André Lamoglia consolida carreira internacional e conecta atuação e moda
Nos últimos anos, o ator André Lamoglia, 29, deixou de ser apenas uma promessa no audiovisual brasileiro e passou a se destacar em produções que circulam globalmente.
Em setembro, o artista concluiu as filmagens da segunda temporada de “Os Donos do Jogo”, da Netflix, que estreou no topo do ranking mundial entre os títulos de língua não inglesa, e anunciou que protagonizará um novo filme na plataforma.
Antes, Lamoglia viveu um dos papéis mais marcantes da reta final da série espanhola “Elite”. Como Iván Carvalho, tornou-se um dos protagonistas da franquia, fenômeno distribuído para mais de 190 países e responsável por transformar uma geração de atores em nomes amplamente conhecidos.
Uma iminente expansão já despontava também na diversidade de projetos que vieram antes e depois. Em espanhol, integrou o elenco de “BIA”, trama argentina da Disney voltada a todo público latino-americano. Em inglês, gravou “Blood & Water”, série sul-africana da Netflix que ganhou repercussão internacional.

Transitar entre português, espanhol e inglês, segundo o ator, acabou se tornando parte da sua própria formação artística. “Quando comecei a atuar em outros países, passei a perceber como cada cultura tem seu próprio humor, ritmo de conversa, referências e até maneiras de expressar o que não é dito”, diz à CNN Brasil.
“Trabalhar em produções em diferentes partes do mundo e, agora, voltar ao Brasil ampliou meu olhar e trouxe novas perspectivas para a minha atuação. Hoje, me sinto mais preparado para lidar com as particularidades de cada projeto e com tudo o que surge de inesperado nesse processo”, acrescenta.
A visibilidade conquistada nas telas também abriu espaço para projetos fora do audiovisual. Recentemente, o ator foi o único brasileiro escalado para a campanha global We All Wear M·A·C, dirigida por Nicola Formichetti, ao lado de artistas como Doja Cat e Tini Stoessel.
Nos últimos anos, o carioca passou a marcar presença em eventos de grifes como Prada, Dior, Giorgio Armani, Fendi, Dolce & Gabbana e Bvlgari, estreitando sua relação com o universo da moda sem abandonar o eixo principal da carreira.

Para Lamoglia, esse movimento aconteceu de forma natural. “É muito gratificante perceber que me procuram justamente por quem eu sou e pelo trabalho que construí. Tenho uma conexão especial com marcas que sempre admirei sem precisar me transformar em outra coisa e, ainda por cima, através de uma relação que começou apenas por eu fazer aquilo que amo: atuar”, garante.
“Em um momento em que número de seguidores, quantidade de postagens e presença nas redes também podem ser critérios para possíveis escolhas do mercado, admiro ainda mais quando percebo que a conexão não parte apenas de uma expectativa de performance ou entrega. Quando chega um briefing que mostra por que entenderam que aquilo tem a ver com o que enxergam em mim. No fim, até no que pode soar burocrático, gosto de enxergar alguma poesia, porque, se fuçar, tem”, brinca.
As redes sociais, segundo ele, fazem parte dessa construção, mas não definem seus próximos passos. “Elas também são uma forma de me aproximar das pessoas, mas não são o centro do que faço. Minha prioridade continua sendo a atuação, e é a partir dela que sigo construindo outras possibilidades”, comenta.
“Sigo estreitando uma relação especial com a moda e com as marcas com as quais me identifico mas isso de nenhuma maneira diminui ou anula o foco no ofício, minha ideia é estar sempre conectado as artes cênicas antes de tudo, estudando, me aprimorando, quem sabe até um dia dirigindo ou produzindo algo, enquanto não deixo de perceber o entorno e tanta coisa legal que a vida tem a oferecer. Enquanto for possível, conciliar tudo, unir mundos, mas não perder foco, estamos dentro do que foi, não apenas sonhado, mas planejado”, conclui.
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