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Diocese do Algarve emite nota de pesar pelo falecimento do padre Elísio Dias

Com pesar, mas na esperança que nasce da Páscoa de Cristo, comunico a toda a Diocese do Algarve que o padre Elísio Dias faleceu na manhã de hoje, 19 de outubro, aos 95 anos. Para quem crê, a morte não é o fim do caminho. É a passagem para a casa do Pai, onde o Senhor acolhe aqueles que O procuraram servir ao longo da vida. «Eu sou a ressurreição e a vida» (Jo 11,25): é nesta promessa que hoje nos apoiamos. Convido todas as comunidades da Diocese, e de modo particular a querida comunidade paroquial de Quarteira, a agradecer a Deus pela vida, pela vocação e pelo ministério sacerdotal deste nosso irmão.

O padre Elísio Dias nasceu a 17 de dezembro de 1930, na freguesia de São Mamede de Vermil, no concelho de Guimarães. Depois de um período de discernimento vocacional na Congregação do Verbo Divino, entrou aos 25 anos no Seminário de Almada, juntamente com o padre Joaquim Correia, e ambos ficaram ligados à Diocese do Algarve. A sua vocação foi sempre marcada por um forte desejo missionário e pela disponibilidade para servir uma Igreja diferente daquela onde tinha nascido. Neste mês missionário, o seu percurso lembra-nos que a missão começa muitas vezes por deixar a própria terra para ir ao encontro de outro povo e fazer dele a sua família.

Foi ordenado sacerdote na Sé de Faro por D. Júlio Tavares Rebimbas, então Bispo do Algarve, a 30 de julho de 1967. A 7 de outubro desse ano foi nomeado pároco coadjutor de Portimão. A 15 de setembro de 1968 assumiu a paróquia de Quarteira, que serviu durante 46 anos, até 19 de setembro de 2014. Foi também capelão do Carmelo do Patacão, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores da Diocese do Algarve, e vigário da vara da antiga vigararia de Loulé/São Brás de Alportel. Em todos estes serviços manifestou o seu sentido de corresponsabilidade na vida diocesana.

A Diocese do Algarve recordará sempre o padre Elísio Dias como um grande construtor de pontes entre a Igreja, a sociedade civil e os promotores e empreendedores turísticos que, a partir da década de 1960, começaram a desenvolver os grandes projetos de Quarteira e Vilamoura. Soube compreender as profundas transformações sociais, demográficas e económicas daquela região. Procurou, com lucidez pastoral, que a presença da Igreja acompanhasse o enorme crescimento da população e do turismo, para que ninguém ficasse sem uma comunidade que o acolhesse.

Graças ao seu esforço, à sua persistência, à sua capacidade de diálogo e à sua diplomacia, a Diocese e, em particular, a paróquia de Quarteira ficaram dotadas de importantes infraestruturas religiosas, pastorais e sociais. Recordamos com especial gratidão a igreja de Nossa Senhora da Alegria, em Vilamoura, a igreja de Nossa Senhora de Fátima, nas Pereiras, a igreja de São Pedro do Mar e o complexo pastoral anexo, em Quarteira, e a remodelação profunda da igreja de Nossa Senhora da Conceição de Quarteira. Estas obras não são apenas edifícios. São lugares de fé e de oração, de encontro e acolhimento, de evangelização. Continuam a servir as comunidades e testemunham a visão pastoral de quem as sonhou e ergueu.

A esta herança junta-se a fundação do Centro Paroquial de Quarteira, com as suas múltiplas valências e serviços sociais. Ainda hoje servem crianças, idosos, famílias e pessoas em situação de pobreza, em Quarteira e também nas áreas vizinhas de Almancil e Loulé. O padre Elísio Dias soube ser uma ligação entre ricos e pobres. Pela confiança que inspirava e pelas relações que cultivava, levou muitas pessoas com capacidade económica a ajudar diretamente os mais necessitados, com apoios financeiros mas também com empregos estáveis. Para ele, a caridade não era uma ideia abstrata. Era uma resposta concreta à vida e às dificuldades das pessoas.

Recordamos igualmente o seu sentido de acolhimento e de fraternidade presbiteral. Recebeu sacerdotes amigos e colegas, nomeadamente os presbíteros vindos da Diocese de Aveiro em missão para o Algarve e para a paróquia de Quarteira. Acolheu também os sacerdotes que, durante o verão, ali colaboravam pastoralmente, para que os muitos turistas e visitantes em férias pudessem continuar e fortalecer a sua vida cristã. Esta abertura respondia às exigências de uma paróquia turística, cuja população crescia muito nos meses de verão. Era, sobretudo, expressão de comunhão e de fraternidade sacerdotal.

À comunidade paroquial de Quarteira dirijo uma palavra especialmente afetuosa. Várias gerações foram batizadas, acompanhadas, formadas e servidas pelo padre Elísio Dias. A sua memória permanecerá nos edifícios que ajudou a erguer, mas sobretudo nas pessoas, nas famílias e nas instituições marcadas pelo seu ministério. Recém-chegado a esta Diocese, recebo com gratidão esta herança, que nos pertence a todos.

Em nome da Diocese do Algarve, apresento sentidas condolências a toda a família do padre Elísio Dias. Agradeço-lhes profundamente o sacerdote que ofereceram à Igreja e todo o trabalho apostólico de que a Diocese beneficiou, e continuará a beneficiar, graças à sua presença e ao seu serviço durante quase cinco décadas no Algarve.

A Diocese do Algarve far-se-á representar na Eucaristia de terça-feira, 20 de outubro, às 19h00, na igreja paroquial de São Mamede de Vermil, em Guimarães, presidida pelo padre Miguel Lopes Neto. A Missa exequial será na quarta-feira, 21 de outubro, às 16h00, na mesma igreja. Será presidida por D. Manuel Quintas, Bispo Emérito de Faro, com a presença de vários presbíteros da nossa Diocese. O corpo do padre Elísio Dias ficará sepultado no cemitério de São Mamede de Vermil.

Confiamos o padre Elísio Dias à misericórdia de Deus e agradecemos o seu testemunho de fé, de dedicação e de serviço. Ao longo da vida construiu pontes entre a Igreja e o mundo, entre quem tinha muito e quem pouco tinha, entre os irmãos no sacerdócio. Que o Senhor, a quem serviu nos irmãos e nas comunidades que lhe foram confiadas, o acolha agora na plenitude da sua luz e da sua paz.

Rezai por ele e pela sua família. (sic)

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Município de Silves emite Nota de Pesar pelo falecimento de Vitorino Vieira Cavaco

Nota de Pesar

O Município de Silves manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Vitorino Vieira Cavaco, ocorrido no dia 7 de outubro, aos 94 anos de idade.

Vitorino Vieira Cavaco destacou-se, ao longo de várias décadas, pelo seu percurso de dedicação à causa pública, ao movimento associativo e à comunidade de São Bartolomeu de Messines e do concelho de Silves.

Após o 25 de Abril, integrou a Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines, tendo sido, em 1976, o primeiro presidente daquela Junta eleito democraticamente, cargo que exerceu durante vários mandatos. Foi também o primeiro presidente da Assembleia Municipal de Silves.

A sua intervenção cívica estendeu-se ao movimento associativo, tendo estado ligado a diversas instituições e coletividades do concelho, nomeadamente à União Desportiva Messinense, da qual foi sócio fundador e presidente da Direção, à Sociedade de Instrução e Recreio Messinense, à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Bartolomeu de Messines, à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra e à Casa do Povo de Messines.

O seu contributo para a comunidade foi reconhecido em diversas ocasiões, tendo sido convidado de destaque da Sessão Solene da Assembleia Municipal de Silves comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril.

O Município de Silves manifesta, igualmente, sentidas condolências pelo falecimento da sua esposa, Inácia Cavaco, ocorrido esta quinta-feira, 8 de outubro, aos 90 anos.

Neste momento de pesar, a autarquia presta homenagem à memória de Vitorino e Inácia Cavaco, reconhecendo o seu contributo para a comunidade.

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São Brás de Alportel despede-se da sua rainha, a mulher mais idosa de Portugal

O Município de São Brás de Alportel manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Maria da Conceição, aos 113 anos de idade, a mulher mais idosa de Portugal.

Carinhosamente conhecida como “Rainha” na Estrutura Residencial para Idosos da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, onde residia, Maria da Conceição nasceu em 1912, dois anos antes da fundação do concelho de São Brás de Alportel.

Ao longo dos seus 113 anos de vida, foi testemunha de momentos marcantes da história de Portugal e do mundo, atravessando diferentes épocas e profundas transformações do país, desde o nascimento do concelho de São Brás de Alportel até à democracia, à integração de Portugal na União Europeia e à atualidade.

Ao longo dos anos, a sua longevidade e a sua história de vida foram motivo de carinho e reconhecimento por parte da comunidade são-brasense, que acompanhou e celebrou vários dos seus aniversários.

Em setembro de 2020, durante uma visita oficial ao concelho, o então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, teve oportunidade de conhecer Maria da Conceição. Desde então, fez questão de lhe dirigir uma mensagem de parabéns por ocasião do seu aniversário.

Mulher de atitude e boa disposição , Maria da Conceição conquistou o carinho de todos os que com ela privaram, deixando na memória de quem a conheceu a marca de uma personalidade singular e de uma vida extraordinariamente longa.

O Município de São Brás de Alportel recorda, com respeito, carinho e gratidão, esta são-brasense que deixa uma história de vida singular, marcada por mais de um século de memórias e vivências.

À família e muito especialmente à Santa Casa da Misericórdia, à que foi família, com uma dedicação e abnegação inexcedíveis, o Município apresenta as mais sentidas condolências, com profunda gratidão.

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