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Carnaval de Verão traz energia, foliões e animação a Altura

A Avenida 24 de Junho, em Altura, vai transformar-se num autêntico sambódromo no sábado, dia 8 de agosto, com a realização do Carnaval de Verão, a partir das 22h00, com entrada livre.

Inspirado no cortejo de Carnaval, que é um dos mais celebrados no sotavento algarvio, esta iniciativa contará com carros e estruturas alegóricas, com foco no aproveitamento e na reutilização de materiais da edição que decorreu em fevereiro deste ano.

Com o mesmo tema, “Culturas e Tradições do Mundo”, o desfile contará com centenas de foliões e figurantes, que vão encher de cor e alegria a zona central da Avenida 24 de Junho, ao mesmo tempo que decorre o Mercadinho de Verão.

Integrado na programação da Animação de Verão em Altura, o evento termina no palco da Zona de Lazer, com um concerto dos “Pau de Arara”. 

A iniciativa é organizada pela Junta de Freguesia de Altura, em parceria com o Município de Castro Marim.

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38.º Festival do Marisco arranca na próxima segunda feira

O Jardim Pescador Olhanense volta a ser palco do maior evento gastronómico a sul do país.

De 10 a 15 de agosto, o 38.º Festival do Marisco reúne o melhor da gastronomia da Ria Formosa, um cartaz musical de excelência e várias novidades que prometem tornar a experiência dos visitantes ainda mais confortável e completa.

A inauguração oficial realiza-se na próxima segunda feira, dia 10 de agosto, pelas 19:30, e contará com a presença do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.

Considerado um dos eventos mais emblemáticos do verão algarvio, o Festival do Marisco volta a afirmar Olhão como capital da gastronomia ligada ao mar, dando destaque aos mariscos e bivalves mais frescos da Ria Formosa, preparados num ambiente único junto à frente ribeirinha.

À componente gastronómica. junta-se um cartaz musical de grande qualidade, com artistas nacionais e internacionais que prometem animar as seis noites do festival:

10 de agosto – Matias Damásio;

11 de agosto – Deejay Telio;

12 de agosto – Némanus;

13 de agosto – Calema;

14 de agosto – Mariza;

15 de agosto – Daniela Mercury.

A edição de 2026 apresenta, ainda, diversas novidades pensadas para melhorar a experiência de quem visita o recinto. Entre elas, destaca-se a criação de um novo espaço dedicado à venda de marisco, permitindo reduzir tempos de espera e proporcionar maior fluidez no serviço.

Na área de street food, para além das já habituais propostas como hambúrgueres e pizzas, estreia-se este ano o Poke Market, alargando a diversidade da oferta gastronómica disponível.

Os visitantes poderão, ainda, encontrar um espaço da pastelaria Kubidoce, que apresentará algumas das suas especialidades inspiradas na tradição e identidade do concelho, como o floripes e o moncarapachense.

Outra das novidades passa pela distribuição de pulseiras com um código QR em praias e outros locais estratégicos. Através desse código, os visitantes poderão aceder a uma comunidade oficial no WhatsApp, onde serão disponibilizadas informações úteis sobre o evento, nomeadamente estacionamentos, acessos, entradas, localização dos espaços de restauração e outras informações práticas. No final, será, igualmente, possível responder a um questionário de satisfação, contribuindo para a melhoria contínua do Festival.

Atendendo ao facto de os Mercados de Olhão serem semifinalistas nacionais da iniciativa Novas 7 Maravilhas de Portugal, o recinto contará, igualmente, com um espaço dedicado à divulgação da candidatura, onde os visitantes poderão conhecer melhor este património emblemático do concelho e receber brindes alusivos à campanha.

Os bilhetes encontram-se disponíveis na Ticketline, nos pontos de venda habituais e também nas bilheteiras do recinto durante os dias do evento.

Durante seis dias, o Festival do Marisco volta a reunir os sabores únicos da Ria Formosa, a melhor música e milhares de visitantes, reforçando o seu estatuto como um dos maiores e mais importantes eventos turísticos e gastronómicos de Portugal.

Mais do que um festival, o Festival do Marisco é uma celebração da identidade marítima de Olhão, da excelência da sua gastronomia e da hospitalidade do concelho.

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Governar ou representar?

Hoje assinala-se o Dia Mundial do Teatro. Em teoria, é um dia para celebrar a arte, os
atores, os textos que nos fazem pensar e sentir. O teatro, quando é sério, não é só
entretenimento, é um espelho desconfortável daquilo que somos. Expõe, provoca,
obriga a encarar verdades que muitas vezes preferíamos evitar.
Talvez por isso seja impossível não fazer um paralelismo com aquilo em que se
transformou a nossa vida política.
Há qualquer coisa de profundamente teatral — no pior sentido da palavra — na forma
como hoje se faz política. Não no sentido nobre da representação, mas na encenação
vazia. Nos discursos cuidadosamente ensaiados. Nas indignações seletivas. Nas
conferências de imprensa onde já se sabe, à partida, o que vai ser dito e como vai ser
dito.
Tudo parece coreografado. Nada parece espontâneo.
Os políticos falam, mas raramente dizem. Prometem, mas quase nunca se
comprometem. E, acima de tudo, representam proximidade, representam convicção,
representam firmeza. É uma sucessão de papéis, ajustados ao momento, ao público e
às sondagens.
O problema é que isto já não engana muita gente.
Ao contrário do teatro a sério, onde há talento, trabalho e respeito por quem está a
ver, esta versão política da representação vive de clichés e de frases feitas. É uma peça
repetida vezes sem conta, com pequenas variações, mas sempre com o mesmo fundo:
pouco conteúdo e muita aparência.
E depois há o público — nós. Durante muito tempo, aceitámos este papel de
espectadores. Uns aplaudem, outros assobiam, mas no fundo continuamos sentados, à
espera que a peça melhore.
O mais grave é que, enquanto se representa, o essencial vai ficando por fazer. Os
problemas acumulam-se, as decisões adiam-se, e a realidade — essa, que não se deixa
encenar — acaba sempre por impor-se.
Talvez este Dia Mundial do Teatro sirva, pelo menos, para isto: para nos lembrar que
há uma diferença enorme entre representar bem e fingir mal.
A política não precisa de mais atores. Precisa de menos teatro.

(Aqui tem uma gravação com o texto lido pela autora)

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