A Tesla divulgou lucros ajustados por ação de 48 cêntimos, acima dos 44 cêntimos previstos. O lucro líquido ficou-se pelos 787 milhões de dólares, caindo 43% em termos homólogos, e as receitas ficaram-se pelos 28,05 mil milhões.
As restrições impostas por Bruxelas aos fabricantes automóveis chineses - primeiro com as tarifas sobre os carros elétricos e agora com limites à importação de automóveis híbridos - estão a levar as construtoras automóveis do gigante asiático a instalarem capacidade produtiva na Europa.
Chegaram com os elétricos, estão a crescer nos híbridos. Carros chineses trazem tecnologia avançada, mas principalmente preços atrativos à luz de tudo o que oferecem. As alternativas europeias são mais caras.
Para o secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), Helder Pedro, o acordo que limita a importação de veículos híbridos da China pode não travar o crescimento deste segmento na Europa e em Portugal, argumentando que outras fabricantes terão oportunidade de crescer. Deixa ainda a esperança de que Portugal possa conseguir a instalação de uma fábrica de raiz por parte das construtoras automóveis chinesas, algo que seria "muito importante".
Depois das tarifas sobre os elétricos, a Europa ataca as marcas chinesas com travões aos híbridos. É uma estratégia que procura salvar a indústria do Velho Continente, mas é falível. Poderá não conseguir mais do que adiar no tempo o resultado final de setor em claras dificuldades.
Bruxelas optou por uma nova estratégia para defender a indústria automóvel europeia. Após as tarifas impostas sobre os carros elétricos vindos da China, agora o mecanismo eleito foi fixar um contingente à importação de veículos híbridos. O acordo com Pequim pode impactar as operações dos concessionários portugueses que trabalham com as marcas chinesas.