Reading view
UMinho recebe espólio de António Losa, referência nos estudos árabes em Portugal
A Universidade do Minho vai receber o acervo de António Losa (1914-2000), um dos principais estudiosos da língua e cultura árabes em Portugal. O estudioso, oriundo de Esposende mas radicado em Braga, foi, ainda, professor da Escola Carlos Amarante.
A cerimónia de doação do espólio realiza-se esta quarta-feira, às 11:30, no Arquivo Distrital de Braga (ADB). O momento de assinatura conta com a presença do reitor da UMinho, Pedro Arezes, e da filha mais velha de António Losa, Manuela de Areia Losa. Segue-se uma visita à mostra documental dedicada ao insigne filólogo, arabista e professor bracarense.
Centenas de livros e documentos
As centenas de documentos legados por António Losa, como livros, correspondência, manuscritos, fotos e apontamentos, vão ser repartidas entre o ADB, uma unidade cultural desta academia, e a Biblioteca Fernão Mendes Pinto, situada no edifício 4 do campus de Gualtar (Braga) e especializada em línguas e culturas orientais.
A UMinho compromete-se a “zelar pela conservação, pelo tratamento técnico e pela divulgação do acervo”.
António Losa foi uma figura marcante da vida cultural bracarense do século XX, reconhecido pelo seu trabalho sobre a língua, cultura e presença árabe e moçárabe na formação histórica e cultural de Portugal. Entre as suas obras destaca-se o livro póstumo “Entre Cristãos, Mouros e Judeus: do Minho ao Mar das Índias”. Organizou/participou em diversas conferências em Portugal e no estrangeiro e investigou também sobre a história regional, como a de Esposende.
O conteúdo UMinho recebe espólio de António Losa, referência nos estudos árabes em Portugal aparece primeiro em O MINHO.
Norte e Galiza querem construir polo de competitividade transfronteiriço
A eurorregião Galiza-Norte de Portugal quer construir um polo de competitividade transfronteiriço para se afirmar como “um território mais competitivo, inovador e capaz de atrair investimento”, foi hoje divulgado.
Em comunicado, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal (AECT-GNP) explica que, tendo em vista esse objetivo, promove em Vigo, na Galiza, Espanha, a 12 de novembro, um fórum para “transformar capacidades partilhadas em novas oportunidades de investimento, inovação e desenvolvimento”.
Integrada na visão estratégica 2026–2028 do AECT, o Fórum Eurorregião Galiza–Norte de Portugal: Polo de Competitividade pretende marcar “um novo passo na evolução da cooperação transfronteiriça”.
A intenção é “passar da partilha de capacidades à criação de sinergias, projetos conjuntos e oportunidades de desenvolvimento económico e tecnológico”.
O fórum nasce com o objetivo de “identificar capacidades complementares entre a Galiza e o Norte de Portugal, aproximar empresas, universidades e centros tecnológicos e impulsionar novas parcerias que se traduzam em projetos conjuntos, investimento e inovação”.
A iniciativa “pretende lançar as bases de um ecossistema transfronteiriço mais integrado, competitivo e capaz de gerar valor económico para o território”.
Isto, “através do intercâmbio de conhecimentos e da identificação de oportunidades nas áreas das tecnologias emergentes, da colaboração público-privada em inovação e das infraestruturas estratégicas”.
A ambição é “mobilizar competências complementares, valorizar os recursos existentes e reforçar a capacidade conjunta da eurorregião para responder aos desafios da transformação industrial, da inovação tecnológica e da integração das suas infraestruturas”.
Nesta primeira edição, o fórum pretende centrar-se em três áreas estratégicas.
O AECT enumera “as tecnologias emergentes, como motor da transformação produtiva e da criação de novas oportunidades económicas”, e “a colaboração público-privada em inovação, como elementos fundamentais para promover a transferência de conhecimento, desenvolver novas capacidades tecnológicas e impulsionar projetos conjuntos”.
Outro dos domínios é o das “infraestruturas estratégicas, essenciais para melhorar a conectividade, atrair investimento e reforçar a integração socioeconómica do território”.
O AECT-GNP junta a Junta da Galiza e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
A 29 de setembro, o presidente da CCDR-N defendeu que o Norte e a Galiza devem articular-se para transformar a proximidade geográfica e a cooperação numa “vantagem económica e industrial comum”.
“Não se trata apenas de termos duas regiões vizinhas com empresas competitivas, mas de percebermos que, em muitas das novas cadeias de valor industriais e tecnológicas, podemos ganhar escala, capacidade de inovação e presença internacional, se atuarmos de forma mais articulada”, sustentou Álvaro Santos.
Para o responsável, a cooperação entre a Galiza e o Norte de Portugal não se deve limitar “a uma sucessão de projetos”, mas afirmar-se como “capacidade permanente para identificar oportunidades comuns, aproximar empresas e centros de conhecimento, mobilizar investimento e construir respostas conjuntas”.
Áreas como a energia, a mobilidade, o setor naval, a aeronáutica, as tecnologias digitais ou as tecnologias de dupla utilização “oferecem oportunidades muito concretas para combinarmos competências e reforçarmos a presença das nossas empresas nos mercados europeus e internacionais”, exemplificou.
A eurorregião tem cerca de 6,4 milhões de habitantes, mais de 657 mil empresas, um PIB [Produto Interno Bruto] superior a 167 mil milhões de euros e mais de 57 mil milhões de euros de exportações anuais, de acordo com a CCDR-N.
O conteúdo Norte e Galiza querem construir polo de competitividade transfronteiriço aparece primeiro em O MINHO.
Mais de 1.000 empregos para ‘agarrar’ em Braga
A START POINT Summit ’26 – Feira de Emprego, Empreendedorismo e Formação da Universidade do Minho realiza-se hoje e amanhã, das 10:00 às 18:00, no Pavilhão Desportivo do campus de Gualtar, em Braga.
A iniciativa tem entrada livre e é organizada pela Associação Académica da UMinho, com o apoio da Reitoria.
Em comunicado, a academia minhota adianta que esta 18.ª edição apresenta uma mostra com 50 empresas e mais de mil oportunidades de emprego e estágio, uma feira de voluntariado com 10 instituições, stands com 20 entidades parceiras, além de palestras, entrevistas, workshops e outras atividades.
A abertura oficial é hoje, às 10:00, com o reitor, Pedro Arezes, e o presidente da AAUMinho, Luís Guedes. Seguem-se momentos de ‘speed interviews’ com empresas, um ‘mentoring point’ com ex-alunos de relevo e a emissão em direto da RUM – Rádio Universitária do Minho até às 12:00.
O programa prevê depois um ‘workshop’ sobre primeiros socorros psicológicos (13:00), um painel sobre percursos de empreendedorismo na educação (14:30), um ‘workshop’ sobre liderança (15:00), a par de conversas sobre a plataforma laboral Teamlyzer e sobre a criação de conteúdo como carreira (ambas às 16:00).
Na quarta-feira merecem destaque um painel sobre felicidade no trabalho (11:00), uma palestra sobre carreiras no sistema prisional (11:30), um ‘workshop’ sobre primeiros socorros psicológicos (13:00), a apresentação de serviços públicos pela ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (14:00), como chave móvel digital, cartão europeu de seguro de doença, renovação de documentos e acesso à app gov.pt, bem como os ‘pitches’ finais de um concurso de ideias de negócio empreendedoras (15:00).
A júnior-empresa EPIC vai também disponibilizar um portal para os participantes consultarem as atividades e interagirem com um sistema de recompensas. As pessoas interessadas podem igualmente usufruir de transporte de autocarro de/para Guimarães (campus de Azurém).
“A START POINT Summit visa potenciar o contacto direto com o mercado de trabalho, a divulgação de oportunidades, o desenvolvimento de competências e o networking. Destina-se a (ex-)alunos, investigadores, docentes e técnicos, além de desempregados e empreendedores qualificados da região”, explica a UMinho.
A iniciativa prossegue depois a 18 de novembro, no Multiusos de Guimarães.
O conteúdo Mais de 1.000 empregos para ‘agarrar’ em Braga aparece primeiro em O MINHO.