Os primeiros “deepfakes” apareceram quase ao mesmo tempo que a Fotografia
Duas escolas da rede estadual de Pernambuco estão entre as finalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil, programa de Cidadania Corporativa com coordenação geral do Cenpec.
A Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Gil Rodrigues, localizada em Vertentes, no Agreste do Estado, foi selecionada com o projeto “Pavers Sustentáveis a partir da Casca de Castanha de Caju”.
Orientada pelo professor João Paulo da Silva e desenvolvida pelos estudantes Ana Clara Tomás Bezerra, Jarson Gabriel da Silva Vieira e João Ryan Andrade Deniz, a iniciativa busca uma alternativa mais sustentável e econômica para a pavimentação de calçadas e espaços comunitários, a partir do reaproveitamento de um resíduo agroindustrial que seria descartado.
“Temos uma produção acentuada de castanha de caju na região e percebemos o impacto que o descarte da casca pode causar no solo. Visitamos comunidades e conversamos com pessoas que trabalham com a castanha e percebemos que havia um problema ambiental, mas também uma oportunidade de transformar esse resíduo em algo útil. Foi aí que começamos a pensar no paver”, explicou o professor João Paulo.
A outra representante pernambucana é a Escola Técnica Estadual (ETE) Prof. Paulo Freire, localizada em Carnaíba, no Sertão. A equipe desenvolve o projeto “Sertanino: Uma solução natural para um direito essencial”, que consiste em uma pastilha bioindicadora produzida com extratos de plantas nativas da Caatinga. A proposta busca oferecer uma alternativa acessível para o monitoramento da qualidade da água, especialmente em regiões distantes de laboratórios e equipamentos sofisticados.
Orientada pelo professor Gustavo Bezerra, a iniciativa é desenvolvida pelos estudantes Matheus Gonçalves Lacerda, Jamilly Gadelha da Silva e Leandra Viviane Marques Lins.
“Quando pensamos nas comunidades rurais, indígenas e ribeirinhas, percebemos que muitas vezes o acesso às tecnologias necessárias para identificar parâmetros básicos da qualidade da água é limitado. Existem equipamentos e testes disponíveis, mas eles podem ter um custo elevado ou exigir uma estrutura que nem sempre está próxima dessas populações”, afirmou o professor Gustavo.
O Solve for Tomorrow Brasil incentiva estudantes e professores de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais de suas comunidades, utilizando a abordagem STEM — sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
Os projetos selecionados refletem a diversidade de desafios identificados pelos estudantes em seus territórios e demonstram como a ciência e a tecnologia podem contribuir para o desenvolvimento de soluções com potencial de impacto social e ambiental positivo.
Segundo a organização do evento, a região Nordeste concentra o maior número de finalistas desta edição, com seis projetos selecionados. Pernambuco e Goiás são os estados com maior número de representantes, com dois finalistas cada.
Entre os principais temas abordados pelas equipes estão sustentabilidade, saúde e segurança. As propostas incluem iniciativas relacionadas ao tratamento e ao monitoramento da qualidade da água, à pesca sustentável, ao saneamento, ao combate ao mosquito Aedes aegypti, à localização em tempo real e à preservação do patrimônio histórico.
Nesta etapa final, os estudantes participam de atividades preparatórias e apresentam suas soluções ao público por meio de conteúdos que detalham os desafios identificados, as tecnologias utilizadas e os resultados alcançados até o momento.
No dia 23 de novembro, o Solve for Tomorrow abre a votação do júri popular, permitindo que o público vote em seus projetos favoritos no site oficial do programa.
Para Helvio Kanamaru, diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina, conhecer os finalistas do Solve for Tomorrow é acompanhar de perto o potencial dos jovens quando têm a oportunidade de investigar problemas reais e buscar soluções por meio da ciência e da tecnologia.
“Cada projeto representa o empenho de estudantes e professores em transformar o conhecimento em iniciativas conectadas às necessidades de suas comunidades”, afirma.


© Divulgação
É muito fácil criar qualquer tipo de conteúdo com inteligência artificial (IA). Qualquer pessoa pode, com alguns cliques, criar imagens, textos e vídeos. Tudo isso pode servir para informar ou mesmo para criar conteúdos falsos, que divulgam mentiras.
Até onde vai o impacto do que as pessoas criam com a IA? Essa foi uma das perguntas que motivou as estudantes Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos de idade, do 9º ano do Colégio e Curso Desafio, em Recife, a criarem a ferramenta Pense Bem.
O projeto venceu o HackaNAV 2026, competição nacional de inovação organizada pelo Nave a Vela, solução de educação tecnológica da Arco Educação. Como prêmio, as estudantes ganharam uma imersão tecnológica na agência de pesquisa espacial dos Estados Unidos, a Nasa.
“No Pense Bem, você pode colocar publicações que você pretende fazer para que ele faça o cálculo de risco, como que isso pode escalonar, se aquilo ali pode ter um efeito dominó negativo”, explica Beatriz Vasconcellos, uma das estudantes criadoras do Pense Bem.
A plataforma já está no ar, mas ainda deve ser aprimorada para ser lançada oficialmente.
“Antes de publicar, pense no impacto”, esse é o convite para quem acessa. A partir daí, são feitas diversas perguntas para que se possa avaliar se o conteúdo oferece ou não algum risco ao ser divulgado.
Entre as perguntas estão:
"A gente viu em várias pesquisas que as fake news podem afetar muito a vida das pessoas, até mesmo na vida pessoal, a socialização. Fake news criada por uma pessoa, sobre uma pessoa, pode afetar diretamente até mesmo o psicológico", avalia Beatriz.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chegou a classificar a desinformação como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo.
As três estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho.
“Existem muitos impactos negativos que podem acontecer por causa da desinformação. E eu acho que o que mais choca, o que mais é surpreendente, pelo menos para mim, é que eu descobri o quanto a desinformação pode afetar a nossa democracia. Tanto em ano de eleição, quanto em ano que não seja de eleição, a democracia pode ser afetada com desinformação, quando são espalhadas fake news”, disse Beatriz.
Para Alice Gomes, também integrante do grupo, a IA ajuda, mas pode também fazer com que as pessoas não questionem o que chega pela internet ou mesmo em grupos de WhatsApp de família.
“Isso faz com que a pessoa, quando ela recebe uma informação, ela não procure antes se essa informação é verdadeira ou falsa. Ela apenas pega essa informação e acaba compartilhando a informação, sem saber se ela é verdadeira ou não, sem saber as fontes dela”, disse.
Alice revela que o projeto a ajudou a mudar a forma como recebe, compartilha e cria conteúdos na internet.
“A gente vê uma notícia online ou até em aplicativos do nosso dia a dia e logo pensa ‘Nossa, eu vou pesquisar melhor sobre essa notícia’. Eu diria que melhorou o nosso pensamento como pessoa”.
“A sua solução é fazer com que as outras pessoas também melhorem o seu dia a dia, melhorem também o seu pensamento crítico”, defende.
A terceira integrante do grupo, Letícia de Oliveira, ressalta que a pesquisa a ajudou a ver o mundo digital de outra forma e a importância de uma educação midiática e uma educação para os meios digitais.
“A gente percebe que a desinformação está sendo um problema muito grave, que afeta a população e as pessoas ao redor da gente. Eu vi, tanto no grupo da família, quanto no Instagram, pessoas sendo afetadas pelas fake news, pelas informações digitais”, disse.
“Eu acho que o assunto da desinformação digital era uma coisa falada, mas nunca foi uma coisa que eu aprofundei muito em saber. E aí, com esse projeto, eu consegui ter mais conhecimento sobre a desinformação e como nós podemos ajudar as outras pessoas a combater ela”, acrescenta a estudante.
O Pense Bem tem ainda desdobramentos voltados para a formação nas escolas, com jogos e mesmo uma formação em educação digital, ainda em desenvolvimento.
Esse não é o primeiro trabalho do trio, que desenvolveu também no âmbito da competição a plataforma Fato ou Boato, para identificar notícias falsas. Nela é possível colar o link da notícia para que seja analisada a veracidade.
As três estudantes estão empolgadas com a visita à Nasa e, com o projeto, contam que se interessaram mais por tecnologia. Letícia e Alice cogitam seguir carreiras em áreas tecnológicas. Já Beatriz, pretende ser médica.


© Renan Braz/Divulgação
In un momento storico in cui l’editoria digitale globale si trova a dover affrontare l’impatto dell’Intelligenza Artificiale generativa sulle ricerche online – e la conseguente contrazione generalizzata dei volumi di traffico da search – Italiaonline dimostra nei fatti la straordinaria resilienza del proprio ecosistema editoriale e della relativa offerta adv.
I dati di traffico del primo semestre 2026 evidenziano per i verticali del gruppo (SiViaggia, QuiFinanza e DiLei) un incremento medio del +10% anno su anno (YoY), trend che prosegue con picchi di sessioni che hanno raggiunto il +28,5% nei mesi di gennaio e di maggio. Una dinamica che trova conferma anche analizzando le home page dei portali storici Libero e Virgilio, il cui traffico diretto registra un’immutata centralità nelle abitudini informative degli italiani.
Il confronto analizza e mette a paragone la fruizione dei contenuti del periodo pre-AI Overviews con la fase successiva all’introduzione massiva delle risposte generate dall’AI nei motori di ricerca. Si tratta, pertanto, di una crescita di rilevanza strategica fondamentale, in particolare per un gruppo che investe sulla qualità dei contenuti e delle soluzioni di adv realizzate dalle proprie persone.
A rafforzare ancora di più la resilienza dell’ecosistema Italiaonline gli oltre 10M di account attivi sulle mail Libero e Virgilio che quest’anno hanno visto un completo rinnovamento dell’esperienza utente con una interfaccia più moderna e funzionale.
Nel nuovo scenario informativo dominato da contenuti sintetici e automatizzati, le property di Italiaonline sono state premiate dagli utenti e dai motori di ricerca per una scelta di campo precisa: l’investimento sulle persone, sulla qualità delle firme e sull’autorevolezza del giornalismo verticale.
L’algoritmo premia l’esperienza reale, la trasparenza delle fonti e la profondità dell’analisi umana. L’approccio di Italiaonline risponde esattamente a questa esigenza, offrendo verticali tematici capaci di posizionarsi come punti di riferimento credibili nei settori dell’economia personale, dei viaggi, dell’automotive e dei trend femminili con uno sviluppo strategico ormai consolidato che si rivolge non solo ai responsabili di acquisito ma anche alle generazioni più giovani.
A supportare la crescita è anche la capacità di intercettare e coinvolgere un pubblico sempre più giovane, attento ai valori di sostenibilità, inclusività e nuova imprenditorialità, a cui Italiaonline si rivolge soprattutto con tre dei suoi magazine:
La capacità di Italiaonline di presidiare la relazione con gli utenti e di costruire contenuti di qualità per ogni target, unita al patrimonio di dati di prima parte fornito soprattutto dagli oltre 10 milioni di account mail attivi, permette alla concessionaria proprietaria iOL Advertising di costruire e proporre un’offerta pubblicitaria sempre più innovativa e aderente alle esigenze del mercato e dei clienti. Per rispondere agli obiettivi di business e di comunicazione degli inserzionisti, iOL Advertising aggiorna costantemente la propria offerta con soluzioni evolute, in grado di intercettare il consumatore in ogni fase del percorso d’acquisto. Un’offerta cross-platform che si traduce in una vera consulenza strategica, al fianco delle aziende nella definizione delle azioni di marketing e comunicazione online più efficaci.

“L’intelligenza artificiale sta cambiando il modo in cui le persone cercano le informazioni, ma non il loro bisogno di fonti affidabili. La crescita dei nostri verticali dimostra che qualità editoriale e fiducia degli utenti restano un asset decisivo, per i lettori e per le aziende che ci scelgono, sapendo di poter pianificare pubblicità in contesti di valore – commenta Umberto Poschi, Chief Media & Tech Officer di Italiaonline – L’AI è per noi essenziale in molte nostre soluzioni, e al contempo è uno stimolo a fare meglio ciò che sappiamo fare: informare con competenza e costruire relazioni durature con il nostro pubblico. Continueremo a investire su contenuti di qualità, nuovi target come la Gen Z e soluzioni pubblicitarie sempre più evolute, per offrire a utenti e inserzionisti un ecosistema digitale autorevole e sicuro”.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR
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“Wow”, tuitou Elon Musk, dono do X, depois que as apostas no site Polymarket passaram a favorecer Flávio Bolsonaro na disputa contra Lula, demonstrando quem é seu favorito nas eleições brasileiras. O advogado Martin de Lucca, tuitou: “Primeiro eles cancelaram o X. Depois cancelaram o Rumble. Recentemente, até cancelaram o Polymarket. O tiro saiu espetacularmente pela culatra”, escreveu Lucca, que advoga para a Truth Social, rede de Donald Trump, e para a Rumble, rede social de direita que teve investimento milionário de JD Vance e de Peter Thiel, depois da vantagem de Flávio no primeiro turno. “Que bela manhã, né Brasil?”.
JD Vance reuniu-se com Flávio Bolsonaro em maio deste ano, e com André Marinho, filho do coordenador de campanha bolsonarista, em abril. Seu aliado e fiador, Peter Thiel, esteve em São Paulo apenas duas semanas depois, em 30 de abril, com uma comitiva de pelo menos 15 executivos, segundo revelou o jornalista Paulo Motoryn. De acordo com o site Amado Mundo, a rede Rockbridge Network, fundada por JD Vance, mantém um representante integrante dentro da sede de campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo, e enviou um plano de trabalho que incluía a criação de um Conselho de Tecnologia para assessorar sua campanha, segundo o Intercept.
Mark Zuckerberg, em janeiro do ano passado, nomeou o Brasil – sem nomear – ao afirmar que “os países latino-americanos têm tribunais secretos que podem ordenar empresas para silenciosamente derrubar [posts]” e que se uniria ao governo de Donald Trump para lutar contra essas ordens secretas – a referência eram ordens do STF depois da tentativa de Golpe de Estado em 2023.
Os donos das Big Techs estão acompanhando de perto as eleições brasileiras. Afinal, sabem que elas serão cruciais para definir como será o futuro dos seus negócios.
O caso mais notório de interferência, até agora, tem sido a Meta – empresa que mais faturou com impulsionamento de campanhas, R$282 milhões. Mesmo assim, funcionários da empresa reclamaram em canais internos da inação dos desenvolvedores lotados nos EUA em reverter o banimento da conta de anúncios da campanha de Lula no Instagram, em 9 de outubro. Os americanos fizeram corpo mole em vez de permitir condições iguais às do adversário, que seguia impulsionando seus conteúdos.
Mas esse foi apenas um dos eventos. Na semana passada, a IA da Meta permitia que qualquer pessoa criasse imagens pró-Flávio e contra o Lula – acusando o PT de corrupto, por exemplo. Se o mesmo pedido era feito sobre o candidato do PL, a IA respondia que não podia gerar a imagem. A Meta reconheceu que sua IA permitiu a criação de imagens favorecendo Flávio e que “a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de 1 hora, e não por razões políticas”.
Antes disso, a Meta suspendeu por algumas horas a conta do canal Revelando Brasil no Instagram, que tem publicado vídeos documentais sobre casos envolvendo Flávio Bolsonaro, quando este se tornava o principal assunto das redes, uma semana antes do primeiro turno. Até agora não houve explicação do porquê.
A tendência para o lado da campanha do filho de Jair incomodou até mesmo o TSE, que na semana passada decidiu que a Big Tech tem que agir com isonomia sobre conteúdos das duas campanhas – e que prove que está fazendo isso. Em caso de descumprimento, a Meta terá que pagar R$ 500 mil por dia.
O Ministério da Justiça acionou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Ministério Público Federal para abrir uma investigação contra a Meta, e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF já abriu um procedimento para investigar a empresa. Além disso, a deputada Érika Hilton (PSOL-SP) está coletando assinaturas para uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar se está havendo interferência das Big Techs nas eleições.
A mobilização chamou a atenção da imprensa internacional – o que forçou a Meta a publicar um comunicado negando tentar interferir nas eleições. A empresa ainda saiu com essa: “Há muito tempo, a Meta alerta que as regras rígidas do Brasil para conteúdo digital aumentam o risco de aplicação excessiva e ameaçam a liberdade de expressão. Desde 2025, essas regras ampliaram a possível responsabilidade das plataformas por conteúdo e anúncios gerados por terceiros” – ou seja, a culpa dela estar prejudicando a campanha petista é da regulação.
É aí que está o fio da meada. Faz sentido para a Meta e também para outras Techs investirem no fim do governo Lula porque o Brasil é o fiel da balança no sul global em termos de regulação do mundo digital.
Durante o governo Lula, elas contabilizaram muitas derrotas: o banimento do Twitter pelo STF; a decisão do STF de responsabilizá-las legalmente por conteúdo ilegal; o Eca Digital, conhecido como “Lei Felca”; a decisão do Cade de abrir uma investigação conta o Google por concorrência desleal ao jornalismo ao lucrar com o conteúdo sem pagar por ele, além de outras decisões da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom), do MJ, e da ANPD – por exemplo, a agência obrigou a Meta a informar os usuários e pedir permissão sobre uso de conteúdos de usuários no Facebook, WhatsApp, e Instagram para treino no IA. Recentemente, as “lives” do Discord foram banidos depois do suicídio de uma menina de 13 anos.
Flávio e a bancada digital já avisaram que querem reverter todas essas regras. Flávio planeja um “revogaço” dos decretos de Lula que regulamentaram a decisão do STF sobre a responsabilização das plataformas, que estabeleceu a ANPD como agência reguladora. A “bancada da liberdade de expressão digital”, que tem nomes como Carol di Toni, Filipe Barros e Carlos Jordy, do PL, quer que o Congresso defina as responsabilidades da ANPD.
Só que, no Brasil, a discussão sobre redes sociais e Big Techs ultrapassou, e muito, a esfera do Congresso. É o que mostra o caso da interferência da Meta nas eleições. Arrisco dizer que o Brasil é o único país em que a sociedade tem clareza dos riscos representados pelas Big Techs. Não se trata de um partido, um político ou um punhado de ONGs: é um país se mobilizando para conter os danos da tecno-oligarquia.
Hoje às 17h, a pressão vai aumentar. Organizações da sociedade civil e movimentos sociais convocam a sociedade para um ato pacífico na sede da Meta, na Faria Lima, em São Paulo.
E agora, volto ao início da minha coluna. Se as Big Techs estão de olho nas nossas eleições, o mesmo é verdade para a crescente comunidade de especialistas, legisladores, jornalistas e ativistas que se importam com a batalha mundial da humanidade contra essa oligarquia. Com as eleições, o epicentro desta luta volta a ser o Brasil – e isso não vai terminar no domingo, vença quem vencer. O Brasil seguirá tendo um dos movimentos atuantes e mais robustos de pressão e organização cívica para emparedar as Big Techs – um movimento, ouso dizer, irreversível.

El trabajo, el estudio y la creación de contenidos ya no se limitan a un único espacio. Cada vez es más habitual hacer estas tareas en distintos lugares y momentos del día, por lo que contar con dispositivos versátiles se ha convertido en una ventaja. En esta línea, HUAWEI tiene la tablet MatePad Pro 12" que está dirigida a profesionales, estudiantes y creadores que buscan combinar productividad y creatividad en un mismo equipo.
A grandes rasgos, dicho dispositivo destaca por su diseño ultrafino y ligero, su pantalla Ultra-clear Flexible OLED PaperMatte de 12 pulgadas y sus herramientas de productividad. Además, incorpora funciones propias de un ordenador y es compatible con accesorios como el teclado y el lápiz óptico, que amplían sus posibilidades para trabajar con documentos, editar contenidos o dibujar.
Durante estas dos últimas semanas he podido usar la HUAWEI Mate Pad Pro 12" en mi día a día y, en esta review, te voy a contar qué me ha parecido y si realmente está orientada para cualquier persona.
HUAWEI MatePad Pro 12" es una tablet que está orientada para estudiar, trabajar y crear contenidos multimedia porque combina un diseño ultrafino y ligero con una pantalla Ultra-clear Flexible OLED PaperMatte de doce pulgadas que evita muy bien las huellas de los dedos.
Concretamente, dicho dispositivo tiene un grosor de 4,7 milímetros, pesa 454 gramos, cuenta con una estructura interna optimizada para garantizar resistencia y tiene una arquitectura de tres capas para que sea fácil de manejar. En mi opinión, considero que HUAWEI MatePad Pro 12" es una tablet grande al estar pensada para la productividad, teniendo en cuenta que no es cómoda de manejar con una sola mano. Además, al tener como accesorio el teclado Glide Keyboard, retiro que está pensada para usarse sobre una superficie plana porque puede emplearse como un ordenador portátil.
Por otro lado, me gustaría mencionar que, en caso de no usar el teclado, la tablet también incorpora el accesorio M-Pencil Pro para que las interacciones sean más intuitivas. Dicho gadget es un lápiz óptico, cuenta con un sistema de sujeción magnética para evitar su pérdida y es bastante ligero para tomar notas o dibujar. Personalmente, creo que su uso puede quedar en segundo plano frente al teclado —ya que incorpora un touchpad para facilitar la navegación— si no se usa para disfrutar de las funciones de creatividad o la toma de apuntes.
Como conclusión, creo que HUAWEI MatePad Pro 12" es una tablet pensada para aquellas personas que buscan una pantalla amplia con la que trabajar o estudiar, ya que se aprovecha mejor sobre una mesa y con el accesorio Glide Keyboard instalado por la comodidad que aporta a la hora de escribir y navegar.
HUAWEI MatePad Pro 12" cuenta con una batería de 9.760 mAh y ofrece hasta 13,7 horas de reproducción en vídeo local, teniendo en cuenta que admite carga inversa por cable de hasta 40W para dispositivos compatibles.
Durante mis pruebas, la batería me ha proporcionado una autonomía amplia. En un uso moderado, alternando la navegación por internet y la reproducción de series, dicho dispositivo ha aguantado de dos a tres días sin necesidad de cargarla, mientras que la autonomía ha llegado a prolongarse cuatro días con tareas más ligeras. Eso sí, al emplear apps más exigentes o aumentar el brillo de la pantalla, el consumo de la batería es mayor y la autonomía desciende a casi día y medio.
HUAWEI MatePad Pro 12" destaca por la variedad de herramientas que ofrece para trabajar, estudiar o dar forma a ideas creativas.
Si hacemos mención a las herramientas integradas, HUAWEI Notes resulta útil para tomar apuntes y organizar ideas, la función AI Handwriting Enhancement mejora la legibilidad de la escritura a mano y las herramientas Cross-OS Interconnection y Petal Interconnect facilitan el intercambio de fotos, vídeos, archivos y contactos entre dispositivos HUAWEI y equipos Apple compatibles. Eso sí, donde la tablet saca partido a su rendimiento es en el apartado creativo.
Concretamente, HUAWEI GoPaint reúne herramientas de dibujo, ilustración y animación en una misma aplicación. Entre ellas, Intelligent Color Card permite capturar colores del entorno para crear paletas personalizadas, mientras que pinceles como Fluid Brush, Splatter Brush y Oil Paint Brush ofrecen distintos acabados para experimentar con las ilustraciones. Además, no me gustaría olvidar de mencionar que la función de animación permite convertir capas en fotogramas para dar movimiento a los dibujos estáticos. Son opciones interesantes para quienes disfrutan dibujando —como ha sido en mi caso—, especialmente al utilizar el HUAWEI M-Pencil Pro.
En lo que respecta al resto, he usado la HUAWEI MatePad Pro 12" para ver series, leer correos electrónicos, consultar algunas de mis redes sociales y hacer test de la autoescuela. Estas acciones cotidianas son las que puedo hacer en mi día a día con el móvil, pero, a veces, agradezco tener una pantalla más grande para no dejarme la vista.
Creo firmemente que la tablet está destinada a quienes buscan un dispositivo versátil para estudiar, crear contenido, ver series y hacer tareas de productividad sin necesidad de recurrir siempre a un ordenador.
En mi caso, uso la tablet para ver capítulos de series desde la cama y hacer test de la autoescuela cómodamente, ya que prefiero usar el ordenador para hacer gestiones importantes o el papel para darle rienda suelta a la imaginación cuando estoy dibujando. No obstante, con la HUAWEI MatePad Pro 12" he podido hacer todas estas acciones gracias al teclado y el lápiz óptico, sin tener que recurrir a otros dispositivos.
Eso sí, me gustaría mencionar que comprar este dispositivo supone una inversión considerable porque cuesta 1.299 euros, especialmente si se tiene en cuenta que las tablets no suelen ocupar un lugar tan habitual en el día a día de muchas personas como los móviles, a los que recurrimos para buena parte de las tareas cotidianas. Además, existen alternativas más económicas que ofrecen prestaciones similares, e incluso ordenadores portátiles que pueden resultar prácticos según el uso que se le vaya a dar.
Sin embargo, quienes busquen un dispositivo versátil que combine las funciones de una tablet premium con las posibilidades de un ordenador tendrán que estar dispuestos a pagar por todas las presentaciones que ofrece este modelo de HUAWEI.


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O Havi TechHub Lisboa cresceu, em dois anos e meio, “de sete para mais de 140 profissionais” e agora vai expandir o escritório, contando contratar mais 20 no próximo ano, diz o administrador Reto Sahli à Lusa.
“O Havi TechHUB Lisboa foi inaugurado em março de 2024 com uma ambição que ia muito além da abertura de um novo escritório: criar, a partir de Portugal, uma capacidade tecnológica com impacto global“, explica, em entrevista à Lusa o administrador (Chief Digital Information Officer) da Havi, Reto Sahli.
Lisboa foi escolhida pela “qualidade e diversidade do talento português, pela força do ecossistema tecnológico nacional e pela capacidade de Portugal ligar pessoas, culturas e fusos horários” e “estas vantagens revelaram-se ainda mais significativas do que antecipávamos”, sublinha o responsável.
Ou seja, “em apenas dois anos e meio, a operação em Lisboa cresceu de sete para mais de 140 profissionais” e, “atualmente, as equipas sediadas na capital contribuem para capacidades globais nas áreas de inteligência artificial, dados e analytics, produtos digitais, ‘cloud’, cibersegurança e transformação de negócio”.
O TechHUB terminou 2024 com 34 colaboradores e, aquando da inauguração oficial do escritório, em setembro de 2025, já tinha atingido os 87 colaboradores. Atualmente, conta com 143 profissionais especializados.
Lisboa “é uma das operações de crescimento mais acelerado dentro da estrutura tecnológica global da Havi”, sublinha.
Agora o centro de inovação tecnológica Havi TechHub Lisboa, que é um dos quatro TecHubs do grupo, expandiu, com mais um piso adicional, prevendo continuar a recrutar talento das áreas especializadas.
“Temos atualmente cerca de 20 posições abertas ou planeadas para 2027“, avança Reto Sahli, referindo que está previsto continuar a “recrutar profissionais nas áreas de engenharia de software, dados e analytics, automação, inteligência artificial [IA], cibersegurança, cloud e infraestruturas, produtos digitais e transformação de negócio”.
Acima de tudo, “procuramos pessoas que queiram trabalhar em desafios com impacto global, colaborar com equipas de diferentes países e disciplinas e perceber claramente a ligação entre o seu conhecimento técnico e os resultados que ajudam a alcançar”, salienta o responsável.
A Havi conta atualmente com quatro TechHUBs: Chicago, Cracóvia, Lisboa e Kuala Lumpur.
“Estes não funcionam como centros isolados com responsabilidades geográficas independentes”, mas “operam como uma rede tecnológica global integrada e interligada“, explica.
Temos atualmente cerca de 20 posições abertas ou planeadas para 2027.
Tal permite que “as equipas trabalhem de forma colaborativa além-fronteiras, entre diferentes disciplinas e fusos horários”, sendo que “este modelo ‘follow the sun’ de operação contínua reforça a colaboração, a capacidade de resposta, a continuidade do negócio e a resiliência da organização”, salienta o administrador.
A partir de Lisboa, “os profissionais contribuem para capacidades e soluções tecnológicas que apoiam as operações globais da HAVI e geram valor para clientes em mais de 30 mercados“.
A estratégia para o mercado português em 2027 “passa por continuar a investir nas pessoas e por atribuir às equipas de Lisboa uma responsabilidade crescente no desenvolvimento de capacidades tecnológicas globais“.
“Da automação em armazéns e centros de distribuição ao planeamento preditivo e à tomada de decisões baseada em dados, o nosso foco é transformar conhecimento operacional e informação em soluções que tornem as cadeias de abastecimento mais conectadas, eficientes, resilientes e preparadas para o futuro”, aponta Reto Sahli.
A tecnologia “é um elemento essencial dessa transformação, mas serão as pessoas a concretizá-la. O talento, a criatividade e o espírito colaborativo que encontramos em Portugal reforçam a nossa confiança no contributo que Lisboa continuará a dar para o futuro da Havi”, remata.

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A Anthropic anunciou que irá atribuir 5% das ações a um novo fundo de “benefício público”, cujo valor poderá aumentar à medida que as ações da empresa norte-americana de inteligência artificial (IA) se valorizarem. As ações serão incorporadas no “Anthropic Public Benefit Fund” (Fundo de Benefício Público da Anthropic), uma nova entidade dentro da empresa.
O fundo “terá maior flexibilidade e escala, permitindo-nos prosseguir a nossa missão de novas formas: por exemplo, poderemos explorar grandes doações a organizações sem fins lucrativos tradicionais ou distribuições diretas a populações específicas”, afirmou a Anthropic, numa publicação este domingo.
A tecnológica citou os impactos no mercado de trabalho como exemplo. Embora já tenha reservado 200 milhões de dólares (178 milhões de euros) para estudar os efeitos da IA, a empresa observou que, “dado o ritmo de progresso da IA, podem ser necessárias abordagens mais ousadas”.
O atual líder Dario Amodei e os outros cinco cofundadores estabeleceram a Anthropic como uma “corporação de benefício público”, uma designação adotada por empresas com fins lucrativos que procuram equilibrar objetivos financeiros e impacto social.
Além dos cofundadores se comprometerem a doar 80% do seu património pessoal, existe um programa, no qual participam cerca de metade dos colaboradores da empresa, que lhes permite destinar parte das suas participações acionistas, sendo que a Anthropic oferece uma contribuição equivalente.
Após o anúncio do domingo, a Anthropic garantiu que cerca de 20% das ações da empresa serão dedicadas ao “bem público”, além de qualquer percentagem adicional que possa ser incluída, caso o valor de mercado da empresa atinja marcos específicos. A Anthropic planeia entrar em bolsa, possivelmente já em novembro.