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Jorge Palma: Uma vida feita de canções e palavras

Rita Carmo/Blitz

Jorge Palma, 76 anos, mais de meio século de carreira e uma obra que deixa uma marca profunda na música portuguesa. A notícia da sua morte foi avançada pela família do músico e compositor, numa mensagem publicada nas redes sociais, onde a mulher, os dois filhos e os agentes assinalam a sua “obra assinalável” e pedem que Palma seja recordado, sobretudo, pelas “canções e palavras” de uma vida dedicada à música.

Jorge Palma é um nome incontornável do panorama musical português. Ao longo de décadas, construiu uma obra onde se cruzam a música, a poesia e uma forma muito própria de olhar para a vida. Temas como “Frágil”, “Deixa-me Rir”, “Dá-me Lume” e “Encosta-te a Mim” tornaram-se parte da memória coletiva e atravessaram gerações.

Compositor, poeta, intérprete e pianista exímio, a sua vida e a sua arte sempre se fundiram num único caminho. Começou a aprender piano com apenas seis anos e, mais tarde, percorreu a Europa de guitarra às costas, atuando nas ruas de cidades como Paris e Copenhaga. Concluiu o curso superior de piano em 1990, editou diversos discos de originais, acumulou discos de ouro e atingiu a dupla platina com o álbum Voo Noturno.

Em abril deste ano, e em reconhecimento de uma carreira com mais de cinco décadas, Jorge Palma recebeu o Prémio Carreira nos Prémios Play, numa cerimónia realizada no Coliseu de Lisboa. Um reconhecimento que se junta a muitos outros ao longo de um percurso artístico singular.

Em 2019, tivemos oportunidade de conversar com Jorge Palma. Recuperamos agora algumas das palavras que nos deixou nessa entrevista, numa homenagem à sua vida, à sua música e ao homem por detrás das canções. Quando falava sobre a sua carreira, Palma definia-se com a modéstia que também o caracterizava: “Eu sou um mutante… No fundo, sou a mesma pessoa que era aos dez anos. Mas, como passei por tanto, atravessei tanto espaço, tempo e aventuras, acho que as coisas nos vão moldando. Felizmente, posso dizer que até agora tenho tido uma vida excelente.” Para Jorge Palma, a criação musical era um processo misterioso e contínuo. A inspiração podia surgir nos momentos mais inesperados, até naquele instante entre o sono e a vigília. “Um gravador ou ditafone dá muito jeito, nem que seja quando estou a acordar”, contava-nos. “Muitas vezes, naquele ponto em que já estou praticamente a dormir, ouço coisas e penso: ‘Epá, não me apetece levantar.’ Tenho preguiça e digo para mim mesmo que amanhã me lembro. Faço um memorando mental da pauta e, no dia seguinte, não me lembro de nada!” Sobre a origem das melodias e das palavras, explicava que o processo podia nascer de diferentes formas. Às vezes, surgia um texto que já parecia trazer consigo a música. Outras vezes, tudo começava pela construção de uma linha de baixo, seguida da harmonia e da melodia. Depois, vinha a espera, a procura pela palavra certa: “Ficar meses em ‘banho-maria’, à espera da letra certa.” A grande fonte de inspiração era, afinal, a própria vida. As pessoas, o amor, as experiências, os livros que leu, o cinema, o teatro e até as artes plásticas. Chegou mesmo a compor uma canção inteira depois de observar um quadro. 

Mas a vida de Jorge Palma também foi feita de confrontos pessoais e de escolhas difíceis. Em 2014, decidiu fazer uma pausa e procurar ajuda para cuidar da sua saúde e ultrapassar a dependência do álcool. “O álcool, por acaso, não me estragou a vida, mas podia ter estragado. Tive a sensatez de olhar para mim e dizer: ‘Chega'”, recordava. A consciência da possibilidade de uma recaída levou-o a manter uma atenção permanente sobre si próprio. “Podemos estar quatro ou cinco anos sem beber e, numa festa, tomar um copo. Eu já sei qual é o percurso. Quando percebo que me está a apetecer ou começo a pensar em álcool, tenho o telefone do meu psiquiatra e vou falar com ele para dizer que estou a escorregar.” Nesse caminho, a presença dos amigos revelou-se fundamental. Alguns afastaram-se por falta de paciência durante a fase da “onda líquida”, mas os verdadeiros amigos permaneceram por perto, disponíveis a qualquer hora. “Isso é muito reconfortante”, dizia. Nos últimos anos, o palco ganhou também uma dimensão familiar e particularmente emotiva. Vicente Palma partilhava o palco com o pai há vários anos, revelando um talento crescente. Francisco, o filho mais novo, seguiu igualmente o caminho da música, tendo estudado piano e guitarra. Sobre os filhos, Jorge Palma brincava: “Toca muito sozinho e toca melhor guitarra do que eu, o que também não é difícil!” E acrescentava: “É muito bom ter dois filhos bastante musicais. O Francisco vai ser tão bom músico como o Vicente.” Jorge Palma tinha ainda um baú cheio de novas canções e ideias. 

Até ao fim, manteve o desejo de criar, de partilhar novas músicas com o público e de colaborar com outros artistas. É também por isso que, para além dos discos, dos palcos e dos prémios, ficam as palavras. As que escreveu, as que cantou e aquelas que nos deixou numa conversa em 2019. Uma obra feita de música, poesia, histórias, fragilidades, encontros e vida. Uma obra que permanece e que continuará a fazer de Jorge Palma uma das figuras incontornáveis da música portuguesa.

Para relembrar: pode voltar a ouvir a entrevista de Madalena Balça a Jorge Palma no programa Café Com, da Camões Rádio, e revê-la na Camões TV+. Uma produção MDC Media Group e de Paulo Perdiz, com som e imagem de Guilherme Ferro.

Paulo Perdiz/MS

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Morcela com Ananás

Créditos: MDC Media Group

Ingredientes

  • 1 morcela
  • 3 rodelas de ananás
  • Azeite q.b.
  • Manteiga
  • Açúcar
  • Lascas de queijo
  • Tomate-cereja
  • Fatias de pão

Modo de preparação

Aqueça um sauté em lume médio e cozinhe a morcela até ficar bem dourada dos dois lados. Retire e reserve. Cozinhe a morcela em lume médio para ficar estaladiça sem queimar. Noutro sauté, coloque um fio de azeite, a manteiga e o açúcar.

Junte os pedaços de ananás e deixe cozinhar até ficarem ligeiramente caramelizados. Retire do sauté e reserve. Vire o ananás com cuidado para caramelizar uniformemente dos dois lados. No mesmo sauté, salteie os tomates-cereja até começarem a amolecer e a ganhar uma ligeira cor dourada. Torre ligeiramente as fatias de pão até ficarem douradas.

O pão rústico é ideal porque mantém a textura estaladiça com os ingredientes por cima. Coloque um pedaço de ananás caramelizado sobre cada fatia de pão. Coloque uma rodela de morcela por cima do ananás.

Decore com lascas de queijo e tomate-cereja salteado antes de servir. Utilize um queijo português de cura média para um sabor mais tradicional. Sirva de imediato para manter o pão estaladiço e os ingredientes bem quentes. Bom apetite!

Rosa Bandeira/MS

Clique AQUI para ver como se faz!

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Clooney a viver em Portugal?

CBC

Parece que há mais uma figura de Hollywood a querer mudar-se para Portugal. George Clooney e a mulher Amal terão comprado um apartamento de luxo em Lisboa, na zona de Campolide, e podem estar prestes a viver no nosso país. A informação foi adiantada por Adriano Silva Martins no programa “V+ Fama”, do canal V+, que explicou todos os detalhes.

Segundo o apresentador, o casal visitou a casa, gostou do que viu e aproveitou ainda para ir almoçar a um famoso restaurante da capital. “George Clooney e Amal Clooney estão a ponderar vir morar para Portugal. Estiveram, no princípio de setembro, a visitar uma casa fabulosa, um apartamento no Infinity Tower em Lisboa. Trata-se da penthouse desde edifício, um dos mais caros de Lisboa”, começou por explicar. “Foram visitar a casa, que custa mais de 6 milhões de euros, e gostaram muito, muito, da casa. Dizem-nos que o negócio está fechado”, acrescentou.

Adriano confessou que os dois podem em breve “mudar-se do castelo onde vivem em França para vir morar em Portugal”. “Depois de visitarem esta casa foram almoçar à Taberna Preciosa, um restaurante típico muito próximo da Infinity Tower e, à tarde, fizeram uma visita ao liceu francês”, disse ainda o comunicador, possivelmente para os dois filhos do casal, os gémeos Alexander e Ella, de nove anos.

MS

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Ler por prazer faz bem à saúde (e nunca é tarde para começar)

DR.

Uma boa notícia para quem gosta de livros: um novo estudo sugere que ler por gosto, seja um romance ligeiro, um clássico ou até banda desenhada, traz benefícios reais para a saúde. A investigação da Universidade de Cambridge associou a leitura a melhor saúde mental, maior empatia e menor risco de desenvolver demência. 

Os investigadores não fizeram apenas uma experiência isolada; analisaram dados de estudos já existentes, que envolveram milhares de adultos e crianças. Um deles associou a leitura a uma redução de 33% no risco de doença de Alzheimer. Houve ainda uma descoberta inesperada: além de melhorar a literacia, a leitura foi também relacionada com melhores resultados em matemática, já que ambas partilham processos cognitivos semelhantes. 

A líder do estudo, a professora Barbara Sahakian, defende que o hábito deve ser incentivado desde cedo, mas sublinha que nunca é tarde para começar, e que os benefícios se podem sentir ao longo de toda a vida, até à velhice.  Há países que já estão a transformar esta ideia em política pública. Em Singapura, os habitantes podem agora acompanhar os seus hábitos de leitura e até ganhar recompensas através da nova plataforma Read SG, uma iniciativa da biblioteca nacional para contrariar o tempo passado a fazer scroll no telemóvel. O objetivo inicial é simples: ler apenas 15 minutos por dia, no autocarro, antes de dormir ou ao almoço. Uma meta ao alcance de qualquer pessoa.

MS

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O novo telescópio da NASA já “vê” as estrelas

Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da NASA. (NASA)

O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da NASA, acaba de passar um dos testes mais importantes da sua missão. Lançado a 30 de agosto de 2026, o observatório está a caminho do ponto L2, a cerca de um milhão e meio de quilómetros da Terra, e já ligou a sua principal ferramenta. A equipa ativou com sucesso o Wide Field Instrument, uma câmara de infravermelhos de 300 megapíxeis capaz de explorar grandes áreas do cosmos rapidamente sem perder detalhe. 

Para isso foi preciso paciência: a 11 de setembro, os engenheiros desligaram os aquecedores do instrumento e deixaram-no arrefecer até cerca de 143 graus negativos, o que permitiu ativar os 18 detetores de infravermelhos. As primeiras imagens de teste mostram os primeiros fotões de luz estelar a atingir os sensores, e a equipa confirmou também que o controlo térmico está a funcionar como previsto. 

O que torna o Roman especial é a escala. Cada imagem abrangerá uma porção de céu maior do que a Lua cheia, com a nitidez de telescópios como o Hubble. Em cinco anos, deverá cartografar mais de 50 vezes a área de céu que o Hubble observou em 30 anos. Há ainda uma surpresa agradável: uma primeira correção de trajetória muito precisa, juntamente com outras poupanças de combustível, deverá mais do que duplicar a vida útil potencial da missão.  O próximo passo é calibrar os instrumentos. As primeiras imagens deverão chegar por volta da época natalícia, e as operações científicas estão previstas para janeiro de 2027, com foco na matéria escura, na energia escura e em planetas fora do Sistema Solar. 

MS

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Ontário investe $11M em novo complexo de processamento de cobre e paládio

Photo: @copyright

O governo de Ontário anunciou um investimento de $11 milhões para apoiar a construção do novo complexo de processamento de cobre e paládio da Generation Mining, avaliado em $410 milhões, em Marathon, Ontário.

O projeto é o primeiro beneficiário do novo Fundo de Processamento de Minerais Críticos (CMPF) e, quando estiver totalmente operacional, o projeto de Marathon criará mais de 450 postos de trabalho, além dos 800 empregos inicialmente apoiados durante a fase de construção.

“O cobre e o paládio têm uma vasta gama de aplicações industriais, tornando-se cada vez mais importantes para o futuro económico de Ontário, à medida que a procura por sistemas de transmissão de energia, veículos elétricos, infraestruturas de energia limpa e tecnologias de defesa continua a crescer”, explica um comunicado.

A instalação de processamento também desempenhará um papel no avanço do Projeto Marathon da empresa, num valor global de $992 milhões.

O CMPF, dotado de $500 milhões, é gerido através da Invest Ontario.

DCN/MS

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Tarifas de retaliação aumentam custos das casas em ambos os lados da fronteira

Photo: @copyright

Um novo relatório preparado recentemente pelo Conselho de Construção Residencial de Ontário (RESCON) mostra que o constante “toma lá, dá cá” de tarifas entre o Canadá e os EUA está a aumentar significativamente o custo das casas novas.

As contra-tarifas impostas a 8 de setembro vão adicionar entre $9.000 e $14.000 ao custo de uma casa unifamiliar típica em Ontário, e entre $18.000 e $28.000 a um apartamento num edifício de média altura. Isto junta-se ao encargo de $15.000 a $25.000 que as habitações já suportavam devido às medidas impostas em março de 2025, nota um comunicado.

“Isto não deve, de forma alguma, ser interpretado como uma crítica à decisão do governo canadiano de responder aos EUA com contra-tarifas”, explica o presidente do RESCON, Richard Lyall, em comunicado. “Enfrentando tarifas substanciais dos EUA, o Canadá tinha pouca escolha a não ser agir, já que nenhuma nação soberana pode simplesmente ficar de braços cruzados enquanto indústrias-chave são alvo de medidas comerciais punitivas.”

“No entanto, esta não é uma boa situação para o setor da construção residencial. As tarifas causam danos em ambas as economias. Não são medidas de prosperidade e vão tornar a construção de casas mais dispendiosa, tanto no Canadá como nos EUA.”

Os custos vão subir para tudo: desde aço estrutural e varões de ferro a cablagem e produtos de vinil, radiadores e ferragens de armários, alcatifas e bombas de calor.

O comunicado refere que a modelação feita pela Associação de Municípios de Ontário e pela Oxford Economics estima o impacto em Ontário em $2,68 mil milhões de PIB e na perda de 14.000 empregos na construção em 2026 – isto antes da implementação das contra-tarifas de 8 de setembro. Uma leitura preliminar sugere que o início da construção de habitações em Ontário em 2027 poderá ficar 8.000 a 12.000 unidades abaixo da linha de base atual da CMHC (Sociedade Canadiana de Hipotecas e Habitação), caso não seja concedida nenhuma isenção para o setor residencial.

Lyall alerta que os construtores não conseguirão absorver os aumentos sem passar os custos para os compradores de casas e inquilinos. Isto vai agravar ainda mais a crise de acessibilidade tanto nos EUA como no Canadá.

“Tanto o Canadá como os EUA estão a lutar contra graves desafios de acessibilidade à habitação; a última coisa de que precisamos é de uma guerra tarifária em escalada que aumente o custo de construção de casas”, acrescenta Lyall. “No entanto, é precisamente onde nos encontramos hoje. A guerra comercial entre os dois parceiros económicos mais próximos do mundo só vai piorar a crise da habitação.”

Um relatório elaborado pela Oxford Economics para o Conselho Empresarial Canadiano-Americano sublinha a importância da longa relação comercial entre o Canadá e os EUA. Um colapso total do Acordo Canadá-Estados Unidos-México (CUSMA/USMCA) poderia resultar em perdas económicas acumuladas de até $1,4 biliões (USD) nos EUA e $523 mil milhões (CAD) no Canadá. Em contrapartida, um acordo melhorado poderia adicionar $432 mil milhões (USD) ao PIB americano e $253 mil milhões (CAD) ao PIB canadiano ao longo da próxima década, apoiando dezenas de milhares de postos de trabalho adicionais em ambos os lados da fronteira.

“A imposição de tarifas criou um problema onde ele não existia”, diz Lyall. “É o equivalente a dar um tiro no próprio pé. As tarifas não são a resposta. E apenas agravam a nossa crise de oferta e acessibilidade à habitação. Não se constroem mais casas impondo tarifas e aumentando preços.”

DCN/MS

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Bodyboard: Luana Dourado é campeã mundial de bodyboard

CBC

Luana Dourado conquistou o título de campeã mundial júnior de bodyboard no Brasil, na Praia do Solemar, em Jacaraípe, na última etapa do circuito.

Depois de três anos consecutivos como vice-campeã do mundo, a bodyboarder lusa de 17 anos está finalmente na posse do troféu, tendo sucedido à compatriota Alice Teotónio, terceira classificada este ano.

Luana Dourado impôs-se na final à brasileira Melissa Souza por 12,50 pontos contra 8,75. «Não sei o que dizer. Estou muito contente. Treinei muito para obter este troféu», disse muito emocionada, sem conter as lágrimas, a nova campeã do mundo júnior.

Ao longo da competição, a atleta do Clube Naval Povoense evidenciou consistência e qualidade nas ondas brasileiras. Nas meias-finais afastou a francesa Emie Padois, depois de já ter eliminado a brasileira Karen Souza nas rondas anteriores. Na fase de grupos, superou ainda uma bateria que contou com as portuguesas Carolina Dias e Sofia Pinheiro.

A conquista reforça o estatuto de Luana Dourado como uma das maiores promessas do bodyboard feminino português. Aos títulos nacionais e europeus já conquistados junta agora a mais prestigiante distinção do escalão júnior mundial e o feito foi celebrado pelo Clube Naval Povoense nas redes sociais.

A Bola/MS

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FIFA: Final do Mundial 2030 afasta-se da Península Ibérica

FIFA

Casablanca ganha terreno a Madrid na corrida pelo jogo decisivo, reconhece o presidente da Câmara da capital espanhola

A final do Mundial 2030, organizado em conjunto por Portugal, Espanha e Marrocos, está a afastar-se da Península Ibérica. Casablanca ganha força na corrida para receber o jogo mais importante do torneio, enquanto Madrid vê crescer a incerteza em torno do Santiago Bernabéu.

José Luis Martínez-Almeida, presidente da Câmara de Madrid, considera mesmo que Casablanca tem atualmente mais possibilidades de acolher a final do que a capital espanhola. «Não sou otimista porque considero, e isto é legítimo por parte de Marrocos e do Rei de Marrocos, que eles querem essa final e, logicamente, estão a atuar a nível político e institucional para conseguir essa final», afirmou.

«O que eu não tenho é nenhuma prova de que o Governo se esteja a movimentar nesse mesmo sentido», disse, acrescentando: «Se a final não se celebrar em Madrid, acho que deveria haver consequências.»

A escolha do palco da final do Mundial 2030 está, assim, a transformar-se num verdadeiro tema de Estado. Portugal, Espanha e Marrocos foram escolhidos para organizar conjuntamente o Campeonato do Mundo, mas a luta pelo jogo decisivo ameaça transformar-se num foco de tensão entre os dois lados do Estreito de Gibraltar.

E Marrocos não esconde a ambição. Fouzi Lekjaa, presidente da Federação Marroquina de Futebol, afirmou recentemente que a final do Mundial 2030 será disputada no Grande Estádio Hassan II, em Casablanca, recinto que ainda está em construção.

A arena, situada em Benslimane, deverá ser inaugurada no final de 2027 e terá capacidade para cerca de 115 mil espectadores, tornando-se potencialmente o maior estádio do mundo. É precisamente este gigante que Marrocos coloca agora na corrida com o Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid e principal candidato espanhol a receber a final.

A Bola/MS

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Andebol: Portugal conquista bronze no Mundial

JN

A Seleção Nacional de andebol em cadeira de rodas, que detém o título de campeã europeia, melhorou o 7.º lugar obtido na edição de 2024 e o treinador Danilo Ferreira pede mudanças nos paradigmas do desporto português

A Seleção Nacional de andebol em cadeira de rodas garantiu o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 2026, ao derrotar o Chile por 2-1 num encontro decidido no terceiro e último set. A partida, disputada no Palau d’Esports de Granollers, em Espanha, valeu a medalha de bronze à equipa das quinas.

Depois da derrota na meia-final frente ao Japão, Portugal entrou determinado no jogo de atribuição do bronze. A equipa lusa, na variante ACR4, venceu o primeiro parcial por 7-5, mas cedeu no segundo por uma margem mínima de 11-12, decidido em golo de ouro. No set decisivo, a superioridade portuguesa foi evidente, com um triunfo por 6-2 que selou a conquista da medalha.

O quarteto inicial de Portugal foi composto por Rui Rodrigues, Ricardo Queirós, João Jerónimo e Diana Machado. A equipa nacional entrou forte e adiantou-se rapidamente para 4-0, com dois remates em rotação de Ricardo Queirós. Apesar da resposta chilena, que reduziu para 5-3, Portugal manteve o controlo e fechou o primeiro set na frente (7-5). Este parcial ficou ainda marcado pela expulsão de Rui Rodrigues e por um livre de 7 metros defendido por Queirós.

O segundo set foi o mais renhido da partida, com sucessivas trocas na liderança do marcador. O Chile chegou a ter uma vantagem de dois pontos (3-5 e 5-7), mas Portugal, com Queirós e Rodrigo Vieira em destaque, conseguiu levar a decisão para os momentos finais. Um golo de Jorge Carrasco, com a baliza lusa desguarnecida, acabou por dar a vitória ao Chile por 12-11, forçando a realização de um terceiro set.

No parcial decisivo, a Seleção Nacional não deu hipóteses. Com uma defesa sólida e eficácia no ataque, Portugal construiu uma vantagem de 4-0. O Chile ainda reduziu para 4-2, mas um novo golo de Queirós fixou o resultado final em 6-2, confirmando a vitória e a medalha de bronze para a equipa das quinas.

A Bola/MS

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