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“Maldição de ‘Glee’”? Relembre mortes que marcaram elenco da série

Cerca de 11 anos após a exibição da grande final, a série adolescente “Glee” (2009-2015) ganhará um reboot inédito. A informação foi confirmada pela página oficial da produção nas redes sociais nesta quarta-feira (21).

Embora a produção não tenha elenco confirmado ou maiores detalhes sobre a trama, uma declaração recente de Ryan Murphy, criador da obra original, aponta que alguns nomes do elenco já conhecido pelo público podem retornar para o novo projeto.

Ainda que a série tenha feito sucesso por gerações, os bastidores da produção também ganharam destaque pela “maldição de ‘Glee'”. A teoria trágica começou a circular nas mídias sociais depois que três atores do grupo original faleceram de forma inesperada durante ou pouco tempo depois do fim das gravações.

Abaixo, a CNN Brasil relembra a morte de três membros de destaque do elenco original da primeira versão de “Glee”. Veja:

Cory Monteith (1982-2013)

Cory Monteith ficou conhecido por dar vida a Finn na série “Glee” • Reprodução/Instagram

Sendo o primeiro a partir de forma inesperada, o ator Cory Monteith, eternizado como Finn na trama, morreu quando a série ainda estava no ar. O ator protagonista foi encontrado morto em um quarto de hotel em Vancouver no dia 13 de julho de 2013, quando tinha 31 anos.

De acordo com o laudo da perícia, Monteith morreu em razão de uma mistura acidental de heroína injetada e ingestão de álcool. Ele namorava a atriz Lea Michele, colega de elenco em Glee, que dava vida à personagem Rachel Berry e fará seu retorno como a personagem no reboot.

Na época, Monteith já tinha passado por um processo de reabilitação por vício em drogas em abril de 2013 e falava abertamente sobre o problema. A morte de Cory causou grande repercussão entre os fãs da série e se tornou uma das maiores tragédias dos bastidores.

Naya Rivera (1987-2020)

Atriz Naya Rivera interpretou Santana Lopez na série 'Glee'
Atriz Naya Rivera interpretou Santana Lopez na série ‘Glee’ • Foto: Instagram/ Reprodução

Já Naya Rivera, eternizada pelo seu papel como Santana Lopez, tinha 33 anos quando faleceu por um afogamento acidental no Lago Piru, no Condado de Ventura, Califórnia, em meados de 2020. Na época, Rivera foi alvo de uma busca que durou vários dias.

No passeio de barco, ela estava acompanhada de seu filho Josey, que, na ocasião, tinha quatro anos. O menino foi encontrado sozinho e dormindo no barco. Após sua morte, vários atores do elenco se organizaram e formaram o grupo “Snixxmas” em sua homenagem.

Anualmente, em prol da caridade, os artistas se reúnem e realizam ações no final do ano para ajudar quem precisa. Em um dos primeiros anos da ação, eles chegaram a apresentar uma música inédita de Naya em troca de doações.

Mark Salling (1982-2018)

Mark Salling, ator de “Glee”, que faleceu de forma inesperada em 2018 • Reprodução/Instagram

Poucos anos após o fim das gravações do seriado, Mark Salling, que interpretava Noah “Puck” Puckerman, foi encontrado morto em 2018, aos 35 anos. Ainda hoje, a morte de Salling continua um mistério.

O pouco que se sabe sobre as circunstâncias do falecimento do ator é que a polícia respondeu a um chamado sobre uma morte em uma área de bosques de Tujunga, em Los Angeles, no dia 30 de janeiro daquele ano.

Dois anos antes, ele foi acusado de receber e armazenar materiais de pornografia infantil. Salling se declarou culpado da acusação de posse, e a sentença sairia em 7 de março do ano em que morreu.

Relembre a trama de “Glee” (2009-2015)

Lançado em meados de maio de 2009, “Glee” acompanha um grupo de estudantes que fazem parte do coral da escola. Entusiasmados e ambiciosos na sua luta para viver seu cotidiano nos cruéis corredores do colégio, enfrentam dilemas quanto à sexualidade e suas visões de futuro. Ao todo, são seis temporadas.

Embora o último episódio tenha sido lançado em março de 2015, alguns dos covers mais marcantes apresentados na série, como “Don’t Stop Believin”, do Journey, “Valerie”, da Amy Winehouse, e “Smooth Criminal”, de Michael Jackson, ainda fazem sucesso nas redes sociais atualmente.

O elenco original da série incluiu nomes como Lea Michele, Cory Monteith (1982-2013), Amber Riley, Chris Colfer, Dianna Agron, Naya Rivera (1987-2020), Heather Morris, Kevin McHale, Jenna Ushkowitz, Darren Criss, Harry Shum Jr. e Mark Salling (1982-2018).

*Com informações de Nicoly Bastos e Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil. Sob supervisão de Nathalie Ayres

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A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país

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A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no Brasil. Até o dia 16 de outubro, o número acumulado de óbitos em 2026 chegava a 318.945, segundo o Cardiômetro, ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) que passa a integrar o novo Hub de Doenças Cardiovasculares, plataforma lançada pela entidade em parceria com a World Heart Federation (WHF). Os dados mostram uma média de 1.194 mortes por dia, ou cerca de 50 óbitos por hora.

O Hub utiliza dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde do Brasil, e estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease (GBD) 2023. Para o cálculo das taxas de mortalidade com dados do SIM, são utilizadas estimativas populacionais disponibilizadas pelo DataSUS, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Segundo a SBC, entre os dados disponíveis no novo Hub estão as séries históricas de mortalidade observadas entre 2000 e 2024, assim como projeções para os próximos anos. De acordo com as estimativas, se mantida a tendência registrada nas últimas duas décadas, o Brasil teria um aumento de 10,8% nas mortes por doenças cardiovasculares até 2030, passando de 417.550 em 2024 para 462.573 em 2030.

O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, ressalta que as projeções representam cenários prováveis caso as tendências observadas nas últimas duas décadas se mantenham.

“Ou seja, a previsão não determina exatamente qual será o patamar em 2030, principalmente se houver mudanças significativas na prevalência de fatores de risco, na ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento e na implantação de políticas públicas de prevenção”, diz o médico.

Os dados reforçam a importância de intervenções capazes de alterar essa trajetória, como o controle da hipertensão e do diabetes, a redução do tabagismo, o combate à obesidade e ao sedentarismo e o atendimento rápido de casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ribeiro destaca que esforços nessas áreas resultaram na queda drástica da taxa de óbitos nos últimos 20 anos. Em 2024, a taxa de mortalidade era de 195 óbitos a cada 100 mil habitantes, uma redução de 36% com relação aos anos 2000, em que a taxa era de 306,4 óbitos por 100 mil. 

A nova plataforma também permite visualizar diferenças entre os estados brasileiros. Nos dados apresentados pelo Hub, o estado de Alagoas registra a maior taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares, com 245,5 óbitos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem o Amapá, com 225,1 óbitos por 100 mil habitantes, e Mato Grosso do Sul, com 220,4.

Plataforma

Apresentado no dia de abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro em conjunto com o Congresso Mundial de Cardiologia, o novo Hub reúne dados epidemiológicos sobre as principais doenças cardiovasculares no Brasil em um ambiente único. A plataforma permite consultar números absolutos, taxas, séries históricas oficiais e estimativas comparáveis internacionalmente, além de visualizar indicadores por estado, sexo e faixa etária.

A iniciativa busca facilitar o acesso e a interpretação de informações sobre saúde cardiovascular para pesquisadores, jornalistas, comunicadores, criadores de conteúdo de ciência, profissionais de saúde, gestores públicos e demais interessados. Além de reunir diferentes bases de dados, a ferramenta oferece recursos de visualização, comparação e exportação que permitem explorar os indicadores e produzir conteúdos baseados em evidências.

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Atirador mata pelo menos 4 pessoas em escola dos Estados Unidos

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Um atirador de 16 anos abriu fogo nessa quinta-feira (15) em uma escola em Bend, no estado norte-americano do Oregon, matando quatro pessoas, incluindo três crianças. Ele foi morto por um morador da comunidade que o havia perseguido até dentro da escola, informou a polícia.

O atirador entrou na Escola Primária Silver Rail atirando nas portas trancadas, disse a polícia, sem fornecer mais detalhes além da idade do suspeito.

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As vítimas são crianças de 5, 8 e 11 anos e um professor. Além disso, um aluno de 7 anos e um professor de 54 foram levados ao hospital com ferimentos graves, informou o chefe de polícia de Bend, Mike Krantz, em entrevista.coletiva

A governadora do Oregon, Tina Kotek, que participou da coletiva, agradeceu ao integrante da comunidade que “interveio heroicamente para impedir mais perdas de vidas”.

“Nenhum pai ou mãe deveria passar por um dia assim, e nenhuma comunidade deveria ter que viver isso. E à medida que soubermos mais sobre as crianças e os adultos que foram mortos ou feridos, e sobre suas famílias e entes queridos, vamos chorar muito, vamos chorar juntos e, provavelmente, vamos chorar em particular”, disse Kotek.

Krantz afirmou que o membro da comunidade, cuja identidade ele não revelou, viu o suspeito entrar na escola e o perseguiu.

Tiroteios em escolas se tornaram um fenômeno recorrente na vida norte-americana, incluindo ataques de grande repercussão, como os ocorridos na Columbine High School em 1999, na Sandy Hook Elementary School em 2012, na Marjory Stoneman Douglas High School em 2018 e na Robb Elementary School em Uvalde, Texas, em 2022.

Cada tiroteio reacende os debates sobre as leis de porte de armas em um país onde o direito ao porte é protegido pela Segunda Emenda da Constituição. Defensores do direito ao porte de armas têm sugerido o armamento de professores como forma de defesa.

Krantz disse que todos os policiais de Bend passaram por um dia inteiro de treinamento para lidar com atiradores ativos em agosto.

“Infelizmente, isso é algo para o qual treinamos regularmente, e precisamos fazer isso”, declarou Krantz. “Essa será uma investigação longa.”

* (Reportagem adicional de Kanishka Singh e Jasper Ward)

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