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Sob pressão dos mercados e com Eliseu em disputa, França tenta reduzir o défice sem agravar tensão social


O que começou como um protesto estudantil às portas de um liceu nos arredores de Paris rapidamente se alastrou a uma onda de contestação e violência que vai muito para além das fronteiras da capital francesa e de reivindicações por mais recursos para as escolas e os professores. O descontentamento dos franceses estende-se ao custo de vida, à perda de poder de compra e à degradação dos serviços públicos, colocando o Governo perante um dilema cada vez mais difícil: como reduzir um défice que deverá atingir 5,4% do PIB este ano, num país onde a despesa pública absorve mais de 57% da riqueza produzida, sem agravar a pressão sobre as famílias ou comprometer o Estado social?

O desafio é agravado pelo aumento dos custos de financiamento da dívida, que deixa o Executivo com menos margem para responder às necessidades da população. A proposta de Orçamento do Estado para…

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