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Carlos Vicens recorda Braga “com gratidão” e destaca “futebol reconhecível, com identidade própria”

O treinador Carlos Vicens disse hoje recordar “com gratidão” o percurso no SC Braga, cujo comando técnico deixou na terça-feira, destacando o “futebol reconhecível e com identidade própria” patenteado na época passada.

“Há etapas na vida que merecerão sempre ser recordadas com gratidão e a minha passagem pelo SC Braga é uma delas. Levo a satisfação de ter dado tudo e o privilégio de ter formado parte de algo tão especial”, escreveu nas suas redes sociais.

O treinador espanhol de 43 anos, que chegou a Braga na época passada, foi demitido na terça-feira após a derrota, a terceira seguida, com o Gil Vicente, em casa (2-1), na véspera, em jogo em atraso da segunda jornada da I Liga.

Vicens recordou o “início complicado” na época passada, mas frisou a reação que a equipa teve então.

“Soubemos reagir e terminar em quarto lugar na I Liga, alcançar a final da Taça da Liga e disputar umas meias-finais europeias [da Liga Europa], levando o nome do SC Braga com orgulho por todo o continente com um futebol reconhecível e com identidade própria”, disse.

Lembrou ainda as “noites como as de Leiria frente ao Benfica [na meia-final da Taça da Liga, vitória por 3-1], de Sevilha frente ao Betis [vitória por 4-2 na segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa] ou a de Braga frente ao Friburgo [vitória por 2-1 na primeira mão das ‘meias’]: estarão sempre na minha memória”.

O antigo adjunto de Pep Guardiola nos ingleses do Manchester City deixou uma “menção especial aos jogadores: um grupo humano extraordinário, de grande coração”, agradecendo ainda ao presidente, António Salvador, e à direção, bem como a todos os profissionais dos diferentes departamentos.

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Ricardo Horta quer SC Braga na Liga dos Campeões na próxima época

O internacional Ricardo Horta disse hoje que o SC Braga quer jogar na Liga dos Campeões de futebol na próxima época e dar uma resposta ao mau momento na receção ao Gent, quinta-feira, na Liga Conferência.

Abordando a saída do treinador Carlos Vicens e a entrada de Franclim Carvalho, Ricardo Horta lembrou a recente passagem do agora novo técnico como adjunto de Artur Jorge.

“As memórias só podem ser boas. Conquistámos um título [Taça da Liga], jogámos na Liga dos Campeões e cumpri esse sonho de jogar essa competição neste clube. Sabendo que este ano os três primeiros classificados vão à Liga dos Campeões, tudo faremos para jogar essa competição na próxima época”, disse.

O SC Braga é oitavo classificado no campeonato, com 11 pontos, a sete do terceiro lugar, ocupado pelo Sporting e pelo Santa Clara, mas o experiente jogador acredita numa recuperação até ao pódio.

“Enquanto for matematicamente possível, acreditamos. Temos condições e qualidade, sem fazer objetivos a longo prazo. Ir jogo a jogo e queremos começar a vencer amanhã [quinta-feira]”, disse, na antevisão da receção aos belgas.

Sobre a chegada de Franclim Carvalho, revelou que a palavra “exigência” foi a mais utilizada no treino de terça-feira.

“Queremos dar uma resposta. O que temos mostrado não é o que o clube exige. Amanhã [quinta-feira], não será tudo perfeito, porque não se muda tudo de um dia para o outro, mas queremos mostrar outra imagem, temos equipa e jogadores para isso. Falta apenas uma mudança de mentalidades”, disse.

Ricardo Horta considerou ainda que “a insatisfação dos adeptos é normal”.

“Os adeptos do Braga são muito exigentes e temos que saber lidar com isso. Tivemos momentos muito bons na última época, este ano nem tanto, a bola não entra e um clube e treinador vivem dos resultados. Ganhámos apenas um jogo nos últimos seis e isso não pode voltar a acontecer. Tem que haver uma reação”, disse.

O avançado tem jogado em diferentes posições esta época, mas joga “onde o mister quiser”.

“São momentos de jogo estratégicos e se calhar entendem que tenho inteligência para fazer isso. O mister já me conhece e, desde que me ponha a jogar, vai ser tudo perfeito”, disse.

SC Braga e Gent defrontam-se a partir das 20:00 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, jogo que será arbitrado por Andris Treimanis, da Letónia. 

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“Isto é uma viragem de página não só do treinador, como da postura dos jogadores”

O presidente do SC Braga, António Salvador, disse hoje que o mau momento da equipa de futebol não é responsabilidade apenas do treinador Carlos Vicens, demitido na terça-feira, mas também dos jogadores.

O dirigente disse que o que fez mudar de opinião, depois do voto de confiança ao técnico espanhol há menos de uma semana, foi o facto de a equipa não ter conseguido inverter o mau momento, frisando que a equipa “não pode nunca mais voltar a acontecer ganhar apenas um jogo e empatar outro em seis jogos”.

“O mais importante no futebol é a união e correr, depois é que aparece a qualidade. A responsabilidade é de todos, não só do Carlos [Vicens] e acredito que isto é uma viragem de página não só do treinador, como da postura dos jogadores em campo”, disse em conferência de imprensa.

Agradecendo ao técnico espanhol pelo cerca de ano e meio no comando técnico do SC Braga, António Salvador disse que Vicens “trouxe ideias novas” e “fez crescer o clube”.

Contudo, “a linha de evolução” que esperava consolidar esta época “acabou por ter um retrocesso” que a equipa “não estava a conseguir inverter”.

“Só tenho elogios a fazer à entrega, ao compromisso, à dedicação e à capacidade de trabalho do mister Carlos Vicens e da sua equipa”, disse, considerando que “os resultados nem sempre são justos sobre a qualidade do trabalho de um treinador”.

Sobre a contratação de Franclim Carvalho, considerou que “não é uma transição, é um corte”.

“Um novo perfil, novas ideias e quem fica tem que começar do zero e tem provas a dar. O balneário tem que assumir a sua responsabilidade porque o novo ciclo só pode ter sucesso a começar no grupo. Nos momentos difíceis é que se vêm os grandes homens, o que é tão ou mais importante que serem grandes jogadores”, alertou.

O líder ‘arsenalista’ frisou que o novo técnico tem “a identidade SC Braga” e que conhece “muito bem o clube e os seus valores”, pelo que foi “a escolha óbvia”.

“Esteve no último título ganho e na última vez que fomos à Liga dos Campeões como adjunto de Artur Jorge, não precisa de adaptação porque sabe tudo do Braga”, disse.

Salvador dirigiu ainda palavras aos sócios, considerando que a sua “cobrança é legítima: o Braga tem que ser muito mais do que tem sido até agora, mas há muito jogo esta época e a minha convicção é que vão ter que contar com o Braga em todas as frentes”.

Aquando da sua recandidatura para o quadriénio 2025/29, Salvador disse que esse mandado seria o “ciclo mais ambicioso” da história do clube, tendo incluindo a meta de ser campeão até 2029.

“A minha visão foi trazer uma ideia diferente para o clube, isso foi conseguido no último ano, apesar de internamente não termos feito um grande campeonato, mas injustamente não chegámos a uma final na Liga Europa. Fizemos o maior investimento de sempre, isso diz bem da ambição, mas infelizmente não houve evolução e a responsabilidade é minha”, disse.

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“Sempre tive o desejo de ser o treinador principal do SC Braga” 

O treinador Franclim Carvalho confessou hoje que sempre teve “o desejo” de treinar o SC Braga e garantiu ambição de ganhar ao Gent, quinta-feira, da segunda jornada da fase de liga da Liga Conferência de futebol.

O novo técnico dos bracarenses, antigo adjunto de Artur Jorge no SC Braga, substituiu no cargo o espanhol Carlos Vicens, demitido após a terceira derrota seguida (e quarto jogo sem ganhar), na segunda-feira, em casa, diante do Gil Vicente (2-1), jogo em atraso da segunda jornada da I Liga, derrota que se seguiu à averbada na quinta-feira passada, no terreno do Copenhaga (3-0), no arranque da prova europeia.

“Sempre tive o desejo de me sentar aqui como treinador principal do SC Braga, trabalhei muito para estar aqui. Agora, temos que arrepiar caminho, trabalhar rápido e mudar algumas coisas. Temos dois dias para preparar um jogo que é para ganhar, mas a ambição não pode passar só por palavras, mas também por atos”, avisou na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Gent e que serviu também de apresentação como novo técnico dos minhotos.

Franclim Carvalho, de 39 anos, frisou o sentimento de “alegria imensa” por chegar ao SC Braga, mas “também de ambição, que é uma das métricas deste clube”.

“Sei que a ambição do clube e do presidente, que conheço muito bem, é ganhar. E isso também faz parte da minha forma de estar e de ver a minha profissão, que é a minha vida, vivo para o futebol”, apresentou-se.

O ex-treinador dos brasileiros do Botafogo disse querer “uma equipa com andamento” e questionado sobre se pondera fazer alterações táticas na equipa, frisou que “cada treinador tem as suas ideias”.

“Temos que arranjar formas para passar a ideia e os jogadores interpretarem da melhor forma. Temos as nossas ideias, olhamos para os jogadores e queremos fazer o ‘match’ perfeito. Não tenho dúvidas nenhumas que vamos ter sucesso com estes jogadores e com as nossas ideias”, disse.

O técnico frisou ainda que o plantel lhe agrada: “se estou satisfeito com o plantel que tenho? Obviamente que num plantel que tem jogadores como este que está sentado ao meu lado [Ricardo Horta] deixa qualquer treinador satisfeito. Há muita qualidade, mas também muita margem de crescimento”, disse.

Sobre a exigência de António Salvador disse que “já a sentia” quando era adjunto de Artur Jorge, garantindo que ele próprio tem essa exigência para com os jogadores.

“Não tenho dúvidas nenhumas que estou preparado para isto e os resultados que consegui na anterior experiência [Botafogo] dizem isso mesmo. Agora, não adianta falar do passado, estamos cientes da responsabilidade que temos, queremos puxar pela cidade para nos apoiar, a competição [Liga Conferência] é muito importante para nós e precisamos dos adeptos mais do que nunca”, disse.

SC Braga e Gent defrontam-se a partir das 20:00 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, jogo que será arbitrado por Andris Treimanis, da Letónia. 

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