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Perseguição policial termina em tiroteio e interdita rua na zona Sul do Rio

Uma perseguição policial na rua São Clemente, em Botafogo, na zona Sul do Rio, terminou em troca de tiros com um homem suspeito de participar da tentativa de latrocínio contra a arqueóloga Tânia Andrade Lima, de 81 anos. Uma mulher que estava no carro do investigado foi atingida por estilhaços e socorrida para uma unidade de saúde.

Segundo a Polícia Civil, agentes da 14ª DP (Leblon) realizavam diligências para localizar o veículo envolvido no crime, ocorrido na semana passada, quando encontraram o suspeito. Ao perceber a presença dos policiais, ele teria tentado atropelar e atirar contra a equipe. Os agentes reagiram e dispararam contra o homem, que foi baleado.

Não há informações sobre o estado de saúde dele. A ocorrência ainda estava em andamento até a última atualização da reportagem.

A ação também provocou impactos no trânsito. Uma faixa da rua São Clemente foi interditada na altura da rua da Matriz, e havia retenções a partir da rua Muniz Barreto. Para quem segue em direção ao Humaitá, a orientação é utilizar as ruas Mena Barreto e Visconde de Silva como alternativas.

Suspeito era procurado por assalto contra idosa

Na segunda-feira (19), policiais civis fizeram buscas no Morro da Coroa, na região central do Rio, para tentar prender o mesmo investigado, mas ninguém foi preso. Ele foi identificado como James Dean Chagas Lindoso, conhecido como “Dean”, e também é investigado por uma possível ligação com um grupo suspeito de praticar roubos na zona Sul.

O crime contra Tânia aconteceu em 15 de outubro, na Avenida General Venâncio Flores, no Leblon. A arqueóloga havia acabado de sair de um banco quando foi abordada por um criminoso, que a derrubou, agrediu e atirou contra ela antes de levar sua bolsa.

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. Tânia foi atingida por três disparos: dois de raspão na mão e no braço, e um na região da nuca, onde o projétil ficou alojado. Ela foi levada ao Hospital Municipal Miguel Couto e, depois, transferida para uma unidade conveniada ao plano de saúde.

Após o assalto, pedestres tentaram impedir a fuga do criminoso, que escapou de moto com a ajuda de um comparsa. A dupla chegou a ser interceptada por policiais militares no Túnel Rebouças, mas conseguiu fugir. Uma motocicleta roubada e dois celulares foram deixados para trás.

A investigação continua para identificar todos os envolvidos no crime.

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Polícia interdita centro cirúrgico de clínica investigada por mortes no RJ

Uma clínica de estética em Laranjeiras, na zona Sul do Rio de Janeiro, teve todos os centros cirúrgicos interditados nesta quarta-feira (21), durante uma operação da Polícia Civil. O estabelecimento é investigado pela morte de três pacientes após procedimentos estéticos e acumula mais de 25 denúncias de pessoas que passaram por atendimentos no local.

Agentes da Decon (Delegacia do Consumidor) cumprem mandados de busca e apreensão em uma unidade do grupo. A operação, batizada de Por Elas, busca reunir provas sobre as irregularidades denunciadas.

Segundo a investigação, pacientes submetidos aos procedimentos sofreram deformidades, mutilações e sequelas permanentes. A polícia também apura a atuação de alunos de pós-graduação em cirurgia plástica que, de acordo com as apurações, realizavam intervenções sem a supervisão de um médico responsável.

Produtos vencidos

A clínica já havia sido alvo de uma operação policial em agosto deste ano. Na ocasião, os agentes encontraram produtos fora do prazo de validade no estabelecimento.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias das mortes, apurar as denúncias e identificar os responsáveis pelas possíveis irregularidades.

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Curso falso para sargentos da reserva era usado para compra de armas

Agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio do Exército Brasileiro, desarticularam um esquema criminoso que simulava cursos de formação de sargentos da reserva para falsificar documentos militares e permitir a compra irregular de armas de fogo.

Na ação, dois homens foram presos e um terceiro continua foragido. Cinco pistolas e um fuzil foram apreendidos, além de dezenas de documentos falsificados.

As investigações apontaram que o grupo organizava falsos cursos preparatórios, com aulas presenciais e aplicação de provas, para dar aparência de legalidade à formação dos participantes.

Ao final, eram fornecidas carteiras de identidade militar e autorizações de compra de armamentos com assinaturas falsificadas de oficiais do Exército. Os documentos eram utilizados para adquirir armas em estabelecimentos comerciais credenciados.

Os criminosos também falsificavam Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), necessários para a retirada do armamento das lojas de venda de armas.

A investigação identificou a compra de cinco armas, avaliadas em aproximadamente R$ 50 mil, entre elas quatro pistolas calibre .40, uma pistola 9 mm e um fuzil calibre 5,56 mm.

Parte do armamento ainda estava nos estabelecimentos comerciais quando o esquema foi descoberto, o que permitiu impedir a entrega aos compradores.

Investigação

As apurações começaram há dois meses, após a prisão em flagrante de um homem que adquiriu uma pistola utilizando documentação falsa.

A partir desse caso, os agentes identificaram outras compras realizadas com documentos que apresentavam o mesmo padrão de falsificação.

O Exército Brasileiro confirmou que os documentos e as autorizações de aquisição de armas eram falsos.

Além da primeira prisão em flagrante, outros dois criminosos foram presos durante a ação.

As investigações prosseguem para identificar os responsáveis pela organização dos cursos, pela produção dos documentos falsificados e outros possíveis envolvidos.

Além dos mandados de prisão temporária expedidos, a Justiça do Rio determinou que as cinco armas apreendidas poderão ser destinadas ao uso da Polícia Civil.

 

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PF faz operação contra fraudes em concurso público no Rio

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A Polícia Federal (PF) faz, nesta quarta-feira (21), operação para reprimir possíveis fraudes cometidas por candidatos de um concurso público para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Operação Gabarito cumpre 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio, em três bairros da zona oeste da capital fluminense.

A PF iniciou a investigação depois de receber notícia-crime encaminhada pela própria empresa organizadora do concurso público para cargos de técnico administrativo em educação da UFRJ. A Selecon, organizadora do processo seletivo, constatou a presença de um padrão de respostas suspeito entre as provas de diversos candidatos.

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A suspeita é que tenha havido um esquema coletivo dos candidatos para fraudar os resultados e beneficiar alguns concorrentes. De acordo com a PF, investigados poderão responder pelo crime de fraude em certame de interesse público.

O concurso teve o edital foi lançado em dezembro de 2025, para preencher 243 vagas para cargos administrativos de nível médio e superior na instituição federal. As provas, objetivas e discursivas, foram realizadas no início de março deste ano.

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PF faz operação contra fraudes em concurso público da UFRJ

A PF (Polícia Federal) realiza, na manhã desta quarta-fera (21), uma operação contra possíveis fraudes no concurso público para o provimento de cargos de Técnico Administrativo em Educação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), realizado no início de março de 2026.

Agentes cumprem 13 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, nos bairros de Realengo, Bangu e Taquara.

De acordo com a corporação, a investigação começou a partir de notícia-crime encaminhada pela empresa organizadora do concurso público, que apontou a presença de um padrão de respostas suspeito entre as provas de diversos candidatos.

A PF indica a possibilidade da existência de um esquema coletivo para fraudar os resultados do concurso e beneficiar certos participantes.

Os investigados podem responder pelo crime de fraude em certame de interesse público, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações.

(Em atualização)

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Governo do RJ deverá adquirir câmeras para policiais em março de 2027 

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O governo do estado do Rio de Janeiro pretende concluir o processo de licitação e contratar novas câmeras corporais para uso pelas forças de segurança do estado, em março de 2027.

A compra foi uma das demandas do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) após a Operação Contenção, realizada em outubro de 2025, que deixou 122 mortos e foi a mais letal do estado do Rio. 

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O cronograma de licitação foi apresentado em reunião do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaesp/MPRJ) com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP).

“Nosso objetivo é garantir que os equipamentos sejam utilizados de forma efetiva, com regras claras para o armazenamento e o acesso às imagens. Trata-se de uma ferramenta fundamental para assegurar maior transparência às operações policiais, preservar provas e fortalecer tanto a fiscalização da atividade policial quanto a segurança dos próprios agentes”, destacou o promotor de Justiça Fabio Corrêa.

Também foram discutidas, de acordo com o MPRJ, questões relacionadas ao armazenamento das imagens registradas pelos equipamentos.

“Queremos garantir que as imagens gravadas fiquem sob a guarda do Estado, preservando as provas e permitindo o acesso direto e imediato dos órgãos de fiscalização e das autoridades responsáveis pelas investigações e ações penais", afirmou o secretário de Segurança do Rio, Victor dos Santos.

Outras recomendações

Além da ampliação do número de câmeras, o MPRJ recomendou o aperfeiçoamento dos mecanismos de fiscalização e do treinamento dos agentes, além da utilização dos dispositivos em operações policiais.

As recomendações integram a atuação do MPRJ no cumprimento das determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635 (conhecida como a ADPF das Favelas) e no exercício do controle externo da atividade policial.  

Pela ADPF, devem ser seguidas regras em operações policiais como o uso proporcional da força policial, câmeras nas viaturas, elaboração de um plano de reocupação de territórios invadidos pelas organizações criminosas, além da entrada da Polícia Federal nas investigações contra milícias e tráfico de drogas interestadual e internacional. 

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