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Flávio Bolsonaro visita o pai em Brasília na véspera de debate com Lula na TV Globo

22 October 2026 at 15:20

A poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) esteve com o pai, Jair Bolsonaro, na manhã desta quinta-feira (22), em Brasília. O senador, que disputa a Presidência da República, chegou pouco antes das 8h ao condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.

O encontro durou aproximadamente uma hora. Flávio deixou o local sem falar com jornalistas e não comentou o motivo da visita.

A reunião ocorreu um dia antes do debate entre o candidato do PL e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para sexta-feira (23), na TV Globo. O confronto televisivo está previsto para três dias antes do segundo turno.

Esta é a terceira vez que pai e filho se encontram desde o fim da restrição de 90 dias às visitas a Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Condenação de Jair Bolsonaro e compromissos de Flávio

O ex-presidente foi condenado pelo STF, em 2025, a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde agosto do ano passado, ele está preso e cumpre prisão domiciliar no Distrito Federal.

A agenda oficial de Flávio Bolsonaro indica que ele permanece em Brasília nesta manhã, sem compromissos públicos previstos. Para a noite, o senador tem uma transmissão ao vivo marcada para as 19h.

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Lula da Silva loosens the purse strings at the end of the campaign for Brazil’s tight election

21 October 2026 at 15:35

Twenty million families living in poverty will begin receiving extra cash this week, just days before the runoff in Brazil’s closely contested presidential election. The 15% increase in payments from Bolsa Família (the Workers Party’s flagship anti-poverty program) that President Luiz Inácio Lula da Silva announced in September, shortly before the first round of voting, is reaching the pockets of the neediest just ahead of Sunday’s runoff vote.

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© Ricardo Rimoli (EFE)

Lula displays a skateboard during a rally Tuesday in Porto Alegre.

Hospitais do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro e a acusação de Lula na Band

20 October 2026 at 23:00

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.

“Eu queria fazer a pergunta: se ele [Flávio Bolsonaro] tem noção da destruição que ele fez nos seis hospitais federais do Rio de Janeiro, que nós agora estamos recuperando”. Essa foi a fala do presidente e candidato à reeleição Lula (PT), no último debate realizado pela TV Bandeirantes no domingo, 18 de outubro.

O presidente acusou o concorrente Flávio Bolsonaro (PL) de mandar nos hospitais federais do Rio durante o governo do pai, Jair Bolsonaro. Lula falou de UTIs fechadas, de unidades sucateadas e de um “pedágio” cobrado de funcionários para estacionar no que Flávio respondeu que Lula estava “vomitando um monte de mentiras”.

A informação usada por Lula foi revelada pela Agência Pública em 1º de outubro, na reportagem de Caio Briso, que trouxe documentos oficiais e entrevistas que indicam como o senador Flávio Bolsonaro, sem cargo no Executivo à época, exerceu forte influência sobre a rede de saúde entre 2019 e 2022, em plena pandemia de Covid-19.

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O Rio é a única cidade do país com hospitais administrados pelo governo federal, herança dos tempos em que era a capital do país. São seis unidades: Bonsucesso, Andaraí, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores do Estado. Com orçamento alto e muitos contratos terceirizados, a rede virou um “feudo” de políticos fluminenses, segundo fontes consultadas sob reserva pela reportagem que traz detalhes de como Flávio Bolsonaro influenciou a saúde do Rio no governo de Jair Bolsonaro.

No debate, Flávio chegou a assumir uma mea culpa sobre o mal resultado da gestão do pai na saúde. “De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea culpa”, afirmou o senador. Apesar disso, ele argumentou que Jair comprou as vacinas, sem informar que o presidente deu várias declarações contrárias à compra de vacinas, além de desinformar sobre o efeito delas.

Leia a fala de Lula na íntegra

“Eu queria fazer a pergunta: se ele [Flávio Bolsonaro] tem noção da destruição que ele fez nos seis hospitais federais do Rio de Janeiro, que nós agora estamos recuperando. Fizemos parceria com a iniciativa privada, com a prefeitura, para que a gente dê conta daqueles hospitais. Aquele hospital tem que ser hospital de qualidade, aquele hospital tem que ser referência.

Mas sabe o que ele fazia quando ele tomava conta desses hospitais? Ele cobrava até pedágio dos funcionários, os caras pagavam estacionamento. Então, quem está assistindo pode ir lá perguntar, pode ir lá perguntar, pode ir nos hospitais perguntar para a enfermeira, para médico. Tinha um hospital lá do Rio de Janeiro, federal, que ele tomava conta, que não tinha cozinha (…) Então é o seguinte, rapaz: pelo amor de Deus, quando a gente trata de saúde, você tem que tratar de saúde com respeito, com muito respeito (…)”.

‘Dark Horse da Shopee’: 2º filme sobre Bolsonaro teve convite a Vorcaro e é alvo da Ancine

20 October 2026 at 08:00

Um segundo filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro guarda muitas semelhanças com Dark Horse, produção que ficou famosa por ter recebido pelo menos R$ 62 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e por ter colocado o candidato à presidência Flávio Bolsonaro sob investigação da Polícia Federal. Entidades ligadas ao documentário A Colisão dos Destinos, que estreou em maio nos cinemas com salas vazias, também receberam emendas parlamentares de deputados bolsonaristas — entre eles Mario Frias (PL-SP). Assim como Dark Horse, o documentário está mencionado em mensagens do celular de Vorcaro, que foi convidado a ver a obra em uma sessão particular junto com Flávio e Jair. A diferença, no entanto, é o valor da produção.

Enquanto a produção internacional teve custo declarado de R$ 75,1 milhões – valor maior que grandes produções como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto -, A Colisão dos Destinos teria gasto apenas R$ 4,5 mil, conforme declarou a produtora à Agência Nacional de Cinema (Ancine).

Por conta deste valor, considerado baixo pela agência para um longa-metragem, a Ancine abriu uma diligência contra a produtora Dori Filmes, responsável pelo documentário. O filme foi lançado simultaneamente em 17 estados, em maio deste ano, e tem participações do ex-presidente e seus filhos, além de políticos bolsonaristas.

Em um documento obtido pela Agência Pública, a Ancine solicita que a Dori Filmes confirme o valor do financiamento. “O valor informado não condiz com os custos de uma obra audiovisual”, justificou a diligência. Em resposta, a produtora alegou que não houve gastos com produção e finalização porque “todos os técnicos trabalharam de forma voluntária, como parceiros da obra”, tratando-se de um projeto “inteiramente sem dinheiro”.

Peça de divulgação de documentário sobre Jair Bolsonaro, que estreou em maio

Apesar da alegação, a Dori Filmes e outra entidade audiovisual também ligada ao diretor Doriel Francisco receberam R$ 860 mil em emendas parlamentares dos deputados federais Mario Frias, Marcos Pollon (PL-MS) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, além de R$ 22 mil da cota parlamentar de Frias. Além disso, também houve pagamentos de R$ 600 mil por meio do diretório do Partido Liberal e R$ 84 mil da ONG Academia Nacional de Cultura, comandada por Karina Gama, a produtora de Dark Horse. O montante total recebido pelas entidades ligadas ao documentário foi de R$ 1,5 milhão.

Os recursos entraram no caixa das entidades ligadas ao documentário A Colisão dos Destinos no período em que estava sendo produzido. Somente a Dori Filmes, de propriedade de Francisco, ficou com R$ 106,4 mil desse total.

O relatório da Ancine também aponta que o deputado federal Mário Frias ocupou a função de produtor executivo do filme, cargo que é responsável pela gestão financeira da produção. O documento cita ainda que o argumento do documentário foi escrito por Frias em parceria com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que foi cassado em 2025 e que atualmente vive nos Estados Unidos.

A Pública foi ao endereço oficial da Dori Filmes, na zona rural de Sobradinho, no Distrito Federal. Em vez de uma sede empresarial, a reportagem encontrou casas simples e sem muro em um terreno de difícil acesso por estrada de terra. Não há indícios físicos da produtora no local, e um vizinho afirmou desconhecer a existência da empresa. Disse também nunca ter ouvido falar de Doriel Francisco.

Endereço que consta como sendo da produtora Dori Filmes

Além da diligência sobre o valor da obra, a Ancine também abriu uma investigação para apurar os dados de exibição do documentário nos cinemas. A agência informou, em resposta à Pública via Lei de Acesso à Informação, que a distribuidora de A Colisão dos Destinos (função que foi exercida pela própria Dori Filmes) não reportou quantas salas exibiram a obra e qual foi o tamanho do público. O envio destas informações é obrigatório. A empresa foi notificada e está correndo o prazo para enviar os dados de forma voluntária.

A Colisão dos Destinos estreou em 14 de maio, em 56 salas de cinema que permaneceram esvaziadas. O lançamento ocorreu um dia depois de O Intercept Brasil revelar que o senador Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para produzir Dark Horse. Este valor, no entanto, é superior aos R$ 75,1 milhões declarados pela produtora de Karina Gama à Ancine. Por conta disso, o candidato à presidência é investigado por suspeita de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. 

Nos bastidores da Ancine, A Colisão dos Destinos foi apelidada de “Dark Horse da Shopee” por remeter a uma versão de baixo orçamento do longa de produção internacional.

Frias queria exibir filme a Vorcaro junto com Flávio e Jair Bolsonaro

A Colisão dos Destinos também aparece nas conversas vazadas do celular de Vorcaro, às quais a Pública teve acesso. Em 21 de março de 2025, Mario Frias procurou o banqueiro às 7h25 da manhã. “Bom dia, irmão”, ele disse. Em seguida, enviou um arquivo de vídeo com o trailer do documentário.

O deputado disparou várias mensagens em sequência para Vorcaro:

“Quando você quer assistir ao documentário? Aí no dia sala? Só me fala dia e hora convida o Ciro kkkk [sic]. E bora assistir ‘A Colisão dos Destinos’. O único documentário do mundo feito sobre o homem. Tmj”, escreveu. Vinte minutos depois, Vorcaro respondeu apenas “Bom dia”.

Frias continuou: “Só marcar. Tá pronto. Chama quem você quiser e me fala dia e hora, irmão. Vc vai adorar o filme.” O banqueiro sinalizou que poderia “na outra semana”, “pois a que vem não irei a bsb”, continuou. O deputado respondeu: “Fechado”.

Em outra conversa, de 27 de março de 2025, o empresário e lobista Thiago Miranda diz a Vorcaro que Flávio Bolsonaro e Frias pediram para levar Jair Bolsonaro para assistir ao documentário na casa de Vorcaro. “Flavio e Mario me pediram isso. Querem levar o presidente na sua casa para assistirem juntos com vc o documentário”, disse.

O banqueiro mais uma vez foi sucinto: “Vamos marcar sim”. Miranda insistiu: “Me passa duas opções de data que fica melhor pra você semana que vem?” Não fica claro, pelas mensagens, se o encontro aconteceu. Na época, a assessoria de Flávio negou que tenha ocorrido.

Na pré-estreia do filme, o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, disse à CNN que o filme iria reforçar a campanha de Flávio à presidência da República. “Eu vou fazer campanha com este documentário nos municípios do meu estado para todos verem a história de um homem que admiramos.” O filho de Bolsonaro teve 47% dos votos válidos no primeiro turno das eleições.

Nós procuramos Doriel Francisco, Dori Filmes, Mario Frias, Marcos Pollon e Eduardo Bolsonaro, mas não obtivemos resposta até a sua publicação. O espaço permanece aberto.

Dinheiro de ONG ligada a Dark Horse

A Colisão dos Destinos também tem relação com a ONG Academia Nacional de Cultura, comandada por Karina Gama, a produtora de Dark Horse. A ONG fez um repasse de R$ 84 mil para a Dori Filmes entre 2025 e 2026. A informação consta de um relatório da Polícia Federal, revelado pela Folha de S.Paulo, no contexto das investigações sobre o Dark Horse. Até o momento, a produtora não se manifestou sobre o motivo do pagamento.

Em 2024, ano em que A Colisão dos Destinos foi rodado, Mário Frias repassou R$ 22,4 mil de sua cota parlamentar à Dori Filmes por serviços de divulgação do mandato, como revelado pelo Metrópoles. Segundo as notas fiscais apresentadas à Câmara, com valores entre R$ 3,5 mil e R$ 7 mil, a produtora teria confeccionado folders e vídeos sobre a atuação do deputado.

Ainda naquele ano, Frias também destinou uma emenda parlamentar de R$ 180 mil, via Ministério da Cultura, para a ONG Passos da Liberdade. O diretor Doriel Francisco integra a presidência da entidade como primeiro secretário e é coautor de outras obras audiovisuais da organização.

A Passos da Liberdade ainda recebeu verbas de emendas de Eduardo Bolsonaro, enquanto ainda tinha mandato, e do deputado Marcos Pollon, nos valores de R$ 500 mil e R$ 180,9 mil, respectivamente. Na época, os deputados disseram que o dinheiro seria para o financiamento do documentário Nós (anteriormente chamado de Genocidas), sobre regimes autoritários comunistas. Doriel Francisco é creditado como co-roteirista do filme. As emendas passaram a ser descritas no site da ONG depois de reportagem do UOL.

O diretório do PL também enviou R$ 600 mil do fundo partidário para a Passos da Liberdade sob a justificativa de “prestação de serviços de assessoria de comunicação e de produção audiovisual” em Minas Gerais. À Folha, a organização confirmou o contrato com o PL para “prestação de serviços de comunicação institucional”.

Com sede em Porto Alegre, a ONG é presidida por Rodrigo Cassol Lima, que foi o número dois da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Cultural durante o governo Bolsonaro. Na época, o órgão era subordinado à Secretaria Especial de Cultura, chefiada por Mário Frias. O filme Nós é dirigido por outro ex-membro do governo Bolsonaro: Gustavo Lopes, que foi secretário nacional de Audiovisual.

Em resposta à Pública, a Passos da Liberdade disse que não teve participação financeira e nem envolvimento com a produção de A Colisão dos Destinos. A organização também disse que o documentário Nós deve ser lançado em streaming em novembro e que o contrato com o PL é de natureza institucional. Leia a íntegra.

Prestação de serviços em campanhas bolsonaristas

Após a estreia de A Colisão dos Destinos, a Dori Filmes foi contratada por duas campanhas bolsonaristas nas eleições deste ano para produção de vídeos. A vereadora de São Luís, Flávia Bethier (PL-MA), que se autointitula “a bolsonarista do Maranhão” e é presidente do PL Mulher no estado, pagou R$ 30 mil pelos serviços da Dori e mais R$ 19.700 para a Star City, empresa da qual Doriel se tornou sócio em junho deste ano. Ela concorreu a uma vaga como deputada federal e passou como suplente.

Cena do documentário mostra Jair jovem com os três filhos mais velhos

Entre junho e julho, Berthier patrocinou uma caravana que levou exibições gratuitas do filme a São Luís e mais de 20 cidades do interior do Maranhão. Flávio Bolsonaro gravou um vídeo agradecendo a política pela iniciativa. “Bora resgatar o Brasil começando pelo Maranhão”, diz ele. Também houve apresentações em cidades de Pernambuco.

Outro candidato que contratou o diretor do documentário de Bolsonaro para prestar serviços para sua campanha, por R$ 20 mil, foi Vilmar Vigo, conhecido como “Bolsonaro da Shopee” por se parecer fisicamente com o ex-presidente. Vigo concorreu à Câmara Federal pelo Mato Grosso, mas não se elegeu.

Doriel Francisco entrou como sócio em duas empresas – a Star City Mídia e Capital Facilities Gestão Administrativa e Imobiliária – em junho deste ano, pouco antes do período eleitoral. Ele se tornou sócio de Deuselis Braga André Filho, lotado como assessor parlamentar do senador Izalci Lucas (PL).

Deuselis é dono de páginas nas redes sociais que reúnem influenciadores de direita e faz campanha para Flávio Bolsonaro. Ele também comanda páginas que agrupam atos conservadores pelo Brasil e organiza protestos de direita. Mais recentemente, organizou uma motocarreata em Brasília. O próprio candidato gravou um vídeo, ao lado de Deuselis, chamando para o ato.

A página de Deuselis nas redes sociais, chamada “Influenciadores de Direita”, é mencionada como “parceira” na produção de A Colisão dos Destinos, junto com uma agência de marketing político de Brasília de pequeno porte. Berthier e Deuselis não responderam ao pedido de entrevista.

O documentário A Colisão dos Destinos exibe a “história não contada” do ex-presidente preso por tentativa de golpe de Estado, retratado como uma figura simples que foi escolhida por Deus para comandar o país. As filmagens aconteceram antes de ele ser condenado por tentativa de golpe de Estado e proibido de dar entrevistas.

Elezioni Brasile, scontro totale in tv tra Lula e Bolsonaro Jr. “Stammi lontano, potresti derubarmi”. “Voglio il voto di tutti, anche di quel galeotto di tuo padre”

19 October 2026 at 13:32

Un’ombra sul palco, con il fiato sul collo dell’avversario, tanto da evocare il pedinamento o la marcatura a uomo, nel gergo calcistico, con numerose provocazioni verbali. “Resti qui al mio fianco, Lula, parliamo insieme”, dice Flávio Bolsonaro con tono di sfida e sorriso ironico al rivale e presidente uscente Luiz ‘Inácio’ Lula da Silva. “Non voglio stare vicino a te – risponde, ormai esasperato dalle provocazioni del candidato ultrà –. Dalla famiglia Bolsonaro voglio distanza. Voglio distanza dai miliziani”. Poi, Flávio rincara la dose con sarcasmo: “In effetti, è meglio che tu stia lontano: meno male che sono senza portafoglio, altrimenti potresti derubarmi”.

Il vis-à-vis tra Lula e Bolsonaro Jr., ospitato domenica negli studi della catena Tv Band, nella città di São Paulo, lascia poco spazio ai programmi elettorali – separati da una distanza incolmabile – e si trasforma in un dissing tra i due candidati in corsa verso il ballottaggio del 25 ottobre. E questo polarizza ulteriormente uno scenario segnato da sondaggi contrastanti, là dove Datafolha dà vincitore Bolsonaro Jr. su Lula (47% a 45%), confermando l’esito del primo turno, mentre Vox Brasil rileva un vantaggio di due punti (51% a 49%) del candidato progressista su quello ultrà.

“Io non sono qui per fare teatrini o per subire intimidazioni da strada”, ha affermato Lula di fronte alla prossemica eccessiva e alle ripetute smorfie di scherno attuate da Bolsonaro Jr. durante l’allocuzione del presidente uscente. “Questo è un dibattito per la presidenza della Repubblica, non un raduno di teppisti”.

La tattica di Flávio è stata la stessa impiegata dall’alleato e presidente Usa, Donald Trump, durante il dibattito del 9 ottobre 2016, facendo “accapponare la pelle” all’allora rivale dem Hillary Clinton. Così però il dibattito è stato reso “inutile per l’elettore indeciso”, ha osservato l’analista politico Lucas Aragão, di Arko Advice, che ha lamentato uno stile volto a favorire “attacchi e l’ironia” anziché le proposte. “Il dibattito è servito solo ad alimentare le fazioni di entrambi, tagliando fuori l’elettorato indeciso”, ha aggiunto l’analista Jussara Soares. La strategia è stata rivendicata da Pablo Marçal, influencer e imprenditore – altro canale diretto capace di connettere Flávio con Trump e i circuiti Maga– che dalle prime file della platea faceva da suggeritore a Bolsonaro Jr. “Siamo la generazione che farà congedare Lula”, rivendica Marçal.

A sua volta, il presidente in carica, dopo l’iniziale nervosismo, ha puntato la propria allocuzione sul contrattacco e su quella che i sostenitori del Partito dei Lavoratori hanno definito “fermezza istituzionale”, accompagnata dal “rifiuto di farsi intimidire”. Ha proposto un condono di 2,5 miliardi di dollari per la piccola e media impresa e la tutela del settore pubblico, opponendosi all’austerity voluta da Bolsonaro Jr. e alla proposta di privatizzare asset strategici nazionali come Petrobras. Ha anche assicurato la continuità del programma di sussidi e contrasto alla povertà “Bolsa Família” e ribadito l’obiettivo di deforestazione zero in Amazzonia entro il 2030. Quanto alla sicurezza, Lula osserva che non basta contrastare le organizzazioni criminali con la forza, ma serve “prendere di mira i loro flussi finanziari e i loro meccanismi di riciclaggio”. Tema su cui il suo rivale, Bolsonaro Jr., propone l’istituzione di una truppa d’élite per combattere i narcos, l’adozione del modello penitenziario de El Salvador (con 500mila nuovi posti letto in carcere) e l’adesione del Brasile allo Shield of the Americas, coalizione militare promossa dall’amministrazione Trump. Il suo programma prevede anche tagli per 40 miliardi di dollari, oltre all’eliminazione di ministeri, sulla falsariga dell’Argentina di Javier Milei.

“Sai a che punto è la povertà in Argentina? Sai com’è messa la disoccupazione? Se non lo sai, leggi! E non dirai più di seguire Milei”, ha replicato il leader progressista a Flávio, che nel frattempo ha criticato i vincoli di da Silva con il regime di Daniel Ortega (Nicaragua) e l’ex presidente venezuelano Nicolás Maduro, prelevato dagli Usa. “Ecco i tuoi amici”, ha detto.

Neppure i familiari si sono salvati dal confronto. Flávio ha tirato in ballo il figlio di Lula, Fábio Luís ‘Lula’ da Silva, indagato per corruzione e abuso d’ufficio. “Perché si nasconde in Spagna? Perché non è qui?”. Lula ha poi replicato che Eduardo Bolsonaro, fratello di Flávio, “è nascosto negli Stati Uniti, cospirando contro il Brasile, chiedendo a Trump che intervenga nel Paese”. E alla domanda capziosa “Può spiegare perché il 73% dei detenuti vota per lei?”, Lula replica: “Vorrei che mi votasse il 100%; anche tuo padre (…) Jair, vota per me”.

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Cores e samba. O polarizado carnaval eleitoral de São Paulo

19 October 2026 at 13:30
Flávio reuniu apoiantes, muitos vestidos de verde e amarelo, na Avenida Paulista e foi aplaudido ao prometer libertar o pai. Sambistas fizeram evento a favor de Lula — e contaram com Erika Hilton.

© NurPhoto via Getty Images

Bloco do 22 — a iniciativa de Flávio Bolsonaro

Brasil. O que podemos esperar desta segunda volta? — Debate

19 October 2026 at 12:35
Flávio Bolsonaro surpreendeu com uma vitória na primeira volta, mas Lula está a ter uma melhoria nas sondagens. Com um debate inesperado entre candidatos, quem está mais à frente na corrida?

Lula diz que quer votos de presidiários e provoca Flávio Bolsonaro

O presidente Lula (PT) afirmou que quer os votos de 100% dos presidiários, incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do adversário do petista, Flávio Bolsonaro (PL). O chefe do Executivo havia perguntado o motivo para o senador ter se posicionado contra a prisão de Bruno Delaroli, policial militar responsável pela bala perdida que matou a menina Ana Clara Machado, de cinco anos, no Rio de Janeiro.

Flávio, no entanto, não respondeu a pergunta e rebateu: “Lula, com você, a criminalidade explodiu no Brasil. Inclusive, você pode responder por que 73% dos presidiários votaram em você?”, e o petista disse: “Eu quero 100% dos votos dos presidiários, até do seu pai”.

Condenação de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por participar de um plano de golpe de Estado para impedir que Lula assumisse a Presidência da República. O ex-presidente se encontra em prisão domiciliar. (Anna Júlia Lopes/FOLHAPRESS)

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A cidade de Ribeirão das Neves oscila entre Lula e Flávio

A aposentada Elizabete Oliveira Gregório, 72, é eleitora de Lula (PT) desde a primeira vez em que o ex-metalúrgico se candidatou à Presidência, em 1989. Nascida numa pequena cidade do Paraná, ela diz que teve contato com os ideais do atual presidente quando se mudou para Guarulhos, em São Paulo.

“Meu esposo sempre falava muito que ele era trabalhador, uma pessoa pobre igual todo mundo”, ela conta, admitindo que, apesar de não entender muito de política à época, repetiu o voto do marido, nesta e nas eleições seguintes, acreditando na confiança que ele depositava no sindicalista.

Elizabete mora em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, desde a década de 1990. Com 330 mil habitantes, a periférica cidade é um dos dez maiores colégios eleitorais de Minas Gerais e tem se destacado, nos últimos anos, como um município-chave para observar as idas e vindas da polarização hoje corrente no país.

Antigo reduto petista que deu ampla vantagem a Lula e a Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2002 a 2014, Ribeirão das Neves tem apresentado um movimento de gangorra em relação aos últimos posicionamentos políticos da maioria de seus habitantes e seguido, à risca, o cenário das eleições nacionais.

Jair Bolsonaro (PL) venceu por lá em 2018, eleito em segundo turno com 59,59% dos votos válidos, e Lula retomou a dianteira do PT em 2022, por uma estreita margem de 50,63%. No primeiro turno deste ano, a cidade escolheu Flávio Bolsonaro (PL), que marcou 46,53% dos votos válidos, ante 43,93% de Lula.

Elizabete, que é evangélica, diz nunca ter mudado de opinião. Ela guarda a lembrança da primeira vez que foi ao banco, para fazer um empréstimo e adquirir um cartão de crédito, conquista que dedica à gestão do petista. “Eu creio que, se ele ganhasse agora, seria bom como foi das outras vezes”, diz.

Eleitores mudam de posição e criticam governos

Lula também foi o candidato escolhido em 2022 por Marcelo Augusto, 23. Ele é comerciante numa loja de roupas e atualmente faz curso de barbeiro. “Foi meu pior arrependimento. O cara não fez nada”, ele diz.

No primeiro turno das eleições deste ano, votou em Flávio, escolha que pretende manter para o segundo. “Não é que ele seja meu candidato favorito, mas eu acho melhor dar uma chance pra ele, que está chegando agora, do que deixar o PT, que não fez nada nesses 20 anos de governo”, explica, citando ainda a repercussão dos escândalos do mensalão e do Banco Master.

Marcelo acredita que a polarização política na cidade se dá porque muitas pessoas não sabem por que votam, e cita o próprio exemplo -ele diz que votou no Lula no último pleito por influência da mãe, que vê no petista um bom presidente.

“Eu acredito que muitas pessoas não estudam e não procuram saber em quem estão votando, e vão muito na onda dos outros”, ele diz, definindo-se hoje como uma pessoa de extrema direita.

Ele justifica a posição afirmando ser contra algumas bandeiras que entende serem defendidas pela esquerda, como a questão do aborto e pautas relacionadas à defesa da diversidade de gênero e orientação sexual.

Marcelo também é crítico à PEC do fim da escala 6×1, promulgada nesta sexta-feira (16) após aprovação por ampla maioria na Câmara e no Senado. “Um descanso a mais sim, mas eu sou a favor do poder de compra. Não adianta a pessoa ter um dia de folga e não ter condições de comprar nada”, afirma.

Na sua opinião, um eventual governo Flávio tem chance de ser melhor do que a gestão de seu pai, Jair. “Tomara, porque, se também não for, daqui a quatro anos, eu voto em outra pessoa. Eu sou desse jeito.”

Ele assume a vontade de entrar para a política no futuro e diz que suas principais bandeiras seriam o combate à corrupção e à criminalidade.

A escolha por Flávio é a mesma da freelancer Cynthia Miriam, 45, que afirma nunca ter votado no PT. “O governo Bolsonaro parece que deixou o Brasil com dinheiro no cofre, né? Quem sabe não acontece o mesmo?”, diz.

Abstenção e votos nulos refletem insatisfação

Já Lael Chaves, 32, se considera uma pessoa de centro e disse que não votou em ninguém no primeiro turno, decisão que ele afirma manter para o segundo. “Como uma forma de protesto”, explica.

Ele trabalha com sua bicicleta como entregador de uma plataforma de delivery, e conversou brevemente com a reportagem em uma pausa entre pedidos.

“Entra político, sai político e o país está sempre pior”, ele afirma. “A inflação está sempre aumentando e o poder de compra do brasileiro diminuindo, seja nas gestões de esquerda ou de direita.”

Ele considera que as propostas de ambos os presidenciáveis funcionam como fachada para que os candidatos defendam interesses pessoais. “Eu sou contra a classe política atual, não tem ninguém que me represente”, diz, citando Lula, Flávio Bolsonaro e Renan Santos (Missão), que ficou em quarto lugar no primeiro turno.

A justificativa se assemelha às razões da estudante de direito Tainá dos Santos, 22, para votar nulo em todos os cargos eletivos, do Executivo e do Legislativo, desde que esteve apta a participar do processo, aos 16 anos.

“Tem essa opinião das minhas colegas, sempre falando comigo da importância da política e do voto feminino, mas, apesar de me importar com questões feministas, eu nunca quis escolher alguém e nunca me dei esse trabalho”, ela conta. “É uma opinião normal, a minha.”

Ela questiona como o seu voto, 1 entre os 158,7 milhões de eleitores brasileiros, poderia influenciar a porcentagem alcançada pelos candidatos em primeiro turno. “Será que o meu voto mudaria alguma coisa? Eu cheguei à conclusão de que não e pretendo continuar assim, votando nulo.”

Ela conta que a sua família é bastante ligada às questões políticas. “Aqueles votantes doentes, sabe?”, ela diz, contudo, afirmando não saber se eles pendem mais para o PT ou o PL.

“Nunca quis participar dessas conversas, que sempre acabam em discussão. Não gosto de violência e dessas trocas que são muito invasivas”, diz a estudante.

Apoiadores de Lula defendem reeleição

Estudantes realizam ato a favor da reeleição de Lula | Foto: Reprodução

Outros estudantes realizaram um ato a favor da reeleição de Lula na noite de quinta-feira (15) e passaram a tarde no centro comercial da cidade convocando público para a manifestação.

A artista e assistente social Nádia Nascimento, 37, era uma das que estavam panfletando e balançando a bandeira do petista numa das principais vias do município, confiante na virada do atual presidente. “Estou hoje aqui, no meu dia de folga, porque acredito na democracia.”

Ela afirma que a direita desconstruiu Ribeirão das Neves, cidade que, na sua avaliação, funciona por meio de políticas públicas para a população. Segundo Nádia, isso ocorre desde a eleição do prefeito Junynho Martins, então pelo PSC, em 2016. Ele foi reeleito pelo DEM em 2020. Hoje, a cidade é governada por Túlio Raposo (PP).

“Nessas eleições, acho que Neves infelizmente deu uma mancada. A população que votou na direita foi um pouco ingrata”, ela diz.

Neste ano, 45.450 pessoas deixaram de votar no primeiro turno na cidade, o que representa uma taxa de abstenção de 20,79%. Os votos em branco somaram 3,05% do eleitorado, enquanto 3,58% anularam o voto.

Eleitor ainda não decidiu voto no segundo turno

Nei de Lima, 43, não revelou o voto no pleito deste ano, mas diz que votou em Bolsonaro em 2018 e em Lula nas eleições de 2022, escolha que reverbera a maioria conquistada pelos candidatos na cidade nos respectivos pleitos.

“Votei no Bolsonaro porque achei que ia ter uma mudança, o PT já estava no controle do país há alguns anos”, conta o motorista de aplicativo. “Como não teve uma mudança significativa, votei no Lula de novo na última eleição.”

Neste segundo turno, ele ainda não sabe em quem vai votar. Do último governo Lula, diz estar insatisfeito com o valor do salário mínimo e com as altas taxas de feminicídio, que no primeiro trimestre deste ano atingiram um novo patamar recorde. “Dá pra melhorar nesses quesitos”, ele opina.

Na sua opinião, Flávio poderia representar uma mudança frente ao que já está posto. “Mas se essa mudança vai ser pra melhor a gente só vai ver depois.” (Gabriel Araújo/FOLHAPRESS)

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Lula põe Globo sob suspeita após encontro com Flávio Bolsonaro

O presidente Lula (PT) atacou a Globo nesta sexta-feira (16), durante um ato de campanha em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, ao falar de um almoço de Flávio Bolsonaro (PL) com a direção da emissora.

O petista insinuou que a empresa estaria contrariada com medidas de seu governo e afirmou que ela está sob suspeição.

“Ele Flávio Bolsonaro foi almoçar com a direção da Globo no dia da entrevista dele”, disse Lula, referindo-se à participação de Flávio em sabatina prevista nesta noite, depois do fim do Jornal Nacional.

Lula acusa Globo de parcialidade

“Certamente a Globo está com raiva de mim porque eu acabei com as bets e ela tinha a bet. Certamente a Globo está com raiva de mim porque aprovamos o fim da escala 6×1. Certamente ela está com raiva de mim porque ela sabe que vou dar o transporte gratuito no final de semana para o povo brasileiro poder passear com a sua família. Ela deve estar com raiva porque ela sabe que fomos nós que prendemos o Vorcaro”, afirmou.

“Então eu quero dizer para vocês que, a partir de hoje, a Globo está sob suspeição da minha candidatura. Não merece confiança. Não merece”, acrescentou.

A Globo confirmou que Flávio foi recebido pelo presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e pelo vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

Em nota, afirmou que o encontro teve caráter institucional e não contou com a participação de dirigentes do jornalismo. A emissora disse ainda que Lula também teria sido recebido caso tivesse solicitado uma visita. O petista participou da sabatina na quinta-feira (15).

O almoço já havia provocado reação na campanha petista. À Folha o ministro da Secretaria de Comunicação de Lula, Sidônio Palmeira, classificou o encontro como grave e questionou a imparcialidade da emissora, sobretudo por ter ocorrido no mesmo dia da entrevista de Flávio.

Lula pede votos e critica governo Bolsonaro

Durante a passeata, Lula também pediu aos apoiadores que buscassem votos entre os eleitores que não escolheram sua candidatura no primeiro turno. O presidente voltou a criticar o governo Jair Bolsonaro e mencionou as mortes provocadas pela pandemia de Covid-19.

“Vocês lembram das pessoas morrendo asfixiadas por falta de oxigênio? E por falta de vacina?”, afirmou. “É muito importante que a gente não permita que o Brasil retroceda.”

A mobilização reuniu aliados como o ministro Alexandre Silveira, a ex-prefeita de Contagem e senadora eleita Marília Campos, o ministro Rui Costa, eleito senador pela Bahia, e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles.

O presidente interrompeu a passeata em diferentes momentos para pedir que os participantes evitassem empurrões. “Não adianta. Se a gente não tomar cuidado, as pessoas vão cair e vão se machucar”, disse.

Janja reage a gesto de apoiador

Em outro momento, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu a um aparente gesto ofensivo de uma pessoa que acompanhava a passagem da comitiva de uma residência.

“Colega, pega esse dedo e enfia no coração. Aqui é só amor. Coloca no coração”, afirmou. (Aléxia Sousa/FOLHAPRESS)

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Em sabatina, Flávio não explica propostas e faz acusações sem provas

17 October 2026 at 04:55

Logo Agência Brasil

O candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, foi sabatinado na noite desta sexta-feira (16) pela TV Globo. Durante pouco mais de 40 minutos, Bolsonaro negou a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, disse que não tentaria uma reeleição caso eleito e afirmou que não teve “nada de errado” em pedir R$ 130 milhões para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso. 

Questionado, o candidato do PL afirmou que a multidão que invadiu e depredou prédios públicos na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro exigindo a ascensão de Jair Bolsonaro, seu pai, ao poder, não foi uma tentativa de golpe de Estado. Chamou de “farsa” o julgamento do seu pai, condenado a 27 anos de prisão.

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“Essa farsa, a história vai mostrar que foi totalmente armado para tentar tirar Bolsonaro da vida pública”, disse. Ele minimizou o episódio, afirmando que “uma senhora com Bíblia” não estava tentando dar um golpe.

Na ocasião, milhares de pessoas agrediram policiais e invadiram e vandalizaram os prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal.

Flávio disse que não tratou com seu pai uma eventual vaga em seu governo. Em várias declarações anteriores, ele já havia dito que daria indulto a Jair Bolsonaro. Mas não confirmou se seu pai ocuparia um cargo no Executivo. Ele também disse que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, não será o ministro das Relações Exteriores, caso seja eleito.

“Ele é um perseguido político”, disse o candidato sobre o irmão. “Um dia será reconhecido como alguém que se sacrificou para defender a democracia”, acrescentou.

Eduardo Bolsonaro mora atualmente nos Estados Unidos e é condenado no Brasil por coação no curso do processo. A Justiça brasileira entendeu que ele atuou contra os interesses do país, estimulando o tarifaço do governo dos EUA contra o Brasil como represália caso Jair Bolsonaro fosse condenado. 

Bolsonaro foi condenado e o Brasil foi sobretaxado em vários produtos exportados para os EUA.

Escala 6x1

Após meses falando contra o fim da escala 6x1 de trabalho, Flávio, que é senador, se mostrou favorável à medida, aprovada no Senado esta semana e promulgada na manhã de hoje. Ele afirmou que ouviu trabalhadores em vários cantos do país e, por isso, votou a favor da proposta. Em seguida, disse que defende que o trabalhador escolha sua escala de trabalho.

“Eu sempre defendi mais liberdade, inclusive para os trabalhadores montarem sua jornada de trabalho. Isso pressupõe que a escala 6x1 seja extinta”, disse. 

Questionado, ele afirmou que manterá todas as leis trabalhistas.

Crime organizado

Flávio ressaltou a promessa de que classificará as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas, sem explicar como isso vai mudar, na prática, o combate ao crime organizado. Além disso, defendeu mudanças na lei do desarmamento, para facilitar o acesso do cidadão a armas. “O problema é que as armas estão nas mãos das pessoas erradas”, disse.

Questionado, evitou falar sobre seu apoio a projeto para retirar a marcação de cápsulas de balas das forças de segurança. Se aprovada, a medida dificultaria o combate ao crime, já que a identificação de munições previne desvios e ajuda em investigações.

Perguntado sobre suas relações estreitas com políticos do Rio de Janeiro envolvidos com crime organizado, como o ex-deputado Rodrigo Bacellar e o deputado eleito Márcio Canella, Flávio Bolsonaro se disse surpreso com as relações dos amigos com o Comando Vermelho. 

Afirmou que eles têm direito à ampla defesa, mas que a Justiça não pode poupar ninguém que seja culpado.

Vorcaro e Dark Horse

As relações do candidato com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro também foram exploradas na entrevista. Ele continuou afirmando que tudo relacionado ao dinheiro dado por Vorcaro (cerca de R$ 60 milhões) para, supostamente, financiar o filme Dark Horse, já havia sido esclarecido.

Flávio explicou que chegou ao nome de Daniel Vorcaro como financiador do filme enquanto prospectava vários possíveis investidores. “E ele concordou quando não havia nada de errado [com o banco]”. O candidato, no entanto, continuou cobrando dinheiro a Vorcaro mesmo depois de reveladas as suspeitas de fraude no Master.

Queimadas

Flávio acusou o governo de ser recordista em queimadas na Amazônia. "Esse foi o outubro com maior queimada na história da nação brasileira", afirmou.

No entanto, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que mede os focos de calor desde 1989, mostram que, até 15 de outubro, a Amazônia registrou 9.544 focos de calor, bem longe dos maiores números.

Reeleição

Flávio Bolsonaro também reiterou seu desejo de acabar com a possibilidade de reeleição para presidente da República. Deixou em aberto se a duração do mandato mudaria. Segundo ele, a decisão seria uma atribuição do Congresso Nacional. A proposta, segundo ele, valeria já para o próximo mandato, a ser ocupado por ele, caso vença as eleições.

“Partiu de mim apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição onde acaba a reeleição para presidente. E aí depende do congresso a duração do mandato, se vai ser de quatro anos ou não”.

Segundo ele, seria proibido também que parentes do presidente da República até o terceiro grau se candidatassem na sequência.

Flávio disse não ter apego ao poder. O candidato de 45 anos soma 23 anos de mandatos como deputado estadual e senador. 

Economia

O candidato do PL tem defendido um corte na dívida da União de mais de R$ 200 bilhões. Ele disse que poderá conseguir esse valor vendendo imóveis públicos que estão abandonados. Também afirmou que poderá arrecadar “R$ 100 bilhões de largada” com a exploração da margem equatorial, ignorando que a exploração não começará, de acordo com própria Petrobras, antes de 2033.

Flávio Bolsonaro disse também que vai extinguir ao menos dez ministérios. Afirmou que seu pai, quando presidente, cortou milhares de cargos em comissão, de livre indicação da administração pública. 

Uma checagem já realizada pelo UOL, no entanto, demonstrou que além de não cortar cargos em comissão, o governo de Jair Bolsonaro registrou um aumento nesse tipo de contratação. O número de cargos passou de 31,8 mil em 2019 para 46,2 mil em 2022.

Almoço com emissora

Horas antes da sabatina, o candidato do PL foi almoçar com diretores da Rede Globo. O almoço foi confirmado pela emissora, após a notícia vazar para a imprensa. A emissora afirmou que Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente do Grupo Globo, José Roberto Marinho, e por Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais.

A Globo também informou que o encontro não teve a presença de nenhum integrante do jornalismo da emissora e que pedidos de visitas institucionais “são parte da rotina de todos os executivos da empresa”. Acrescentou ainda que é usual que “candidatos façam encontros de cortesia”.

Adversário de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou incômodo com a notícia. Ele foi sabatinado ontem (14) na emissora e não houve almoço prévio com os diretores.

PF pede prorrogação de inquérito sobre financiamento do Dark Horse

Logo Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) pediu nesta sexta-feira (16) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação, por 90 dias, do inquérito que investiga os pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o delegado responsável pela apuração, Anderson Rodrigo Andrade de Lima, a prorrogação é necessária para conclusão de perícias contábeis e para aguardar a tramitação do pedido de cooperação internacional com os Estados Unidos para obter registros financeiros de entidades estrangeiras que teriam recebido repasses.

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Os investigadores da PF também avaliam documentos repassados pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, delator do caso Master.

Os documentos comprovariam repasses para o fundo de investimentos Havengate Development, criado nos Estados Unidos para receber os pagamentos para o filme.

O caso chegou ao Supremo após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar a investigação sobre o pedido de dinheiro feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, a Vorcaro para o custeio das gravações.

O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à torna após o site The Intercept revelar que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações.

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

Em julho deste ano, Flávio Bolsonaro foi incluído no inquérito e também passou a ser investigado.

The far right in Latin America threatens progress against deforestation, report warns

14 October 2026 at 09:49

There is both good news and bad news about the state of the world’s forests. The good news is that deforestation fell by 15% in 2025 compared with 2024, the largest decline recorded so far this decade. The bad news is that a shift in political priorities could undo some of those gains. Much of the progress in forest conservation depends on the political will of a handful of key countries, particularly in Latin America, which is now entering a period of electoral uncertainty and possible changes of government.

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© Adriano Machado (REUTERS)

An aerial photograph shows a plantation field in the Amazon rainforest during a Greenpeace overflight in the Brazilian state of Maranhão in November 2025.

Flávio Bolsonaro pode voltar a visitar o pai

12 October 2026 at 23:40
Juiz do STF levantou a suspensão decretada em julho, quando Flávio leu nas redes sociais uma carta do pai a apoiar a sua candidatura à Presidência.

© ANDRE BORGES/EPA

Jair Bolsonaro está a cumprir uma pena de 27 anos de prisão.

How Brazil’s election could reshape relations with China

12 October 2026 at 21:24

On October 25, Brazilians will return to the polls to choose between President Luiz Inácio Lula da Silva and Flávio Bolsonaro, son of former president Jair Bolsonaro, who was sentenced to 27 years in prison for his role in an attempted coup. The first round gave Flávio 47% of valid votes against Lula’s 45%, revealing the enduring strength of the far right four years after its electoral defeat. The runoff takes place as Donald Trump seeks to restore US domination over Latin America, with Brazil emerging as a consequential battleground in Washington’s campaign to contain China’s growing relations with the region.

Read more: Why did Brazil’s far right win the first round?

Over the past two decades, Brazil and China have built a political partnership that has expanded the space for independent action among countries of the Global South. Under Lula and Xi Jinping, this relationship has deepened through cooperation in industrial development, infrastructure, science, and technology. The election will determine whether this project advances or Brazil’s international orientation is subordinated to Washington’s renewed Monroe Doctrine as part of the continent’s rightward shift.

Read more: Brazil’s angry tide and the struggles ahead

Since Lula’s return to the presidency in 2023, the two governments have connected Chinese cooperation with Brazil’s development programs, including Nova Indústria Brasil, the Growth Acceleration Program (PAC), and the Ecological Transformation Plan. Lula’s May 2025 visit to Beijing produced 36 agreements covering infrastructure, finance, artificial intelligence, public health, and industrial cooperation. Behind these agreements is a long-standing challenge: overcoming Brazil’s dependent position in the international division of labor, where commodity exports continue to outweigh advanced industrial and technological development.

This cooperation has also reached Brazilian popular movements. Through the International Association for Popular Cooperation (Baobab), Brazil’s Landless Rural Workers’ Movement (MST) and other organizations have worked with Chinese institutions on agricultural mechanization, bioinputs, and digital technologies for family farming. These initiatives include the Digital Family Farming and Agroecology Laboratory and IARAA, an artificial intelligence project for agroecology and agrarian reform developed by Brazilian popular movements using Chinese open-source models. In a countryside marked by extreme concentrations of land, machinery, and capital, such cooperation offers new tools to peasant organizations fighting for agrarian reform and the production of healthy food.

Brazil’s relationship with China also reveals the different class interests at work in the country, with contradictions particularly visible in the countryside. Massive exports of soybeans, meat, and minerals have continued under both Bolsonaro and Lula, but their governments have pursued very different political relationships with Beijing. While Jair Bolsonaro attacked China and aligned himself with Washington, Lula has sought to deepen strategic cooperation, including in industrial development, technology, and agrarian reform. Flávio Bolsonaro now promises an “economically pragmatic” relationship with China while cultivating close ties with Trump. For sectors of Brazil’s ruling classes that profit from commodity exports, continuing to sell to China while embracing Washington’s political agenda presents little contradiction. For Brazil’s efforts to rebuild its industry and develop technological sovereignty, the consequences are far greater.

The return of the Monroe Doctrine

Washington’s ambitions were made explicit in its November 2025 National Security Strategy, which announced a “Trump Corollary” to the Monroe Doctrine, seeking to restore US pre-eminence in the Western Hemisphere and deny outside powers control over strategic resources and infrastructure. Five days later, China published its third Latin America policy paper, reaffirming sovereignty, non-interference, regional integration, technological cooperation, and support for the region as a Zone of Peace. The two documents reveal fundamentally different approaches to the political future of the continent.

Brazil’s position is decisive. As Latin America’s largest economy, a founding BRICS member, and a leading participant in Mercosur, it possesses industrial, scientific, and political capacities that could strengthen independent development across Latin America and beyond.

The emergence of a new technological era makes this struggle particularly consequential. Brazil is among the few countries of the Global South capable of pursuing digital and technological sovereignty that could benefit its neighbors and parts of Africa. Its roughly 23% share of global rare earth reserves is an important starting point, but control over minerals alone is insufficient. The greater challenge is developing the capacity to process them, manufacture advanced components, and build the digital infrastructure, artificial intelligence systems, and technologies that will shape future production.

Flávio has made his orientation clear. Speaking at the Conservative Political Action Conference (CPAC) in the United States in March 2026, he offered Brazil as the “solution” to Washington’s dependence on China for critical minerals, explicitly linking rare earths to artificial intelligence and US military superiority. Chinese economic reporting has also described proposals from his team to exclude China from rare-earth supply chains. Rather than using Brazil’s resources to develop its own industrial and technological capacities, this agenda would place them at the service of US technological and military power.

The same political orientation extends to digital sovereignty. In July 2026, Flávio’s campaign submitted proposals to US trade authorities that included preventing Brazil’s Pix payment system from connecting to non-Western international payment networks and loosening commitments within Mercosur. These proposals converge with a wider US campaign involving tariffs, digital regulation, strategic minerals, and attempts to influence Brazil’s electoral process. Meanwhile, Washington’s January 2026 bombing on Venezuela and kidnapping of Nicolás Maduro and Cilia Flores demonstrated how far it is prepared to go to impose its will on the continent.

BRICS and the struggle for an independent foreign policy

Brazil, particularly under Lula, has helped build institutions through which countries of the Global South can reduce their dependence on Western-dominated structures. At the July 2025 BRICS summit in Rio de Janeiro, the group advanced cooperation on development finance, local-currency transactions, and international institutional reform. The New Development Bank, headed by former Brazilian president Dilma Rousseff, is an important expression of this effort.

The BRICS cannot automatically overcome economic dependency or guarantee sovereignty for working people. Yet its expansion offers greater room for independent development, provided that participating governments have the political commitment to use these possibilities.

Brazil’s history reveals how difficult that independence has been to defend. In 1961, vice-president João Goulart became the first high-ranking representative of a Latin American government to visit the People’s Republic of China, meeting Mao Zedong when revolutionary China remained diplomatically isolated and subjected to US sanctions. Three years later, Goulart was overthrown in a US-backed civil-military coup that inaugurated a 21-year dictatorship. The early history of China–Brazil friendship was inseparable from struggles over national sovereignty, agrarian reform, and the forces determined to suppress them.

The international material conditions for South–South cooperation are considerably more favorable today, but political direction remains decisive. Jair Bolsonaro hosted the 2019 BRICS summit in Brasília while pursuing close alignment with Washington. A government can weaken institutions from within by abandoning the commitments that give them political substance.

The far right’s resurgence also reflects the enduring power of Brazil’s own ruling classes. Bolsonarismo has a domestic base among sections of agribusiness, finance, the security apparatus, militias, conservative religious networks, and major media. These forces, whose electoral and institutional advances have continued, were strengthened by the 2016 parliamentary coup against Dilma Rousseff and the judicial persecution of Lula. They possess their own organizations, material interests, and sources of power, which do not disappear when an election is lost. Their economic dependence on Chinese markets has not prevented their support for Washington’s political agenda.

Beyond the election

Beijing has followed the Brazilian election closely, reflecting the importance of the political relationship built between Lula and Xi over years of cooperation. In July, Xi reaffirmed China’s support for Brazil against external interference during a conversation with Lula, which also covered cooperation in artificial intelligence, satellites, mineral processing, and relations between China and Mercosur. In September, Foreign Minister Wang Yi received Lula’s adviser and former foreign minister Celso Amorim in Beijing, reaffirming the bilateral strategic partnership.

China’s principle of non-interference means that the choice of Brazil’s government belongs to the Brazilian people, but Beijing’s diplomatic restraint should not be confused with an absence of political interests or an assumption that all governments would pursue the same relationship. Chinese analysts have described the possible outlook under Flávio as one of “cold politics, hot economics”: commodity trade would likely continue, but the political relationship and cooperation in strategic sectors could deteriorate. The experience of Jair Bolsonaro’s presidency has already shown the limits of commercial interests in sustaining a broader political partnership.

For the Brazilian people, the consequences extend well beyond foreign policy. The election will also shape the struggles over labor rights, public services, agrarian reform, and the defence of democratic space. Brazil’s renewed role in South–South cooperation under Lula has opened possibilities for a development project that responds to the needs of its working people, but realizing those possibilities depends on the political and social forces capable of carrying it forward.

The Brazilian people have fought through dictatorship, neoliberal restructuring, parliamentary coups, and the rise of the far right to defend their political and social gains. This election is another moment in that longer struggle, now unfolding amid renewed US imperial intervention and a transformation of the world’s technological foundations. The future of China–Brazil cooperation will depend on the capacity of organized popular forces to build a sovereign national project and turn international cooperation into lasting changes in people’s lives.

Tings Chak 翟庭君 is the Asia Co-Coordinator of Tricontinental: Institute for Social Researchand an editor of the international edition of Wenhua Zongheng: A Journal of Contemporary Chinese Thought.

Moraes libera Flávio Bolsonaro para visitar o pai

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a retomar as visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proibição estava em vigor desde julho e ficou mantida durante toda a campanha presidencial.

Na decisão assinada nesta segunda-feira (12), Moraes afirmou que as visitas de Flávio ao pai não poderão ter “finalidade político-eleitoral” e manteve o veto à divulgação de manifestos ou declarações do ex-presidente, preso em regime domiciliar por tentativa de golpe de Estado.

A decisão devolve a Flávio a oportunidade de explorar a relação com o pai para tentar consolidar seus vínculos com o eleitor bolsonarista, a menos de duas semanas do segundo turno. O senador vem manifestando o desejo de subir a rampa do Palácio do Planalto com Jair Bolsonaro caso vença a eleição.

A campanha de Lula (PT), por sua vez, tem dado destaque à proximidade entre os dois e a pontos negativos do governo de Jair Bolsonaro para aumentar a rejeição a Flávio.

Restrições às visitas

A autorização mantém as restrições de horário impostas ao ex-presidente quando foi concedida a prisão domiciliar. Ele pode receber os filhos nos mesmos dias e horários aplicados a detentos em unidades prisionais, às quartas-feiras e sábados em três horários diferentes.

Em julho, Moraes havia proibido as visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias, prazo que terminou no domingo (11). Na ocasião, o ministro afirmou que o senador e candidato à Presidência usou esse direito para obter uma carta do pai e divulgá-la nas redes sociais.

Para o ministro, o ato configurou desvio de finalidade e descumprimento da proibição de que Bolsonaro use redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. Na carta, Bolsonaro chamava Flávio de “porta-voz” e o apontava como a melhor opção para o país.

Na decisão desta segunda-feira, Moraes afirmou que “não houve qualquer fato superveniente que indicasse a necessidade de eventual prorrogação” da proibição e citou um parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que não se opôs à volta do contato entre os dois.

O ministro já havia rejeitado, em decisões anteriores, pedidos para que os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan tivessem acesso livre ao pai durante a prisão. Para Moraes, a concessão de regime domiciliar não significa a mudança das restrições impostas aos presos, como a limitação de visitas.

Desta vez, a retomada das visitas havia sido solicitada pela defesa de Jair Bolsonaro. Os advogados afirmaram que “não se mostra mais necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas”. A peça fala em “uma única visita” de Flávio, de natureza exclusivamente familiar.

O pedido foi feito pelos advogados do ex-presidente na segunda (5), um dia após o primeiro turno das eleições presidenciais. No pleito, Flávio Flávio marcou 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula (PT).

Condenação e revisão criminal

Condenado a 27 anos de prisão, Bolsonaro está preso há um ano. Por quatro meses, ele ficou em regime fechado, na sede da Polícia Federal em Brasília e na Papudinha, como é conhecido o Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. Desde março, está detido em casa, com visitas limitadas e restrição ao uso as redes sociais.

O julgamento do ex-presidente foi realizado pela Primeira Turma do STF, que tinha na sua composição à época Moraes e os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Desses, apenas Fux votou para absolver Bolsonaro.

Depois do julgamento, a defesa de Bolsonaro entrou com um pedido de revisão criminal na corte, que é relatado por Kassio Nunes Marques, indicado ao tribunal pelo ex-presidente. O objetivo é modificar a condenação de Bolsonaro por envolvimento no plano de golpe de Estado depois de perder as eleições em 2022.

Como revelou a Folha de S.Paulo, Kassio quer julgar a ação logo após o segundo turno das eleições, que será realizado em 25 de outubro. O magistrado avalia libertar Bolsonaro por meio de uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é de que o caso seja levado ao plenário da corte.

Flávio quer levar o pai à posse

Se eleito, Flávio disse querer levar o pai para subir a rampa do Palácio do Planalto na data da posse. Embora o senador já tenha prometido um indulto ao ex-presidente, ele só conseguiria dar um perdão presidencial depois de já empossado. Ou seja, para que Bolsonaro esteja solto em 5 de janeiro de 2027, seu filho precisaria contar com uma decisão vinda do Supremo. (FOLHAPRESS)

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Anitta declara voto em Lula e critica bolsonarismo

Anitta declarou nesta sexta-feira (9) que votará em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a cantora criticou o bolsonarismo, explicou os motivos de seu apoio ao presidente e admitiu que subestimou a força eleitoral do movimento liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu confesso que esse ano eu fui bem ingênua, eu tava convicta de que o Lula ia ganhar no primeiro turno, por uma arrogância minha mesmo, de achar impossível em 2026 a maioria do país ainda dar credibilidade ao bolsonarismo, mas eu tava errada, né? É importante a gente reconhecer e descer do salto”, afirmou.

Lula enfrentará Flávio Bolsonaro (PL) na votação do dia 25. O senador recebeu 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, realizado no último domingo (4), enquanto o atual presidente teve 45,16%.

Anitta diferencia bolsonarismo da direita tradicional

A cantora também fez questão de diferenciar o bolsonarismo da direita tradicional. Para ela, o movimento transformou as disputas eleitorais em conflitos pessoais e religiosos, em vez de debates sobre propostas de governo.

“A direita sempre existiu e as coisas não eram assim. A direita e a esquerda de verdade apresentavam propostas reais de governo e aí o cidadão escolhia um lado ou outro lado”, disse.

Cantora critica mistura de religião e política

Anitta criticou especialmente o uso da religião como argumento político. “O pior mau caráter de todos, que para mim é o início do fim, é misturar religião com política”, afirmou. Segundo ela, não é aceitável apresentar uma eleição como uma escolha entre valores religiosos e comportamentos considerados imorais.

Artista justifica apoio a Lula

Anitta declara voto em Lula no segundo turno das eleições presidencial | Foto: Reprodução

Ao justificar o apoio a Lula, a artista reconheceu que o presidente pode ser alvo de críticas, mas defendeu que os resultados de seus programas sociais também sejam considerados.

“O fato de você enxergar as problemáticas políticas em torno do Lula, que não podem ser ignoradas, isso não pode apagar os benefícios que os projetos trouxeram e ainda trazem há anos para tantas pessoas necessitadas, tanta gente que saiu da miséria”, argumentou.

A cantora, que já havia apoiado Lula na eleição de 2022, afirmou ainda que perdeu milhões de seguidores por seus posicionamentos políticos. Desta vez, reforçou que não pretende deixar de se manifestar.

“Posicionamento não é um dia. Não é na hora que se quer, não é na hora que tá virando trend na internet. Posicionamento é todos os dias”, declarou. (Isabela Faggiani/FOLHAPRESS)

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The story of a divided Brazil, as told from a Copacabana apartment building

9 October 2026 at 17:46
Portrait of Ângela Valério on the rooftop terrace of her building in Copacabana, Rio de Janeiro, Brazil.

Ten years ago, a 92-foot banner hung from the rooftop of an Art Deco building in Copacabana, Rio de Janeiro’s iconic beachfront neighborhood. “Fora Cunha” (“Cunha Out”), it read in white letters against a black background.

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Ângela Valério walks alone down the hallway of the building where she lives, in Copacabana, Rio de Janeiro, Brazil.At the center, the façade of the building where Ângela Valério lives, in Copacabana, Rio de Janeiro, Brazil.
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