❌

Normal view

Revelan dudas en torno a capacidades de nuevo ministro en Colombia

22 October 2026 at 17:54

Bogotá, 22 oct (Prensa Latina) Los tropiezos sufridos en el trámite del Presupuesto General de 2027 en el Congreso de Colombia provocaron la destitución del ministro del Interior, una cartera que asumirá un ultraconservador cuyas habilidades para el cargo son hoy cuestionadas.

The post Revelan dudas en torno a capacidades de nuevo ministro en Colombia first appeared on Noticias Prensa Latina.

Camaragibe adere a programa federal para criar plano contra desastres climáticos

19 October 2026 at 15:53

A prefeitura de Camaragibe oficializou a adesão ao AdaptaCidades, iniciativa do Governo Federal voltada à elaboração de estratégias de prevenção e enfrentamento dos impactos climáticos.

Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o programa oferecerá suporte técnico ao município para o desenvolvimento do seu Plano Municipal de Adaptação à Mudança do Clima.

Prazos e obrigações do município

O acordo tem vigência inicial de 36 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período. A adesão fixa compromissos objetivos que devem ser cumpridos pela gestão municipal nos próximos meses.

As principais exigências do termo incluem:

  • Plano de trabalho: elaboração e envio do documento em até 30 dias após a publicação da adesão;
  • Equipe técnica: criação de um grupo de trabalho municipal composto por, no mínimo, quatro profissionais;
  • Capacitação: participação obrigatória em oficinas, mentorias e reuniões promovidas pelo governo federal;
  • Governança: articulação das ações municipais com as esferas estadual e federal.

Mapeamento de riscos e áreas vulneráveis

O trabalho técnico visa mapear os pontos críticos do município para orientar futuros investimentos em infraestrutura e prevenção. A prioridade será mitigar os efeitos de eventos extremos recorrentes na região, como alagamentos, ondas de calor e deslizamentos de terra.

“A adesão ao AdaptaCidades é um passo importante para preparar Camaragibe para os desafios das mudanças climáticas. Dessa forma, estamos fortalecendo o planejamento e a integração entre os setores da gestão municipal para desenvolver estratégias de prevenção de riscos, como alagamentos, ondas de calor e deslizamentos de terra. O compromisso do nosso governo é trabalhar para proteger a população, preservar o meio ambiente e construir uma cidade cada vez mais sustentável para todos”, destaca o prefeito Diego Cabral.

O AdaptaCidades faz parte do Programa Cidades Verdes Resilientes, instituído pelo Decreto Federal nº 12.041/2024. A iniciativa disponibiliza metodologias, bases de dados de risco e ferramentas de planejamento urbano para que estados e prefeituras possam antecipar ações de contenção de danos socioambientais.

© Prefeitura de Camaragibe

Camaragibe

Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior

Logo Agência Brasil

A estagnação ou cortes no valor dos benefícios sociais e previdenciários poderão causar uma retração severa à atividade econômica em municípios do interior do Brasil, mostra levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), lançado nesta semana.

Segundo o estudo, as aposentadorias, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm peso significativo na economia dessas cidades e chegam a representar quase metade do orçamento das famílias mais pobres.

Notícias relacionadas:

“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, garante empregos e mantém a arrecadação municipal ativa”, destaca a economista, professora da Unicamp e pesquisadora do Made, Luiza Nassif.

De acordo com o levantamento, dos 5.569 municípios brasileiros, cerca de 4 mil estão fora das regiões metropolitanas. Nessas cidades, segundo o estudo, o peso das transferências públicas chega a ser o dobro em relação aos dos grandes centros urbanos. No Ceará, por exemplo, os benefícios sociais e previdenciários respondem por 22% da renda agregada da capital e região metropolitana. Já nas cidades do interior, esse número é de 40%.

Corte amplo de gastos públicos afetaria área social, dizem economistas

Impactos 

O estudo do Made/USP projetou os efeitos econômicos da evolução da renda dos benefícios sociais e previdenciários nas cidades do interior para os próximos três anos. O estudo tomou como base os anos de 2022 a 2025, em que houve um crescimento real para BPC e aposentadorias, e comparou esse cenário ao contexto de reajustes utilizados entre 2019 e 2022, sem ganhos reais do salário mínimo e congelamento total.

O levantamento mostra que, sem os reajustes, a renda agregada do interior do país sofreria uma retração severa, ficando entre 6,8% e 10,8% abaixo do patamar com a valorização real dos benefícios sociais e previdenciários. 

“Isso geraria uma reação em cadeia na atividade econômica que atinge inclusive as famílias que não dependem do socorro público”, avalia Nassif. 

O estudo mostra que os cenários mais críticos ocorreriam no interior do Rio Grande do Norte, Amapá e Piauí, em que a renda total cairia entre 17% a 18%, sem o ritmo atual de aumento dos benefícios sociais. No Amazonas, Sergipe e Pernambuco, a perda seria na casa dos 15%. No Ceará, Maranhão, em Alagoas e Bahia, a queda ficaria entre 10% e 13%, enquanto no Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o prejuízo chegaria a 6,5%.  

Efeitos na pobreza

O levantamento destaca que, além dos efeitos sobre a renda e a atividade econômica dos municípios do interior, os benefícios desempenham um papel decisivo no combate à pobreza.

“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza”, afirma Nassif. Segundo ela, para famílias com rendimento de até 1,5 salário mínimo per capita, os benefícios podem chegar a 50% do rendimento. 

Simulações realizadas pelo levantamento indicam que a ausência de ganhos reais nos benefícios, entre 2022 e 2025, teria empurrado aproximadamente 2,7 milhões de pessoas para a pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, 2,4 milhões delas para extrema pobreza.

Em números absolutos, as maiores altas na pobreza ocorreriam na Bahia (até 336 mil pessoas a mais), São Paulo (até 263 mil) e Minas Gerais (até 251 mil), seguidos por Maranhão, Pará e Ceará (com mais de 200 mil pessoas cada).

“Olhando para o impacto que a queda de renda provoca, fica nítido o estrago que uma trava no crescimento dos benefícios pode fazer nas economias locais”, observa Nassif. “Manter a valorização real da previdência, do BPC e dos programas de transferência de renda é a garantia mínima de dignidade para as famílias e de sobrevivência para o comércio local no Brasil profundo", acrescenta.

Ajuste de Milei reduz número de novos aposentados em 53% na Argentina

❌