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Colombia’s left flexes its muscles in first street protests against De la Espriella

Colombia’s left took to the streets on Wednesday against President Abelardo de la Espriella and fared better than expected. Despite doubts about its ability to mobilize people, fears of police repression stoked by the president himself, the threat of rain and the fact that the protest fell on a weekday, thousands of Colombians demonstrated peacefully for hours. The marches, seen in the country’s main cities, were the first test of the ability of a battered left to mobilize the grassroots after losing power to a right-wing outsider allied openly with the United States and who embodies everything that progressives abhor.

Colombia’s First National Strike Against De la Espriella Met With Police Crackdown
Thousands protested budget cuts and economic reforms as clashes with police erupted in several Colombian cities.
Thousands of people took to the streets across Colombia on Wednesday in the first national strike against President Abelardo de la Espriella’s administration, as police used tear gas, rubber bullets and armored vehicles to disperse demonstrators in several cities.
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Protests spread across more than a dozen departmental capitals and municipalities, including Bogotá, Medellín, Cali, Barranquilla, Ibagué, Popayán and Bucaramanga. In Bogotá, four columns of demonstrators converged on Bolívar Square under a security operation monitored by a Unified Command Post.
In Medellín, demonstrations escalated into clashes between protesters and the Mobile Anti-Riot Squadron (ESMAD). Security forces deployed tear gas, rubber bullets and armored vehicles, leading to several arrests. Assaults on members of the press were also reported.
Clashes and serious public disturbances were also recorded in Ibagué and Popayán following police interventions. Human rights organizations, including the NGO Temblores, denounced the presence of armed men carrying rifles on the rooftops of government buildings in Bogotá, describing their deployment as a direct threat to protesters.
The demonstrations brought together trade unions, teachers, university students, Indigenous communities, LGBTQ+ groups and feminist organizations. Opposition figures, including former President Gustavo Petro and Senator Iván Cepeda, also took part.
Protesters called for labor, education and social protections, seeking to preserve measures introduced under the previous administration, including free access to public universities and increases in the minimum wage. They opposed what they described as a neoliberal shift under De la Espriella’s government, citing budget cuts and the administration’s initial economic reforms.
Colombianos:
— Abelardo De La Espriella (@ABDELAESPRIELLA) October 15, 2026
Me dirijo a ustedes esta noche para entregarles un balance claro, objetivo y contundente de la jornada de manifestaciones que vivió hoy nuestro país.
¡Que quede absolutamente claro! El 98% de las movilizaciones transcurrió de manera pacífica.
La inmensa mayoría de… pic.twitter.com/CmllZVPBtu
Text Reads: Colombians: I address you tonight to deliver a clear, objective, and unequivocal report on the day of demonstrations that our country experienced today. Let it be absolutely clear! 98% of the mobilizations took place peacefully. The vast majority of those who took to the streets exercised their legitimate right to protest in an orderly and respectful manner toward the institutions. That is democracy, and as President of the Republic, I will always defend and guarantee it. At the close of this day, the national tally records a total of 62,000 citizens mobilized. A figure that represents a very small proportion of the Colombian population, but whose rights and guarantees deserve the full respect of the State. From the first day of my Government, I have issued a directive that admits no interpretations: peaceful protest is respected, protected, and guaranteed. But violence, vandalism, and any attempt to violate the rights of others will have no place under my mandate. Because as legitimate as the right to demonstrate is the right of millions of Colombians to work, move freely, and live in tranquility. Here there is a State, here there is authority, and here there is a Government that respects freedoms, enforces the law, and protects the millions of Colombians who rise early every day to work and build the Nation. Firm for the Nation! Long live Christ the King! (A.D.L.E.)
Demonstrators also rejected the restoration of diplomatic relations with Israel and what they described as U.S. interference in Colombia’s affairs.
Tensions mounted after the government signed a decree hours before the marches that changes the rules governing police conduct during public demonstrations. De la Espriella defended the measure as necessary to combat “urban terrorism,” while opposition politicians and social organizations condemned it as an attempt to intimidate protesters.
Senator Cepeda warned that the decree risked returning Colombia to a situation in which fear enabled arbitrary actions by security forces.
“They want to take us back to a time when fear becomes the means through which the security forces act arbitrarily,” Cepeda said.
Trade union sources said organizers were already drawing up a schedule of further mobilizations for the coming months following Wednesday’s mass protests. The campaign could culminate in a general strike in November.
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Colômbia vive protestos contra o governo de La Espriella

Em um cenário de alta tensão política e social, milhares de pessoas marcharam em Bogotá, Cali, Medellín, Bucaramanga, Pereira e Riohacha para expressar rejeição à agenda econômica e de segurança do presidente, ao aumento do custo de vida, à escalada da violência, ao retrocesso de conquistas sociais e às tentativas de criminalizar e coibir o direito ao protesto.
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A convocação reuniu sindicatos, coletivos estudantis, centrais sindicais e o Conselho Regional Indígena do Cauca (CRIC). A amplitude da aliança, que abrangeu desde o movimento docente até as comunidades originárias, marcou o tom de uma jornada que extrapolou a capital e se replicou em seis cidades do país.Na mobilização em Bogotá, espera-se a presença do ex-presidente Gustavo Petro, acompanhado por lideranças progressistas.
Os manifestantes enfatizaram o caráter pacífico do protesto, em resposta a alegações difundidas pela Casa de Nariño que buscam deslegitimar as reivindicações da sociedade civil colombiana.
O estopim foi o Decreto 1525, assinado por De la Espriella. A norma estabelece regras para a atuação das forças de segurança em manifestações e autoriza as autoridades a dispersá-las diante de distúrbios graves. Os governos locais responderam com ampla presença de agentes uniformizados nas principais cidades.
A oposição interpretou essa operação como uma tentativa de reprimir, de antemão, o direito de manifestação.
Essa leitura acirrou ainda mais os ânimos em um dia que os organizadores haviam anunciado como uma expressão do descontentamento devido ao custo de vida e ao desmonte de programas sociais. O descontentamento não se limita ao decreto. Os setores mobilizados questionam o conjunto das primeiras decisões do presidente, ao qual acusam de desmontar conquistas sociais e de encarecer a vida da maioria da população.
A Fecode, Federação Colombiana de Educadores, saiu em defesa da educação pública e da saúde do professores. A entidade reivindicou, ainda, a reconstrução da infraestrutura escolar afetada por emergências anteriores — como o terremoto e as réplicas registradas no Vale do Cauca — e denunciou a estigmatização sofrida pelo sindicalismo docente.
As comunidades indígenas e camponesas, por sua vez, rejeitaram os megaprojetos e as medidas econômicas que colocam em risco seus territórios ancestrais. O CRIC alertou que a administração de De la Espriella busca minar a autonomia de suas organizações.
A pauta econômica concentrou boa parte do descontentamento. O encarecimento do custo de vida e as políticas que, segundo os organizadores, corroem direitos adquiridos levaram trabalhadores de diversos setores produtivos às ruas.
Os protestos na Colômbia assumem, assim, a dimensão de um primeiro grande embate social contra o Executivo, apenas dois meses após o início de sua gestão. As centrais sindicais e os movimentos populares situam o conflito na defesa de conquistas históricas, em oposição a uma agenda que consideram regressiva.
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Governo da Colômbia assina decreto que criminaliza protestos sociais

Segundo o governo, o objetivo é reforçar os mecanismos de controle e garantir a ordem pública durante as manifestações populares.
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Entre as disposições anunciadas está o acompanhamento permanente das manifestações pelas autoridades. O decreto estabelece que os agentes encarregados da supervisão devem manter uma distância mínima de quatro metros, como parte dos protocolos de controle previstos para esses eventos.
Além disso, o decreto autoriza a intervenção das forças de segurança quando for detectado o porte ou o uso de armas de fogo, armas brancas, explosivos ou artefatos incendiários. Também prevê intervenções em casos de retenção de pessoas contra sua vontade ou agressões contra terceiros.
O documento inclui proteção específica para servidores públicos, pessoal uniformizado, missões médicas e equipes jornalísticas, estabelecendo competências de atuação diante de qualquer ataque ou ameaça dirigida contra esses setores durante as mobilizações.
O Executivo apresentou ainda outras iniciativas legislativas de seu programa de governo, entre elas, um projeto de lei para o combate a grupos armados organizados e um estatuto antiterrorista.
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