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São Paulo encontra três corpos em menos de 24 horas, incluindo mulher esquartejada

O encontro de mais um corpo na marginal Tietê, na zona oeste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (22), elevou para três o número de casos registrados na capital paulista em menos de 24 horas. As ocorrências incluem a localização de um homem em avançado estado de decomposição, outro homem encontrado morto na zona norte e uma mulher esquartejada.

O caso mais recente foi atendido pelo Corpo de Bombeiros na região da Vila Leopoldina, próximo ao número 100, às margens do rio. O cadáver era de um homem ainda não identificado. Após a remoção, os bombeiros deixaram o corpo em um ponto de acesso mais fácil para o atendimento policial.

A Polícia Militar assumiu a ocorrência. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso permanece em apuração.

Homem desaparecido foi encontrado morto

Na tarde de quarta-feira (21), outro homem foi encontrado morto na avenida Coronel Sezefredo Fagundes, na zona norte da Capital. A vítima tinha 43 anos e estava desaparecida desde 16 de outubro.

A perícia foi acionada, e exames foram solicitados ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico-Legal (IML). A ocorrência foi registrada como homicídio no 20º Distrito Policial, em Água Fria.

Mulher foi encontrada esquartejada

Também na quarta-feira, durante a madrugada, policiais militares encontraram partes do corpo de uma mulher na região do Parque Novo Mundo, na zona norte de São Paulo.

Os agentes faziam patrulhamento na marginal Tietê, próximo ao acesso à avenida Educador Paulo Freire, quando avistaram dois homens mexendo em sacos. Segundo a Polícia Militar, os suspeitos atiraram contra a equipe durante a tentativa de abordagem. Os policiais reagiram, e um dos homens foi baleado e morreu no local. O segundo conseguiu fugir.

Nas proximidades, os militares encontraram a cabeça e outras partes do corpo da mulher dentro de um dos sacos. A vítima ainda não havia sido identificada.

Um revólver calibre 38 com numeração raspada também foi localizado.

O homem morto na troca de tiros foi identificado como Carlos Alberto Furtado, de 47 anos. De acordo com a PM, ele tinha registros criminais por estelionato e crime contra a dignidade sexual, além de uma medida protetiva solicitada pela ex-mulher em 2025.

A polícia informou que a mulher encontrada esquartejada não era a ex-companheira dele.

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Justiça nega recurso e mantém absolvição de 14 PMs por homicídio em SP

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, por unanimidade, o recurso do Ministério Público e manteve a absolvição de 14 policiais militares da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) acusados de duplo homicídio, fraude processual e porte ilegal de armas de uso restrito em 2015. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (21).

A CNN Brasil teve acesso ao recurso de apelação, no qual o Ministério Público pediu a anulação das absolvições dos 14 agentes e a realização de um novo julgamento. A acusação alegou que o veredito do Tribunal do Júri contrariou as provas dos autos.

Segundo o MP, os policiais atuaram em conjunto desde o planejamento da ação e a abordagem até o transporte das vítimas, a simulação de confronto e a alteração da cena do crime.

Por unanimidade, a justiça negou provimento aos recursos e manteve a decisão decretada em julgamento popular. O entendimento da 7ª Câmara de Direito Criminal foi baseado no princípio da soberania dos vereditos do júri.

À CNN Brasil, os advogados Renato Soares e Mauro Ribas, responsáveis pela defesa dos agentes, classificaram a decisão como “acertada” e afirmaram que ela reconhece a legitimidade da atuação policial nos fatos.

Leia posicionamento na íntegra:

“A decisão proferida ontem pelo Tribunal de Justiça, ao negar provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público, foi acertada ao manter a decisão soberana do Conselho de Sentença, que absolveu os 14 policiais militares.

Ao longo da instrução processual, ficou demonstrado, conforme sustenta a defesa, que os policiais agiram legitimamente, no estrito cumprimento do dever legal. Na ocasião, os dois indivíduos envolvidos trocaram tiros com os agentes de segurança, que reagiram à injusta agressão.

A decisão do Tribunal de Justiça ratifica, assim, o entendimento manifestado pela sociedade paulista por meio do Tribunal do Júri, reconhecendo a legitimidade da atuação policial naquele episódio.

Além disso, os policiais militares enfrentaram um processo que se prolongou por mais de 12 anos. A manutenção da absolvição reafirma o resultado alcançado perante os jurados e encerra, sob essa perspectiva, uma longa jornada processual, marcada pela defesa da legalidade da conduta dos agentes públicos.”

Absolvição pelo júri

Em um julgamento que durou mais de 15 horas, em 23 de setembro de 2025, o Tribunal do Júri de São Paulo absolveu os 14 policiais militares da Rota acusados de homicídio, fraude processual e porte ilegal de armas de uso restrito em crimes cometidos em 2015.

A sessão contou com a oitiva de 17 testemunhas e os interrogatórios dos 14 réus, além dos debates entre o Ministério Público e a defesa, com direito a réplicas e tréplicas. O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de todos os réus por todos os crimes descritos na denúncia. Já a defesa solicitou a absolvição dos policiais.

Na decisão, os jurados acolheram integralmente as teses defensivas, que sustentaram legítima defesa e negativa de autoria. Com a decisão do Tribunal do Júri, todos os acusados foram absolvidos. Alguns dos policiais militares continuam na ativa, enquanto outros já estão aposentados.

Veja abaixo os nomes dos agentes envolvidos no processo:

  • Eduardo de Oliveira Rodrigues — negativa de autoria do crime de homicídio
  • Elias Sérgio da Camara — negativa de autoria do crime de homicídio
  • Marcelo Antonio Liguori — negativa de autoria do crime de homicídio
  • Luiz Fernando Pereira Slywezuk — negativa de autoria do crime de homicídio
  • Renato da Silva Pires — negativa de autoria do crime de homicídio
  • Erlon Garcez Neves — negativa de autoria do crime de homicídio
  • Tiago Belli — absolvição por legítima defesa
  • Luis Gustavo Lopes de Oliveira — absolvição por legítima defesa
  • Moises Araújo Conceição — absolvição por legítima defesa
  • Emerson Bernardes Heleno — absolvição por legítima defesa
  • Tiago Santana Oliveira — negativa de autoria do crime de homicídio
  • Arthur Marques Maia — negativa de autoria do crime de homicídio
  • Marcos Gomes de Oliveira — negativa de autoria do crime de homicídio
  • Leandro Augusto de Souza — negativa de autoria do crime de homicídio

Relembre o caso

Hebert Lúcio Rodrigues Pessoa e Weberson dos Santos Oliveira foram mortos em Pirituba, na zona Norte de São Paulo, em 6 de agosto de 2015.

Os policiais militares alegaram que os dois homens reagiram a uma abordagem e atiraram contra a equipe, provocando uma troca de tiros que terminou com a morte dos suspeitos.

Segundo a denúncia, os 14 policiais da Rota foram acusados de homicídio qualificado, fraude processual e porte ou posse ilegal de armas de uso restrito. O Ministério Público sustentou que as vítimas foram executadas enquanto estariam rendidas e desarmadas e que os agentes manipularam a cena do crime para simular um confronto.

Para o MP, as provas reunidas indicavam que não houve um confronto legítimo, mas uma execução disfarçada. Na decisão de pronúncia, a juíza considerou que havia indícios suficientes de autoria e materialidade para submeter o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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‘Gegê’ e ‘Paca’: júri de acusado por mortes de líderes do PCC é adiado

O júri popular de Tiago Lourenço de Sá de Lima, acusado pelo duplo homicídio dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) Rogério Jeremias de Simone, o “Gegê do Mangue”, e Fabiano Alves de Souza, o “Paca”, foi adiado para os dias 15, 16 e 17 de dezembro.

O julgamento está previsto para começar às 9h, no Fórum Clóvis Beviláqua, na 6ª Vara do Júri de Fortaleza (CE). Inicialmente, as sessões ocorreriam nos dias 21 e 22 de outubro, mas foram remarcadas a pedido da advogada.

Ao longo dos três dias, serão colhidos os depoimentos das testemunhadas arroladas no caso, além do interrogatório do réu.

Gegê do Mangue e Paca foram atraídos para uma emboscada na Lagoa Encantada, uma reserva indígena no município cearense Aquiraz, onde foram assassinados a tiros em 2018. Thiago é apontado pelas autoridades como membro da facção criminosa e um dos responsáveis pelos disparos.

De acordo com o Ministério Público, os homicídios contaram com o envolvimento de ao menos dez investigados, sendo sete deles pronunciados de fato. Para o órgão, Gilberto Aparecido dos Reis, o Fuminho, foi o responsável ordenar a execução. No entanto, a Justiça do Ceará decidiu não o levar a júri popular.

Relembre o caso

Os líderes do PCC Rogério Jeremias de Simone, o “Gegê do Mangue”, e Fabiano Alves de Sousa, o “Paca”, foram mortos em 2018 durante uma emboscada após serem acusados de roubar a própria facção em remessas de cocaína que sairiam do porto de Santos para outros continentes.

A dupla foi atraída e executada em uma reserva indígena no município de Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza (CE). André de Oliveira Macedo, o André do Rap, que está foragido, também teria participado do desvio da droga no porto.

Entenda: Piloto que levou “Gegê do Mangue” para emboscada morre em confronto com a polícia em Goiás

O Ministério Público aponta que o crime teria sido planejado previamente e envolvido pessoas que estavam em São Paulo e outras que deram suporte à operação no Ceará.

Renato Oliveira Mota, um dos acusados de matar Gegê e Paca, foi preso em junho do ano passado, na capital paulista. Agentes do 10º DP (Penha) capturaram o acusado no condomínio onde ele morava, na zona leste da capital.

Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, também era acusado de ter envolvimento no crime, mas, em abril do ano passado, a Justiça do Ceará o considerou inocente diante da “ausência de indícios de autoria” dos homicídios.

Na época, o assassinato das lideranças provocou uma crise na facção e desencadeou uma série de ataques violentos.

No ano seguinte, em 2019, por vingança, após o envolvimento na morte dos dois líderes do PCC, Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, foi assassinado a tiros de fuzil na frente de um hotel no Jardim Anália Franco, na zona leste de São Paulo.

Veja também: Acusado de matar Gegê do Mangue estava na lista vermelha da Interpol

Investigados pelo crime

O caso já envolve dez acusados, com sete deles pronunciados até o momento.

Além de Tiago Lourenço, outros réus, como André Luis da Costa Lopes (Andrezinho da Baixada), Erick Machado dos Santos (Neguinho Rick da Baixada), Ronaldo Pereira Costa, Carlenilto Pereira Maltas (Carlos/Ceará) e Renato Oliveira Mota, também foram acusados de participação no crime.

O processo, com mais de 9 mil páginas e que tem se arrastado desde 2018, envolvendo diversas decisões e recursos, precisou ser desmembrado para garantir celeridade ao julgamento.

Outras movimentações processuais incluem a impronúncia de Gilberto Aparecido dos Santos, que foi afastado do caso após decisão do STJ, e a suspensão do processo contra Renato Oliveira Mota, que está foragido.

Com os recursos sendo esgotados, a Justiça deve em breve definir as datas para os julgamentos dos réus envolvidos no homicídio de “Gegê do Mangue” e “Paca”.

Outro lado

À CNN Brasil, os advogados Eliseu Minichillo e Ana Paula Minichillo, responsáveis pela defesa técnica de Tiago Lourenço, afirmaram a “absoluta inocência e total ausência de participação do réu no crime”.

Veja na íntegra:

“A defesa técnica de Tiago reafirma sua absoluta inocência e a total ausência de participação no crime que lhe é imputado. Tiago está preso preventivamente há quase 5 anos em evidente ilegalidade por excesso de prazo que equivale a cumprimento antecipado de pena o que fere a Constituição Federal.

A defesa tem pressa na realização do julgamento em plenário, oportunidade em que sua inocência será comprovada de forma inequívoca. O Magistrado já deferiu o pedido da defesa e determinou o recambiamento do réu para o Estado do Ceará.

Sem a presença física de Tiago no plenário do Júri, a sessão de julgamento não será realizada. A defesa aguarda o cumprimento célere da ordem judicial pelas autoridades competentes para que a justiça seja finalmente restabelecida.”

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