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CGTP. Convoca greve geral mas não "de forma precipitada"

21 October 2026 at 16:44
A central sindical responde ao apelo dos promotores da acampada pela habitação, que pediram uma "greve geral ibérica" para 11 de novembro. UGT ainda não se pronunciou.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

"E estamos já a preparar outras ações cujas formas de luta assumem as mais diversas expressões", acrescenta a CGTP

7h. Governo acredita que acampadas não têm apoio transversal

21 October 2026 at 07:16
Ordem é para os ministros mostrarem obra feita e para responsabilizarem a oposição pelos problemas na habitação. Ainda, depois de vários dias de protestos, Lisboa e Porto acordam com tranquilidade.

6h. PSP: "Direito à manifestação não justifica ocupação"

21 October 2026 at 06:12
Polícia de Segurança Pública fala em "reposição da legalidade em Lisboa e Porto", destaca operação mais pacífica na Invicta. Ainda, André Ventura nega que o Chega tenha recuado na lei do arrendamento.

França enfrenta onda de violência e governo prepara toque de recolher em cidades

19 October 2026 at 14:41

O governo francês anunciou medidas para conter a onda de violência que atingiu diversas cidades do país após manifestações contra o aumento do custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. Nesta segunda-feira (19), o primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu que prefeitos adotem toques de recolher em áreas consideradas críticas, enquanto o presidente Emmanuel Macron determinou uma revisão das estratégias de segurança.

Os protestos reuniram mais de 500 mil pessoas no fim de semana, segundo os dados apresentados no balanço das manifestações. Em diferentes cidades, atos inicialmente pacíficos terminaram em confrontos, incêndios, invasões de prédios públicos e saques a estabelecimentos comerciais. Um manifestante morreu, quase mil agentes de segurança ficaram feridos e cerca de 2.400 pessoas foram detidas.

A dimensão dos distúrbios levou o governo a discutir restrições à circulação noturna e à realização de manifestações. Lecornu afirmou que as medidas serão definidas em conjunto com os representantes locais. Marselha já proibiu aglomerações e manifestações entre meio-dia e 20h, enquanto Denain, próxima à fronteira com a Bélgica, estabeleceu toque de recolher noturno até domingo.

O primeiro-ministro descartou, por enquanto, decretar estado de emergência, medida defendida pelo líder dos Republicanos, Bruno Retailleau. Lecornu, no entanto, não excluiu a possibilidade de recorrer ao mecanismo caso as restrições locais não sejam suficientes para conter a violência.

França enfrenta onda de violência e governo prepara toque de recolher em cidades
França tem onda de protestos, incêndios e 272 prisões em apenas um dia | Foto: Rede social

Macron cobra revisão da segurança

Diante da escalada dos confrontos, Macron reconheceu falhas na condução da resposta policial e determinou uma revisão dos procedimentos adotados pelas forças de segurança. O presidente pediu novas estratégias operacionais para impedir a formação de barricadas, os saques e os ataques a estabelecimentos e edifícios públicos.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, admitiu que as autoridades perderam o controle da situação em algumas cidades. Segundo ele, os aproximadamente 60 mil policiais e agentes mobilizados no sábado não conseguiram conter todos os grupos envolvidos nos episódios violentos.

Macron também recusou o pedido de demissão apresentado por Nuñez e cobrou esclarecimentos sobre as falhas de prevenção e inteligência que permitiram a expansão dos distúrbios. Apesar das restrições anunciadas, o ministro afirmou que as medidas não devem afetar a partida entre Paris Saint-Germain e Barcelona, prevista para terça-feira (20), pela Liga dos Campeões.

Manifestações contra o alto custo de vida e a crise na educação se espalham pela França | Foto: Rede social

Louvre fecha as portas após bloqueio

Em Paris, o Museu do Louvre amanheceu fechado nesta segunda-feira após um bloqueio organizado por estudantes da École du Louvre. A direção da instituição confirmou a interrupção das atividades e informou que o fechamento ocorreu em razão da mobilização estudantil.

O movimento também chegou à Sciences Po, universidade localizada no centro da capital, onde estudantes realizaram concentrações e bloquearam acessos. Os atos fazem parte de uma onda de manifestações iniciada semanas antes, com reivindicações por melhores condições nas escolas.

No fim de semana, a mobilização ganhou escala nacional e foi acompanhada por episódios de violência em Paris, Marselha, Lyon e outras cidades. Prédios públicos foram invadidos, uma prefeitura foi incendiada e estabelecimentos comerciais sofreram depredações e saques. Veículos, bicicletas e patinetes também foram queimados.

O impacto econômico preocupa o setor comercial. Mais de 2 mil lojas foram atingidas em todo o país, com prejuízos estimados em centenas de milhões de euros, segundo Alain Di Crescenzo, presidente da Câmara de Comércio. Somente na capital francesa, aproximadamente 400 estabelecimentos foram depredados.

Protesto fecha Louvre, e governo anuncia toques de recolher para conter onda de violência na França | Foto: Divulgação/Rede social

Crise amplia pressão política sobre Macron

A onda de violência também intensificou a disputa política na França, a poucos meses de uma eleição presidencial que não poderá contar com Macron como candidato à reeleição. Marine Le Pen, líder do partido de ultradireita Reunião Nacional, aparece em posição de destaque nas pesquisas de intenção de voto.

Lecornu acusou setores da ultr esquerda de tentar ampliar a instabilidade no país. Le Pen, por sua vez, responsabilizou o partido de Jean-Luc Mélenchon por, segundo ela, legitimar a violência. À esquerda, críticos do governo afirmam que Macron negligenciou as reivindicações sociais que deram origem aos protestos. Já representantes da direita defendem uma reação mais rigorosa contra os responsáveis pelos ataques.

Em artigo publicado no jornal Libération, os prefeitos de Paris, Marselha e Lyon cobraram explicações do governo sobre a preparação das forças de segurança. Os três gestores, ligados à centro-esquerda, afirmaram que a dimensão dos acontecimentos surpreendeu as administrações locais e expôs falhas na proteção de áreas inteiras das cidades.

A crise coloca o governo diante de um duplo desafio: conter os atos de violência e responder às reivindicações que mobilizaram centenas de milhares de pessoas. Enquanto as autoridades avaliam novas restrições, a capacidade de restabelecer a segurança sem ampliar a tensão política permanece no centro do debate nacional.

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Governo antecipa revisão carreiras gerais da função pública

19 October 2026 at 12:22
Presidente do STE fez balanço positivo da reunião com o Governo, onde foi acordada a antecipação de várias matérias previstas no acordo com o executivo. Aumentos adicionais ainda em cima da mesa.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

A próxima reunião negocial deverá ocorrer nas duas primeiras semanas de novembro, embora a representante sindical espere que o encontro permita começar a trabalhar sobre as propostas do Governo

7h. Manifestações. Centenas pernoitaram nas ruas

18 October 2026 at 07:13
Os manifestantes recusaram-se a abandonar e pernoitaram em tendas na Estação do Rossio, Lisboa, e na Praça Dom João I, Porto. Ainda, milhares de pessoas protestaram também em toda a Europa.

3h. "Acampada" no Rossio. PSP não tenciona intervir

18 October 2026 at 03:18
No local permanecem centenas de manifestantes, com tendas instaladas em pleno centro da capital. Ainda, Milhares em protesto em França, Itália, Bélgica e Albânia contra o aumento do custo de vida.

15h. Lisboa. Manifestação contra o custo de vida já arrancou

17 October 2026 at 15:12
As manifestações no Porto e em Coimbra terminaram, com nova concentração marcada para 24 de novembro, dia da votação do OE. Ainda, no desporto, Iúri Leitão é campeão do mundo de omnium.

10h. Manifestações. CGTP espera grande mobilização

17 October 2026 at 10:16
Realizam-se se hoje manifestações em todo o país convocadas pela central sindical. Ainda, Flávio Bolsonaro promete respeitar o resultado da segunda volta das eleições presidenciais no Brasil.

Esquerda acusa Governo de estar alheado da realidade

16 October 2026 at 15:39
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, na primeira intervenção de um debate que acabou por se centrar no problema da habitação, criticou uma política egoísta e violenta".

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

"O rigor orçamental é, para nós, essencial porque constitui um elemento indissociável da possibilidade de poder existir a justiça social", disse Paulo Raimundo

FMI insiste na dívida excessiva de "demasiados países"

16 October 2026 at 13:10
"Os países ricos são os principais infratores", sublinhou a diretora do FMI, salientando que "nenhum crescimento económico" pode reverter a pressão inflacionista "sem esforço fiscal".

© RUNGROJ YONGRIT/EPA

Kristalina Georgieva referiu ainda que "a IA também aumenta a inflação a curto prazo", sendo que "ainda falta saber em que medida o fará no futuro e com que rapidez"

Eurostat confirma inflação de 3,8% em setembro na Zona Euro

16 October 2026 at 10:34

O Eurostat confirmou esta sexta-feira a inflação de setembro na Zona Euro em 3,8%, uma subida significativa face aos 3,2% registados em agosto, e que afasta a taxa da meta de 2% pretendida pelo Banco Central Europeu (BCE). No caso da União Europeia os valores são semelhantes.

Esta é a taxa de inflação mais elevada do conjunto de países da moeda única europeia desde setembro de 2023, ou seja, três anos. Nesse mês, a subida de preços foi de 4,3%.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Em setembro de 2026, “os setores da energia (1,71 pontos percentuais), dos serviços (1,52 pp), dos bens industriais não energéticos (0,29 pp) e dos alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco (0,25 pp) contribuíram positivamente para a taxa de inflação anual da Zona do Euro”, detalha o gabinete de estatísticas europeu.

As taxas de inflação mais elevadas foram registadas na Roménia (6,5%), na Lituânia (6,1%) e na Bulgária (5,6%), enquanto Suécia (1%), Hungria e Dinamarca (ambas com 2,1%) tiveram os menores aumentos. “Em comparação com agosto de 2026, a inflação anual diminuiu num Estado-Membro, manteve-se estável em 3 e aumentou em 23“, pode ler-se ainda.

Em Portugal, o Instituto Nacional de Estatística confirmou esta terça-feira que a inflação de setembro foi de 3,6% em setembro, uma subida de 0,3 pontos percentuais face a agosto.

BCE deve reagir em dezembro

A inflação na Zona Euro está assim há sete meses consecutivos acima da meta de 2% do BCE, o que tem levado os decisores em Frankfurt a subir juros por duas vezes este ano, elevando a taxa diretora para 2,5%.

Os mercados admitem uma nova subida de juros pelo BCE este ano, no encontro de dezembro. Na reunião de outubro, agendada para os dias 28 e 29 de outubro, é esperado que as taxas se mantenham inalteradas. Além da crescente inflação e da meta de estabilidade de preços, o BCE também terá de analisar a subida acentuada dos juros da dívida soberana dos países da moeda única.

Serpa. Agricultores refutam rendimentos triplicados no setor

15 October 2026 at 12:39
Numa carta aberta dirigida ao ministro da Agriculta e Mar, os Agricultores de Serpa reiteram o aumento do preço do gasóleo, dos adubos, das rações e dos restantes fatores de produção.

© JOSÉ COELHO/LUSA

"Os preços pagos aos produtores não acompanharam esses aumentos", disse a Associação de Produtores do Concelho de Serpa

Maioria aprova Seguro — exceto eleitores do Chega

14 October 2026 at 09:00
Seis em cada dez aprova o desempenho de Seguro, que é o mais consensual dos políticos, mas é reprovado pelos eleitores do Chega. Barómetro dá conta de reação dos portugueses à subida do custo de vida.

© MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Seguro é aprovado por seis em cada dez portugueses

Chega questiona Governo sobre qualidade de vida

13 October 2026 at 14:33
Num requerimento enviado ao parlamento regional, os deputados do Chega questionam o executivo açoriano sobre reduções de impostos. Noutro requerimento o grupo pede resultados da semana de quatro dias.

© PAULO NOVAIS/LUSA

"As famílias açorianas não vivem de discursos nem de anúncios. Precisam de medidas que se sintam no supermercado, na bomba de gasolina, na conta da eletricidade e no fim de cada mês", defende José Pacheco deputado do chega
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