Dez municípios algarvios apresentaram candidaturas ao programa regional Algarve 2030 para investir mais de 28 milhões de euros na gestão de resíduos urbanos, contando com 17 milhões de euros de apoio de fundos europeus. A estes projetos juntam-se os investimentos da ALGAR, responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos na região, num esforço para aumentar a reciclagem e reduzir a deposição em aterro.
Até ao momento, foram executados mais de quatro milhões de euros em projetos da ALGAR e de municípios ou empresas municipais de Faro, Olhão, Loulé, São Brás de Alportel, Lagoa, Silves e Vila do Bispo.
Os investimentos pretendem acelerar a transição do Algarve para uma economia circular, através da prevenção da produção de resíduos, do reforço da recolha seletiva e da reciclagem e da valorização dos resíduos enquanto recursos. A iniciativa visa também contribuir para a descarbonização, melhorar o desempenho ambiental e elevar a qualidade de vida da população.
No caso dos municípios, os apoios do Algarve 2030 abrangem a aquisição de equipamentos e veículos para a recolha seletiva de biorresíduos e de outros materiais recicláveis, a compostagem doméstica e comunitária, a modernização dos ecocentros e a otimização dos circuitos de recolha. Está igualmente prevista a digitalização dos serviços.
Estas medidas pretendem melhorar a resposta prestada à população, aumentar a separação dos resíduos e promover a reutilização e a reciclagem.
Por sua vez, os investimentos da ALGAR incidem sobre as infraestruturas de tratamento e valorização, incluindo a modernização dos sistemas de triagem e o reforço da capacidade de valorização de resíduos orgânicos, através de processos como a compostagem e a digestão anaeróbia. A recuperação de materiais e nutrientes é outra das vertentes previstas.
O objetivo passa por aumentar a quantidade de resíduos valorizados, reduzir a fração residual encaminhada para aterro e melhorar a eficiência ambiental do sistema regional.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve) sublinha que o desafio passa agora por acelerar a concretização dos investimentos previstos, assegurando que o financiamento disponível se traduz em projetos executados e em resultados efetivos para a região.
Segundo a nota de imprensa da CCDR Algarve, o avanço das operações é considerado “essencial para reforçar a sustentabilidade da gestão de resíduos urbanos e contribuir para o cumprimento das metas nacionais e europeias em matéria de preparação para reutilização, reciclagem e redução da deposição em aterro”.
Neste processo, a articulação entre os municípios, a ALGAR e a AMAL é apontada como fundamental para mobilizar recursos, ultrapassar dificuldades e concretizar os investimentos necessários.
A concretização dos projetos deverá permitir aumentar a recolha seletiva, reforçar a reciclagem e promover a circularidade dos recursos no Algarve.