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ZERO dá parecer desfavorável à Barragem da Foupana com queixa à Comissão Europeia para proteger o saramugo

16 October 2026 at 17:28

A ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável apresentou um parecer desfavorável na consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Barragem da Foupana, que decorre até hoje, dia 16 de outubro, no portal Participa. O estudo tem insuficiências graves para a aferição dos seus impactes, desde logo por reconhecer que o saramugo (Anaecypris hispanica) […]

ZERO opõe-se à Barragem da Foupana por risco para o saramugo

16 October 2026 at 11:17

Ambientalistas exigem uma decisão ambiental desfavorável e sobretudo, a garantia de imparcialidade sobre eventuais conflitos de interesses.

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Quercus | Barragem da Foupana vai hipotecar o último grande corredor ecológico livre do Sotavento Algarvio

15 October 2026 at 17:37

Quercus dá parecer desfavorável ao projeto apresentado pela Associação de Regantes do Sotavento Algarvio para os concelhos de Alcoutim e Castro Marim, cuja consulta pública termina amanhã, 16 de outubro. Este projeto apresenta impactes negativos significativos e irreversíveis ao nível da biodiversidade, da conectividade ecológica, da integridade dos  solos, da paisagem e do património sociocultural, […]

Quercus contesta Barragem da Foupana por incentivar regadio intensivo de abacate

15 October 2026 at 12:11

Associação ambientalista considera que a barragem vai hipotecar o último grande corredor ecológico livre do Sotavento algarvio e aponta riscos para espécies, solos e património.

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Almargem considera Barragem da Foupana uma falsa solução para a seca

14 October 2026 at 17:52

A associação submeteu um parecer negativo e exige uma decisão ambiental desfavorável. Aponta riscos para espécies, património e praias do Sotavento.

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Barragem da Foupana é uma falsa solução para a seca, que destrói o património natural do Algarve

14 October 2026 at 14:01

A Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve submeteu um parecer negativo ao projeto da Barragem da Foupana. A Almargem considera um atentado ambiental, e um potencial desastre financeiro, o investimento de 90 milhões de euros que ameaça transformar-se num “elefante branco” sem água. A ribeira da Foupana é um […]

Barragem da Foupana é uma falsa solução para a seca, que destrói o património natural do Algarve – Almargem

13 October 2026 at 19:16

A Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve, em comunicado enviado às redações, que se transcreve a seguir, diz que submeteu um parecer negativo ao projeto da Barragem da Foupana. A Almargem considera um atentado ambiental, e um potencial desastre financeiro, o investimento de 90 milhões de euros que ameaça transformar-se num “elefante branco” sem água.

A ribeira da Foupana é um dos últimos cursos de água livres do Algarve. Enquanto que a maioria dos rios do Sul foi profundamente alterada por barragens e espécies exóticas, na Foupana, cerca de dois terços dos peixes existentes são espécies autóctones que ali encontram o seu último refúgio. Erguer uma parede de betão significa destruir este ecossistema único.

O “fim da linha” para a vida na ribeira

A alteração do curso da ribeira e a criação de uma albufeira terão um impacto devastador sobre a fauna aquática:  

  • Risco de extinção local do Saramugo: Este pequeno peixe, um dos mais ameaçados da Península Ibérica, é incapaz de sobreviver em águas paradas. A albufeira significará o seu desaparecimento definitivo naquele troço.  
  • Bloqueio de peixes migradores: A parede da barragem impedirá a subida e descida de espécies emblemáticas como o Sável, a Savelha, a Enguia-europeia e a Lampreia-marinha. Sem o sinal dos peixes jovens a descer o rio, os adultos do mar deixarão de entrar na bacia do Guadiana.  
  • Isolamento e Invasão: Espécies nativas como a Boga-do-Guadiana e o Barbo-de-cabeça-pequena ficam encurraladas, tornando-se presa fácil para peixes exóticos invasores predadores (como o Achigã) que proliferam em albufeiras.  
  • Colapso dos mexilhões de água doce: Os mexilhões-de-rio (náiades em perigo de extinção) precisam das guelras dos peixes nativos para se reproduzirem. Sem estes peixes, as náiades desaparecerão também do vale.  

Da serra à praia, os impactes são múltiplos

  • Ameaça ao Lince-Ibérico: A albufeira vai inundar e cortar o corredor natural desta espécie, empurrando-os para as estradas e aumentando o risco de atropelamento.  
  • Perda de floresta e património: Ficarão submersos mais de 500 hectares de vegetação protegida, 70 hectares de azinhais, plantas raras e dezenas de moinhos tradicionais de rodízio e sítios arqueológicos romanos e medievais.  
  • Agravamento da erosão nas praias: Ao reter cerca de 10 milhões de m³ de areias e sedimentos, a barragem vai privar as praias e dunas do Sotavento do material necessário para combater o recuo da linha de costa.  

Aposta em alternativas sustentáveis

A Almargem sublinha que a verdadeira resiliência hídrica não passa por reter mais rios expostos à evaporação, mas sim por gerir a água de forma integrada:  

  • Resolver as fugas nas tubagens: Em vários concelhos do Algarve, grandes volumes de água potável perdem-se em roturas na rede. Reparar as tubagens gera mais água útil do que toda a barragem da Foupana.  
  • Guardar água no subsolo: Infiltrar a água das chuvas nos aquíferos subterrâneos (como Querença-Silves), protegendo-a do sol, da evaporação e da contaminação a um custo muito inferior.  
  • Reutilizar a água das ETAR: Usar água reciclada para a rega, poupando a água potável das barragens existentes para o consumo das populações.  

Participe na Consulta Pública até 16 de outubro

A Almargem exige à Agência Portuguesa do Ambiente a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental Desfavorável e apela a todos os cidadãos para que submetam a sua oposição ao projeto no portal Participa.pt (Processo de AIA n.º 3837) até ao dia 16 de outubro.

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