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Fafe: 18 anos de cadeia para pedreiro que matou homem em café por “50 contos”

O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a pena de 18 anos e seis meses de prisão aplicada, em maio passado, na primeira instância, ao pedreiro que, a 09 de fevereiro de 2025, matou a tiro um homem, de 35 anos, filho de um empreiteiro de Guimarães, num café na vila de Arões, em Fafe.

Joaquim Carneiro, de 71 anos, que foi ainda condenado a pagar 130 mil euros à família da vítima, recorreu da decisão do Tribunal de Guimarães contestando várias conclusões do coletivo de juízes e negando ter tido intenção de matar, por isso, não ter atuado por “motivo fútil”.

No entanto, os juízes-desembargadores não concordaram: “Motivo fútil é o que, avaliado segundo as conceções éticas e morais dominantes na comunidade, se revela de importância mínima, de tal modo desproporcionado relativamente à gravidade da reação homicida que o facto surge como produto de um profundo desprezo pelo valor da vida humana, devendo, por isso, ser considerado um motivo pesadamente repugnante, baixo ou gratuito”.

Desprezo pela vida humana

Recorde-se que o Tribunal de Guimarães considerou provado que o homicida atuou com intenção clara de matar Pedro Oliveira, demonstrando “absoluto desprezo pela vida humana”. E lamentou a ausência de arrependimento perante a família do jovem.

O acórdão baseou-se, sobretudo, na prova “segura e robusta” das testemunhas.

Segundo a acusação, o crime teve origem numa alegada dívida antiga relacionada com trabalhos realizados por Joaquim Carneiro ao pai da vítima, há cerca de 30 anos. Dívida essa que o pai de Pedro Oliveira, ouvido em tribunal na qualidade de assistente, negou existir, afirmando que todos os serviços tinham sido pagos.

O homicídio aconteceu no café Pérola Central, na vila de Arões, durante uma discussão em que o arguido chamou “caloteiro” ao pai da vítima, dizendo que lhe tinha ficado a dever “50 contos”.

Após Pedro Oliveira pedir que não utilizasse a expressão, Joaquim Carneiro disparou um tiro de pistola de calibre 6,35 mm a curta distância, atingindo-o no peito.

Depois do crime, o homicida, conhecido localmente por “Quim Pedreiro”, conseguiu escapar às autoridades durante toda a noite. Na manhã seguinte, apresentou-se no Serviço de Urgência do Hospital de Fafe acompanhado por um advogado, alegadamente com sinais de desorientação e comportamento alterado.

A vítima foi encontrada pelos socorristas caída, na via pública, com sangramento profuso pela boca, em paragem cardiorrespiratória, sendo realizadas manobras de reanimação por cerca de 30 minutos.

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Mulher atropelada em Fafe (é a segunda nesta manhã)

Uma mulher, de 67 anos, foi atropelada na Avenida do Brasil, na cidade de Fafe, na manhã desta segunda-feira.

Ao que O MINHO apurou no local, o atropelamento deu-se junto a uma passadeira. Segundo a própria vítima, esta estaria na passadeira, versão que não é corroborada pelo condutor.

A mulher sofreu ferimentos ligeiros e foi transportada para o Hospital de Guimarães.

Os Bombeiros de Fafe prestaram socorro e a GNR registou a ocorrência.

Já esta manhã, como O MINHO noticiou, uma outra mulher, de 54 anos, foi atropelada na freguesia de Medelo, também no concelho de Fafe, tendo sofrido, igualmente, ferimentos ligeiros.

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Mulher atropelada em Fafe

Uma mulher, de 54 anos, foi atropelada por um automóvel, na rua Nova, freguesia de Medelo, Fafe, na manhã desta segunda-feira.

Ao que O MINHO apurou, a vítima foi transportada para o Hospital de Guimarães com suspeita de fratura, sendo considerada ferida ligeira.

Os Bombeiros Voluntários de Fafe prestaram socorro.

A GNR registou a ocorrência.

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