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O seu telemóvel pode ligar para o 112 sem precisar de marcar o número: há uma função que muitos desconhecem

Contactar os serviços de emergência pode ser mais simples do que abrir a aplicação de chamadas e marcar o 112. Os utilizadores de iPhone têm à disposição uma funcionalidade que permite pedir ajuda através dos botões físicos do equipamento, sem necessidade de introduzir o número de telefone ou sequer desbloquear o dispositivo.

Trata-se da função SOS Emergência, disponibilizada pela Apple, que permite iniciar uma chamada para os serviços de socorro através de uma combinação de botões. De acordo com a empresa tecnológica, esta ferramenta também pode enviar informações sobre a localização do utilizador aos contactos de emergência previamente definidos, desde que estejam reunidas as condições necessárias.

Como ligar para o 112 sem marcar o número?

Para utilizar a funcionalidade, é necessário manter premidos simultaneamente o botão lateral do iPhone e um dos botões de volume. No ecrã surgem os controlos de emergência e, mantendo os botões pressionados, inicia-se uma contagem decrescente que permite estabelecer a chamada para os serviços de socorro.

Segundo a Apple, os botões devem ser libertados depois de terminar a contagem decrescente. Desta forma, o equipamento pode contactar automaticamente os serviços de emergência, sem que seja necessário abrir a aplicação Telefone. O procedimento permite iniciar um pedido de ajuda quando o utilizador tem dificuldade em interagir com o ecrã.

Existe outra forma de ativar a chamada de emergência

Além da combinação dos botões lateral e de volume, o iPhone disponibiliza um segundo método que pode ser configurado nas definições. Para o ativar, basta aceder à aplicação Definições, selecionar SOS Emergência e ativar a opção “Premir 5 vezes para ligar”. A partir desse momento, o equipamento poderá iniciar o procedimento de emergência através de cinco pressões rápidas no botão lateral.

Conforme explica a mesma fonte, esta opção desencadeia uma contagem decrescente antes de efetuar a chamada. O utilizador pode consultar o mesmo menu para ativar ou desativar os diferentes métodos de contacto. Contudo, a Apple alerta que, se uma chamada for efetuada por engano, não se deve desligar antes de explicar ao operador que não é necessária assistência.

Telemóvel também pode avisar familiares e partilhar a localização

A função SOS Emergência não se limita ao contacto com o 112. Depois de terminada uma chamada de emergência, o iPhone pode enviar automaticamente uma mensagem aos contactos previamente escolhidos pelo utilizador, informando-os da situação. Este aviso é enviado por mensagem de texto, a menos que a pessoa opte por cancelar o procedimento.

A Apple explica ainda que a mensagem pode incluir a localização atual do equipamento, quando esta informação estiver disponível. Durante algum tempo, os contactos também poderão receber atualizações caso a localização se altere. Para configurar os destinatários destes avisos, é necessário aceder à aplicação Saúde e selecionar a opção de configuração ou edição dos contactos de emergência.

E se o iPhone estiver bloqueado ou não tiver rede?

Mesmo com o ecrã bloqueado, continua a ser possível contactar os serviços de emergência. Neste caso, o utilizador pode tocar na opção “Emergência”, disponível no ecrã de introdução do código, e marcar o 112. Se a rede da operadora habitual não estiver disponível, o equipamento pode apresentar a indicação “Só SOS” e tentar estabelecer a chamada através de outra rede móvel existente na zona.

Em determinados modelos, nomeadamente a partir do iPhone 14, também existe a possibilidade de contactar os serviços de emergência por satélite quando não há cobertura móvel nem Wi-Fi, desde que a funcionalidade esteja disponível no país e sejam cumpridos os requisitos técnicos. No entanto, a Apple esclarece que algumas opções de emergência dependem do modelo, da região e das condições de ligação, pelo que o seu funcionamento não é garantido em todas as circunstâncias.

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Portugueses descobrem a ‘pólvora’? Equipa consegue travar acumulação de uma proteína ligada à doença de Alzheimer

Uma equipa de investigadores portugueses conseguiu bloquear, em laboratório, um processo associado à doença de Alzheimer, através de pequenas moléculas que interferem na acumulação de uma proteína no cérebro. A descoberta surgiu de forma inesperada, durante uma investigação que tinha inicialmente outro objetivo, e poderá contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de estudo das doenças neurodegenerativas.

O trabalho foi desenvolvido na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e incidiu sobre a proteína Tau, cuja acumulação anormal está associada ao Alzheimer. Segundo a SIC Notícias, os investigadores identificaram três pequenos fragmentos de anticorpos, conhecidos como nanocorpos, capazes de interferir na formação destes agregados. Um deles conseguiu bloquear a agregação e a propagação da proteína num modelo celular utilizado nos ensaios.

Descoberta surgiu durante investigação a outra proteína

Inicialmente, a equipa procurava compreender melhor o funcionamento da S100B, uma proteína naturalmente presente no cérebro que participa em mecanismos de proteção contra a agregação de outras proteínas. Para estudar a sua atividade, os investigadores desenvolveram nanocorpos, pequenas estruturas derivadas de anticorpos, capazes de reconhecer a S100B e de interferir no seu funcionamento.

Contudo, durante os trabalhos, verificaram que algumas destas moléculas também reconheciam diretamente a proteína Tau. Esta capacidade não fazia parte dos objetivos iniciais da investigação e permitiu identificar uma possível forma de interferir nos processos responsáveis pela formação de agregados proteicos.

Um dos nanocorpos conseguiu bloquear a agregação

Os investigadores selecionaram três nanocorpos para avaliar a sua capacidade de impedir a acumulação anormal da Tau. Todos apresentaram efeitos inibidores, embora com diferentes níveis de eficácia. Um deles destacou-se por atuar sobre uma das principais etapas que favorecem a formação de novos agregados da proteína.

Os resultados, publicados na revista científica Communications Biology, demonstraram que esse nanocorpo conseguiu suprimir a agregação e a propagação da Tau nas condições experimentais estudadas. Cláudio M. Gomes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e coordenador do trabalho, explicou que a descoberta permitiu identificar uma ação inesperada destas moléculas sobre uma proteína associada a doenças neurodegenerativas.

Porque é que a proteína Tau está associada ao Alzheimer?

A Tau desempenha funções importantes no funcionamento normal dos neurónios, nomeadamente na estabilização dos microtúbulos, estruturas envolvidas na organização e no transporte de substâncias dentro das células. Porém, em determinadas circunstâncias, a proteína pode sofrer alterações e começar a acumular-se de forma anormal, dando origem a agregados que estão associados a diferentes doenças neurodegenerativas.

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e caracteriza-se por alterações progressivas das funções cognitivas, incluindo a memória, a orientação e a capacidade de realizar tarefas quotidianas. Entre as alterações observadas no cérebro encontram-se a acumulação de placas de beta-amiloide e a formação de emaranhados da proteína Tau, processos que contribuem para a degeneração dos neurónios.

Descoberta ainda não representa um tratamento

Apesar dos resultados obtidos, a investigação encontra-se numa fase inicial e os nanocorpos identificados ainda não podem ser utilizados como tratamento para a doença de Alzheimer. Os ensaios foram realizados em condições laboratoriais, pelo que não é possível concluir que os mesmos efeitos possam ser reproduzidos no cérebro humano ou que estas moléculas consigam prevenir a evolução da doença.

Os próximos passos passam por testar os nanocorpos em agregados de Tau provenientes de tecido cerebral humano e avaliar, em modelos de neurónios, se a redução da acumulação da proteína consegue proteger as células dos seus efeitos tóxicos. O estudo foi coordenado por Cláudio M. Gomes, no Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas, e contou com a participação de investigadores da Universidade do Porto e de instituições científicas de França e da Bélgica.

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Hotel da cadeia Pestana junto à Praia de Alvor vai fechar para obras a 31 de outubro: até lá há quartos desde 77€

Um hotel de quatro estrelas situado junto à Praia de Alvor, no concelho de Portimão, prepara-se para encerrar temporariamente para obras. A unidade, pertencente ao grupo Pestana, deverá permanecer fechada durante aproximadamente seis meses, estando o regresso à atividade previsto para a primavera do próximo ano.

Trata-se do Pestana Dom João II Beach & Golf Resort, cuja página oficial anuncia o encerramento entre 31 de outubro e 1 de maio de 2027. Apesar da proximidade da data, o sistema de reservas apresenta tarifas desde 77 euros por noite para duas pessoas, com pequeno-almoço incluído.

Hotel vai permanecer encerrado até maio de 2027

De acordo com o site oficial do Pestana Dom João II, a unidade vai interromper a atividade para a realização de obras a partir de 31 de outubro. O aviso disponibilizado pelo grupo hoteleiro estabelece o dia 1 de maio de 2027 como data de referência para o fim do período de encerramento, não sendo especificada a natureza das intervenções previstas.

O anúncio surge numa altura em que o hotel continua a apresentar diferentes categorias de alojamento no respetivo sistema de reservas. No entanto, não foram divulgados pormenores sobre as áreas que serão intervencionadas, nem sobre eventuais alterações aos quartos, restaurantes ou restantes instalações depois da conclusão dos trabalhos.

Quanto custa passar uma noite neste hotel?

Numa consulta ao site oficial do grupo Pestana, realizada esta quinta-feira, 22 de outubro, surgia uma tarifa de 77 euros para um quarto Deluxe Vista Terra, com pequeno-almoço incluído, para dois adultos, na noite de 29 para 30 de outubro. O preço já contemplava um desconto de 10% associado aos benefícios para membros, sendo a modalidade mais económica apresentada como não reembolsável.

Na mesma pesquisa, um quarto Deluxe Vista Jardim custava 90 euros, enquanto a opção Deluxe Vista Lateral Mar apresentava um preço de 99 euros.

Simulação de reserva para a noite de 29 de outubro

Piscinas e spa fazem parte das instalações

O Pestana Dom João II encontra-se junto à Praia de Alvor e dispõe de acesso direto à zona balnear. Entre as instalações destacadas pelo grupo hoteleiro está uma piscina exterior de água salgada, rodeada por jardins, bem como uma piscina interior aquecida, destinada aos hóspedes que procuram uma alternativa aos banhos de mar.

Segundo a mesma fonte, o hotel conta ainda com o Magic SPA, onde estão disponíveis massagens e tratamentos, além de sauna e banho turco. Para quem prefere atividades ao ar livre, existem opções como minigolfe, futebol e voleibol de areia. Os quartos apresentam uma decoração inspirada nas cores da praia, havendo também soluções comunicantes destinadas a famílias.

Spa do Pestana D. João II, em Alvor | DR

Hotel fica a 10 minutos a pé do centro de Alvor

A localização é outra das características desta unidade hoteleira. Situado entre a Praia de Alvor e a zona da ria, o estabelecimento encontra-se a aproximadamente dez minutos a pé do centro da vila, permitindo chegar a restaurantes, comércio e outros espaços de interesse sem necessidade de utilizar automóvel.

No que diz respeito à restauração, o hotel dispõe do restaurante Pavilhão do Rei, onde são servidas refeições em regime de buffet, incluindo especialidades internacionais e propostas com influência algarvia. A oferta é complementada por espaços de bar, utilizados para refeições ligeiras e bebidas, sendo que alguns funcionam sazonalmente.

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Medicamentos para a perda de peso vão começar a ser comparticipados em 2027: apoio do Estado terá duração limitada

Os portugueses que necessitam de medicamentos para tratar a obesidade vão poder beneficiar de uma comparticipação do Estado a partir de fevereiro de 2027. Contudo, o apoio não será atribuído a todos os doentes, uma vez que existem requisitos relacionados com o acompanhamento hospitalar, a especialidade do médico responsável pela prescrição e a duração do tratamento.

A nova medida prevê que o Estado suporte 15% do custo dos medicamentos abrangidos, ficando os restantes 85% a cargo dos utentes, de acordo com as regras gerais deste escalão. De acordo com a Portaria n.º 464/2026/1, publicada em Diário da República esta quinta-feira, 22 de outubro, a comparticipação terá uma duração máxima de 12 meses, contados desde a primeira dispensa do medicamento.

Quem pode beneficiar da comparticipação?

O acesso ao apoio está reservado aos doentes acompanhados pelo Núcleo de Cuidados Hospitalares não Cirúrgicos da Equipa Multidisciplinar de Obesidade da respetiva Unidade Local de Saúde (ULS). Para serem abrangidos, os utentes devem ter um processo clínico ativo no âmbito do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO).

O acompanhamento não pode limitar-se à prescrição de medicamentos. O programa exige uma intervenção que combine aconselhamento nutricional, planeamento de atividade física e apoio psicológico. Assim sendo, a comparticipação fica associada a um plano terapêutico mais abrangente, destinado a acompanhar a evolução clínica de cada pessoa.

Nem todos os médicos podem passar receitas comparticipadas

Outra das condições estabelecidas na portaria diz respeito aos profissionais autorizados a prescrever estes medicamentos ao abrigo do novo regime. Apenas os especialistas em endocrinologia, medicina interna ou pediatria que integrem o núcleo hospitalar da equipa multidisciplinar da respetiva ULS poderão emitir as prescrições necessárias para aceder à comparticipação.

Isto significa que uma receita emitida por um médico de família, por exemplo, não será suficiente para garantir o apoio previsto neste regime especial. Mesmo quando existe indicação clínica para o tratamento, o doente terá de cumprir os requisitos de acompanhamento hospitalar e de prescrição definidos na legislação.

Comparticipação termina ao fim de 12 meses

O prazo de atribuição do apoio constitui outra das particularidades desta medida. A comparticipação será concedida durante 12 meses a partir da primeira dispensa do medicamento, período que corresponde ao tempo mínimo de intervenção estabelecido no PCIPO para avaliar a eficácia do acompanhamento terapêutico.

No entanto, o benefício não significa que todas as prescrições sejam automaticamente renovadas ao longo desse período. O médico responsável terá de realizar avaliações periódicas para verificar o cumprimento dos objetivos definidos para cada doente. Os resultados dessas avaliações devem ficar registados no respetivo processo clínico eletrónico.

Onde podem ser adquiridos os medicamentos?

A portaria determina que os medicamentos abrangidos pelo novo regime sejam dispensados exclusivamente em farmácias comunitárias. Apesar de a prescrição comparticipada depender de especialistas integrados nas equipas hospitalares, os utentes poderão levantar a medicação nos estabelecimentos farmacêuticos habituais, mediante apresentação de uma receita válida.

A fiscalização e a monitorização da aplicação destas regras ficarão a cargo do Infarmed, autoridade nacional responsável pelos medicamentos. A entidade deverá acompanhar a utilização dos fármacos abrangidos pelo regime, num contexto em que o tratamento da obesidade passou a integrar um programa nacional de acompanhamento clínico estruturado.

Obesidade afeta milhões de pessoas em todo o mundo

A introdução desta comparticipação surge num contexto de preocupação com a prevalência da obesidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de mil milhões de pessoas viviam com a doença em 2022, um problema associado a diferentes complicações de saúde e à necessidade de acompanhamento clínico prolongado.

A organização internacional considera a obesidade uma doença crónica que exige uma resposta abrangente, incluindo diferentes formas de tratamento e acompanhamento ao longo da vida. Em Portugal, o novo regime de comparticipação procura integrar os medicamentos nesse modelo de cuidados, embora o financiamento público previsto para cada doente esteja limitado ao período de 12 meses estabelecido na portaria.

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Ex-concorrente da Casa dos Segredos detida na Tailândia durante uma aula de culinária: regresso a Portugal pode estar para breve

Daniela Pimenta, antiga concorrente da Casa dos Segredos, da TVI, foi detida na Tailândia enquanto participava numa aula de culinária num restaurante. A portuguesa, de 40 anos, encontrava-se em situação irregular no país há cerca de cinco anos e poderá estar perto de regressar a Portugal.

A ex-concorrente está sob custódia das autoridades tailandesas, acompanhada pelos quatro filhos, mas não se encontra numa prisão. O Correio da Manhã cita o comentador Léo Caeiro que referiu, na quarta-feira, 21 de outubro, durante o programa Olá, Bom Dia!, da CMTV, que Daniela Pimenta aguarda a regularização dos documentos necessários para abandonar o país asiático.

Daniela Pimenta aguarda documentação para regressar a Portugal

Segundo a mesma fonte, a antiga participante do programa da TVI encontra-se detida há cerca de uma semana, depois de os serviços de imigração terem identificado a sua permanência irregular na Tailândia. Apesar da situação, Léo Caeiro garantiu que Daniela Pimenta está bem e que não se encontra num estabelecimento prisional.

O comentador explicou que o regresso depende da validação de documentação pelas autoridades tailandesas. Até ao momento, não foi divulgada uma data oficial para a chegada de Daniela Pimenta a Portugal.

O que aconteceu aos quatro filhos da ex-concorrente?

Uma das principais questões levantadas após a detenção esteve relacionada com o paradeiro das quatro crianças. A mesma fonte adianta que Daniela Pimenta continua acompanhada pelos filhos, esclarecendo assim as dúvidas que surgiram sobre a situação familiar desde que as autoridades tailandesas intervieram.

A antiga concorrente vivia há aproximadamente seis anos na Tailândia com o marido, Pedro Mourato, e os quatro filhos do casal. O mais novo nasceu naquele país e, segundo a publicação, terá também nacionalidade portuguesa. A família encontra-se agora perante a possibilidade de regressar a Portugal, embora ainda não tenham sido esclarecidos todos os procedimentos associados à saída das crianças.

Marido de Daniela Pimenta foi detido há cerca de um ano

Pedro Mourato encontra-se detido na Tailândia desde 2025, depois de ter sido reconhecido por um turista português num centro comercial. O empresário é acusado de envolvimento em alegados esquemas fraudulentos relacionados com criptomoedas e cartões de crédito, num processo que, segundo as informações divulgadas, poderá envolver valores superiores a 500 milhões de euros.

Em Portugal, existem também acusações relacionadas com alegadas burlas a pessoas próximas do casal. Entre os nomes referidos encontram-se João Malheiro, padrinho de um dos filhos, Rúben Boa Nova, antigo concorrente de reality shows, e António Queirós, vencedor da edição da Casa dos Segredos em que Daniela Pimenta participou.

Daniela Pimenta já tinha negado as acusações

A ligação da antiga concorrente às suspeitas que envolvem o marido não é recente. Em declarações à revista Nova Gente, citadas pelo Correio da Manhã, João Malheiro afirmou acreditar que Daniela Pimenta também teve participação nos alegados esquemas, defendendo que não seria apenas uma pessoa prejudicada pela situação.

Contudo, a própria Daniela Pimenta já tinha rejeitado publicamente as acusações em 2018. Numa entrevista concedida à revista TV Mais, considerou falsas as suspeitas divulgadas na altura e afirmou que a situação estava a afetar a sua vida pessoal e familiar. Com o eventual regresso a Portugal, permanece por esclarecer quais os procedimentos judiciais que poderão vir a ser aplicados à antiga concorrente da TVI.

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Sabia que Aljezur já foi praticamente uma ilha? Assoreamento alterou a paisagem mas o nome da vila guarda a memória

Quem visita atualmente Aljezur encontra uma vila de casas brancas, ruas estreitas e um castelo que domina a paisagem. Porém, há cerca de mil anos, a configuração daquele território seria bastante diferente, uma vez que a povoação esteve praticamente rodeada de água e chegou a desempenhar um papel importante na circulação fluvial da região.

A explicação para esta particularidade encontra-se no próprio nome da vila. De acordo com o portal Visit Portugal, durante o século X, Aljezur seria uma espécie de ilha, contornada pela ribeira que atravessa a localidade. Esta configuração está associada à designação árabe al-Yazira, que significa precisamente “a ilha”.

Ribeira de Aljezur já foi utilizada como porto fluvial

A presença da água não se limitava a definir os contornos da povoação. Durante o período de domínio muçulmano, a ribeira de Aljezur teve também importância na circulação de embarcações, tendo a localidade funcionado como porto fluvial. A mesma fonte refere que esta ligação chegou a integrar a atividade portuária do antigo Império Almorávida.

De salientar que Aljezur foi um importante entreposto comercial algarvio durante a época árabe. A ribeira era navegável antes do terramoto de 1755, permitindo a ligação entre a povoação e outros pontos da região através de uma via de transporte que, entretanto, perdeu as suas antigas características.

O assoreamento acabou por transformar a paisagem

Com o passar dos séculos, a acumulação de sedimentos na ribeira contribuiu para modificar as condições de navegação. Este fenómeno, conhecido como assoreamento, ocorre quando materiais transportados pela água se depositam no leito, podendo reduzir a profundidade dos cursos de água e dificultar a passagem de embarcações.

O blog VagaMundos associa a perda da antiga navegabilidade da ribeira a este processo de transformação. Atualmente, a paisagem observada a partir da vila é dominada por terrenos agrícolas e zonas de vegetação, bastante diferentes do cenário que terá caracterizado Aljezur quando a água desempenhava um papel mais relevante nas deslocações e nas atividades comerciais.

Castelo de Aljezur conserva vestígios do passado muçulmano

Um dos principais testemunhos desse período encontra-se no ponto mais elevado da vila. O Castelo de Aljezur terá sido construído pelos muçulmanos no século X, num cerro de xisto que permitia observar a povoação e os terrenos circundantes. A sua localização proporcionava condições de vigilância sobre uma área que tinha uma configuração distinta da atual.

Os vestígios arqueológicos identificados no local revelam uma ocupação humana muito anterior à construção da fortificação, com testemunhos que remontam à Idade do Bronze. Atualmente, permanecem visíveis partes das muralhas e duas torres, uma circular e outra retangular, que integram o conjunto histórico da antiga estrutura defensiva.

A influência árabe continua presente nas ruas da vila

Além do castelo, o centro histórico de Aljezur conserva características associadas ao seu passado islâmico. As ruas estreitas e sinuosas atravessam um conjunto de habitações tradicionais, com fachadas caiadas de branco, platibandas e elementos coloridos nas portas e janelas. O Visit Portugal compara esta disposição urbana à das antigas medinas árabes.

A partir das zonas mais elevadas, nomeadamente do castelo, é possível observar a várzea de Aljezur e o percurso da ribeira, elementos que ajudam a compreender a importância que a água teve na história local. Entre os espaços que preservam a memória da povoação encontram-se ainda o Museu Municipal, instalado nos antigos Paços do Concelho, e a Casa Museu Pintor José Cercas, dedicada ao artista natural de Aljezur.

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