economia portuguesa”, apontou Jorge Laranjinha.
As organizações agrícolas de Trás-os-Montes e Alto Douro mostraram-se solidárias com as reivindicações apresentadas pela CAP, solicitando a aprovação do pacote de emergência proposto pela confederação, que consiste num “pacote de 140 milhões de euros em medidas de apoio aos agricultores”.
Em 28 de setembro, a CAP exigiu ao Governo que avance com um pacote de 140 milhões de euros de medidas de apoio aos agricultores, alertando que se não houver medidas para recuperar a competitividade do setor a convocação de protestos “será inevitável”.
A decisão foi tomada por unanimidade na reunião extraordinária do Conselho de Presidentes da CAP, que decorreu em Lisboa.
A CAP referiu que, “com os 60 milhões de apoios já anunciados, que são um valor manifestamente exíguo face às medidas de apoio concedidas por outros governos, e nomeadamente pelo Governo espanhol que ascendem a 1.100 milhões de euros, o valor total de 200 milhões (60 milhões já concedidos + 140 milhões a conceder) é o mínimo indispensável para mitigar o brutal fosso de competitividade que existe atualmente”.
Adiantou ainda que cerca de 100 dirigentes associativos agroflorestais de várias regiões do país vão concentrar-se, na segunda-feira, junto ao parlamento para entregar ao presidente da Assembleia da República e aos grupos parlamentares do PSD, Chega, PS, IL e CDS a mesma carta de exigência que será entregue ao primeiro-ministro.
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