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Processos sobre desinformação e propaganda digital triplicam nas eleições de 2026

O volume de reclamações judiciais sobre desinformação e publicidade digital irregular quase triplicou na Justiça Eleitoral em 2026 em relação às eleições de 2022, totalizando 9.571 processos no mesmo período até 1º.out.2026.

Esse montante corresponde a 11,4% do total de processos desse ciclo eleitoral, frente a 4,1% das eleições de 2022, de acordo com análise de dados feita pelo Núcleo.

A maioria desse tipo de processos envolve propaganda irregular em redes sociais e na internet em geral, inclusive impulsionamento de conteúdo denunciado.

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Ao todo, o TSE já registrou ao menos 84,1 mil processos judiciais nesse ciclo eleitoral até 1º.out, cerca de 1% a mais do que no mesmo período em 2022.

Como fizemos isso

O Núcleo acessou dados de processos eleitorais no repositório de dados abertos do TSE. Última data de acesso 1º.out.2026.

Esses dados possuem um campo de assunto principal do processo em questão, além de outros assuntos relacionados. O Núcleo fez a junção de duas tabelas a fim de saber todos os assuntos mencionados, a partir do seguinte filtro.

  • internet (Propaganda Política – Propaganda Eleitoral – Internet)
  • redes sociais (Propaganda Política – Propaganda Eleitoral – Redes Sociais)
  • impulsionamento (Propaganda Política – Propaganda Eleitoral – Impulsionamento)
  • app de mensagem (Propaganda Política – Propaganda Eleitoral – Aplicativo de Mensagem Instantânea)
  • inteligência artificial (Propaganda Política – Propaganda Eleitoral – Uso de Inteligência Artificial)
  • deep_fake (Propaganda Política – Propaganda Eleitoral – Deep Fake) 
  • fake news
    • Propaganda Política – Propaganda Eleitoral – Divulgação de Notícia Sabidamente Falsa (fake_news_a)
    • Propaganda Política – Propaganda Eleitoral – Divulgação de Notícia Sabidamente Falsa (fake_news_b, variante com caractere diferente)
    • Divulgação de Falsa Imputação (fake_news_c)
    • Desinformação sobre a Integridade do Processo Eleitoral (fake_news_d)
    • Divulgação de Fatos Inverídicos na Propaganda Eleitoral (fake_news_e)

Para a análise foram considerados processos únicos, levando em conta que um processo pode aparecer mais de uma vez quando muda de relator ou de instância. Vale notar que, embora a campanha oficial tenha começado em 16.ago.2026, há processos anteriores a isso sobre essas eleições na Justiça.

O Núcleo utilizou o modelo de IA Claude Fable 5.1 para checar as análises desenvolvidas por humanos e sugerir melhorias.

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Terror colonial na Cisjordânia

A pouco e pouco, um conflito menos mortífero do que o genocídio em Gaza nos últimos três anos, mas cada vez mais violento, vai incendiando a margem ocidental do rio Jordão. Habitantes dos colonatos israelitas ilegais apropriam-se de bens palestinianos ou destroem-nos. Esta campanha de desapropriação é ativamente apoiada pelas autoridades de Telavive. Jovens dançam no meio da sala. Os mais velhos tentam conversar, apesar do barulho. A modesta festa organizada em Ramallah em honra de um (…)

- 2026/10 / Ataques a aldeias e assédio à população
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Uma «guerra total»

No dia 7 de setembro, um colono foi ferido com arma branca no norte da Cisjordânia ocupada. O ministro israelita da Defesa, Israël Katz, ameaçou então a Autoridade Palestiniana com uma «guerra total» se viesse a acontecer um ataque de grande dimensão contra o exército ou um colonato. «Na eventualidade de (…) ficarmos a saber com certeza que eles se preparassem para lançar um ataque “terrorista” semelhante ao de 7 de outubro [de 2023] contra as forças da “Tsahal” e a população judaica das (…)

- 2026/10 / Ataques a aldeias e assédio à população
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Ministro garante que com a nova Loja do Cidadão olhanenses já “não precisam de ir a Faro ou a Lisboa”

Os olhanenses já “não precisam de ir a Faro ou a Lisboa para tratar de assuntos com as Finanças, a Segurança Social ou os Registos”. A garantia foi deixada esta segunda-feira pelo ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, na inauguração oficial da Loja do Cidadão de Olhão, no Ria Shopping – a 82.ª loja do género a abrir no país.

“Podem resolver aqui à porta de casa”, disse o governante, numa localização que classificou de central e conveniente para quem mora na cidade.

O espaço já funcionava há duas semanas, mas foi na tarde de ontem que teve direito a cerimónia oficial. Com 713 metros quadrados e 15 postos de atendimento, o espaço reúne Finanças, Registos, Segurança Social e Espaço Cidadão. Custou cerca de 1,9 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na sua totalidade, e já fez cerca de 2.000 atendimentos desde a sua abertura.

Ricardo Calé recordou que esta era uma antiga aspiração dos olhanenses, que deixam de ter de enfrentar as dificuldades de estacionamento do centro/baixa da cidade. Com esta Loja do Cidadão, disse, o acesso aos serviços públicos passa a ser “acessibilidade, comodidade e conforto”.

O autarca enquadrou o investimento na Loja do Cidadão numa “pegada” mais larga do PRR no concelho, que ronda os 40 milhões de euros: cerca de 15 milhões na variante que retirou trânsito à cidade; mais de 9 milhões de euros para a construção de 64 casas no bairro 16 de Junho; cerca de 3 milhões de euros na requalificação de mais de 130 habitações nos bairros da Cavalinha e da Horta de Pádua e mais de 1 milhão de euros no apoio ao comércio tradicional e à sua digitalização. Os fundos comunitários financiaram ainda a construção da nova USF de Olhão.

Quanto às burocracias que atrasam obras essenciais à população, também referido por Ricardo Calé, Gonçalo Matias assumiu que a reforma do Estado começou por aí. O novo Código dos Contratos Públicos entra em vigor a 1 de outubro e a lei do Tribunal de Contas está perto da aprovação final. “É para resolver os problemas das pessoas”, garantiu.

O ministro respondeu também à dúvida que paira sobre as lojas físicas numa altura em que o Estado promete 100% dos serviços digitais até 2030. “Esta loja hoje é aberta para ficar aberta”, afirmou. Quanto mais gente usar a loja virtual, que já tem 225 serviços e mais de 1,5 milhões de utilizadores, mais tempo sobra para os casos complexos ao balcão. O Governo quer chegar a 85 lojas e 1.200 Espaços Cidadão até ao final do ano.

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