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Brasileiro é preso e acusado de vender documentos falsos nos EUA
Um brasileiro de 39 anos foi preso e acusado pela Justiça Federal dos Estados Unidos de vender documentos de identificação falsificados em Braintree, no estado de Massachusetts.
Segundo o Departamento de Justiça americano, em 18 de julho ele teria vendido um cartão de residente permanente legal e um cartão do Seguro Social falsificados em troca de dinheiro.
Dez dias depois, em 28 de julho, teria vendido outros 11 cartões do Seguro Social falsificados e uma carteira de habilitação brasileira falsificada.
O acusado compareceu ao tribunal federal de Boston em 13 de outubro. Uma nota divulgada pelo Departamento de Justiça em 15 de outubro informou que uma audiência de custódia foi realizada no dia 16 do mesmo mês.
Pena pode chegar a 15 anos de prisão
A acusação de transferência consciente de documento de identificação falso prevê pena de até 15 anos de prisão, três anos de liberdade condicional supervisionada e multa de US$ 250 mil.
O réu também está sujeito à deportação após o cumprimento de eventual pena.
O Departamento de Justiça ressalta que as informações dos documentos de acusação são alegações e que o réu é considerado inocente até que sua culpa seja comprovada.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa do acusado.
Itamaraty
O Itamaraty se pronunciou sobre o caso. Veja abaixo a nota:
“O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Boston, está à disposição para prestar assistência consular ao brasileiro, quando solicitado.
O atendimento consular prestado pelo estado brasileiro é feito a partir de contato do cidadão interessado ou, a depender do caso, de sua família. A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional.”
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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
Itamaraty acusa Milei de tentar interferir na eleição brasileira
O líder do país vizinho usou suas redes sociais para atacar o presidente brasileiro e candidato à reeleição e chegou a insinuar fraude nas eleições, cujo segundo turno será disputado no próximo domingo (25). Milei é aliado declarado da família Bolsonaro.
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"As ofensas de hoje do Presidente da República Argentina ao Brasil, desta vez dirigidas ao Poder Judiciário e ao sistema de voto eletrônico, constituem nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro", afirmou a pasta das Relações Exteriores.
Em uma postagem na rede social X, Milei compartilhou um trecho da entrevista de Lula ao SBT, concedida na noite de ontem, e escreveu em seguida que espera que "o último truque de campanha suja não inclua roubar a eleição".
Milei ainda compartilhou outro post, desta vez com trecho do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado no último domingo (18), em que chama Lula de "autoritário adorado pelos progressistas locais"
Na nota de repúdio, o Itamaraty aponta que Milei "reitera mentiras difundidas por aqueles que perderam as eleições e protagonizaram o golpe militar fracassado, há quatro anos". "Essa antidemocrática manifestação é inaceitável, desequilibrada, e não condiz com a postura que deve ter o chefe de Estado de um país amigo".
Ainda na nota, o Itamaraty reafirmou que "o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades e observadores eleitorais do mundo inteiro já ratificaram essa realidade no primeiro turno das eleições".
E finalizou: "A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas, e sem qualquer tipo de ingerência externa, no domingo, dia 25".
Relações rebaixadas
As sucessivas agressões verbais de Milei contra Lula e o Brasil resultaram no rebaixamento das relações bilaterais entre Brasília e Buenos Aires nos últimos meses. Desde agosto, o Brasil não mantém mais embaixador na Argentina e determinou que o embaixador argentino deixasse a capital federal. Os insultos do presidente argentino foram considerados um desrespeito inaceitável em relações bilaterais.
Desde então, o Brasil está sendo representado no país vizinho por um Encarregado de Negócios, cargo mais baixo que expressa esse rebaixamento diplomático.
Em 26 de julho, o embaixador brasileiro Bitelli foi convocado a voltar a Brasília após Milei xingar o presidente Lula em convenção partidária do Partido Liberal (PL), que indicou o senador Flávio Bolsonaro a disputar a Presidência da República.
Na ocasião, Milei chamou Lula de "presidiário" e atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do julgamento que condenou o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina, em termos de compra e vendas de mercadorias. Os dois principais sócios do Mercosul, que compartilham de uma bicentenária relação diplomática, possuem economias fortemente integradas, especialmente nos setores automotivo e industrial.