❌

Reading view

Campanha ‘O Fair-Play Joga em Casa’ distinguida nos Prémios Boas Práticas da Bandeira da Ética

A Associação de Futebol do Algarve (AFA) recebeu, esta quinta-feira, no Centro de Juventude de Lisboa, a certificação e premiação pela dinamização da campanha “O Fair-Play Joga em Casa”, na Cerimónia dos Prémios Boas Práticas da Bandeira da Ética.

A convite do Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Português do Desporto e Juventude, Ricardo Gonçalves, João Pedro Gomes, Presidente da Direção da AFA, marcou presença na cerimónia para receber a distinção, que é atríbuida através do Plano Nacional de Ética no Desporto.

Esta é uma premiação coletiva, não apenas da AFA mas acima de tudo dos seus filiados, parceiros, embaixadores e todas as instituições e personalidades que se associaram a este movimento, que valoriza todo o desporto no Algarve. Sem o contributo de todos os envolvidos, “O Fair-Play Joga em Casa” não passaria do papel para a realidade, não estaria na agenda desportiva a nível nacional e não chegaria à dimensão que alcançou, e que ainda vai alcançar.

Este é mais um exemplo de que a luta pelo desportivismo, respeito, igualdade e bons valores permanece uma causa nobre e de relevo, à qual não devemos permanecer indiferentes.

A campanha lembra-nos que o respeito e a ética não pertencem apenas aos recintos desportivos, mas acompanham-nos em qualquer lugar. A “casa” pode ser o clube, o recinto de jogo, as bancadas, ou até o espaço interior de cada um, onde se decide agir com empatia e lealdade. Jogar em casa significa transformar qualquer ambiente num lugar de boas práticas, onde a vitória maior é a da conduta exemplar.

A cerimónia dos Prémios Boas Práticas da Bandeira da Ética 2026 reconheceu o trabalho desenvolvido por clubes e associações desportivas, municípios, escolas e outras entidades que fazem dos valores uma dimensão central da sua intervenção, entre os quais se destacam outros algarvios:

  • “Farense com Valores – Educar pelo Desporto” – Sporting Clube Farense (Menção Honrosa Projeto)
  • Departamento de Futebol de Formação – Clube Desportivo e Recreativo Quarteirense (Menção Honrosa Departamento)
  • Departamento de Educação Física da Escola Secundária Pinheiro e Rosa (Prémio Departamento (ex aequo)

Para consultar a lista completa clique aqui.

  •  

Apreendida embarcação de alta velocidade em Vila do Bispo

A embarcação foi encontrada na praia do Telheiro, em Vila do Bispo, após denúncia de um popular. Autoridades investigam origem da lancha, usada frequentemente no narcotráfico.

© Autoridade Marítima Nacional

A apreensão enquadra-se num contexto de ocorrências envolvendo embarcações deste tipo na costa algarvia
  •  

Algarve está em emergência habitacional e Telmo Pinto diz que “Precisamos de decidir agora”

Concelho de Loulé passou de 70.266 residentes em 2011 para 94.447 em 2025. Mais 24 mil pessoas, mais de 13 mil só desde 2021

«O Algarve vive hoje uma emergência habitacional. E uma emergência habitacional é, sem eufemismos, uma emergência humana. Multiplicam-se as construções ilegais e as casas amovíveis instaladas à margem de qualquer enquadramento. Trabalhadores da construção civil, os mesmos que erguem as casas que nunca poderão habitar, vivem amontoados em contentores, em condições indignas de um país europeu do século XXI. Isto não é uma previsão nem um cenário. Está a acontecer agora, à vista de todos, e todos fingem não ver», começa assim um comunicado da Câmara Municipal de Loulé, que se transcreve a seguir, sobre a crise na habitação em Portugal e em particular no Algarve e no concelho de Loulé.

«Os números não deixam margem para dúvidas. O concelho de Loulé passou de 70 266 residentes em 2011 para 94 447 em 2025: mais 24 mil pessoas, mais de 13 mil só desde 2021. O Algarve ganhou mais de 70 mil residentes em apenas quatro anos e foi a região do país que mais cresceu. No mesmo período, o preço médio da habitação no concelho de Loulé subiu cerca de 75%. Os concursos públicos para construção de habitação ficam desertos, porque os valores de referência já não correspondem aos custos reais. Para quem vive do seu trabalho, ter uma casa no Algarve tornou-se uma impossibilidade.

A Câmara Municipal de Loulé não está parada: tem em curso operações que somam mais de uma centena de fogos e continua a adquirir habitações para resposta pública. Mas nenhum município consegue responder a uma pressão desta escala quando os instrumentos de que dispõe foram desenhados para outra realidade e quando cada passo depende de quem não está no terreno, não conhece as pessoas e não responde perante elas.

Vista aérea de Loulé

O Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve foi aprovado em 2007, para um Algarve que já não existe. Os instrumentos de gestão territorial continuam a responder a lógicas de contenção pensadas há quase duas décadas, enquanto a região mudou de escala, de população e de necessidades. O resultado é perverso: o que a lei não permite fazer de forma digna e planeada acaba por acontecer de forma precária e ilegal. Enquanto se espera pelos planos, as pessoas não esperam: instalam-se onde podem e como podem.

Digamo-lo sem rodeios: em matéria de território, não há democracia em Portugal. Os Planos Diretores Municipais, os instrumentos com que cada concelho decide o seu futuro, estão subordinados a pareceres de entidades regionais, conduzidos por técnicos que ninguém elegeu, que não prestam contas aos cidadãos e que não conhecem o rosto de quem espera por uma casa. Os autarcas são eleitos para resolver, mas não têm poder para decidir.

As respostas que as populações exigem ficam presas, durante meses e anos, em circuitos intermináveis de pareceres e prazos que ninguém cumpre. Cada parecer que se arrasta é uma família que continua sem casa. E no fim é o presidente de câmara que é julgado nas urnas por aquilo que não o deixaram fazer. Isto não é democracia. É uma ficção democrática.

Sucessivos governos, este e os anteriores, não têm sabido ler a realidade do Algarve. A região que sustenta uma parte decisiva da economia do país não consegue alojar quem nela trabalha: professores, enfermeiros, forças de segurança, trabalhadores da hotelaria e da construção. Uma região que não consegue fixar quem a faz funcionar está a hipotecar o seu próprio futuro.

Vista aérea de Loulé (Foto: Extraída de vídeo de Rodrigo Costa)

Quando é que vamos acordar? Já vimos as tendas nos jardins de Lisboa. Já vimos centenas de pessoas acampadas na Puerta del Sol, em Madrid, e tendas montadas em protesto no Porto, por quem já não consegue pagar uma renda. Vamos esperar que aconteça o mesmo em Faro, em Loulé, em Portimão? A paciência de quem trabalha e não tem onde viver esgotou-se. Quando o Estado não responde, responde a rua. O tempo da paciência acabou.

“Precisamos de decisões arrojadas. Precisamos de decidir agora. Precisamos de agir pelas pessoas, pela economia e pela segurança e futuro da nossa região. Temos de ter coragem, situações de emergência exigem líderes fortes e capazes de ter as pessoas na base da sua atuação. Em Loulé agimos, mas agimos apenas dentro de um quadro legal inadequado, de poderes desajustados às reais necessidades do território e das pessoas”, afirma convictamente o Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto.

A Câmara Municipal de Loulé exige, por isso, e exige agora:

  • 1. A conclusão urgente da revisão, já em curso, do PROT Algarve, ajustada à realidade demográfica atual.
  • 2. Um regime excecional e temporário que permita aos municípios libertar solo para habitação acessível, com prazos de decisão curtos e vinculativos para as entidades com competência de parecer e deferimento tácito sempre que esses prazos não sejam cumpridos.
  • 3. A fiscalização efetiva e a erradicação do alojamento em contentores, acompanhada de soluções dignas para os trabalhadores.
  • 4. Uma linha de financiamento específica para regiões sob pressão demográfica extraordinária, com valores de referência ajustados aos custos reais de construção.
  • 5. Uma reforma profunda da estrutura do Estado, que devolva aos eleitos locais o poder de decidir sobre o seu território e robusteça as autarquias com competências, meios e autonomia para dar às pessoas as respostas de que precisam, no tempo em que delas precisam.

A habitação não é um tema técnico. É a condição mínima para que uma comunidade exista. E decidir perto das pessoas é a condição mínima para que exista democracia.

Ou o Estado acorda agora, ou acordará tarde demais. O Algarve não pode esperar mais!» termina assim a missiva do Município de Loulé.

  •  

Campanha «O Fair-Play Joga em Casa» vale prémio à Associação de Futebol do Algarve

A cerimónia dos Prémios Boas Práticas da Bandeira da Ética distinguiu também o Farense, o Quarteirense e o Departamento de Educação Física da Escola Secundária Pinheiro e Rosa.

O conteúdo Campanha «O Fair-Play Joga em Casa» vale prémio à Associação de Futebol do Algarve aparece primeiro em Barlavento.

  •  

APCOI lança website e apela às autarquias do Algarve a aderirem ao projeto Heróis da Fruta

Convocatória visa concretizar novas parceiras oficiais

Uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso e a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) abre uma nova área dedicada às autarquias e convida câmaras municipais e juntas de freguesia do Algarve a tornarem-se parceiras oficiais do Desafio Escolar Heróis da Fruta.

Os dados mais recentes revelam uma realidade alarmante: uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso ou obesidade, e cerca de 70% não consome fruta ou vegetais em quantidade suficiente todos os dias, pelo que para inverter este cenário, a APCOI inicia uma nova fase do programa “Heróis da Fruta”, a maior iniciativa em Portugal de literacia alimentar em ambiente escolar, que já alcançou 1 milhão de alunos da educação pré-escolar (jardim de infância) e do 1.º ciclo do ensino básico.

A APCOI lançou esta quinta-feira, 15 de outubro, um website dedicado às autarquias – desafio.heroisdafruta.com/autarquias -, e convida as câmaras municipais e as juntas de freguesia de todo o país, incluindo o Algarve, a tornarem-se parceiras oficiais do projeto.

Ser autarquia parceira é gratuito e assenta em três passos simples:

  1. Convidar as escolas do território, com convites prontos a enviar.
  2. Divulgar o desafio à comunidade, com materiais de divulgação preparados pela APCOI.
  3. Acompanhar os resultados, com dados em tempo real sobre as turmas inscritas em cada freguesia.

O registo dá acesso a uma área reservada, onde a parceria é formalizada com a assinatura digital de um protocolo de cooperação. Na mesma página, qualquer pessoa pode consultar, em tempo real, as escolas de cada concelho e freguesia do distrito já inscritas neste ano letivo. Os agrupamentos e as escolas podem inscrever as suas turmas, também gratuitamente, até 31 de outubro.

O exemplo da Freguesia da Ajuda: Como o poder local pode transformar as escolas

O modelo gratuito gera resultados; o modelo 2,0 cofinanciado multiplica o impacto. A versão nacional do desafio, gratuita, já muda hábitos nas escolas de todo o país. Com o cofinanciamento de parceiros locais, os resultados podem ser ainda maiores.

Fotografia captada com autorização dos encarregados de educação à APCOI

Foi o que mostrou o projeto-piloto “Heróis da Fruta 2.0”, testado em Lisboa, no passado ano letivo, em parceria com a Junta de Freguesia da Ajuda e no âmbito do programa Cities for Better Health da Novo Nordisk, com avaliação de resultados realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ISAMB-FMUL). Comparado com a edição nacional:

  • Escolas que aderiram: 90% na Ajuda, contra 7% a nível nacional. 
  • Turmas que concluíram o desafio: 100% na Ajuda, contra 28% a nível nacional.
  • Crianças que provaram durante o projeto novas frutas ou vegetais: 87% na Ajuda, contra 54% a nível nacional.

“Alimentação saudável nas escolas não é um gasto, é um dos melhores investimentos que uma autarquia pode fazer. Na Freguesia da Ajuda demonstrámos que, quando a autarquia e as escolas dão as mãos, conseguimos mudar efetivamente as lancheiras dos nossos alunos”, afirma Jorge Marques, Presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, durante 1.ª Conferência Heróis da Fruta.

Sobre os ingredientes secretos do projeto-piloto da Ajuda, o presidente da APCOI explica que “talvez o mais simples de todos: cada criança sabia que, no final das 5 semanas, as mascotes do Heróis da Fruta iam visitar a sua escola para entregar os diplomas e os prémios de participação. Quem não se esforçaria por isso? É esta motivação que queremos levar a cada vez mais escolas do país”, diz Mário Silva.

Justiça social e apoio às famílias da região

A avaliação científica independente realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa provou que o programa “Heróis da Fruta” funciona como um promotor de equidade social.

As crianças de famílias com menores rendimentos (escalões A e B da Ação Social Escolar) foram as que demonstraram os maiores ganhos comportamentais, atingindo 64% de consumo regular de frutas e vegetais no final da intervenção.

Fotografia captada com autorização dos encarregados de educação à APCOI

Para os professores, o método de gamificação (jogos, canções e missões diárias) representa uma ferramenta simples e sem sobrecarga burocrática. “Inscrever os meus alunos nos ‘Heróis da Fruta’ já faz parte da preparação do meu ano letivo. São apenas 5 a 10 minutos diários de incentivo positivo. Se uma criança se esquece de levar fruta, os colegas partilham para que todos possam pintar a sua estrela no passaporte. Cria um espírito de entreajuda lindo na sala de aula”, afirmou Carla Teodoro, professora do 1.º ciclo, durante 1.ª Conferência Heróis da Fruta.

Apelo aos autarcas e diretores escolares do Algarve

“Não conseguimos chegar a todas as crianças sozinhos. Precisamos das autarquias e dos parceiros locais para escalar este modelo e garantir que nenhuma criança da região fica para trás na prevenção da obesidade”, argumenta Mário Silva, Presidente da APCOI.

A APCOI convoca os decisores políticos e escolares e as associações de pais do Algarve a unirem-se e a aderirem a esta iniciativa.

As autarquias interessadas podem registar-se, sem custos, clicando aqui, cujo registo dá acesso à área reservada, onde a parceria é formalizada com a assinatura digital de um protocolo de cooperação.

Sobre a APCOI

Fundada em 2010, a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) é uma ONG sem fins lucrativos dedicada a apoiar crianças e famílias no combate à obesidade infantil, a doença crónica mais prevalente em idade pediátrica. A atuação da APCOI foca-se na prevenção, no reforço da literacia em saúde e no combate ao estigma.

  •  

DECO apresentou estudo sobre comportamento dos consumidores no retalho

A DECO INFORMA…

Estas são algumas das questões analisadas no estudo “O Novo Consumidor do Retalho”, realizado pela Behavioral Insights Unit da Católica Lisbon School of Business & Economics, que a DECO, com o apoio da Mercadona, apresentou no Dia Mundial da Alimentação, na Sala Fernando Pessoa do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O estudo analisou os hábitos de compra dos consumidores em Portugal, os critérios que orientam as suas decisões e a influência das estratégias comerciais. O inquérito a 2.000 consumidores adultos revelou que 93% fazem mais de metade das suas compras alimentares nas grandes superfícies, embora recorram também a outros estabelecimentos, sobretudo para adquirir produtos frescos.

O planeamento é essencial: 82% planeiam regularmente as compras, recorrendo a promoções, comparação de preços, marcas próprias e redução de produtos não essenciais. Além disso, 69% consultam frequentemente o preço por unidade e 67% comparam várias opções antes de decidir.

A relação qualidade-preço é importante ou muito importante para 93,7% dos inquiridos. Na escolha da loja, destacam-se também a qualidade, a proximidade, os preços, as promoções e a variedade.

As estratégias comerciais influenciam as decisões: 83% utilizam frequentemente cartões ou aplicações de fidelização e 66% escolhem lojas devido aos descontos acumulados. Os descontos imediatos e as ofertas limitadas no tempo são os principais estímulos às compras por impulso.

Apesar de a loja física continuar a ser a opção preferida, o comércio online ganha espaço pela conveniência, embora suscite preocupações com os custos de envio e a correspondência entre os produtos esperados e recebidos.

A transparência também preocupa: 68% já detetaram reduções na quantidade ou no peso dos produtos sem uma diminuição proporcional do preço. Na consulta dos rótulos, procuram sobretudo informação sobre validade, composição e quantidade. Na sustentabilidade, revelam maior consciência, mas condicionada por orçamentos limitados. Os resultados mostram consumidores que procuram equilibrar qualidade, preço e conveniência, mas continuam expostos a estímulos promocionais e práticas comerciais que podem influenciar as suas escolhas.

A DECO Algarve, sugere que para ler o artigo anteriormente publicado clique aqui.

  •  

Moto Clube Faro promove evento solidário para ajudar o Martim de Boliqueime

Na sede do Moto Clube Faro, no próximo dia 31 de outubro, a partir das 16h00, realiza-se um evento solidário para ajudar o Martim Silva Cruz, natural de Boliqueime, uma criança com paralisia cerebral que precisa de tratamentos intensivos e de uma cadeira adaptada ao seu crescimento.

O jornal diariOnline Região Sul através desta publicação associa-se ao Moto Clube Faro, que convida as empresas e particulares a juntar-se a esta nobre causa, cujo apoio poderá ser dado através de um donativo, da oferta de produtos ou serviços para o evento, ou mesmo da sua divulgação para que a mensagem chegue o mais longe possível.

Martim Silva Cruz

Qualquer contributo será recebido com gratidão e ajudará a aliviar os encargos da família e a proporcionar ao Martim uma melhor qualidade de vida, sendo para a grande família que é o Moto Clube de Faro, um gosto enorme receber todos no evento, que tem entrada livre, música ao vivo, concurso de máscaras, e muita solidariedade.

Na nota enviada para divulgação do evento, ao qual o diariOnline Região Sul se aliou, os elementos do Moto Clube de Faro dizem estar disponíveis para conversar com quem estiver interessado em colaborar, bem como encontrar a forma de colaboração que melhor se enquadre em especial para as empresas.

O Moto Clube de Faro conta convosco para fazer a diferença na vida do jovem Martim Silva Cruz, cuja história está no documento seguinte. Note-se que mensalmente as despesas ascendem a alguns milhares de euros, como se pode comprovar pelo orçamento de maio de 2026 que se publica a seguir.

  •  

Algarve manifesta-se amanhã em Faro contra os preços da Habitação

Vários movimentos e coletivos do Algarve vão organizar no sábado, dia 17 de outubro, a partir das 17h30 na rotunda junto ao Forum, em Faro, uma manifestação pela habitação e em solidariedade com a situação vivida no Porto.

O Algarve é uma das regiões onde é mais difícil comprar ou arrendar casa, sendo que em Faro um T1 pode custar mais de 1000 euros por mês e um T2 pode chegar aos 2400.

Num comunicado enviado às redações, a organização considera que a habitação “perdeu a sua função residencial” e tornou-se “objeto de investimento e especulação”.

As novas habitações que se constroem no passeio ribeirinho, exemplifica, “custam mais de um milhão e meio de euros e estrelas internacionais, como Robert de Niro, investem em apartamentos de luxo em Cacela por valores que nem em cem anos de trabalho conseguiríamos juntar”.

Entretanto, “outro fundo internacional prepara-se para investir e destruir ainda mais a zona de Alvor”.

“Onde vamos morar nós, os que habitamos o Algarve?”, questiona.

O movimento Algarve pela Habitação afirma que “se a política de habitação do governo tolera a especulação, mas não tolera o direito à manifestação, têm que ser as ruas a expulsar os fundos de especulação e a garantir que a propriedade privada não é um direito absoluto, tem limites e deve tê-los quando entra em conflito com o bem-estar coletivo”.

  •  
❌