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Smart Sampa deve passar por perícia independente após vazamento de dados

O sistema de monitoramento Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, passará por uma perícia técnica independente para avaliar o funcionamento, a segurança e o tratamento de dados do programa após o vazamento de informações sigilosas de mais de 58 mil câmeras.

A decisão, obtida pela CNN Brasil, foi determinada pela Justiça de São Paulo e rejeitou pedidos do município e do Consórcio Smart City SP, responsável pelo sistema, para afastar a produção da prova técnica.

Segundo a Justiça, a medida faz parte uma ação civil pública movida pelo Lapin (Laboratório de Políticas Públicas e Internet), pelo Instituto de Referência Negra Peregum e pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

O NEV/USP (Núcleo de Estudos da Violência da USP) foi oficiado para confirmar se aceita o encargo da perícia e apresentar a relação dos profissionais qualificados que realizarão a análise.

Perícia técnica

A decisão, assinada em 5 de outubro pela 3ª Vara da Fazenda Pública, determina que a análise deverá examinar as métricas de precisão e acurácia da tecnologia, falsos positivos e falsos negativos e a adequação dos protocolos de segurança da informação, criptografia e governança de dados.

O magistrado manteve a indicação inicial do NEV-USP (Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo) para auxiliar na produção da prova. Antes de assumir, a organização deverá informar se aceita o encargo e apresentar os nomes, as qualificações e as áreas de especialização dos profissionais que participarão da perícia.

Leia também: ANPD acompanha invasão e exposição de dados do sistema Smart Sampa

A decisão também estabelece que a equipe técnica deverá esclarecer a metodologia utilizada e eventuais limitações na análise dos dados. Após a apresentação dessas informações, as partes poderão se manifestar sobre a qualificação dos profissionais indicados.

Entenda o vazamento

Em reportagem publicada nesta terça-feira (20), o UOL informou que dados sigilosos do sistema ficaram expostos na internet por cerca de 11 meses. Segundo o veículo, o material permitia o acesso indevido a imagens de mais de 58 mil câmeras conectadas ao Smart Sampa, incluindo equipamentos instalados em ruas, escolas, creches e hospitais.

O repositório continha 181 logins e senhas de usuários autorizados, dados de mais de 6 mil agentes de segurança e instruções para reproduzir o sistema em computadores ou celulares.

Em nota, a prefeitura classificou o episódio como um ato criminoso praticado por um dos mais de 7.500 agentes de segurança. A administração municipal afirmou que não houve uso indevido da plataforma e contestou a caracterização do caso como uma falha de segurança.

Segundo a administração, o repositório disponibilizado ilegalmente na internet foi retirado do ar pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana, e o material não continha senhas de acesso. Também informou que o Smart Sampa é fiscalizado pelo TCM (Tribunal de Contas do Município) e conta com consultoria especializada em governança e privacidade de dados.

As obrigações contratuais do programa incluem auditorias periódicas, testes de segurança, monitoramento, apresentação de relatórios técnicos e correção de eventuais vulnerabilidades.

A CTIS (Coordenadoria de Tecnologia, Integração e Segurança), vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Urbana, é responsável pela supervisão e fiscalização da plataforma.

Leia também: “Smart Sampa é vulnerável”, alerta especialista sobre vazamento de dados

A prefeitura também afirmou que as câmeras instaladas em equipamentos públicos abrangem áreas de circulação comum, sem incluir consultórios, salas de atendimento ou ambientes assistenciais. Segundo a nota, a captação de uma imagem não significa que a pessoa tenha sido cadastrada ou identificada pelo sistema.

A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) informou nesta quarta-feira (21) que acompanha, “no âmbito de suas competências legais”, o incidente. A agência informou que, até o momento, não foi procurada pela prefeitura de São Paulo.

Outro lado

Secretaria Municipal de Segurança Urbana

“A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informa que o Programa Smart Sampa não utiliza raça, cor de pele ou gênero como critérios de identificação.

O reconhecimento facial é baseado estritamente em pontos biométricos, e todos os alertas são obrigatoriamente validados por agentes humanos antes de qualquer abordagem. Nenhum indivíduo foi preso de forma equivocada a partir do reconhecimento facial do Smart Sampa.

Além disso, o algoritmo opera em total conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Até o momento, o programa já contribuiu para a captura de 3.631 foragidos, quase 7 mil prisões em flagrante e a localização de 286 pessoas desaparecidas.

O aprimoramento das camadas de segurança da plataforma é uma ação contínua da Administração Municipal. Sobre a ação judicial mencionada, a Pasta informa que irá recorrer da decisão, que não representa o julgamento do mérito.”

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Operation Comeback: Rhian and Julia’s push to deliver victory for Lula and Brazil’s left

Julia de Oliveira Szöke and Rhian Silva, history students at the University of São Paulo (USP), campaigning for Lula to win, this Wednesday at the faculty.

They went into the first round of Brazil’s presidential election full of optimism. They were enormously confident that the veteran Luiz Inácio Lula da Silva would secure a first-round victory. In fact, even an outright win did not seem far-fetched to them. But election night on October 4 ended in colossal disappointment for 23-year-old Rhian Silva, for Julia de Oliveira Szöke, 25, both history students, and for the Brazilian left as a whole. Shocked, Silva allowed himself only a brief period of mourning before springing into action after Lula called for mass mobilization.

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