Exército prepara zona de testes para tecnologias de defesa em três regiões

O Exército Português está a preparar a criação de uma zona livre tecnológica para testar e validar novas tecnologias de Defesa em três regiões do país. A infraestrutura, designada Zona Livre Tecnológica (ZLT) D. Afonso Henriques, deverá abranger áreas militares em Santa Margarida, no concelho de Constância, São Jacinto, em Aveiro, e Beja. A gestão da ZLT será assegurada pelo Centro de Experimentação e Modernização Tecnológica do Exército (CEMTEx). Consolidar Portugal como “um espaço de referência para a experimentação tecnológica e operacional no contexto europeu e da NATO” está entre os objetivos.
“A futura ZLT permitirá disponibilizar infraestruturas militares, meios tecnológicos e recursos humanos especializados para a experimentação de soluções inovadoras, com especial incidência nas áreas da Segurança e Defesa, incluindo tecnologias de duplo uso, com aplicações militares e civis”, refere porta-voz do Exército ao ECO/eRadar.
O projeto, em processo de aprovação, pretende aproximar as Forças Armadas, a indústria e a academia, permitindo experimentar tecnologias em condições próximas das operações militares antes de uma eventual integração nas capacidades do Exército.
O Exército já realiza anualmente um exercício operacional em Santa Margarida, o Artex, permitindo a empresas e entidades, testar em ambiente real as suas soluções. E, recentemente, o CEMTEx, organismo a quem cabe a gestão da ZLT — “será responsável por planear, coordenar e acompanhar os testes, bem como pela articulação com as entidades reguladoras e pela disponibilização dos meios técnicos, operacionais e logísticos necessários” — passou a integrar a rede de centros de testes e experimentação da NATO DIANA, uma iniciativa da Aliança Atlântica visando acelerar o desenvolvimento de tecnologias emergentes e disruptivas de startups ou PME no setor da defesa.

Com a criação da ZLT o ramo das Forças Armadas dá um novo passo ampliando os ambientes de experimentação. “A distribuição por Santa Margarida, São Jacinto e Beja constitui uma das principais características diferenciadoras do projeto, permitindo realizar testes em ambientes terrestres, aéreos e aquáticos. As infraestruturas previstas incluem extensas áreas terrestres, superfícies de água interiores, acesso ao mar através da Ria de Aveiro, um aeródromo militar, espaços aéreos segregados e instalações de apoio à monitorização e segurança dos testes”, descreve porta-voz do Exército Português.
“Esta diversidade permitirá experimentar sistemas autónomos e não tripulados, sensores, comunicações, robótica e outras tecnologias emergentes, incluindo soluções que integrem diferentes domínios operacionais“, destaca a mesma fonte do ramo das Forças Armadas.
Mas mais do que ampliar áreas de experimento projeto, cuja gestão será assegurada pelo Centro de Experimentação e Modernização Tecnológica do Exército (CEMTEx) — que “será responsável por planear, coordenar e acompanhar os testes, bem como pela articulação com as entidades reguladoras e pela disponibilização dos meios técnicos, operacionais e logísticos necessários” — tem outro objetivo.
A distribuição por Santa Margarida, São Jacinto e Beja constitui uma das principais características diferenciadoras do projeto, permitindo realizar testes em ambientes terrestres, aéreos e aquáticos. As infraestruturas previstas incluem extensas áreas terrestres, superfícies de água interiores, acesso ao mar através da Ria de Aveiro, um aeródromo militar, espaços aéreos segregados e instalações de apoio à monitorização e segurança dos testes.
“Pretende criar uma ligação permanente entre as necessidades operacionais das Forças Armadas, a investigação científica e a capacidade de inovação da indústria, transformando conhecimento e tecnologia em soluções concretas para a Defesa”, refere porta-voz do Exército Português.
A ZLT D. Afonso Henriques posiciona-se como uma plataforma de inovação aberta, acessível a empresas, startups, universidades, centros de investigação e parceiros internacionais. “Ao permitir testar tecnologias em condições operacionais exigentes, o projeto poderá contribuir para reduzir riscos de desenvolvimento, acelerar a maturação tecnológica e reforçar a competitividade das empresas portuguesas nos mercados internacionais”, aponta o porta-voz do Exército.

Constitui ainda “um instrumento para atrair investimento, projetos de investigação e desenvolvimento e talento especializado, promovendo o fortalecimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa nacional”, destaca.
A iniciativa enquadra-se na “estratégia de modernização e transformação do Exército Português, procurando consolidar Portugal como um espaço de referência para a experimentação tecnológica e operacional no contexto europeu e da NATO”.

A Constelação Atlântico foi reforçada esta terça-feira com dois novos satélites que vão ser operadoras pela Força Aérea e que adicionam capacidade soberana de Portugal para observar e monitorizar o território nacional e o espaço atlântico.








A Autonomous Defense Systems (ADS) fechou um contrato de cerca de 134 mil euros com o Exército Português para o fornecimento de 45 drones para os batalhões de Infantaria estacionados na zona militar da Madeira e dos Açores. Depois dos drones e sistema anti-drones, a empresa de Palmela já está trabalhar na entrada num novo segmento, o dos veículos terrestres não tripulados de uso dual. Com “vocação exportadora”, a companhia tem a Ucrânia e Brasil como mercados prioritários. 








