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Putin oferece ajuda a Washington para resolver conflito com Irão

By: Lusa
21 October 2026 at 12:10

O Presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu esta quarta-feira ao enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, a ajuda da Rússia para pôr fim à guerra no Irão.

“Se pudermos fazer alguma coisa para resolver esta crise, fá-lo-emos com todo o gosto”, afirmou Putin no início da reunião no Palácio de Constantino, a residência presidencial em São Petersburgo.

O Presidente russo acrescentou que os Estados Unidos “conhecem bem” as propostas russas a este respeito, que incluem a possibilidade de a Rússia retirar o urânio enriquecido armazenado pelo país persa.

Putin quis também conhecer as avaliações dos Estados Unidos sobre “a situação no Médio Oriente e em torno do Irão”. “Temos relações especiais de confiança com o Irão, com os nossos parceiros iranianos, que se foram consolidando ao longo de décadas”, afirmou a Witkoff.

Desde o início da guerra no Irão, Teerão e Washington mantêm um braço-de-ferro pelo controlo do Estreito de Ormuz, onde a República Islâmica tenta travar o tráfego marítimo através de ataques a navios e os Estados Unidos procuram manter a circulação de petroleiros para controlar o preço do crude.

Em contrapartida, o Irão e a Rússia reforçaram as suas relações nos últimos anos, sobretudo após o início da guerra na Ucrânia, tendo assinado, em 2025, um acordo de parceria estratégica.

Irão afirma que negociações com EUA continuam “sem interrupções”

By: Lusa
21 October 2026 at 11:14

O chefe da diplomacia do Irão afirmou que o país e os Estados Unidos (EUA) mantêm negociações “sem interrupções” para pôr fim à guerra, através de intermediários como o Paquistão.

“As nossas negociações com o lado americano, através de países mediadores como o Paquistão e o Qatar, continuam sem interrupções”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, numa entrevista à emissora iraquiana Al-Akhbariya.

Em setembro, o Irão propôs o chamado “plano de sete dias” para a reabertura do Estreito de Ormuz. A proposta exige o levantamento do bloqueio naval e das sanções ao petróleo iraniano, o fim da guerra em todas as frentes e a libertação de fundos iranianos congelados no exterior, entre outras medidas, como condição para a reabertura da passagem marítima.

“No sexto dia desse período, o Estreito de Ormuz deveria estar totalmente aberto. Os norte-americanos informaram-nos que concordam com estas condições, mas desejam acrescentar algumas cláusulas adicionais“, apontou o chefe da diplomacia da República Islâmica.

Araghchi, que evitou entrar em pormenores sobre as propostas norte-americanas, indicou que, uma vez cumpridas todas as cláusulas do pacto, o Irão está aberto a iniciar negociações sobre outros assuntos, sem os especificar.

“Na fase final das negociações, será possível debater qualquer questão ou problema levantado por qualquer das partes e chegar a um acordo definitivo”, salientou o diplomata.

Na terça-feira, o Irão garantiu que não permitirá a saída do país de qualquer quantidade de urânio enriquecido e reiterou que os EUA terão de cumprir as condições de Teerão para terminar a guerra.

“Nem sequer uma quantidade ínfima de materiais nucleares enriquecidos sairá do Irão. Constituem um importante ativo e uma riqueza nacional para o povo iraniano”, afirmou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, citado pela televisão estatal.

O destino das reservas iranianas de urânio altamente enriquecido constitui um dos principais pontos de divergência nas negociações entre Teerão e Washington. Os Estados Unidos exigem que as reservas sejam retiradas do território iraniano, enquanto Teerão defende como única solução a diluição do urânio em território nacional.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou entretanto que Teerão não tem “nada de novo” a transmitir aos Estados Unidos e insistiu no cumprimento das condições apresentadas anteriormente pelo regime iraniano.

“Não temos nada de novo a dizer”, declarou Ghalibaf, durante um encontro com o chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir.

O Paquistão é um dos países envolvidos na mediação das negociações entre o Irão e os Estados Unidos para tentar terminar o conflito.

Grã-Bretanha anuncia apoio aéreo defensivo à Arábia Saudita

By: Lusa
20 October 2026 at 15:43

A Grã-Bretanha anunciou hoje que vai alargar o apoio militar à Arábia Saudita contra os rebeldes huthis do Iémen, passando a incluir patrulhas aéreas “defensivas” realizadas por jatos da Royal Air Force (RAF).

O secretário da Defesa britânico, Wes Streeting, afirmou que os aviões a jato Typhoon da Royal Air Force vão conduzir operações aéreas defensivas sobre a Arábia Saudita, ajudando a proteger as cidades sauditas, as populações civis e as infraestruturas contra mísseis e drones lançados pelos rebeldes no Iémen, que contam com o apoio do Irão.

O governante esclareceu que os aviões de combate britânicos não vão realizar ataques contra alvos huthis. O Reino Unido também vai enviar uma aeronave de transporte militar e um número não especificado de “conselheiros militares” para a Arábia Saudita, informou Streeting.

O anúncio surgiu após a decisão da Grã-Bretanha, no mês passado, de oferecer reabastecimento em voo aos aviões sauditas que operam contra as forças huthis. A missão vai prolongar-se durante 90 dias, disse Streeting.

O conflito entre os huthis e o Governo do Iémen — apoiado pela Arábia Saudita — voltou a intensificar-se, com os rebeldes a lançarem mísseis e drones contra a Arábia Saudita. O principal aeroporto internacional do país, em Riade, foi atingido várias vezes desde o início do mês.

Streeting condenou os ataques contra a Arábia Saudita e afirmou que o facto de terem como alvo o aeroporto demonstra “até onde os huthis estão dispostos a ir para agravar a situação na região”.

A Associated Press noticiou, no mês passado, que a Arábia Saudita solicitou aos países aliados — incluindo França, Grã-Bretanha, Paquistão e Egito — o envio de apoio de defesa aérea para a região, visando auxiliar na proteção contra mísseis e drones disparados pelos huthis e outros grupos apoiados pelo Irão.

Os Estados Unidos, que bombardearam os huthis durante as administrações de Joe Biden e durante o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021), optaram por não adotar a mesma medida atualmente. Por outro lado, Streeting recordou a declaração escrita ao Parlamento de Londres frisando que o Governo britânico mantém a “posição clara” de que não existe uma solução militar a longo prazo para o conflito no Iémen. “Continuamos a apoiar um processo político liderado pelas Nações Unidas como o melhor caminho para uma paz duradoura”, disse.

O Iémen está envolvido numa guerra civil desde 2014, quando os huthis tomaram a capital, Sanaa, e grande parte do norte do país, forçando o Governo ao exílio em território saudita. No ano seguinte, uma coligação liderada pela Arábia Saudita interveio na tentativa de reconduzir o Governo ao poder. O conflito gerou um dos piores desastres humanitários do mundo e provocou a morte a mais de 150 mil pessoas até ao momento.

O porta-voz do primeiro-ministro Andy Burnham negou que a Grã-Bretanha estivesse a ser arrastada para o conflito. “O nosso apoio à Arábia Saudita é ponderado, proporcional e visa ajudar Riade a defender-se dos ataques incessantes dos huthis”, declarou o porta-voz do primeiro-ministro britânico, Tom Wells.

Presidente dos Estados Unidos afasta armas nucleares, mas admite uso de megabomba convencional contra Irão

By: Lusa
16 October 2026 at 15:56

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que não utilizará armas nucleares contra o Irão, mas não excluiu recorrer à chamada ‘Mãe de Todas as Bombas’.

“Não vou usar armas nucleares. Não temos necessidade de o fazer”, assegurou Trump numa entrevista concedida na quinta-feira à estação conservadora Newsmax.

O Presidente norte-americano também afastou a possibilidade de enviar tropas terrestres para o Irão, numa altura em que Washington pondera uma eventual intensificação das operações militares no Médio Oriente. Questionado sobre um possível destacamento de forças terrestres, Trump respondeu: “Não, não vejo isso acontecer”.

As declarações surgiram depois de a estação CNN ter noticiado que a Casa Branca pondera utilizar a bomba GBU-43/B, conhecida pela sigla MOAB e pela designação Mãe de Todas as Bombas, o maior engenho explosivo convencional do arsenal norte-americano, após as eleições intercalares norte-americanas de 3 de novembro.

“A Mãe de Todas as Bombas não é nuclear. É uma bomba extremamente grande, é como uma pequena bomba nuclear”, afirmou Trump.

O chefe de Estado não desmentiu a informação divulgada pela CNN nem esclareceu se já autorizou a utilização daquele armamento.

Segundo a estação televisiva, o Pentágono preparou planos para um eventual ataque com a MOAB contra infraestruturas energéticas e nucleares iranianas, caso Trump autorize a retoma dos bombardeamentos.

A utilização desta bomba representaria uma escalada significativa do conflito com o Irão, devido à sua elevada capacidade destrutiva.

O engenho, um dos mais poderosos armamentos convencionais norte-americanos, tem de ser lançado a partir de aeronaves de transporte militar, como o C-130 Hercules, exigindo apoio aéreo e um planeamento operacional complexo.

Trump tinha anunciado anteriormente que não pretende lançar novos ataques contra o Irão antes das eleições intercalares de novembro.

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