Paulo Braga, secretário-geral da ANMP, explicou que esta plataforma foi criada para concentrar, num único instrumento, dados que se encontravam dispersos por diferentes entidades. O observatório abrange áreas como a educação, a ação social, a saúde, a governação e a proteção civil, permitindo consultar indicadores relativos a cada município, à NUT III em que se insere e ao conjunto do país.
“Aquilo que pretendemos é agregar num único instrumento dados que andam dispersos por inúmeras entidades”, afirmou à VTM, sublinhando que a ferramenta permite aos utilizadores ter uma visão mais abrangente da realidade dos seus territórios e compará-la com outros níveis de análise.
Realidade
O projeto surgiu inicialmente da necessidade de acompanhar a descentralização de competências para as autarquias, tendo sido posteriormente alargado a outros domínios e áreas temáticas. O objetivo passa por disponibilizar aos municípios o máximo de informação possível sobre a sua realidade, facilitando a identificação de necessidades e a preparação de respostas adequadas.
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O edifício da Câmara Municipal de Braga ‘acordou’, esta quinta-feira, com uma pichagem na sua fachada com uma frase alusiva à luta pelo direito à habitação: “Sem casas não há futuro”.
O autarca João Rodrigues partilhou uma fotografia do vandalismo para condenar o ato: “Concordo com a frase, mas condeno em absoluto a forma escolhida para a escrever”.
“Conheço bem a dimensão do problema da habitação, compreendo a indignação de quem não consegue pagar uma casa e sei quanto trabalho temos pela frente. Mas isso não pode servir de desculpa para tudo”, refere.
Contudo, o presidente da Câmara alerta para a escalada no tom dos protestos. “Já se ouvem apelos descarados a que se reproduzam em Portugal os confrontos e os episódios de violência que temos visto em França. Preocupa-me a normalização de discursos de intimidação e ameaça. E preocupa-me o silêncio de quem receia condená-los, não vá parecer que está contra o direito à habitação”, lê-se numa publicação nas redes sociais.
E acrescenta: “Os moderados (a esmagadora maioria das pessoas) não têm de pedir desculpa pelo facto de o serem, nem de apresentar provas de sensibilidade social para defender princípios elementares. A moderação não é tibieza nem falta de coragem. Muito pelo contrário. E pintar uma parede não é o mesmo que ameaçar ou agredir. Mas não precisamos de esperar pelo pior para dizer onde estão os limites”.
Além desta proposta, as cerca de duas centenas de pessoas presentes na Praça da República votaram, em assembleia popular, ontem, também favoravelmente a realização de uma acampada em Braga, mas sem definirem uma data, a promoção de uma sessão pública sobre a nova lei das rendas, o contacto com moradores locais e o apoio a uma greve geral ibérica.
A professora Rosa Vasconcelos, provedora do Estudante da Universidade do Minho, será a primeira portuguesa a presidir à IEEE Education Society, uma das principais sociedades científicas internacionais nas áreas da educação em engenharia e tecnologia, foi hoje divulgado.
A docente pertence à direção (‘board’) desta entidade desde 2015, foi vice-presidente a partir de 2022 e agora torna-se ‘president-elect’ para o biénio 2027-2028, assumindo em 2029-2030 a liderança de uma comunidade global de académicos, investigadores e profissionais dedicados à excelência neste âmbito.
“Assumo o novo desafio com enorme honra e uma responsabilidade acrescida, esperando contribuir para uma sociedade mais inclusiva, próxima e participativa, e para se desenvolverem soluções inovadoras face aos desafios atuais da educação e formação em engenharia e tecnologia”, diz Rosa Vasconcelos, que irá suceder no cargo a Diane Rover (Iowa State University, EUA), citada em comunicado enviado pela UMinho.
De acordo com a mesma instituição, a sua eleição valoriza as “quatro décadas que tem dedicado a áreas como educação em engenharia, qualidade, inovação pedagógica, ética, integridade académica, defesa dos direitos dos estudantes, responsabilidade social e cooperação internacional”.
Por outro lado, esta distinção é também um reconhecimento a nível global da qualidade do ensino superior e da investigação desenvolvida em Portugal, acrescenta a responsável.
Rosa Vasconcelos será a quarta mulher e a quarta pessoa europeia a presidir à IEEE Education Society, num universo de 39 presidentes ao longo de sete décadas de história. Esta sociedade faz parte do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), o maior organismo profissional mundial dedicado ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade.
Rosa Maria de Castro Fernandes Vasconcelos fez a licenciatura e o doutoramento em Engenharia Têxtil pela UMinho, onde leciona desde 1984. Nesta academia, é provedora do estudante, professora associada do Departamento de Engenharia Têxtil e investigadora do Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil, tendo já presidido o Conselho de Cursos de Engenharia e o Conselho Pedagógico da Escola de Engenharia. Além disso, presidiu a Rede Portuguesa de Provedores do Estudante até setembro de 2026 e é coordenadora da Rede Ibero-Americana de Defensorias Universitárias, que reúne 83 instituições de 11 países.
O SC Braga recebe hoje o Gent, pelas 20:00, na segunda jornada da fase de liga da Liga Conferência de futebol, no jogo de estreia do treinador Franclim Carvalho e em que procura amealhar os primeiros pontos.
O novo treinador sucedeu ao espanhol Carlos Vicens após a derrota caseira na segunda-feira com o Gil Vicente (2-1), em jogo em atraso da segunda jornada da Liga portuguesa, que manteve os ‘arsenalistas’ na oitava posição, com 11 pontos, a 13 do líder FC Porto.
Após a derrota fora frente ao Copenhaga, por 3-0, o SC Braga procura somar os primeiros pontos na prova frente ao líder do campeonato belga, que na ronda inaugural da Liga Conferência venceu em casa por 1-0 o Aarhus, da Dinamarca.
O Gent segue na 13.ª posição da tabela classificativa da terceira prova da UEFA, integrando o grupo dos clubes com três pontos, enquanto o SC Braga ocupa o 35.º e penúltimo lugar, entre os 14 emblemas que não pontuaram na primeira ronda.
Os oito primeiros classificados da fase de liga apuram-se diretamente para os oitavos de final, enquanto as equipas classificadas entre os nono e 24.º postos vão disputar um play-off de acesso à próxima fase, com as restantes a serem eliminadas.
Distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso amarelo na sexta-feira devido à previsão de ondas de noroeste com 4 a a 5 metros, segundo o IPMA.
O IPMA prevê para esta quinta-feira no continente céu em geral muito nublado, períodos de chuva no litoral a norte do Cabo Mondego a partir do meio da tarde, vento fraco e pequena descida de temperatura
Sportinguistas recordaram 2020 e o LASK Linz voltou a reinar em Alvalade (2-3). Benfica visita Chipre com prémio de melhor formação do mundo no bolso. Ainda, Franclim Carvalho estreia-se no SC Braga.
A Câmara de Braga apresentou, esta quarta-feira, o livro dedicado aos 260 anos de história do Batalhão Sapadores Bombeiros de Braga.
Em comunicado, a autarquia refere que a obra “Mais de dois séculos de vida e coragem” recupera episódios, documentos e testemunhos que marcaram a evolução da instituição desde as suas origens até à atualidade.
Da autoria de António Maranhão Peixoto e Ricardo Fernandes, o livro reúne momentos fundamentais do percurso dos Bombeiros Sapadores, dando a conhecer os protagonistas que, ao longo de várias gerações, “assumiram a missão de proteger a população e acompanharam a transformação do concelho”.
Foto: CM Braga
Na sessão, o vice-presidente da Câmara de Braga, Altino Bessa, destacou a importância desta publicação para a preservação da memória coletiva e para o reconhecimento do contributo dos bombeiros ao longo dos séculos.
Sublinhou ainda o trabalho de investigação desenvolvido pelo comandante Nuno Osório e pelos autores, bem como o estudo coordenado por Francisco Mendes, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, que fundamentou a revisão da data de fundação histórica do corpo de bombeiros para 22 de maio de 1766.
Esta data coloca os Bombeiros Sapadores de Braga entre os primeiros corpos de bombeiros criados em Portugal, assinalando este ano 260 anos de história.
Na mesma nota enviada à imprensa, Altino Bessa salientou ainda a importância de honrar o passado e preparar o futuro, destacando o reforço dos efetivos, o investimento superior a três milhões de euros em equipamentos, viaturas e formação, e a crescente capacidade de resposta dos Bombeiros Sapadores perante novos desafios de proteção e socorro.
A assembleia popular que decorreu hoje à noite em Braga em defesa da habitação e por melhores condições de vida votou e decidiu realizar nova assembleia popular no centro da cidade no sábado, a partir das 15:00.
Além desta proposta, as cerca de duas centenas de pessoas presentes na Praça da República, votaram também favoravelmente a realização de uma acampada em Braga, mas sem definirem uma data, a promoção de uma sessão pública sobre a nova lei das rendas, o contacto com moradores locais e o apoio a uma greve geral ibérica.
Quanto à assembleia popular agendada para sábado, prevista realizar-se entre as 15:00 e as 00:00, os promotores pretendem que tenha momentos musicais, culturais, além de comida.
A assembleia popular de hoje, que decorreu sob o olhar de vários agentes da PSP, começou pelas 19:00 e terminou cerca das 20:15, com os presentes a cantarem o tema Grândola Vila Morena, símbolo do 25 de Abril.
Durante mais de uma hora, várias pessoas intervieram para falarem sobre diversos assuntos, nomeadamente para censurar a “ação de repressão” da PSP nas acampadas do Porto e de Lisboa, e a nova lei do arrendamento, que os manifestantes pediram que seja eliminada.
Pelo meio, foram ouvidos cânticos e palavras de ordem contra o Governo e o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O ambiente esteve sempre calmo e, após cada intervenção, os presentes batiam palmas ou gritavam frases como “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” e “o povo unido jamais será vencido”.
No chão, em frente à concentração, estiveram sempre colocados dois panos com as inscrições “não dá mais para viver assim” e “egoísmo é negar um teto, exigir um é um direito”.
Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.
As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.
A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e em um polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.
Os promotores dos protestos prometem continuar nas ruas.
A assembleia popular que decorre em Braga em defesa da habitação e por melhores condições de vida junta hoje cerca de duas centenas de pessoas, para ouvir preocupações, discutir soluções, reivindicar, apresentar e votar propostas de ação.
Desde as 19:00, hora a que arrancou a assembleia popular, na Praça da República, no centro da cidade, já discursaram mais de uma dezena de presentes, que abordaram vários temas, nomeadamente a “ação terrível de repressão” da PSP nas acampadas do Porto e de Lisboa, e a nova lei do arrendamento, que os manifestantes pedem que seja eliminada.
O ambiente tem estado calmo, e após cada intervenção, os presentes batem palmas ou gritam frases como “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” e “o povo unido jamais será vencido”, perante o olhar de alguns elementos da PSP.
No chão, em frente à concentração, estão colocados dois panos com as inscrições “não dá mais para viver assim” e “egoísmo é negar um teto, exigir um é um direito”.
Foto cedida a O MINHO
Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.
As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.
A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e em um polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.
Os promotores dos protestos prometem continuar nas ruas.
Comarca de Braga e associação animal assinam protocolo que promove o bem-estar de crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade através da utilização de cães de apoio em audiências judiciais.
A Comarca de Braga celebrou um “protocolo pioneiro” com uma associação animal, “dando início a um projeto inovador em Portugal” para a utilização de cães de apoio junto de menores e de outros intervenientes vulneráveis em ambiente judicial.
Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a Comarca de Braga diz ter celebrado, na segunda-feira, um protocolo de utilização de cães com a Associação Santuário Animal Vida Boa – Proteção e Preservação dos Animais e Natureza para, em regime experimental, utilizar cães de apoio em contexto judicial.
Foto: Tribunal Judicial da Comarca de Braga
“A iniciativa tem como objetivo promover o bem-estar emocional das crianças que participam nas audiências judiciais ou enquanto aguardam nas salas de espera, contribuindo para a redução dos seus níveis de ansiedade, bem como para uma maior capacidade de concentração e comunicação”, explica a Comarca de Braga.
Citada no comunicado, a presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Braga destaca “o caráter inovador da iniciativa no país e a sua importância na promoção de uma justiça mais humanizada”.
Filipa Afonso Aguiar manifesta “confiança no sucesso do projeto e nos benefícios que o mesmo proporcionará a todos os intervenientes processuais, em especial às crianças”.
O comunicado refere ainda que a utilização de cães de apoio em contexto judicial tem vindo a ser adotada em países como os Estados Unidos, Canadá, Austrália e em alguns países europeus, “existindo evidência científica dos seus benefícios”.
“Em Portugal, existem experiências bem-sucedidas na utilização de cães em ambiente hospitalar e prisional, destacando-se o trabalho desenvolvido pela associação Cães pelas Pessoas, com experiência na área dos Serviços Assistidos com Animais, bem como pelo Santuário Animal Vida Boa, que desenvolve igualmente projetos neste âmbito, nomeadamente junto de populações em situação de vulnerabilidade”, indica a Comarca de Braga.
A nota acrescenta que ambas as associações “desenvolvem projetos em parceria, mantendo uma colaboração que permite articular experiências, conhecimentos e competências complementares, o que constitui uma mais-valia para a implementação e boa execução do protocolo, contribuindo para a qualidade, segurança e eficácia dos serviços previstos”.
O treinador Carlos Vicens disse hoje recordar “com gratidão” o percurso no SC Braga, cujo comando técnico deixou na terça-feira, destacando o “futebol reconhecível e com identidade própria” patenteado na época passada.
“Há etapas na vida que merecerão sempre ser recordadas com gratidão e a minha passagem pelo SC Braga é uma delas. Levo a satisfação de ter dado tudo e o privilégio de ter formado parte de algo tão especial”, escreveu nas suas redes sociais.
O treinador espanhol de 43 anos, que chegou a Braga na época passada, foi demitido na terça-feira após a derrota, a terceira seguida, com o Gil Vicente, em casa (2-1), na véspera, em jogo em atraso da segunda jornada da I Liga.
Vicens recordou o “início complicado” na época passada, mas frisou a reação que a equipa teve então.
“Soubemos reagir e terminar em quarto lugar na I Liga, alcançar a final da Taça da Liga e disputar umas meias-finais europeias [da Liga Europa], levando o nome do SC Braga com orgulho por todo o continente com um futebol reconhecível e com identidade própria”, disse.
Lembrou ainda as “noites como as de Leiria frente ao Benfica [na meia-final da Taça da Liga, vitória por 3-1], de Sevilha frente ao Betis [vitória por 4-2 na segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa] ou a de Braga frente ao Friburgo [vitória por 2-1 na primeira mão das ‘meias’]: estarão sempre na minha memória”.
O antigo adjunto de Pep Guardiola nos ingleses do Manchester City deixou uma “menção especial aos jogadores: um grupo humano extraordinário, de grande coração”, agradecendo ainda ao presidente, António Salvador, e à direção, bem como a todos os profissionais dos diferentes departamentos.
A vítima estava a trabalhar numa fábrica de fiação, em Celeirós, Braga, quando ficou "presa numa máquina". Está em investigação as circunstâncias em que ocorreu o acidente. Alerta foi dado às 9h:00.
O internacional Ricardo Horta disse hoje que o SC Braga quer jogar na Liga dos Campeões de futebol na próxima época e dar uma resposta ao mau momento na receção ao Gent, quinta-feira, na Liga Conferência.
Abordando a saída do treinador Carlos Vicens e a entrada de Franclim Carvalho, Ricardo Horta lembrou a recente passagem do agora novo técnico como adjunto de Artur Jorge.
“As memórias só podem ser boas. Conquistámos um título [Taça da Liga], jogámos na Liga dos Campeões e cumpri esse sonho de jogar essa competição neste clube. Sabendo que este ano os três primeiros classificados vão à Liga dos Campeões, tudo faremos para jogar essa competição na próxima época”, disse.
O SC Braga é oitavo classificado no campeonato, com 11 pontos, a sete do terceiro lugar, ocupado pelo Sporting e pelo Santa Clara, mas o experiente jogador acredita numa recuperação até ao pódio.
“Enquanto for matematicamente possível, acreditamos. Temos condições e qualidade, sem fazer objetivos a longo prazo. Ir jogo a jogo e queremos começar a vencer amanhã [quinta-feira]”, disse, na antevisão da receção aos belgas.
Sobre a chegada de Franclim Carvalho, revelou que a palavra “exigência” foi a mais utilizada no treino de terça-feira.
“Queremos dar uma resposta. O que temos mostrado não é o que o clube exige. Amanhã [quinta-feira], não será tudo perfeito, porque não se muda tudo de um dia para o outro, mas queremos mostrar outra imagem, temos equipa e jogadores para isso. Falta apenas uma mudança de mentalidades”, disse.
Ricardo Horta considerou ainda que “a insatisfação dos adeptos é normal”.
“Os adeptos do Braga são muito exigentes e temos que saber lidar com isso. Tivemos momentos muito bons na última época, este ano nem tanto, a bola não entra e um clube e treinador vivem dos resultados. Ganhámos apenas um jogo nos últimos seis e isso não pode voltar a acontecer. Tem que haver uma reação”, disse.
O avançado tem jogado em diferentes posições esta época, mas joga “onde o mister quiser”.
“São momentos de jogo estratégicos e se calhar entendem que tenho inteligência para fazer isso. O mister já me conhece e, desde que me ponha a jogar, vai ser tudo perfeito”, disse.
SC Braga e Gent defrontam-se a partir das 20:00 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, jogo que será arbitrado por Andris Treimanis, da Letónia.
O presidente do SC Braga, António Salvador, disse hoje que o mau momento da equipa de futebol não é responsabilidade apenas do treinador Carlos Vicens, demitido na terça-feira, mas também dos jogadores.
O dirigente disse que o que fez mudar de opinião, depois do voto de confiança ao técnico espanhol há menos de uma semana, foi o facto de a equipa não ter conseguido inverter o mau momento, frisando que a equipa “não pode nunca mais voltar a acontecer ganhar apenas um jogo e empatar outro em seis jogos”.
“O mais importante no futebol é a união e correr, depois é que aparece a qualidade. A responsabilidade é de todos, não só do Carlos [Vicens] e acredito que isto é uma viragem de página não só do treinador, como da postura dos jogadores em campo”, disse em conferência de imprensa.
Agradecendo ao técnico espanhol pelo cerca de ano e meio no comando técnico do SC Braga, António Salvador disse que Vicens “trouxe ideias novas” e “fez crescer o clube”.
Contudo, “a linha de evolução” que esperava consolidar esta época “acabou por ter um retrocesso” que a equipa “não estava a conseguir inverter”.
“Só tenho elogios a fazer à entrega, ao compromisso, à dedicação e à capacidade de trabalho do mister Carlos Vicens e da sua equipa”, disse, considerando que “os resultados nem sempre são justos sobre a qualidade do trabalho de um treinador”.
Sobre a contratação de Franclim Carvalho, considerou que “não é uma transição, é um corte”.
“Um novo perfil, novas ideias e quem fica tem que começar do zero e tem provas a dar. O balneário tem que assumir a sua responsabilidade porque o novo ciclo só pode ter sucesso a começar no grupo. Nos momentos difíceis é que se vêm os grandes homens, o que é tão ou mais importante que serem grandes jogadores”, alertou.
O líder ‘arsenalista’ frisou que o novo técnico tem “a identidade SC Braga” e que conhece “muito bem o clube e os seus valores”, pelo que foi “a escolha óbvia”.
“Esteve no último título ganho e na última vez que fomos à Liga dos Campeões como adjunto de Artur Jorge, não precisa de adaptação porque sabe tudo do Braga”, disse.
Salvador dirigiu ainda palavras aos sócios, considerando que a sua “cobrança é legítima: o Braga tem que ser muito mais do que tem sido até agora, mas há muito jogo esta época e a minha convicção é que vão ter que contar com o Braga em todas as frentes”.
Aquando da sua recandidatura para o quadriénio 2025/29, Salvador disse que esse mandado seria o “ciclo mais ambicioso” da história do clube, tendo incluindo a meta de ser campeão até 2029.
“A minha visão foi trazer uma ideia diferente para o clube, isso foi conseguido no último ano, apesar de internamente não termos feito um grande campeonato, mas injustamente não chegámos a uma final na Liga Europa. Fizemos o maior investimento de sempre, isso diz bem da ambição, mas infelizmente não houve evolução e a responsabilidade é minha”, disse.
O treinador Franclim Carvalho confessou hoje que sempre teve “o desejo” de treinar o SC Braga e garantiu ambição de ganhar ao Gent, quinta-feira, da segunda jornada da fase de liga da Liga Conferência de futebol.
O novo técnico dos bracarenses, antigo adjunto de Artur Jorge no SC Braga, substituiu no cargo o espanhol Carlos Vicens, demitido após a terceira derrota seguida (e quarto jogo sem ganhar), na segunda-feira, em casa, diante do Gil Vicente (2-1), jogo em atraso da segunda jornada da I Liga, derrota que se seguiu à averbada na quinta-feira passada, no terreno do Copenhaga (3-0), no arranque da prova europeia.
“Sempre tive o desejo de me sentar aqui como treinador principal do SC Braga, trabalhei muito para estar aqui. Agora, temos que arrepiar caminho, trabalhar rápido e mudar algumas coisas. Temos dois dias para preparar um jogo que é para ganhar, mas a ambição não pode passar só por palavras, mas também por atos”, avisou na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Gent e que serviu também de apresentação como novo técnico dos minhotos.
Franclim Carvalho, de 39 anos, frisou o sentimento de “alegria imensa” por chegar ao SC Braga, mas “também de ambição, que é uma das métricas deste clube”.
“Sei que a ambição do clube e do presidente, que conheço muito bem, é ganhar. E isso também faz parte da minha forma de estar e de ver a minha profissão, que é a minha vida, vivo para o futebol”, apresentou-se.
O ex-treinador dos brasileiros do Botafogo disse querer “uma equipa com andamento” e questionado sobre se pondera fazer alterações táticas na equipa, frisou que “cada treinador tem as suas ideias”.
“Temos que arranjar formas para passar a ideia e os jogadores interpretarem da melhor forma. Temos as nossas ideias, olhamos para os jogadores e queremos fazer o ‘match’ perfeito. Não tenho dúvidas nenhumas que vamos ter sucesso com estes jogadores e com as nossas ideias”, disse.
O técnico frisou ainda que o plantel lhe agrada: “se estou satisfeito com o plantel que tenho? Obviamente que num plantel que tem jogadores como este que está sentado ao meu lado [Ricardo Horta] deixa qualquer treinador satisfeito. Há muita qualidade, mas também muita margem de crescimento”, disse.
Sobre a exigência de António Salvador disse que “já a sentia” quando era adjunto de Artur Jorge, garantindo que ele próprio tem essa exigência para com os jogadores.
“Não tenho dúvidas nenhumas que estou preparado para isto e os resultados que consegui na anterior experiência [Botafogo] dizem isso mesmo. Agora, não adianta falar do passado, estamos cientes da responsabilidade que temos, queremos puxar pela cidade para nos apoiar, a competição [Liga Conferência] é muito importante para nós e precisamos dos adeptos mais do que nunca”, disse.
SC Braga e Gent defrontam-se a partir das 20:00 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, jogo que será arbitrado por Andris Treimanis, da Letónia.
O projeto Carvalhal, que criou uma nova rua pedonal entre o Campo da Vinha e a Avenida Central, em Braga, vai ser inaugurado em novembro. O empreendimento imobiliário representa um investimento de cerca de 25 milhões de euros e combina habitação, comércio e reabilitação do património.
Promovido pelo Grupo Onires, do empresário Manuel Rodrigues, o projeto inclui apartamentos e 13 espaços comerciais, distribuídos por uma área superior a mil metros quadrados, numa intervenção que abrange o Palacete Domingos Afonso e edifícios adjacentes.
Segundo um comunicado da construtora bracarense, citado pelo jornal Eco, o empreendimento disponibiliza 59 apartamentos, com tipologias entre T0 e T4. Segundo os promotores, cerca de 70% das habitações já foram comercializadas.
A componente comercial conta com 13 espaços, cuja gestão e dinamização ficarão a cargo do Grupo Onires. A marca The Coffee é o primeiro operador confirmado para o novo espaço.
A comercialização das lojas está a ser conduzida em conjunto pelas consultoras imobiliárias JLL e Savills.
Nova ligação pedonal no centro de Braga
O projeto Carvalhal pretende reforçar a dinâmica residencial e comercial do centro de Braga, através da requalificação de um quarteirão e da criação de novos percursos pedonais.
A nova rua estabelece uma ligação entre o Campo da Vinha e a Avenida Central, numa zona central da cidade, integrando espaços comerciais e áreas destinadas à circulação pedonal.
O projeto de arquitetura é da responsabilidade dos ateliers Carvalho Araújo e Big Arquitetura.
Segundo os promotores, a intervenção pretende atrair novos residentes para o centro histórico e criar uma nova centralidade urbana, conjugando habitação, comércio e valorização do património edificado.
Citado no comunicado, administrador João Serino salienta que a inauguração do Carvalhal é “um dos momentos mais marcantes” da atividade do grupo Onires, que sucedeu à firma Rodrigues & Névoa, “pelas características únicas deste projeto que consagra a recuperação e reabilitação urbana de um quarteirão que permitiu criar percursos pedonais, novos conceitos comerciais e mais habitação num espaço central da cidade”.
Cristina Almeida, da JLL Portugal, citada no mesmo comunicado, indica que o novo projeto “representa uma oportunidade única para marcas e operadores que pretendem estar presentes no centro de Braga”.
“O Carvalhal vai criar uma nova centralidade em Braga, ao combinar habitação, comércio e uma nova ligação pedonal num dos pontos mais relevantes do centro da cidade. A sua oferta comercial contribuirá para reforçar a dinâmica urbana da zona, trazendo mais vida, conveniência e qualidade à experiência de quem vive, trabalha ou visita Braga”, completa Pedro Maia, da Savills Portugal.