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Jerónimo Martins entrega mais 40 milhões à Fundação após tempestades em Portugal e sismo na Colômbia

21 October 2026 at 18:08

A administração da dona do Pingo Doce reforçou com uma “doação extraordinária” de 40 milhões de euros os recursos à disposição da Fundação Jerónimo Martins para “responder, com prontidão e escala, à emergência social e humanitária” gerada pela depressão Kristin em Portugal e pelo sismo de agosto na Colômbia, onde também opera através da insígnia Ara.

O grupo liderado por Pedro Soares dos Santos refere que este reforço da dotação orçamental é “uma decisão de caráter extraordinário motivada pela excecionalidade dos eventos extremos que atingiram os dois países” e que “permite aumentar a escala e o alcance das iniciativas de apoio e solidariedade, numa lógica de contributo do setor privado para os esforços de recuperação e reconstrução, em coordenação com as instituições públicas e a sociedade civil”.

A Fundação vai aplicar este valor adicional no “apoio a situações de especial vulnerabilidade socioeconómica e na reconstrução, reabilitação, reparação, reequipamento e reposição da capacidade operacional de habitações, infraestruturas e equipamentos sociais, incluindo creches e lares de idosos, severamente impactados” pelos dois fenómenos naturais, cujos estragos ascenderam a 5,3 mil milhões de euros em Portugal e a 11 mil milhões na Colômbia.

Em junho, a Fundação anunciou um investimento de 20 milhões de euros para apoiar a reconstrução de creches, lares e habitações nos concelhos de Leiria, Marinha Grande e Ourém, devastados pela tempestade Kristin. Referindo-se às soluções técnicas a adotar, e num contexto em que os fenómenos extremos se tornam mais regulares, o diretor executivo, Miguel Herdade, assegurou então que a reconstrução “não vai repor precariedade” e as soluções adotadas serão “da melhor qualidade técnica”.

Num comunicado divulgado esta quinta-feira, a Jerónimo Martins lembra que esta doação extraordinária soma-se ao reforço para 25 milhões de euros, realizado no primeiro trimestre, da dotação atribuída este ano à Fundação Biedronka, que visou assegurar a continuidade do apoio às vítimas das grandes inundações na Polónia em setembro de 2024, “altura em que a Fundação Jerónimo Martins, instituída escassos meses antes, não se encontrava ainda operacional”.

Na primeira metade deste ano, que foi “bastante mais exigente do que o esperado”, o grupo Jerónimo Martins lucrou 260 milhões de euros no primeiro semestre do ano, o que correspondeu a uma quebra de 3,4% em termos homólogos. Entre janeiro e junho, o grupo de distribuição viu as vendas crescerem 5,1% para 18,2 mil milhões de euros.

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