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Denmark asks EU to ‘examine’ Spain’s plan to legalize migrants

The fact that Spain is swimming against the tide on European immigration issues became more evident than ever on Friday, when several EU leaders led by the prime ministers of Denmark and Italy — Mette Frederiksen and Giorgia Meloni — strongly criticized the Spanish government’s decision earlier this year to grant legal status to potentially hundreds of thousands of undocumented migrants.

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© FRANCOIS LENOIR (ACN)

Danish PM Mette Frederiksen and Italian PM Giorgia Meloni in Brussels.
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APCOI lança website e apela às autarquias do Algarve a aderirem ao projeto Heróis da Fruta

Convocatória visa concretizar novas parceiras oficiais

Uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso e a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) abre uma nova área dedicada às autarquias e convida câmaras municipais e juntas de freguesia do Algarve a tornarem-se parceiras oficiais do Desafio Escolar Heróis da Fruta.

Os dados mais recentes revelam uma realidade alarmante: uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso ou obesidade, e cerca de 70% não consome fruta ou vegetais em quantidade suficiente todos os dias, pelo que para inverter este cenário, a APCOI inicia uma nova fase do programa “Heróis da Fruta”, a maior iniciativa em Portugal de literacia alimentar em ambiente escolar, que já alcançou 1 milhão de alunos da educação pré-escolar (jardim de infância) e do 1.º ciclo do ensino básico.

A APCOI lançou esta quinta-feira, 15 de outubro, um website dedicado às autarquias – desafio.heroisdafruta.com/autarquias -, e convida as câmaras municipais e as juntas de freguesia de todo o país, incluindo o Algarve, a tornarem-se parceiras oficiais do projeto.

Ser autarquia parceira é gratuito e assenta em três passos simples:

  1. Convidar as escolas do território, com convites prontos a enviar.
  2. Divulgar o desafio à comunidade, com materiais de divulgação preparados pela APCOI.
  3. Acompanhar os resultados, com dados em tempo real sobre as turmas inscritas em cada freguesia.

O registo dá acesso a uma área reservada, onde a parceria é formalizada com a assinatura digital de um protocolo de cooperação. Na mesma página, qualquer pessoa pode consultar, em tempo real, as escolas de cada concelho e freguesia do distrito já inscritas neste ano letivo. Os agrupamentos e as escolas podem inscrever as suas turmas, também gratuitamente, até 31 de outubro.

O exemplo da Freguesia da Ajuda: Como o poder local pode transformar as escolas

O modelo gratuito gera resultados; o modelo 2,0 cofinanciado multiplica o impacto. A versão nacional do desafio, gratuita, já muda hábitos nas escolas de todo o país. Com o cofinanciamento de parceiros locais, os resultados podem ser ainda maiores.

Fotografia captada com autorização dos encarregados de educação à APCOI

Foi o que mostrou o projeto-piloto “Heróis da Fruta 2.0”, testado em Lisboa, no passado ano letivo, em parceria com a Junta de Freguesia da Ajuda e no âmbito do programa Cities for Better Health da Novo Nordisk, com avaliação de resultados realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ISAMB-FMUL). Comparado com a edição nacional:

  • Escolas que aderiram: 90% na Ajuda, contra 7% a nível nacional. 
  • Turmas que concluíram o desafio: 100% na Ajuda, contra 28% a nível nacional.
  • Crianças que provaram durante o projeto novas frutas ou vegetais: 87% na Ajuda, contra 54% a nível nacional.

“Alimentação saudável nas escolas não é um gasto, é um dos melhores investimentos que uma autarquia pode fazer. Na Freguesia da Ajuda demonstrámos que, quando a autarquia e as escolas dão as mãos, conseguimos mudar efetivamente as lancheiras dos nossos alunos”, afirma Jorge Marques, Presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, durante 1.ª Conferência Heróis da Fruta.

Sobre os ingredientes secretos do projeto-piloto da Ajuda, o presidente da APCOI explica que “talvez o mais simples de todos: cada criança sabia que, no final das 5 semanas, as mascotes do Heróis da Fruta iam visitar a sua escola para entregar os diplomas e os prémios de participação. Quem não se esforçaria por isso? É esta motivação que queremos levar a cada vez mais escolas do país”, diz Mário Silva.

Justiça social e apoio às famílias da região

A avaliação científica independente realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa provou que o programa “Heróis da Fruta” funciona como um promotor de equidade social.

As crianças de famílias com menores rendimentos (escalões A e B da Ação Social Escolar) foram as que demonstraram os maiores ganhos comportamentais, atingindo 64% de consumo regular de frutas e vegetais no final da intervenção.

Fotografia captada com autorização dos encarregados de educação à APCOI

Para os professores, o método de gamificação (jogos, canções e missões diárias) representa uma ferramenta simples e sem sobrecarga burocrática. “Inscrever os meus alunos nos ‘Heróis da Fruta’ já faz parte da preparação do meu ano letivo. São apenas 5 a 10 minutos diários de incentivo positivo. Se uma criança se esquece de levar fruta, os colegas partilham para que todos possam pintar a sua estrela no passaporte. Cria um espírito de entreajuda lindo na sala de aula”, afirmou Carla Teodoro, professora do 1.º ciclo, durante 1.ª Conferência Heróis da Fruta.

Apelo aos autarcas e diretores escolares do Algarve

“Não conseguimos chegar a todas as crianças sozinhos. Precisamos das autarquias e dos parceiros locais para escalar este modelo e garantir que nenhuma criança da região fica para trás na prevenção da obesidade”, argumenta Mário Silva, Presidente da APCOI.

A APCOI convoca os decisores políticos e escolares e as associações de pais do Algarve a unirem-se e a aderirem a esta iniciativa.

As autarquias interessadas podem registar-se, sem custos, clicando aqui, cujo registo dá acesso à área reservada, onde a parceria é formalizada com a assinatura digital de um protocolo de cooperação.

Sobre a APCOI

Fundada em 2010, a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) é uma ONG sem fins lucrativos dedicada a apoiar crianças e famílias no combate à obesidade infantil, a doença crónica mais prevalente em idade pediátrica. A atuação da APCOI foca-se na prevenção, no reforço da literacia em saúde e no combate ao estigma.

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Las barriadas de Ceuta, desbordadas tras el desmantelamiento de los campamentos: "Necesitamos soluciones"

Cobijo improvisado pro migantes y vecinos en la barriada de El Príncipe de Ceuta.

Dos meses y medio después de la entrada masiva de miles de personas a través del litoral de Ceuta, y tras la visita de los reyes este martes, la crisis migratoria dista mucho de haber terminado en la ciudad autónoma. Lejos de los focos iniciales de la costa y tras el desmantelamiento de los campamentos improvisados en las playas, el peso de la emergencia se ha trasladado de lleno a las barriadas periféricas. Es el caso de El Príncipe, donde vecinos y migrantes conviven en un escenario de desgaste continuo y recursos desbordados.

El paisaje urbano de la barriada sigue condicionado por la presencia de cientos de personas que pernoctan a la intemperie, según relata la periodista Laura Rincón para la agencia EFE. A falta de plazas y techos estables, los propios residentes han ido delimitando de forma tácita los espacios para preservar la convivencia: los migrantes se instalan en márgenes de las calles, resguardados en callejones o junto a vehículos estacionados, utilizando mantas y ropa facilitadas por el vecindario. Al caer la tarde, decenas de ellos regresan de la zona centro en busca de cobijo y dependen de la ayuda directa o la limosna frente a comercios para poder alimentarse.

El día a día en la barriada refleja la parálisis de una situación que se prolonga en el tiempo y que ha terminado por generar ansiedad entre las familias de la zona. "Esto es muy duro para todos", lamenta un vecino del barrio, que retrata la dualidad del sentimiento vecinal ante la falta de ingresos y recursos de los recién llegados: "Una parte te da pena, porque ves a la gente pasando hambre y durmiendo en la calle, pero por otra parte necesitamos soluciones. El Príncipe y Ceuta no pueden seguir soportando esto en soledad".

Unos 2.000 migrantes en El Príncipe

Pese a que la convivencia se mantiene sin altercados graves, el malestar y la sensación de abandono institucional van en aumento. El presidente de la asociación vecinal de la barriada, Ahmed Efen-Dal, calcula que aún podría haber unos dos mil migrantes en el barrio tras el cierre de otros asentamientos provisionales. "No estamos cansados de ellos en sí, estamos cansados de la pena que nos da ver a la gente en estas condiciones y a niños deambulando por todos lados", señala.

Entre quienes duermen sobre el asfalto, junto a las ruedas de los coches, hay perfiles muy diversos que desmienten el cliché de la migración exclusivamente económica. Es el caso de un comerciante marroquí llegado a la ciudad en los momentos de mayor presión fronteriza. En su país disponía de una vivienda de 120 metros cuadrados y un negocio propio de venta de ropa, pero optó por cruzar a nado buscando un futuro distinto. "En Marruecos ganaba más dinero del que voy a ganar aquí, pero no vine por dinero. Vine por la salud de mi familia y los derechos de mi hijo", explica sobre la acera donde guarda sus pocas pertenencias. "Los vecinos del barrio son muy buenas personas, me han dado la manta para dormir, pero esto no es vida", confiesa.

A más de 60 días del inicio de la crisis, las barriadas de la periferia ceutí continúan absorbiendo el impacto humano de una emergencia sin resolver. Una realidad estancada en la que El Príncipe sobrevive atrapado entre la solidaridad inagotable de sus vecinos y la exigencia urgente de un plan de realojo y asistencia estatal.

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Obesidade nas Escolas: APCOI lança site e convoca autarquias do Algarve a aderirem ao Heróis da Fruta

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