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Mais de cem mil pessoas manifestam-se em Paris. Veja as imagens

Mais de cem mil pessoas manifestam-se hoje em Paris para exigir poder de compra e defender os serviços públicos, avançou a polícia, indicando que "a situação permanece calma em toda a área metropolitana".

 

A manifestação, que começou na Porta de Itália cerca das 14h00 locais (13h00 em Lisboa) e chegou a Porte de Vincennes às 17h00, concentra um total de 110.000 pessoas, precisa a Prefeitura da Polícia de Paris.

Durante o percurso, foram controladas pela polícia mais de 3.000 pessoas e detidas 65, segundo a fonte policial, citada pela agência France Presse.

No passado sábado também se manifestaram nas ruas de Paris mais de cem mil pessoas.

Images impressionnantes de la manifestation à Paris. #24octobre #24octobre2026 #Paris #France https://t.co/VwGhEm48xO

— Luc Auffret (@LucAuffret) October 24, 2026

Veja as imagens na galeria acima.

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Registados primeiros confrontos nas manifestações em França

Os protestos convocados para hoje em numerosas cidades francesas registaram os primeiros confrontos entre manifestantes e polícias, sobretudo em Lyon, a terceira maior cidade do país, onde se viveu o ambiente mais tenso durante a manhã.
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Mais de 130 pessoas detidas e 136 ações contra ordem pública em dia de protesto em França

Mais de 130 pessoas foram detidas este sábado, 24, em França, em dia de protesto, a maioria por transportar objetos que podiam ser usados como arma, anunciou o Governo francês.

“Um grande número destas detenções [135] está relacionado com o controlo de multidões e com a descoberta de equipamentos destinados a serem utilizados como armas”, explicou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, indicando que se contabilizaram 35.000 manifestantes nas principais cidades.

Até às 13h00 locais (menos uma hora em Lisboa), as forças de segurança francesas tinham registado 136 ações contra a ordem pública, por oposição às 264 registadas à mesma hora no sábado anterior, o que resultou em 135 detenções, informou o ministro do Interior.

De acordo com este ministério, foram apreendidos “objetos potencialmente perigosos”, incluindo morteiros e bolas de petanca (esferas metálicas), durante as verificações nas entradas e nas imediações das manifestações.

O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, indicou que, entre as 136 ações registadas, não foi reportado qualquer incidente grave.

De acordo com o governante, as forças de segurança e as câmaras municipais mantêm operações de vigilância para prevenir distúrbios e garantir o cumprimento das proibições.

“Sabemos que provavelmente haverá grupos dispersos que tentarão provocar incidentes”, alertou Nuñez em declarações divulgadas pelo canal francês de televisão BFMTV, referindo-se a eventuais ataques contra empresas, instituições e forças de segurança.

Em relação ao número de manifestantes, no último sábado, marcado por violência e pilhagens, “60 mil pessoas” foram contabilizadas em espaços públicos até às 12:00 locais.

Em Lyon, as forças de segurança usaram gás lacrimogéneo para dispersar vários grupos de pessoas, segundo agência de notícias Europa Press.

Em Marselha, a câmara municipal autorizou excecionalmente uma manifestação convocada por sindicatos, apesar da proibição inicial de ajuntamentos.

Ainda em Marselha, as restrições noturnas que afetavam os menores de idade no centro da cidade e em certas zonas comerciais foram alargadas à população em geral, nas noites de sábado e domingo.

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Registados primeiros confrontos nas manifestações em França

Os protestos convocados para hoje em numerosas cidades francesas registaram os primeiros confrontos entre manifestantes e polícias, sobretudo em Lyon, a terceira maior cidade do país, onde se viveu o ambiente mais tenso durante a manhã.

 

Nas restantes grandes cidades, incluindo a capital, as manifestações decorreram calmamente, dentro dos percursos definidos pelas autoridades e longe dos centros urbanos.

Até às 13h00 locais (11h00 TMG) não se registara qualquer incidente de maior relevância, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, embora, depois dessa hora, tenham surgido os primeiros confrontos em Lyon.

Na cidade do sudeste do país, as forças da ordem recorreram ao lançamento de gás lacrimogéneo para dispersar um ajuntamento de pessoas, essencialmente estudantes, que se encontrava fora do percurso autorizado.

A autarquia assegurou que ordenou a desocupação daquela praça devido à presença de indivíduos encapuzados, o que fazia temer possíveis atos de vandalismo.

Também em Nice, no sudeste do país, as autoridades intervieram para desocupar uma praça, socorrendo-se do uso de canhões de água.

Em Paris, apenas se verificou um princípio de tensão, quando grupos de manifestantes tentaram invadir a circular da capital, mas foram impedidos pela intervenção policial.

Em Orleães, no centro do país, onde a vigilância era particularmente apertada devido à coincidência entre o congresso do partido de extrema-direita União Nacional, de Marine Le Pen, e uma manifestação antifascista, o protesto decorreu sem incidentes.

O segundo sábado consecutivo de manifestações contra o aumento do custo de vida, pelas reivindicações estudantis e dos "coletes amarelos" levou o Governo a reforçar o dispositivo de segurança de forma "significativa", segundo o ministro do Interior.

Até às 13h00 locais (menos uma hora em Lisboa), as forças de segurança francesas registaram 136 ações contra a ordem pública, contra as 264 registadas à mesma hora no sábado anterior, o que resultou em 135 detenções, informou o ministro do Interior.

Perto de 70 mil agentes estão mobilizados em todo o país para evitar que se repitam as imagens de guerrilha urbana do passado sábado, quando cerca de 3.000 estabelecimentos comerciais foram vandalizados e saqueados.

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Perto de 25.000 espanhóis manifestaram-se em defesa do sistema de pensões

A manifestação, convocada pela Coordenadora Estatal em Defesa do Sistema Público de Pensões (COESPE), reivindicou medidas para garantir o poder de compra dos pensionistas e reforçar a sua proteção.

 

À cabeça do desfile, a porta-voz nacional da COESPE, Francisca López, exigiu que as pensões sejam atualizadas em função do Índice de Preços no Consumidor (IPC) real, uma vez que os aumentos atuais não compensam a subida do custo de vida e o encarecimento do cabaz de compras.

Com uma taxa de inflação homóloga de 4,9% em Espanha, em setembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a coordenadora denunciou a perda de poder de compra dos pensionistas perante a escalada contínua dos preços.

"Temos menos capacidade de compra do que em janeiro [quando inflação estava a 2,3%] e, para 51,3% dos pensionistas, a pensão não permite chegar ao fim do mês", asseguraram os representantes da Unidade de Ação das plataformas e movimentos de pensionistas das localidades e comunidades autónomas do país.

Vários coletivos de pensionistas de toda a Espanha juntaram-se à convocatória da COESPE para exigir também que a pensão mínima seja equiparada ao salário mínimo interprofissional (SMI) líquido, atualmente fixado em 1.221 euros mensais, e que seja reposta a prestação compensatória pela perda de poder de compra, paga no final de cada ano.

Outro dos pontos centrais das reivindicações do movimento foi a rejeição de qualquer tentativa de privatização do sistema público de pensões, perante as "contínuas e intoleráveis tentativas de privatização total ou parcial" das pensões.

Esta reivindicação surge em plena pré-campanha eleitoral para as eleições legislativas de 29 de novembro, num contexto em que as pensões passaram a estar no debate político, depois de dirigentes do PP e do Vox se terem pronunciado sobre a sustentabilidade futura do sistema de pensões em Espanha.

"Independentemente de quem governe, os direitos e as pensões públicas defendem-se", reivindicaram os representantes da COESPE. A frase foi entoada pelos manifestantes durante o percurso pelas ruas de Madrid, entre Atocha e a rua de Alcalá.

Por sua vez, a Associação de Reforma Antecipada sem Penalizações (ASJUBI40) exigiu que, antes do final da legislatura, sejam revogados os coeficientes de redução que penalizam quem se reforma antecipadamente após ter descontado durante 40 ou mais anos.

O vice-presidente e porta-voz da associação, Santiago Menchero, é um dos afetados por esta situação que, segundo a organização, prejudica cerca de 900.000 pessoas em Espanha.

Em declarações à agência EFE, manifestou a sua indignação perante uma penalização que afeta homens e mulheres que começaram a trabalhar em idades precoces, alguns aos 14 anos, e que acumulam mais de 40 anos de descontos.

O Movimento Galego em Defesa das Pensões e dos Serviços Públicos (MODEPEN) destacou a situação das mulheres, que enfrentam uma diferença de 29,4% no valor médio das pensões, agravada por um sistema que favorece carreiras profissionais longas e sem interrupções.

De acordo com os dados mais recentes relativos às pensões pagas pela Segurança Social, referentes a agosto, a pensão média de velhice foi de 1.267,48 euros para as mulheres, contra 1.795,65 euros para os homens, o que representa uma diferença de 528,17 euros.

Representantes políticos, incluindo membros da coligação de esquerda Frente Amplio, também se juntaram à manifestação. Entre as propostas apresentadas, defenderam que nenhuma pensão seja inferior ao salário mínimo, (1.221 euros) e que a idade da reforma volte a ser fixada nos 65 anos.

A pensão média de velhice situou-se nos 1.576,1 euros mensais em setembro, de acordo com os dados mais recentes da Segurança Social. Já a pensão média do conjunto do sistema, que inclui outras prestações, como as pensões de sobrevivência e por incapacidade permanente, foi de 1.374,6 euros.

"Se estamos a aumentar o salário mínimo porque o custo de vida não para de subir e os salários têm de continuar a aumentar, é lógico que as pensões aumentem ao mesmo ritmo que o salário mínimo", declarou aos jornalistas Ada Colau, candidata da Frente Amplio à Presidência do Governo e cabeça de lista por Barcelona.

Por sua vez, Emilio Delgado, do partido Más Madrid e cabeça de lista da Frente Amplio por Madrid nas eleições legislativas do próximo dia 29 de novembro, afirmou que o sistema público de pensões não só é "sustentável", como também pode ser "melhorado".

Os manifestantes empunharam cartazes com palavras de ordem como "Pensões dignas", "Pão, trabalho e dignidade" e "Blindar as pensões".

A manifestação terminou na rua de Alcalá, junto à estação de metro de Sevilha, onde as associações de pensionistas manifestaram a sua solidariedade com outros movimentos sociais "em luta", nomeadamente os que defendem a saúde e a educação públicas, os direitos dos educadores de infância e o acesso a uma habitação digna.

Posteriormente, os manifestantes dirigiram-se à Puerta del Sol para manifestar o seu apoio às pessoas acampadas que reivindicam o direito a uma habitação digna.

Pensionistas manifestam-se em Madrid em defesa das pensões públicas

Pensionistas manifestam-se em Madrid em defesa das pensões públicas

Dezenas de organizações de toda a Espanha convocaram uma manifestação em Madrid em defesa das pensões públicas, um dos temas da pré-campanha para as eleições de 29 de novembro.

Lusa | 06:51 - 24/10/2026

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Ana Clara, 5 anos, morta por agente: Bolsonaro chamado ao caso porquê?

O caso que envolve Ana Clara, uma menina de cinco anos que morreu após ser atingida por disparos da polícia militar brasileira, remonta a 2021, mas, este ano, o caso ainda continua a ser tema, nomeadamente, no debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, que disputam amanhã as eleições para a presidência.

 

No último debate, que aconteceu na sexta-feira, falou-se sobre corrupção, segurança e custo de vida, com acusações mútuas e tensão crescente. Num dos momentos, que pode ver na galeria acima, o atual presidente falou sobre o caso - tendo em conta que Bolsonaro fez parte da equipa de advogados de defesa do agente, pelo menos desde 2024, quando o caso já tinha passado as primeiras instâncias. O nome do senador aparece como o primeiro entre cinco defensores relacionados em um acórdão de abril de 2024, de acordo com documentos judiciais citados pela Folha de S. Paulo.

"O Brasil inteiro gostaria de saber por que um senador da República evita que um policial assassino fosse julgado. O que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil em uma menina de 5 anos?", questionou Lula da Silva.

Lula disse ainda que a mãe de Ana Clara estava a assistir ao debate e, quando foi a vez de Bolsonaro falar, o candidato à presidência olhou para a câmara, e chamou a mãe da criança com o nome da filha: "Ana Clara, eu quero falar para senhora: foi uma tragédia o que aconteceu. Não consigo imaginar o que é perder uma filhinha de 5 anos [...]. Eu quero ajudar a saber quem foi o autor do disparo, porque tenho a confiança de que não foi esse policial", apontou.

Ao mesmo tempo que Flávio Bolsonaro começava a falar, trocando o nome da mãe, que se chama Cristiane Silva, a própria gritava do público: "Ela morreu".

Flávio Bolsonaro: "Ana Clara, quero falar com a senhora..." Mãe da Ana Clara: "ELA MORREU!!!!!!!!!!!!!!!!!" #Debatenaglobo https://t.co/b4FMZlzgRp

— Sérgio Santos (@ZAMENZA) October 24, 2026

O agente em causa foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por homicídio qualificado, respondendo, no entanto, ao processo em liberdade. Segundo a acusação, o polícia militar disparou em direção a uma área residencial, assumindo o risco de atingir moradores. É ainda argumentado que não havia confronto armado no local e que os disparos continuaram mesmo depois de a polícia ser avisada pelos moradores de que havia pessoas na área, como Ana Clara, que estava a brincar perto de casa, juntamente com o irmão de dois anos.

Flávio Bolsonaro fez parte da sua equipa de advogados, que defendem que houve uma troca de tiros com traficantes numa área dominada pelo Comando Vermelho e que a criança foi apanhada no fogo cruzado. A equipa alegou ainda que tinha havido um erro na produção de prova, já que o local do crime não teria sido preservado para a análise.

O julgamento estava previsto para 21 de outubro deste ano, quarta-feira passada, mas foi remarcada para 5 de maio de 2027, mais de seis anos após a morte da criança.

Veja o momento na galeria acima.

Leia Também: Claques de Lula e Flávio em tensão antes do último debate. Veja

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Polícia belga usa gás lacrimogéneo contra jovens manifestantes em Bruxelas

A polícia belga usou hoje à tarde gás lacrimogéneo contra os jovens que derrubaram o cordão policial que impedia os manifestantes de terem acesso às principais ruas do centro de Bruxelas, avança a imprensa daquele país.

 

O protesto contra aumento do custo de vida e dos combustíveis começou junto à Estação Central por volta das 14h00 locais (13h00 em Lisboa) de forma pacífica, mas cerca de 300 jovens, quando a manifestação estava próxima do centro de Bruxelas, derrubaram o cordão policial para tentarem chegar às principais ruas.

Segundo a imprensa belga, a polícia respondeu com gás lacrimogéneo e tentou bloquear o acesso a várias ruas.

Várias lojas estão hoje fechadas e com as montras protegidas após os atos de vandalismo da semana passada em que dezenas de pessoas foram detidas durante os protestos em Bruxelas.

Leia Também: Polícia albanesa usa canhões de água para dispersar estudantes em protesto

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