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Motorista português de 51 anos morre em colisão com quatro camiões na A6 em Zamora

Um motorista de pesados português, de 51 anos, perdeu a vida na sequência de um grave acidente de viação ocorrido no quilómetro 259 da autoestrada A6, no sentido Madrid, na região de Zamora, Espanha.

A vítima mortal foi identificada como Alexandre Morais, residente em Águas Santas, no concelho da Maia. O profissional ficou encarcerado na cabine do seu veículo na sequência do embate, que envolveu no total quatro veículos pesados de mercadorias, incluindo três camiões com reboque. Apesar da rápida mobilização dos meios de socorro, Alexandre Morais acabou por não resistir à gravidade dos ferimentos, tendo o óbito sido declarado no local.

No apoio à ocorrência estiveram envolvidos os bombeiros de Benavente, elementos do serviço de trânsito e equipas médicas do Sacyl (serviço regional de saúde).

Segundo as autoridades locais, as circunstâncias em que ocorreu o acidente estão a ser investigadas.

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Por: Dino Frazão
Data: 14 de Outubro de 2026

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Jovens do Alentejo, Algarve e Andaluzia debatem resiliência democrática

Jovens do Algarve, Alentejo e Andaluzia reúnem-se, de 16 a 18 de outubro, em El Rocío, no município de Almonte, província de Huelva, para debater os desafios da democracia europeia, sob a questão: “Como podemos tornar as nossas democracias mais fortes e resilientes, juntos?”.

O V Encontro de Jovens da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (AAA) terá como destaque o painel cidadão “Escudo para a Democracia”, uma iniciativa com vista à reflexão e construção de políticas públicas europeias. Organizados em grupos e acompanhados por mentores, os jovens vão “identificar desafios, debater possíveis soluções e elaborar recomendações”.

Posteriormente, as propostas serão apresentadas numa sessão plenária, sendo que as recomendações acordadas serão reunidas e publicadas na Plataforma de Participação dos Cidadãos da União Europeia. Com base nas ideias desenvolvidas, os jovens vão ainda conceber e apresentar projetos “concretos, viáveis e sustentáveis, com potencial de aplicação local”.

O encontro termina no domingo, 18 de outubro, com um programa dedicado à “sustentabilidade, partilha de experiências e estabelecimento de contactos”, no Parque Nacional de Doñana.

A iniciativa vai também dar a conhecer a Rede Natura 2000, da qual Doñana faz parte, enquanto instrumento europeu de conservação da biodiversidade e de proteção dos habitats e das espécies ameaçadas.

O encontro conta com o apoio do Interreg Espanha-Portugal e da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia, através da Consejería de Presidência, Saúde e Emergências da Junta da Andaluzia. A organização está a cargo do Conselho Andaluz do Movimento Europeu e da rede de centros Europe Direct em Portugal e Espanha, bem como do Centro de Documentação Europeia da Universidade de Sevilha.

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Nove pessoas regressam a casa após incêndio no bairro da Horta da Areia

Nove das 29 pessoas que ficaram desalojadas devido ao incêndio de ontem, no bairro da Horta da Areia, em Faro, regressaram a casa, enquanto 20 continuam em alojamentos temporários.

“Queremos uma solução rápida para alojar definitivamente as pessoas”, afirmou à Lusa Davide Fernandes, diretor técnico do Centro Comunitário Horta da Areia, acrescentando que a Câmara de Faro não dispõe de habitação social para as colocar.

Nove das 29 pessoas “puderam regressar às suas habitações”, que não foram afetadas pelas chamas, sendo que os elementos do centro comunitário prestaram apoio às famílias desalojadas através de “medicamentos e refeições”.

As 20 pessoas restantes, entre as quais quatro crianças e dois bebés, de três meses e um ano, ficaram desalojadas e foram instaladas temporariamente nas piscinas municipais e pelo Centro de Alojamento de Emergência Social do Movimento de Apoio à Problemática da Sida (MAPS).

O incêndio deflagrou ao início da tarde de terça-feira e foi dominado cerca de duas horas depois, destruindo duas casas, mas sem ferir a população.

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“Uma cidade de todos contra todos”: livro de Paolo Funassi analisa o primeiro ano de mandato em Albufeira

Do seu ponto de vista – “que não é sagrado” – e depois de frequentar assembleias e reuniões, de participar ativamente na vida política e social de Albufeira e de “sentir o humor das pessoas nas redes sociais”, Paolo Funassi escreveu um livro sobre o primeiro ano de mandato de Rui Cristina, que destronou o PSD nas últimas autárquicas, com 40,51% dos votos.

Paolo Funassi reside em Albufeira há quase 10 anos, considera-se um ativista social e defensor dos albufeirenses e ao longo dos anos construiu uma comunidade online de centenas de milhares de pessoas, incluindo a página de Facebook “Albufeira Paradise”. É também autor de vários livros e foi o primeiro estrangeiro a exercer, há alguns anos, em períodos de substituição, o cargo de deputado municipal. Para o próprio, Albufeira está “sem rumo” e é, atualmente, uma cidade onde foram criadas “divisões” e onde estão “todos contra todos”.

No seu mais recente livro, “Albufeira 12 meses pedidos”, defende que o concelho “não está bem nem para os turistas, nem para os residentes” e que a governação foi feita para um “destino turístico diferente”.

Um exemplo disso, conta ao Jornal do Algarve, foi a “governação contra os empresários” através das restrições de horários, fazendo com que estabelecimentos fechassem uma hora antes do habitual. “Essa é a hora de fecho, a «hora de pico» onde mais se concentram pessoas na rua e em bares, o que prejudicou a faturação que muitas vezes permite que os estabelecimentos sobrevivam durante os meses de inverno”, explica, acrescentando que no próximo verão quer perceber “quantos turistas gostaram do que viram e decidem voltar”, já que este ano “muitos já tinham comprado a viagem antes da mudança de regras e restrições”.

Para Paolo Funassi, um ano depois a cidade “está pior” e “não se percebe que mensagem passa este executivo, nem o que pretende fazer”, estando uma “confusão generalizada” num município onde o presidente “proíbe, embarga e multa” em vez de “falar, ajudar, cooperar e unir”.

A obra frisa que Rui Cristina herdou problemas relacionados com a sazonalidade, habitação, mobilidade, segurança, limpeza urbana, diversificação económica, qualificação da oferta turística, reabilitação urbana e a necessidade de encontrar um equilíbrio entre moradores, turistas e empresários. No entanto, “quanto tempo pode o executivo continuar a ser avaliado pelos problemas que diz que encontrou e não por aquilo que mudou?” é uma das questões presentes.

O livro analisa também “duas cidades”: Albufeira de agosto e Albufeira de janeiro. Segundo o ativista, é “essencial” fazer com que a economia viva durante todo o ano. Apesar de “não existirem soluções simples”, deveria existir uma “estratégia”: “Congressos, eventos, turismo desportivo e sénior, cultura, acontecimentos internacionais, incentivos ao investimento, revitalização dos centros urbanos, novas atividades económicas e melhores ligações”, sugere.

Uma Câmara Municipal não começa do zero no dia da tomada de posse. Nesse sentido, “Albufeira 12 meses perdidos” reflete também sobre as obras herdadas e posteriormente concluídas; os projetos herdados, mas “modificados ou impulsionados” pelo novo executivo; e os projetos “concebidos, decididos e iniciados” pela nova gestão.

Outra das críticas passa pelo estilo de comunicação nas redes sociais. Uma Democracia beneficia quando “os eleitos explicam aquilo que fazem”. O problema, para Paolo, começa quando surge uma “confusão perigosa”: “comunicar uma decisão não é o mesmo que executar uma política. E mostrar um problema não é o mesmo que resolvê-lo”.

Rui Cristina “ainda não demonstrou, na minha avaliação, uma transformação proporcional às expectativas criadas pela mudança política. Não significa que não tenha feito nada, mas que Albufeira podia estar a fazer muito mais”.

“O bom de Albufeira é que hoje estamos pior do que ontem, mas melhor do que amanhã”, diz Paolo Funassi, com um tom irónico, ao Jornal do Algarve, frisando ainda que o livro é intitulado “12 Meses Perdidos” e não “Quatro Anos Perdidos”, pelo que “Rui Cristina ainda pode construir um grande mandato”.

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