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PF agrupa informações de Lulinha em um único inquérito

A Polícia Federal agrupou todas as informações relacionadas a Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, em um único inquérito. A medida foi adotada como estratégia para acelerar as investigações sobre suposto tráfico de influência no governo federal.

“Como as informações estavam meio jogadas, a PF diz que agrupou tudo em um caso só, o caso Lulinha”, explicou o analista de segurança pública Elijonas Maia durante o Live CNN desta quarta-feira (21).

Elijonas lembrou que os casos do INSS e do Master estão paralisados em um limbo jurídico, enquanto os inquéritos sobre suposto tráfico de influência, distribuídos entre os ministros André Mendonça e Flávio Dino, não enfrentam o mesmo obstáculo.

Lulinha é investigado por suposto tráfico de influência, com o caso sob relatoria do Supremo Tribunal Federal. As investigações tiveram origem no inquérito sobre descontos associativos irregulares contra aposentados e pensionistas do INSS.

A partir das informações coletadas naquele processo, incluindo a quebra de sigilo de Lulinha e mensagens encontradas durante as diligências, a PF reuniu novos elementos para abrir investigações separadas no STF.

Além de agrupar os processos, a PF pediu ao STF uma prorrogação do prazo de 60 dias para continuar as investigações.

Conexões investigadas pela PF

Entre os elementos centrais da investigação está a figura da empresária Roberta Luchsinger, apontada pela PF como lobista que teria atuado para garantir contratos no governo federal para seu grupo e para Lulinha. Segundo as apurações, Lulinha seria a pessoa responsável por “abrir portas” para esse grupo.

Um dos beneficiados pela influência de Lulinha seria Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, empresário com quem o filho do presidente teria mantido parceria em uma empresa de produtos à base de cannabis e realizado viagens, incluindo uma a Portugal.

A PF já havia solicitado internamente ao setor de inteligência um levantamento completo de todas as viagens de Lulinha com Antônio Camilo Antunes, além de informações sobre pagamentos, hospedagens e movimentações financeiras.

Esse levantamento seria feito em paralelo à análise da conta bancária de Lulinha, cuja quebra de sigilo foi autorizada pelo STF no início do ano.

Defesa rebate pedido da PF

Em resposta ao pedido de prorrogação, a defesa de Lulinha divulgou nota classificando as novas medidas requeridas pela Polícia Federal como “a mais clara e genuína expressão do fishing expedition“.

“É pesca probatória, você tentar buscar alguma prova em uma situação que já está aberta, mas que não tem nada, segundo a avaliação dos advogados”, explicou Elijonas.

Os advogados afirmaram ainda que, mesmo após a quebra de sigilo de Lulinha, nada foi encontrado que justificasse a continuidade das investigações.

A investigação começou a apontar para Lulinha quando uma testemunha afirmou à Polícia Federal que ele teria recebido uma mesada de R$ 300 mil de Antônio Camilo Antunes por meio da empresária Roberta Luchsinger.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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PF abre nove inquéritos para investigar incêndios no Amazonas

A PF (Polícia Federal) informou, na manhã desta quarta-feira (21), que abriu nove inquéritos para investigar possíveis incêndios criminosos no Amazonas. Os trabalhos, que também incluem ações de monitoramento, tem foco na identificação das causas e dos responsáveis pelas recentes ocorrências.

Os inquéritos foram abertos ao longo do novo período de queimadas que atinge o estado.

Segundo a corporação, as apurações abrangem diferentes municípios do Amazonas e incluem a análise de dados de satélite e levantamento de informações junto a órgãos públicos.

Entre as medidas que a PF adotou estão o acompanhamento semanal de alertas de incêndio, com base em dados de satélite, e a requisição de informações a órgão federais, estaduais e municipais. 

Há investigações relacionadas à ocorrências nos municípios de Autazes, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Manaquiri, Manaus, Iranduba e Canutama. Também estão previstos sobrevoos em áreas de interesse investigativo para auxiliar na identificação de possíveis pontos de origem do fogo. 

Cenário de investigações

Somente entre 2023 e 2026, a unidade responsável pelas investigações relatou 516 inquéritos policiais relacionados a crimes ambientais. Entre eles, 11 são especificamente de incêndios.

No mesmo período, 228 pessoas foram identificadas como possíveis autoras dos fatos e 113 foram indiciadas. Atualmente, 186 inquéritos policiais ambientais permanecem em andamento.

Situção de emergência

Ao menos 41 municípios no estado do Amazonas estão em situação de emergência, 16 em alerta e outros cinco em atenção.

Até o momento, já são 102.445 famílias atingidas por conta da estiagem, de acordo com o boletim do Governo de Amazonas dibvulgado nesta terça-feira (20).

• Governo do Amazonas

O governo federal informou que vai intensificar as ações de combate aos incêndios florestais e aos efeitos da estiagem no Amazonas.

Entre as medidas anunciadas nesta quarta-feira (21) estão o repasse de mais R$ 3,5 milhões para quatro municípios afetados, o início das atividades de uma base regional da FN-SUS (Força Nacional do SUS) em Manaus e o reforço das operações de fiscalização e investigação de possíveis crimes ambientais.

Até o momento, foram aprovados R$ 21,1 milhões em nove planos de trabalho da Defesa Civil Nacional, incluindo R$ 14,3 milhões encaminhados anteriormente e o novo repasse.

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PF faz operação contra fraudes em concurso público da UFRJ

A PF (Polícia Federal) realiza, na manhã desta quarta-fera (21), uma operação contra possíveis fraudes no concurso público para o provimento de cargos de Técnico Administrativo em Educação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), realizado no início de março de 2026.

Agentes cumprem 13 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, nos bairros de Realengo, Bangu e Taquara.

De acordo com a corporação, a investigação começou a partir de notícia-crime encaminhada pela empresa organizadora do concurso público, que apontou a presença de um padrão de respostas suspeito entre as provas de diversos candidatos.

A PF indica a possibilidade da existência de um esquema coletivo para fraudar os resultados do concurso e beneficiar certos participantes.

Os investigados podem responder pelo crime de fraude em certame de interesse público, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações.

(Em atualização)

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