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Soja fecha em alta em Chicago após avanço das exportações americanas

O contrato futuro da soja para entrega em novembro fechou a sessão com valorização de 0,62% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 12,53 por bushel. O avanço foi impulsionado pelo forte crescimento das vendas externas dos Estados Unidos, com destaque para a demanda chinesa.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou vendas de 2,84 milhões de toneladas de soja na semana, ante 574,9 mil toneladas no levantamento anterior. A China respondeu por aproximadamente 77% do volume, sinalizando uma retomada das compras do principal importador mundial da oleaginosa.

O órgão também confirmou uma nova venda de 202 mil toneladas de soja americana para a China, referente a uma negociação realizada fora do período abrangido pelo relatório semanal.

A consultoria Royal Rural destacou que a valorização ocorre após três sessões consecutivas de queda dos preços em Chicago. Apesar do suporte da demanda externa, o avanço da colheita nos Estados Unidos continua limitando a recuperação. Até o momento do levantamento, 64% da área cultivada havia sido colhida, aumentando a disponibilidade de grãos no mercado.

Ainda de acordo com a Royal Rural, as compras chinesas ajudam a compensar a pressão da oferta americana. A continuidade do ritmo de vendas nas próximas semanas, porém, será determinante para avaliar a sustentação dos preços e a possibilidade de uma recuperação mais consistente na bolsa.

Milho

Mesmo com o aumento das vendas externas americanas, os preços do milho encerraram a sessão em queda na Bolsa de Chicago. O contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,59%, cotado a US$ 4,60 por bushel.

De acordo com a Granar, a perspectiva de ampla oferta nos Estados Unidos continuou limitando os preços. O USDA estima a produção do país em 407,28 milhões de toneladas, o que representaria a segunda maior safra da história americana.

Os números de exportação, por outro lado, superaram as expectativas do mercado. Entre 9 e 15 de outubro, as vendas de milho americano da safra 2026/27 totalizaram 1,527 milhão de toneladas, ante 1,122 milhão de toneladas na semana anterior. O resultado também ficou acima do intervalo projetado pelos comerciantes, de 800 mil a 1,5 milhão de toneladas.

Segundo o USDA, as vendas líquidas cresceram 36% em relação à semana anterior e 87% na comparação com a média das últimas quatro semanas. O México liderou as compras no período, com 477,7 mil toneladas.

Apesar da melhora no desempenho semanal, o acumulado da temporada permanece inferior ao do ano passado. Até 15 de outubro, os Estados Unidos haviam comercializado 22,19 milhões de toneladas de milho, volume 33,88% menor que as 33,56 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2025.

Trigo

A perspectiva de uma safra robusta na Argentina aumentou a pressão sobre o mercado internacional de trigo. Em Chicago, o contrato futuro para entrega em dezembro encerrou a sessão com desvalorização de 0,56%, cotado a US$ 6,24 por bushel.

Segundo a Granar, os fundos de investimento ampliaram as vendas diante dos esforços diplomáticos para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia. Apesar das negociações, o comércio agrícola na região permanece restrito, e os confrontos recentes reforçam as incertezas sobre a normalização dos fluxos de grãos no Mar Negro.

A oferta do Hemisfério Sul também está no radar dos investidores, com a proximidade da colheita e as perspectivas favoráveis para a produção argentina. Em sua primeira estimativa oficial para a temporada 2026/27, a BCR (Bolsa de Comércio de Rosário) projetou uma safra de 23,8 milhões de toneladas, acima dos 21 milhões de toneladas previstos preliminarmente em setembro.

Se confirmada, a produção será a segunda maior da série histórica, atrás apenas do recorde de 28,5 milhões de toneladas registrado na safra 2025/26. A estimativa considera uma área plantada de 6,95 milhões de hectares e produtividade média de 35,3 quintais por hectare, abaixo dos 7,1 milhões de hectares e dos 42 quintais por hectare registrados na temporada anterior.

A projeção da Bolsa de Comercio de Rosario também supera a estimativa do USDA, que calcula a produção argentina de trigo em 21,5 milhões de toneladas em 2026/27.

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Preço do cacau recua para mínima de duas semanas na bolsa de Nova York

As cotações futuras do cacau recuaram para a mínima de duas semanas na sessão desta quinta-feira (22) na Bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro finalizou o dia com queda de 4,47%, cotado em US$ 5.582 por tonelada.

De acordo com as informações do Barchart, os preços do cacau estão em forte queda hoje devido ao aumento dos estoques de cacau nas bolsas internacionais e às vendas técnicas.

Os estoques de cacau têm aumentado constantemente desde o início do ano, atingindo um pico de 3.635.354 sacas na última sessão, o maior nível em 2,5 anos.

Ainda segundo o Barchart, os preços do cacau estão sendo sustentados pela redução das remessas na Costa do Marfim. Dados do governo marfinense mostraram que os produtores entregaram 78.212 toneladas de cacau aos portos nesta temporada de comercialização, uma queda de 41% em relação às 133.209 toneladas entregues no mesmo período do ano passado.

 

Açúcar

O contrato futuro do açúcar para entrega em março encerrou o pregão com queda de 1,56% na Bolsa de Nova York, cotado a 20,13 centavos de dólar por libra-peso. A commodity atingiu a menor cotação em duas semanas, pressionada pela liquidação de posições compradas por investidores após alcançar a máxima do contrato na quarta-feira passada.

Segundo a Barchart, o posicionamento dos fundos de investimento também contribuiu para o movimento de baixa. A concentração de posições compradas aumenta a pressão sobre as cotações em momentos de realização de lucros.

Na segunda-feira, o governo do indiano determinou que as distribuidoras estatais de combustíveis interrompam, a partir de 1º de novembro, as compras de etanol produzido a partir da cana-de-açúcar. A medida pode direcionar mais matéria-prima para a fabricação de açúcar, ampliando a oferta do produto no mercado.

No Brasil, a previsão de tempo quente e seco nesta semana no Centro-Sul, principal região produtora de açúcar, também contribui para o viés negativo. As condições climáticas podem acelerar a colheita da cana-de-açúcar e favorecer a retomada da moagem nas usinas, aumentando a disponibilidade de açúcar.

Café

Os estoques de café arábica registraram um ganho nesta semana e isso influenciou para o pregão encerrar em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em dezembro teve queda de 1,55% e encerrou o dia negociado em U$S 3,11 por libra-peso.

A análise do Barchart apontou que os estoques tiveram um ganho de 4.847 sacas na sessão anterior, o que totaliza em torno de 239.748 mil sacas.

“O aumento nos estoques na última sessão foi consistente com os relatos do início da semana de que quase 280 mil sacas de café arábica aguardavam classificação na bolsa internacional, o maior volume em mais de um mês”, informou.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, o preço futuro do suco de laranja para janeiro finalizou o dia com desvalorização de 1,96% e precificado em US$ 1,42 por libra-peso.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou a sessão com queda, cotado a 80,79 centavos de dólar por libra-peso.

Na Bolsa Intercontinental, os preços da fibra recuaram nesta quarta-feira, interrompendo a sequência de três sessões de ganhos. O mercado acompanhou o comportamento do dólar americano e o interesse dos investidores, enquanto o avanço da colheita nos Estados Unidos contribuiu para manter a cautela entre os operadores.

As atenções também se voltaram para o próximo relatório de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)  e para a reunião do Fed (Federal Reserve), prevista para a próxima semana. As incertezas em torno desses eventos limitaram a disposição dos agentes para assumir posições no mercado.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=626307

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USDA aponta alta de 3% na produção de ovos nos Estados Unidos

Os incubatórios dos Estados Unidos colocaram 246 milhões de ovos de linhagens destinadas à produção de frangos de corte em incubadoras na semana encerrada em 17 de outubro de 2026, alta de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme os dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

No mesmo intervalo, os produtores norte-americanos alojaram 193 milhões de pintinhos para a produção de carne, volume 2% superior ao registrado um ano antes. Os números indicam avanço tanto na etapa de incubação quanto no início da criação das aves destinadas ao abate.

De acordo com o relatório semanal do NASS (Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas), vinculado ao USDA, a taxa média de eclosão dos pintinhos foi de 79,7%. O indicador é calculado pela divisão do número de pintinhos nascidos na semana pelo total de ovos colocados em incubadoras três semanas antes.

No acumulado de 2026, considerando o período da semana encerrada em 10 de janeiro até 17 de outubro, o alojamento chegou a 8,03 bilhões de pintinhos nos Estados Unidos, crescimento de 2% em comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Os dados de incubação e alojamento são acompanhados pelo mercado porque ajudam a estimar a oferta futura de carne de frango e a orientar decisões de produtores, frigoríficos e demais agentes da cadeia avícola. Como os pintinhos alojados ainda precisam passar pelo ciclo de criação, os números funcionam como um indicador antecipado da disponibilidade de aves para abate nas semanas seguintes.

O avanço nas duas etapas aponta para uma expansão moderada da atividade avícola norte-americana em relação ao ano anterior. Os dados, no entanto, não permitem concluir isoladamente como será o comportamento dos preços ou da oferta efetiva de carne de frango, que também depende do desempenho produtivo, do peso das aves ao abate, da demanda interna e do comércio internacional.

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Sudão autoriza importação de carnes, aves e material genético do Brasil

A autoridade sanitária do Sudão autorizou a entrada de novos produtos agropecuários brasileiros, ampliando as possibilidades de comércio entre os dois países. As aprovações abrangem carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos e caprinos, além de aves de um dia, ovos férteis e material genético para reprodução animal.

A lista de produtos autorizados também inclui bovinos e búfalos destinados à reprodução, bem como embriões bovinos e bubalinos produzidos por técnicas in vitro e in vivo. A medida abre espaço para ampliar as exportações brasileiras tanto de proteína animal quanto de genética e insumos voltados à produção pecuária.

No segmento de aves, a autorização contempla animais de um dia e ovos férteis, produtos utilizados na formação e na expansão de plantéis. Já a liberação de carnes, produtos cárneos e miúdos abrange três grupos de animais — aves, bovinos e caprinos —, ampliando a variedade de itens brasileiros que poderão acessar o mercado sudanês.

Na área de reprodução animal, a inclusão de bovinos e búfalos vivos, além de embriões produzidos por diferentes técnicas, cria oportunidades para o fornecimento de animais e material genético brasileiro destinado ao melhoramento dos rebanhos e à expansão da atividade pecuária.

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Raízen propõe aumento de capital de ao menos R$ 3,5 bilhões

A Raízen propôs um aumento de capital privado de, no mínimo, R$ 3,5 bilhões, com emissão de novas ações ordinárias e preferenciais das classes A e B. O preço de emissão será de R$ 0,25 por ação, independentemente da espécie ou classe, conforme comunicado ao mercado divulgado nesta quarta-feira (21).

A operação faz parte do plano de recuperação extrajudicial da companhia e de determinadas controladas, homologado em junho de 2026. A proposta prevê a subscrição mínima de 14 bilhões de ações e ainda depende de aprovações societárias.

O valor máximo da capitalização será definido posteriormente e levará em conta a eventual participação da Aguassanta Participações, a conversão de créditos sujeitos ao plano de recuperação e o exercício do direito de preferência pelos demais acionistas.

A criação das ações preferenciais classe B, a reclassificação das atuais ações preferenciais para a classe A, a instituição de um programa de Units e mudanças no estatuto social serão analisadas em assembleia geral extraordinária e assembleia especial de acionistas preferencialistas, convocadas para 30 de outubro.

Caso as propostas sejam aprovadas, o Conselho de Administração deverá deliberar sobre o aumento de capital em reunião prevista para 5 de novembro.

Direito de preferência

Os acionistas que detiverem ações da Raízen ao fim do pregão da B3 em 5 de novembro terão direito de preferência na subscrição dos novos papéis. As ações compradas a partir de 6 de novembro serão negociadas sem esse direito.

O período para exercício da preferência está previsto para começar em 6 de novembro e terminar em 7 de dezembro, totalizando 30 dias corridos. A proporção de subscrição e a quantidade de ações de cada classe a que os investidores terão direito serão definidas pelo Conselho de Administração e divulgadas posteriormente.

As ações preferenciais classe B não serão negociadas em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado. Os papéis ficarão registrados exclusivamente nos livros da companhia, mantidos pelo escriturador.

As ações subscritas por meio do direito de preferência deverão ser integralizadas à vista, em dinheiro, na data de liquidação a ser informada pela empresa.

Mudança no código de negociação

Se a reclassificação das atuais ações preferenciais for aprovada nas assembleias, os papéis passarão a ser negociados como ações preferenciais classe A a partir de 3 de novembro, sob o código RAIZ5, em substituição ao ticker RAIZ4.

A Raízen prevê homologar a capitalização em reunião do Conselho de Administração marcada para 16 de dezembro, com crédito das novas ações aos investidores em 18 de dezembro. As datas são indicativas e podem ser alteradas.

A operação integra o plano de recuperação extrajudicial firmado em 5 de junho de 2026, cujo fechamento está previsto para ocorrer até 31 de março de 2027, prazo para o cumprimento das condições necessárias à conclusão do processo.

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