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Soja acumula oito sessões de perdas em Chicago com avanço da safra nos EUA

O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou a sessão desta quarta-feira (21) com queda de 0,24% na bolsa de Chicago, cotado a US$ 12,45 por bushel. Segundo a Granar, a oleaginosa completou o oitavo pregão consecutivo de perdas, pressionada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos.

As condições climáticas secas em grande parte do Meio-Oeste americano favorecem os trabalhos no campo, com previsão de continuidade desse cenário por pelo menos sete dias. O ritmo acelerado da colheita amplia a entrada da nova safra no mercado e contribui para pressionar os preços.

As cotações também não reagiram às novas vendas de soja americana da safra 2026/2027 confirmadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nesta quarta-feira, o órgão informou negócios de 134 mil toneladas para a China e 165 mil toneladas para a Espanha.

As operações se somam às vendas anunciadas entre segunda e terça-feira, que totalizaram 726 mil toneladas para a China e 261 mil toneladas para destinos não identificados.

No Brasil, o plantio da safra de soja avança em ritmo relativamente normal, ligeiramente acima do registrado no ano passado e da média dos últimos cinco anos. De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a semeadura alcançou 30,1% da área prevista até terça-feira, ante 21,4% no mesmo período de 2025 e média histórica de 26,4%.

Apesar do avanço dos trabalhos, a necessidade de chuvas permanece concentrada em regiões do Centro-Oeste e do Sul do país, onde a disponibilidade de umidade é importante para o desenvolvimento das lavouras.

Milho 

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou a sessão com valorização de 0,27% na bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,63 por bushel.

Segundo a Granar, a alta interrompeu uma sequência de seis sessões consecutivas de perdas. O movimento foi favorecido por operações de hedge dos investidores, após a recente liquidação de contratos, e pela possibilidade de ampliação das exportações americanas para a União Europeia.

Apesar da recuperação, os ganhos foram limitados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, que caminha para se tornar a segunda maior da história do país. As condições climáticas secas no cinturão produtor de milho e soja favorecem os trabalhos no campo e aceleram a entrada de novos grãos no mercado, ampliando a oferta e pressionando os preços.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro encerrou a sessão com queda de 2,33% na bolsa de Chicago, cotado a US$ 6,25 por bushel.

Segundo a Granar, os preços do cereal voltaram a recuar nos mercados americanos, pressionados pela intensificação da liquidação de contratos por fundos de investimento. O movimento contribuiu para a sétima semana consecutiva de perdas para o trigo.

Entre os fatores que influenciam as cotações está o início da colheita no Hemisfério Sul, que deve ampliar a oferta global e abrir novas possibilidades de abastecimento para os importadores. A disponibilidade adicional pode favorecer compradores que buscam alternativas aos embarques prejudicados pela turbulência na região do Mar Negro.

A retomada das negociações diplomáticas em busca de uma solução para a guerra entre Rússia e Ucrânia também contribui para o movimento de baixa, diante das possíveis mudanças nas perspectivas de oferta e comercialização do cereal na região.

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Chuvas agravam déficit de trigo para panificação no Paraná

O excesso de chuvas durante a colheita e a ocorrência de doenças nas lavouras agravaram as perspectivas para a safra de trigo do Paraná e reduziram a oferta esperada de grãos de qualidade adequada à panificação. Segundo o Sinditrigo-PR (Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná), a estimativa inicial de déficit de 1,6 milhão de toneladas entre a produção estadual e o volume processado pelos moinhos subiu para cerca de 1,7 milhão de toneladas.

Em setembro, o Deral (Departamento de Economia Rural do Paraná) reduziu em 10% a estimativa de produção estadual, para 2,13 milhões de toneladas. Um novo levantamento, previsto para 29 de outubro, deve trazer uma avaliação atualizada da safra, com expectativa de nova redução na produção.

No boletim conjuntural divulgado em 15 de outubro, o Deral informou que a avaliação das lavouras pendentes de colheita voltou a piorar. Dos 182 mil hectares ainda por colher, 12% foram classificados como ruins, 42% como médios e 46% como bons. Na estimativa de setembro, quando ainda havia 392 mil hectares pendentes, os percentuais eram de 7%, 29% e 64%, respectivamente.

O órgão também apontou que as chuvas frequentes durante o avanço da colheita comprometeram a qualidade dos grãos, inclusive em lavouras com potencial produtivo médio e alto. A previsão meteorológica indicava a continuidade das precipitações no estado, o que poderia dificultar a conclusão dos trabalhos em condições adequadas.

O cenário ocorre em um estado que responde por cerca de 30% da produção nacional de farinha de trigo, com moagem de 3,85 milhões de toneladas por safra.

A presidente do Sinditrigo-PR, Paloma Venturelli, afirma que a disponibilidade de trigo adequado à panificação é uma das principais preocupações do setor. No Norte do Paraná, a produção estimada para esta safra é de aproximadamente 750 mil toneladas, das quais apenas 400 mil devem ser de trigo Tipo 1, utilizado na fabricação de produtos de panificação.

No ano passado, a região produziu cerca de 900 mil toneladas, a maior parte classificada como Tipo 1. Segundo Venturelli, os números das regiões de Guarapuava e dos Campos Gerais ainda estão em apuração e serão importantes para dimensionar a oferta estadual de trigo de melhor qualidade.

“Para uma indústria formada, em grande parte, por moinhos de panificação, esse volume de 400 mil toneladas é muito baixo”, afirmou.

Importações e custos para os moinhos

A indústria já projetava um déficit de abastecimento nesta safra em razão da redução da área plantada com trigo. Com a piora da qualidade e da produtividade, o setor prevê maior dependência de importações, principalmente da Argentina, para atender à demanda dos moinhos paranaenses.

“Veja que essa piora de um cenário que já era muito ruim é realmente alarmante. Um quadro como esse coloca o Paraná numa dependência muito grande de trigo importado e aumenta a pressão sobre as margens dos moinhos, que vão precisar repassar o aumento de custos aos preços da farinha”, disse Venturelli.

Além da disponibilidade do cereal no mercado internacional, o sindicato aponta desafios logísticos para receber o volume importado. A operação nos portos e o transporte do trigo até as diferentes regiões do Paraná, onde estão instalados os moinhos, exigirão atenção do setor.

O Deral informou que os preços do trigo subiram 5% em setembro, em reação à menor disponibilidade interna, e ficaram estáveis na primeira quinzena de outubro. Embora o câmbio e a queda das cotações internacionais exerçam pressão de baixa, a escassez de trigo de alta qualidade continua sustentando os preços no curto prazo.

Incentivo ao plantio

A preocupação do Sinditrigo-PR também envolve o próximo ciclo agrícola. Segundo a entidade, a combinação de perdas de qualidade, redução de produtividade e dificuldades enfrentadas pelos produtores pode desestimular novos plantios e ampliar a diminuição da área cultivada com trigo no estado.

O sindicato pretende levar ao próximo governo propostas para ampliar o espaço da cultura na política agrícola. Entre as medidas defendidas estão a criação de um Plano Safra específico para o trigo e de um programa de seguro rural que incentive o plantio e ajude a tornar a atividade economicamente viável para os produtores.

A entidade argumenta que políticas de incentivo à produção são importantes para reduzir a vulnerabilidade do abastecimento interno e a dependência do mercado externo.

“A gente precisa falar de segurança de abastecimento, porque é o pãozinho nosso de cada dia”, afirmou Venturelli.

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Sisón, el obrador asturiano que elabora panes de trigos antiguos: “La gente mayor nos dice que hacía mucho que no comían un pan así”

El sisón es un ave pequeña que suele rondar los campos de cereal y los pastizales en busca de alimento, aunque a causa de los cambios que se han producido en nuestros paisajes agrícolas en las últimas décadas, cada vez resulta más difícil de ver. Este ave puede remitirnos, también, al nombre en asturiano de una ciudad española: Xixón. Ya que el obrador de pan de Paloma Martín y Pieter Verdonckt se ubica en esta ciudad y que ambos tienen vínculos con el mundo agrícola y forestal, decidieron que no había mejor nombre para su proyecto que Sisón (Marqués de Casa Valdés, 39, Gijón).

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© Sara Castaño

Detalle de una de las hogazas de obrador Sisón.

© Sara Castaño

Pan de centeno.

© Sara Castaño

Hogazas de semillas.

© Sara Castaño

Pan listo para la venta, en el obrador Sisón.

© Sara Castaño

Pieter Verdonckt y Paloma Martín, propietarios del obrador Sisón.
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