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Cardiologista deixou de usar estes utensílios na cozinha e alerta para possíveis riscos para o coração

Poucos sabem, mas alguns dos utensílios utilizados diariamente na cozinha podem contribuir para a exposição a partículas de plástico e a determinadas substâncias químicas. Embora sejam práticos e económicos, estes objetos estão a levantar preocupações entre especialistas de saúde, sobretudo quando entram em contacto com alimentos quentes.

A cardiologista Elizabeth Klodas revelou à revista EatingWell que decidiu eliminar grande parte dos recipientes de plástico da sua cozinha, especialmente aqueles que costumava utilizar para aquecer alimentos no micro-ondas.

A preocupação está relacionada com a possibilidade de determinados materiais libertarem pequenas partículas de plástico e compostos químicos que acabam por entrar em contacto com os alimentos.

Apesar de a investigação sobre os efeitos dos microplásticos na saúde humana ainda estar em desenvolvimento, alguns estudos têm identificado associações entre a presença destas partículas no organismo e problemas cardiovasculares. No entanto, ainda não está demonstrado que a utilização habitual destes utensílios provoque diretamente doenças cardíacas.

Este é o utensílio que a cardiologista deixou de utilizar

Os recipientes de plástico utilizados para guardar refeições estão entre os principais objetos que Elizabeth Klodas decidiu substituir.

Segundo a especialista, citada pela EatingWell, a alimentação não depende apenas dos nutrientes que ingerimos, mas também da exposição involuntária a substâncias potencialmente prejudiciais.

Por esse motivo, a médica passou a privilegiar recipientes de vidro, sobretudo para armazenar e aquecer refeições.

O vidro apresenta a vantagem de não libertar microplásticos, sendo uma alternativa para quem pretende reduzir o contacto dos alimentos com este tipo de partículas.

Aquecer comida em plástico pode aumentar a exposição

Um dos hábitos destacados por especialistas consultados pela Verywell Health é aquecer refeições no micro-ondas dentro de recipientes de plástico.

O calor pode favorecer a libertação de partículas microscópicas, particularmente quando os recipientes estão desgastados ou não foram concebidos para suportar temperaturas elevadas.

Embora existam embalagens próprias para utilização no micro-ondas, a escolha de recipientes de vidro adequados ao aquecimento permite reduzir a exposição associada ao contacto entre alimentos quentes e plástico.

A nutricionista consultada pela publicação norte-americana alerta ainda que algumas destas partículas podem ser ingeridas sem que as pessoas se apercebam.

Colocar alimentos quentes em recipientes de plástico também merece atenção

Outro comportamento comum consiste em transferir comida acabada de cozinhar diretamente para caixas de plástico.

Segundo os especialistas citados pela Verywell Health, as temperaturas elevadas podem favorecer a migração de determinadas substâncias químicas presentes em alguns materiais para os alimentos.

Entre os compostos frequentemente estudados encontram-se o bisfenol A (BPA) e alguns ftalatos, embora a sua presença dependa da composição e das características de cada recipiente.

Importa salientar que nem todos os plásticos contêm estas substâncias e que existem regras europeias destinadas a limitar a exposição dos consumidores a compostos potencialmente perigosos.

Há outro utensílio de cozinha que merece cuidados especiais

As tábuas de corte de plástico também foram destacadas pela nutricionista, sobretudo quando apresentam riscos profundos provocados pela utilização frequente.

Além da possibilidade de libertação de pequenas partículas durante o corte, as superfícies danificadas podem dificultar a limpeza e favorecer a permanência de microrganismos.

Utilizar a mesma tábua para preparar frango cru e cortar alimentos que serão consumidos sem cozedura, como pão ou legumes, pode aumentar o risco de contaminação cruzada.

Bactérias como a Salmonella podem ser transmitidas desta forma, pelo que é aconselhável utilizar tábuas separadas para alimentos crus e alimentos prontos a consumir, independentemente do material.

O que dizem os estudos sobre os microplásticos e o coração?

A preocupação com os microplásticos ganhou maior relevância depois de investigações científicas terem identificado estas partículas em diferentes tecidos humanos.

Um estudo publicado em 2024 na revista científica The New England Journal of Medicine encontrou microplásticos e nanoplásticos em placas de aterosclerose retiradas de artérias carótidas.

Os investigadores observaram que os participantes cujas placas continham estas partículas apresentaram uma maior incidência de determinados eventos cardiovasculares durante o período de acompanhamento.

Contudo, os resultados demonstram uma associação e não permitem concluir que os microplásticos tenham sido a causa direta desses problemas.

Enquanto a investigação continua, os especialistas recomendam medidas simples para reduzir a exposição desnecessária, como privilegiar recipientes de vidro para aquecer alimentos, evitar plásticos danificados e manter boas práticas de higiene na cozinha.

Leia também: Azeite barato demais? ASAE alerta para falsificações e estes sinais podem ajudá-lo a evitar fraude

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Chuva está de regresso a Portugal e temperaturas vão cair: estas são as regiões mais afetadas até quarta-feira

Depois de vários dias marcados por alguma estabilidade meteorológica, Portugal Continental prepara-se para uma mudança no estado do tempo. A chuva regressa já este domingo, 18 de outubro, e deverá atingir diferentes regiões do país até quarta-feira, dia 21, acompanhada por uma descida das temperaturas, sobretudo no Norte e Centro.

De acordo com as previsões divulgadas pela Meteored, com base no modelo europeu ECMWF, a instabilidade deverá começar por afetar o Algarve e o Baixo Alentejo, antes de se deslocar para o Litoral Norte e Centro. O cenário aponta para dias mais nublados e temperaturas próprias do outono.

Algarve e Baixo Alentejo são os primeiros a receber a chuva

As primeiras precipitações estão previstas para este domingo, a partir das 12h00, sobretudo nas regiões mais a sul de Portugal Continental. A chuva deverá ser geralmente fraca, embora possa tornar-se mais frequente durante o final da tarde.

Segundo a Meteored, o período entre as 17h00 e as 18h00 poderá concentrar a maior probabilidade de precipitação, especialmente no Algarve e no Baixo Alentejo.

No Algarve, as diferenças entre concelhos serão significativas. Faro e Tavira apresentam uma probabilidade de chuva próxima dos 20%, enquanto em Aljezur esse valor poderá atingir os 60%.

Já no Baixo Alentejo, a probabilidade de precipitação será superior em algumas localidades. Em Odemira, poderá chegar aos 60%, enquanto Serpa apresenta valores próximos dos 70%.

Segunda-feira mantém a possibilidade de chuva no Algarve

A instabilidade deverá prolongar-se durante segunda-feira, 19 de outubro, com a possibilidade de ocorrência de chuva fraca em vários pontos do Algarve.

As previsões apontam para precipitação sobretudo entre as 12h00 e as 18h00, com probabilidades que poderão atingir os 60% nas zonas mais afetadas, especialmente durante a tarde.

Apesar do regresso da chuva, não está prevista, com base nesta atualização, uma situação de precipitação intensa e generalizada em todo o território. A distribuição deverá continuar a ser irregular, com diferenças entre regiões.

Chuva muda de região na terça-feira e chega ao Norte

Na terça-feira, 20 de outubro, o cenário meteorológico deverá sofrer uma nova alteração. Depois de dois dias com maior incidência de precipitação no Sul, a instabilidade deverá deslocar-se para o Litoral Norte.

Segundo o modelo europeu, a chuva poderá começar a atingir os distritos de Viana do Castelo e Braga a partir das 21h00, avançando posteriormente em direção ao Litoral Centro durante a noite.

Na quarta-feira, dia 21, o céu deverá apresentar-se muito nublado em grande parte de Portugal Continental, reforçando o ambiente tipicamente outonal que marcará esta semana.

Temperaturas descem e há regiões com valores próximos dos 4 graus

Além da chuva, a evolução das temperaturas será outro dos aspetos a acompanhar. As previsões indicam que os valores diurnos poderão oscilar, de forma geral, entre os 14 ºC e os 26 ºC, dependendo da região e do momento da semana.

Contudo, o arrefecimento será particularmente evidente no Interior Norte e Centro. Para segunda-feira, às 16h00, o modelo ECMWF aponta para temperaturas de apenas 4 ºC na Guarda e 6 ºC em Bragança e Vila Real.

No Porto, os termómetros poderão marcar cerca de 11 ºC à mesma hora, enquanto Lisboa e Faro deverão apresentar valores mais amenos, próximos dos 17 ºC.

As noites também deverão tornar-se mais frias, especialmente nas regiões interiores, onde a descida das temperaturas poderá ser mais acentuada.

O que esperar do estado do tempo até quarta-feira?

O regresso da precipitação e o arrefecimento previsto representam uma mudança relativamente ao período de maior estabilidade registado anteriormente.

Embora a chuva não deva atingir todas as regiões com a mesma intensidade, a evolução prevista aponta para um ambiente mais húmido, maior nebulosidade e temperaturas mais baixas em várias zonas do território.

Importa recordar que estas previsões resultam de simulações meteorológicas e podem sofrer alterações à medida que se aproxima cada dia. Por esse motivo, é aconselhável acompanhar as atualizações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), sobretudo para confirmar a evolução da precipitação e eventuais avisos meteorológicos.

Leia também: Ar polar a caminho de Portugal ‘traz’ o frio: saiba quando e em que regiões as temperaturas vão descer mais

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A loiça sai suja da máquina? Especialista revela o erro com o detergente que muitos cometem

Colocar a loiça na máquina, adicionar detergente e iniciar o programa parece uma tarefa simples. No entanto, há pequenos erros que podem comprometer os resultados da lavagem e fazer com que pratos, copos e talheres continuem sujos, mesmo depois de um ciclo completo.

Segundo a revista norte-americana EatingWell, a quantidade e o tipo de detergente utilizados estão entre os fatores que podem influenciar a eficácia da máquina de lavar loiça. Larry Ciufo, responsável pelos testes destes eletrodomésticos na Consumer Reports, explica que utilizar mais produto não significa necessariamente conseguir uma limpeza melhor.

O especialista alerta que o excesso de detergente pode deixar resíduos na loiça, enquanto a utilização de programas inadequados e a falta de manutenção podem impedir que o produto se dissolva corretamente.

Este é o erro com o detergente que muitos cometem

Uma das recomendações de Larry Ciufo passa por respeitar as indicações do fabricante da máquina de lavar loiça, em vez de utilizar automaticamente a quantidade sugerida na embalagem do detergente.

Cada eletrodoméstico pode apresentar características diferentes, pelo que a dosagem adequada depende do modelo, do produto utilizado e das condições de lavagem.

No caso dos detergentes em pó ou gel, o compartimento da máquina costuma apresentar marcas que ajudam a identificar a quantidade recomendada. Já as cápsulas são geralmente concebidas para utilizar uma unidade por lavagem.

Adicionar detergente em excesso não garante que a loiça fique mais limpa. Pelo contrário, pode contribuir para a acumulação de resíduos e obrigar a repetir a lavagem.

Detergente líquido, em pó ou cápsulas: qual limpa melhor?

A escolha do detergente também pode fazer diferença nos resultados. De acordo com os testes realizados pela Consumer Reports e citados pela EatingWell, os diferentes formatos não apresentam necessariamente a mesma eficácia.

Larry Ciufo explica que os detergentes líquidos podem representar uma opção mais económica por lavagem, mas os testes da organização revelaram um desempenho inferior ao de outras alternativas.

O detergente em pó apresentou melhores resultados do que muitos produtos líquidos, embora possa ser considerado menos prático por alguns consumidores.

As cápsulas destacam-se pela facilidade de utilização, uma vez que dispensam a medição manual da quantidade de produto. Contudo, a sua eficácia também depende do programa escolhido e das condições de funcionamento da máquina.

O detergente não se dissolve? A causa pode estar dentro da máquina

Quando uma cápsula aparece parcialmente dissolvida no final da lavagem, o problema nem sempre está relacionado com a qualidade do detergente.

Segundo Larry Ciufo, uma das primeiras verificações deve ser feita ao filtro e aos braços aspersores, responsáveis pela circulação e distribuição da água durante o ciclo.

A acumulação de restos de comida ou gordura nestes componentes pode prejudicar o funcionamento da máquina e impedir que a água chegue corretamente a toda a loiça.

Outro fator importante é a duração do programa. Os ciclos rápidos podem não proporcionar tempo suficiente para dissolver completamente determinadas cápsulas, sobretudo quando as condições de lavagem não são as mais adequadas.

Há uma limpeza que deve fazer regularmente

A manutenção do eletrodoméstico é essencial para evitar problemas de funcionamento e preservar a qualidade das lavagens.

Uma das recomendações passa por limpar regularmente o filtro, retirando os resíduos alimentares que se acumulam durante a utilização. Este componente pode ser lavado com água morna e detergente, seguindo as instruções do fabricante.

Também é importante verificar se os orifícios dos braços aspersores estão desobstruídos, uma vez que a acumulação de sujidade pode dificultar a circulação da água.

As borrachas da porta merecem igualmente atenção, sobretudo nas zonas onde se acumulam gordura e restos de alimentos.

Para uma limpeza mais profunda, pode utilizar o programa de manutenção da máquina e um produto adequado ao equipamento. Antes de recorrer a soluções caseiras, como o vinagre, é aconselhável consultar o manual, já que alguns fabricantes desaconselham a sua utilização.

A forma como coloca a loiça também influencia os resultados

Além da escolha do detergente e da manutenção, a disposição dos utensílios no interior da máquina pode comprometer a lavagem.

Pratos demasiado próximos, panelas que bloqueiam os braços aspersores ou objetos colocados à frente do compartimento do detergente podem impedir a circulação adequada da água.

Por esse motivo, é importante garantir que os braços conseguem rodar livremente e que o detergente pode ser libertado sem obstáculos.

Se a loiça continuar a sair suja, mesmo depois de corrigir estes hábitos, poderá ser necessário verificar outros componentes do eletrodoméstico.

Leia também: Azeite barato demais? ASAE alerta para falsificações e estes sinais podem ajudá-lo a evitar fraude

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Maria Teresa Faleiro, 81 anos, vive há 22 na mesma casa em Lisboa e recebeu ordem de despejo: “Os velhos não têm proteção alguma. Este país não é para velhos”

Aos 81 anos, Maria Teresa Faleiro enfrenta a possibilidade de ficar sem casa já no próximo mês. A reformada, que vive em Lisboa há seis décadas, participou este sábado, 17 de outubro, numa manifestação contra o aumento do custo de vida, levando consigo um cartaz com uma mensagem que chamou a atenção: «Tenho 81 anos e estou a ser despejada».

Segundo a agência Lusa, a idosa juntou-se ao protesto organizado pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) para denunciar a situação que atravessa. Depois de 22 anos na mesma habitação, recebeu uma decisão judicial que determina a sua saída até ao dia 6 de novembro.

Vive na mesma casa há 22 anos e paga 724 euros de renda

Maria Teresa Faleiro reside na Calçada de Santana, na freguesia de Arroios, em Lisboa. É naquela habitação que passou os últimos 22 anos da sua vida, pagando atualmente uma renda mensal de 724,11 euros.

A reformada garante que sempre cumpriu as suas obrigações enquanto inquilina e que nunca deixou de pagar a renda. No entanto, os proprietários decidiram não renovar o contrato de arrendamento, dando origem a um processo que se arrasta há vários anos.

De acordo com o seu testemunho à Lusa, a situação começou há cerca de cinco anos, quando tentou evitar a perda da habitação. Entretanto, os senhorios avançaram com uma ação judicial e a decisão do tribunal chegou há poucas semanas.

“Houve um julgamento e a juíza deu 30 dias para abandonar a casa. Vou tentar recorrer, mas não tenho esperança nenhuma”, afirmou durante a manifestação.

“Tenho de sair no dia 6 de novembro“

A data aproxima-se e Maria Teresa Faleiro admite não saber para onde poderá ir. Apesar de contar com o apoio dos amigos, garante que não encontrou uma alternativa habitacional.

“Os meus amigos apoiam-me. Mas não há casas, não há nada”, lamentou a reformada, que se mostrou particularmente preocupada com a falta de soluções para pessoas da sua idade.

Aos 81 anos, considera que os idosos estão especialmente vulneráveis perante as dificuldades de acesso à habitação. “Os velhos não têm proteção alguma. Este país não é para velhos”, declarou à Lusa.

A inquilina pretende ainda tentar recorrer da decisão judicial, embora admita ter poucas expectativas quanto à possibilidade de permanecer na casa onde vive há mais de duas décadas.

Manifestação levou centenas de reivindicações às ruas

O testemunho de Maria Teresa Faleiro foi um dos que marcaram as manifestações promovidas este sábado pela CGTP em Lisboa, Porto e Coimbra, numa jornada de protesto contra o aumento do custo de vida.

Na capital, os participantes percorreram o trajeto entre o Cais do Sodré e a Praça do Rossio, exigindo melhores salários, pensões mais elevadas, serviços públicos de qualidade e medidas que facilitem o acesso à habitação.

Entre os manifestantes encontrava-se também Joana Bogalho, de 40 anos, que participou acompanhada pelo marido e pela filha de seis anos. Apesar de ter casa própria e rendimentos que considera superiores à média, afirmou que a família perdeu poder de compra devido ao aumento das despesas.

“Apesar de ganharmos um salário acima da média, o custo de vida aumentou tanto que temos menos poder de compra do que antes com salários melhores”, explicou à Lusa.

Protesto terminou com tendas montadas no Rossio

A manifestação terminou na Praça do Rossio, onde vários participantes montaram tendas numa iniciativa de protesto pelo direito à habitação, sob o lema «Não dá mais? Então monta a tua tenda!».

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, encerrou o desfile com um discurso em que defendeu aumentos salariais, melhores pensões e medidas de proteção social.

Entre as reivindicações apresentadas esteve um aumento geral dos salários de 15% e a subida do salário mínimo nacional para 1.100 euros.

Para Maria Teresa Faleiro, porém, a preocupação mais imediata tem uma data concreta: 6 de novembro. É nesse dia que, segundo a decisão judicial que relatou à Lusa, deverá abandonar a habitação onde vive há 22 anos, sem ter ainda encontrado outro lugar para morar.

Leia também: Movimento pela habitação destaca mobilização em Faro e promete continuar protestos

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Americanos perguntaram a 3 especialistas qual é o prato que todos devem provar em Portugal e houve um que se destacou

Portugal é conhecido internacionalmente pelas suas praias, paisagens e património histórico, mas há outro motivo que continua a conquistar os turistas estrangeiros: a gastronomia. Uma revista norte-americana decidiu perguntar a três especialistas em viagens quais são os pratos que ninguém deve deixar de provar durante uma visita ao país, e uma receita tradicional portuguesa destacou-se entre as recomendações.

A revista Travel + Leisure revelou as escolhas de profissionais ligados ao turismo em Portugal. Apesar de os pastéis de nata continuarem a ser uma das especialidades mais conhecidas além-fronteiras, os especialistas destacaram sobretudo os pratos de peixe, com especial atenção ao bacalhau à Brás.

Este prato português conquistou os especialistas

O bacalhau à Brás foi uma das principais recomendações apresentadas pelos especialistas consultados pela publicação norte-americana.

Preparado com bacalhau desfiado, batata palha, cebola e ovos, este prato é uma das receitas mais conhecidas da gastronomia portuguesa, sendo habitualmente servido com salsa e azeitonas.

Álvaro Diez Diaz, especialista em experiências turísticas em Portugal na Butterfield & Robinson, destacou a importância desta receita na identidade gastronómica nacional.

Segundo o especialista, existem três sabores que ajudam a contar a história de Portugal, incluindo as sardinhas assadas durante o verão e o bacalhau à Brás, que considera um exemplo da tradição e da cozinha de conforto portuguesa.

Especialista explica porque escolheria o bacalhau à Brás

Daniel Ponce, fundador de uma empresa de experiências turísticas sediada em Sintra, também apontou o bacalhau à Brás como uma das melhores escolhas para quem visita Portugal.

“Se tivesse de escolher apenas um prato, diria bacalhau, especialmente bacalhau à Brás”, afirmou à Travel + Leisure.

O especialista explicou que esta receita representa muito mais do que uma simples refeição, uma vez que está associada à história e aos hábitos alimentares dos portugueses.

Ponce recordou ainda a conhecida expressão de que existem mais de 365 maneiras de preparar bacalhau em Portugal, destacando a combinação de ingredientes que torna o bacalhau à Brás particularmente apreciado.

Sardinhas assadas também estão entre as recomendações

Embora o bacalhau tenha conquistado especial destaque, os especialistas aconselham os visitantes a explorar outras especialidades regionais.

Entre as sugestões encontram-se as sardinhas assadas, especialmente populares durante os meses de verão e nas localidades costeiras portuguesas.

A revista destaca também a importância de conhecer a gastronomia fora dos principais centros turísticos, uma vez que diferentes regiões apresentam receitas e tradições próprias.

Em Sintra, por exemplo, os travesseiros são apontados como uma especialidade que merece ser provada, enquanto nas zonas costeiras as sardinhas continuam a ocupar um lugar importante à mesa.

Há outro hábito alimentar português que surpreende os estrangeiros

João Carvalho, também especialista em experiências turísticas na Butterfield & Robinson, chamou a atenção para um elemento da alimentação portuguesa que nem sempre recebe o mesmo destaque internacional: a sopa.

Segundo o especialista, quem pretende comer como os portugueses deve começar por pedir uma sopa antes do prato principal.

Carvalho explicou que este alimento faz parte da rotina de muitas famílias portuguesas, sendo uma forma tradicional de incluir legumes na alimentação diária.

Outra das suas recomendações são os rissóis, frequentemente encontrados em pastelarias e estabelecimentos de restauração por todo o país.

Estes salgados, normalmente preparados com recheios de camarão, carne ou bacalhau, podem acompanhar uma sopa e constituir uma refeição ligeira tipicamente portuguesa.

Pastel de nata continua a ser obrigatório para os turistas

Apesar das recomendações centradas nos pratos principais, os especialistas não esqueceram aquela que é uma das sobremesas portuguesas mais reconhecidas internacionalmente.

O pastel de nata continua a ser considerado uma experiência gastronómica indispensável para quem visita Portugal.

A publicação norte-americana destaca a combinação da massa folhada estaladiça com o recheio cremoso, recomendando que seja servido quente e acompanhado por um pouco de canela.

A história deste doce está associada à tradição conventual portuguesa, particularmente à região de Lisboa, onde se tornou um dos símbolos mais conhecidos da pastelaria nacional.

Para os especialistas ouvidos pela Travel + Leisure, a gastronomia portuguesa vai muito além dos doces e das receitas mais divulgadas internacionalmente.

Entre pratos de peixe, sopas, salgados e especialidades regionais, a principal recomendação é descobrir os sabores tradicionais do país. Ainda assim, o bacalhau à Brás foi uma das escolhas mais consensuais, destacando-se como uma das receitas que melhor representam a cozinha portuguesa aos olhos dos visitantes estrangeiros.

Leia também: Uma sobremesa por mês? As novas regras dos refeitórios escolares estão a surpreender pais e alunos

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Aumentar salários não chega: é preciso devolver poder de compra aos portugueses

Portugal enfrenta uma realidade económica que merece uma reflexão séria: apesar dos aumentos salariais anunciados ao longo dos últimos anos, muitas famílias continuam a sentir enormes dificuldades em fazer face às despesas mensais. Para milhares de trabalhadores, receber mais ao final do mês não significa necessariamente viver melhor.

O problema está na diferença entre aquilo que aparece no recibo de vencimento e aquilo que efetivamente sobra depois de pagar a renda da casa, a alimentação, a eletricidade, a água, os transportes, os seguros e os impostos. É nesta diferença que reside uma das maiores preocupações da sociedade portuguesa: a dificuldade crescente em transformar o trabalho numa verdadeira garantia de estabilidade financeira.

Não basta aumentar os salários se o custo de vida continuar a absorver os rendimentos das famílias

Os aumentos salariais são importantes e necessários. Contudo, não podem ser apresentados como uma solução isolada, nem utilizados como único indicador da melhoria das condições de vida dos portugueses.

Quando o salário aumenta, mas as despesas essenciais acompanham essa subida, o resultado pode ser uma melhoria praticamente impercetível no orçamento familiar.

A questão fundamental é simples: o que interessa não é apenas quanto ganha um trabalhador, mas aquilo que consegue fazer com o dinheiro que recebe.

O peso dos impostos sobre quem trabalha

Uma política económica centrada nas pessoas deve começar por reconhecer o valor do trabalho. Quem trabalha a tempo inteiro, cumpre os seus deveres e contribui para o funcionamento do país deve ter condições para viver com dignidade, constituir poupanças e preparar o futuro.

É por isso que o aumento dos salários deve ser acompanhado por uma redução responsável da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, em particular nos escalões baixos e intermédios. Não faz sentido promover aumentos salariais sem avaliar quanto desse esforço chega efetivamente ao bolso dos trabalhadores.

O objetivo deve ser claro: permitir que os portugueses conservem uma parcela maior do rendimento que conquistam com o seu trabalho.

Esta redução fiscal deve ser acompanhada por uma gestão eficiente dos recursos públicos, pela avaliação da despesa do Estado e pelo combate ao desperdício. Aliviar os impostos não pode significar ignorar a sustentabilidade das contas públicas, mas também não pode continuar a ser tratado como uma questão secundária para quem vive com um orçamento limitado.

O trabalho deve compensar, e o esforço de quem produz riqueza tem de se traduzir numa melhoria concreta das condições de vida.

A habitação tornou-se um dos maiores obstáculos à estabilidade financeira

A crise da habitação é outro dos fatores que mais contribuem para a pressão sobre os rendimentos das famílias. Em diversas regiões do país, o valor das rendas e dos imóveis afastou-se da capacidade financeira de muitos trabalhadores, incluindo aqueles que têm emprego estável.

Para um jovem que pretende sair de casa dos pais, para um casal que deseja constituir família ou para um trabalhador que procura viver perto do seu local de trabalho, encontrar uma habitação a um preço comportável tornou-se um desafio cada vez maior.

Quando uma parte excessiva do salário é destinada à renda ou à prestação da casa, ficam comprometidas outras necessidades fundamentais. Poupar torna-se difícil, enfrentar uma despesa inesperada pode representar um problema grave e o recurso ao crédito pode transformar-se numa solução de recurso para despesas correntes.

Não podemos normalizar uma realidade em que trabalhar não chega para garantir o acesso a uma habitação digna. É necessário travar a escalada dos preços através de uma resposta estrutural: aumentar a oferta de habitação, simplificar e acelerar os processos de licenciamento, disponibilizar terrenos, recuperar imóveis devolutos e criar condições para construir a custos mais comportáveis.

Devem igualmente ser avaliadas medidas proporcionais que reduzam os comportamentos especulativos e promovam uma utilização mais eficiente do património habitacional, sem desincentivar a construção, o arrendamento ou o investimento necessário para aumentar a oferta.

A solução não passa por procurar culpados de forma indiscriminada, mas por corrigir os desequilíbrios que impedem o mercado de responder às necessidades reais da população.

Combater a inflação e recuperar o poder de compra

A inflação representa outro desafio, sobretudo quando incide sobre despesas das quais as famílias não podem prescindir. A alimentação, a energia e os transportes ocupam uma parcela significativa dos orçamentos familiares, pelo que qualquer aumento persistente nestes custos reduz a margem financeira disponível. É importante, contudo, distinguir a inflação geral da evolução dos preços da habitação. São fenómenos relacionados com o custo de vida, mas que exigem respostas diferentes.

No combate à inflação, o país deve promover a concorrência, a produtividade e o funcionamento eficiente dos mercados, avaliando medidas temporárias e devidamente fundamentadas quando os aumentos dos bens essenciais colocam em causa as condições de vida das famílias mais vulneráveis.

Na habitação, é necessário atuar sobre a oferta, os custos de construção, o licenciamento e os desequilíbrios entre os preços praticados e a capacidade financeira dos agregados familiares. Os aumentos salariais devem, por isso, ser avaliados em função da evolução do poder de compra real, e não apenas pelo número de euros acrescentados ao vencimento.

Uma economia que permita viver, e não apenas sobreviver

Portugal precisa de uma estratégia económica que articule três objetivos fundamentais: salários dignos, impostos mais baixos sobre o trabalho e habitação acessível.

Estas medidas devem ser acompanhadas pelo crescimento da produtividade, pela valorização das empresas que investem e criam emprego e por uma utilização criteriosa dos recursos públicos. Só assim será possível construir uma economia que concilie melhores rendimentos com estabilidade financeira e oportunidades reais para as novas gerações.

O crescimento económico não pode ser avaliado exclusivamente através de indicadores macroeconómicos. Esses indicadores são importantes, mas devem ser acompanhados por uma pergunta essencial: estão os portugueses a viver melhor?

Uma economia pode crescer e, ainda assim, deixar muitas famílias sem capacidade para poupar, adquirir habitação ou enfrentar imprevistos. É precisamente por isso que as políticas públicas devem ser avaliadas pelos seus resultados concretos na vida das pessoas.

Não se pretende defender aumentos salariais artificiais, desligados da produtividade, nem ignorar as dificuldades das empresas. Pretende-se exigir uma política económica equilibrada, em que o Estado, as empresas e os decisores públicos assumam as suas responsabilidades e em que o trabalhador não seja o elemento esquecido desta equação.

A dignidade de quem trabalha deve estar no centro das prioridades nacionais

O verdadeiro progresso não consiste em ganhar mais euros para pagar despesas cada vez maiores. Consiste em ganhar o suficiente para viver melhor, poupar, constituir família e construir um futuro com segurança e liberdade.

Portugal precisa de devolver aos seus cidadãos a confiança de que o trabalho continua a ser um caminho de mobilidade social e de realização pessoal. Aumentar salários é necessário. Reduzir a carga fiscal sobre o trabalho é essencial. Garantir habitação acessível é urgente.

Sem estas três dimensões, corremos o risco de continuar a anunciar melhorias económicas que uma parte significativa da população não consegue sentir na sua vida quotidiana.

Trabalhar para sobreviver não pode ser o destino de quem trabalha honestamente.
Trabalhar tem de voltar a ser um caminho para uma vida melhor.

Para ler o artigo anterior publicado pelo autor, clique aqui.

* Vogal da Direção Política Nacional do REAGIR

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Última hora de Ceuta, en directo | La policía traslada a cientos de migrantes de Ceuta a una nueva instalación acondicionada

La ciudad de Ceuta afronta las secuelas de la entrada masiva de miles de personas procedentes de Marruecos, en una nueva crisis migratoria que ha llevado al Ejecutivo de Pedro Sánchez a plantearse una reforma de la ley de extranjería para facilitar las repatriaciones en la frontera.

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