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Mirandela decreta três dias de luto pela morte de Duarte José Ruivo

21 October 2026 at 13:29

VTM

A Câmara de Mirandela decretou hoje um período de três dias de luto municipal em homenagem a Duarte José Ruivo, presidente da junta de freguesia da Bouça. O vice-presidente da câmara, Orlando Pires, afirmou à Lusa que esta decisão é tomada “em sinal de profundo pesar pelo falecimento de Duarte José Ruivo”.

Orlando Pires destacou o “profundo apego que sempre demonstrou à sua freguesia, às suas gentes e às suas tradições”, sublinhando que a defesa dos interesses da população de Bouça foi uma prioridade constante na sua atuação autárquica.

Durante os três dias de luto, a bandeira do município estará a meia haste nos edifícios e instalações municipais. No entanto, os serviços continuarão a funcionar normalmente.

O vice-presidente expressou ainda o mais profundo pesar do Município de Mirandela pelo falecimento do autarca, enviando condolências à família, aos membros dos órgãos autárquicos da freguesia e a toda a população.

Duarte José Ruivo tinha 66 anos e estava internado devido à doença. As cerimónias fúnebres realizam-se hoje em Bragança. O autarca cumpria o terceiro mandato como presidente da junta da Bouça, eleito pelo Partido Socialista (PS).

As funções de presidente poderão ser assumidas por Bernardete Claro, número dois da lista, ou por Ricardo Taberneiro, número três e tesoureiro, sendo este assunto ainda discutido em Assembleia de Freguesia.

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Um ano sem respostas: família de Esther ainda espera justiça pela morte da menina

21 October 2026 at 00:30

Nesta quarta-feira (21), completa-se um ano que a pequena Esther Isabelly Pereira da Silva, de 4 anos, foi encontrada morta dentro de uma cacimba. A menina desapareceu na tarde do dia 19 de outubro de 2025, enquanto brincava em um campo perto de casa, no bairro do Pixete, em São Lourenço da Mata.

O caso levou à denúncia de três pessoas pelo Ministério Público. Fernando Santos de Brito, que morava no imóvel, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver e segue preso. As outras duas pessoas, Uilma Ferreira dos Santos (ex-companheira de Fernando), e Fabiano Rodrigues de Lima, que se relacionava com Fernando, foram indiciados pelos crimes de fraude processual e ocultação de cadáver e respondem em liberdade.

Um ano sem a filha

A TV Jornal, que acompanhou o caso desde o sumiço da menina, retornou ao município para conversar com a família, que ainda busca por justiça pela vida da filha que se foi. Fernanda Pereira, a mãe, afirma que ainda tenta compreender o que motivou o crime e que essa falta de explicações torna tudo ainda mais difícil de assimilar.

"Eu quero justiça, que ele seja condenado. Eu queria entender porque ele fez isso. Todo dia eu faço essa pergunta mil vezes: 'porquê ele fez isso com ela?'", disse. Ao falar sobre Esther, Fernanda recorda os gestos de carinho que faziam parte da rotina das duas. A menina costumava repetir que amava a mãe e demonstrava afeto com beijos e carícias no rosto.

"Ela sempre me acordava dizendo 'mãe, eu te amo'. Não passava nem meia hora, e ela dizia de novo 'mãe, eu te amo' e eu respondia 'também te amo, minha filha'. Ela me dava beijo, pegava no meu rosto, fazia carinho". A responsabilização dos acusados é uma das expectativas da família.

Perícia reuniu vestígios para investigar o crime

A investigação analisou materiais encontrados no imóvel e buscou identificar possíveis tentativas de alterar a cena do crime. Entre os itens submetidos à perícia estavam um canudo e preservativos encontrados no local, além de produtos de limpeza.

Segundo a delegada Juliana Bernart, responsável pela conclusão do inquérito, esses produtos teriam sido utilizados em uma tentativa de fraude processual. A suspeita é que Uilma e Fabiano teriam ajudado Fernando a limpar a residência após o crime, além de ajudar na ocultação do cadáver.

A investigação apontou Fernando como responsável pelo homicídio e pela ocultação do cadáver. Ele foi indiciado e denunciado por homicídio qualificado por meio cruel e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.

O que fizeram com Esther?

Mesmo com as perícias e a conclusão do inquérito, a dinâmica exata do que aconteceu com Esther não foi totalmente esclarecida. Ainda durante as buscas, familiares de Esther entraram na residência procurando pela menina, mas Fernando não permitiu que um dos quartos fosse acessado. O espaço tinha uma cortina vermelha e uma geladeira diante da entrada.

Fernando nunca confessou o crime e é o único dos três denunciados que permanece preso. Fabiano e Wilma respondem ao processo em liberdade, submetidos a medidas cautelares. O caso tramita em segredo de Justiça e está na fase de alegações finais, quando acusação e defesa se manifestam por escrito. Após essa etapa, a Justiça deverá decidir se os acusados serão pronunciados para julgamento pelo Tribunal do Júri.

A advogada Carolina Aguiar, que acompanha o caso, afirmou esperar que a acusação contra Fernando seja acolhida e que Fabiano e Uilma também sejam responsabilizados. "O direito penal é claro, todo aquele que contribui direto ou indiretamente para a prática deletiva, para o resultado deletivo, e nesse caso aqui, a morte de Esther, deve responder criminalmente", declarou.

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© Cortesia

Esther brincava com o irmão quando foi levada por um desconhecido e teve o corpo encontrado no dia seguinte, em São Lourenço da Mata

Quem foi Lua Blanco, atriz de ‘Rebelde Brasil’ que morreu aos 39 anos

18 October 2026 at 22:44

Morreu neste domingo, 18, a atriz Lua Blanco, conhecida por seu papel como Roberta na versão brasileira da novela Rebelde, aos 39 anos. A informação foi confirmada por familiares da atriz nas redes sociais. Segundo Daniel Blanco, irmão de Lua, ela fazia um tratamento contra um câncer nos últimos meses.

A atriz marcou uma geração com seu papel na novela entre 2011 e 2012 e colecionava fã-clubes. Roberta era uma jovem questionadora de personalidade forte. Na versão original do sucesso mexicano, a personagem foi interpretada por Dulce María.

Lua dividiu o protagonismo da novela ao lado de Sophia Abrahão, Micael Borges, Arthur Aguiar, Mel Fronckowiak e Chay Suede.

Lua nasceu em São Paulo e começou a carreira artística como vocalista da banda Lágrima Flor. Ela era neta do arquiteto e músico, Billy Blanco, grande nome da bossa nova.

A artista começou a atuar como atriz no teatro e, em 2008, migrou para a televisão na novela Três Irmãs, da Rede Globo. Na emissora, Lua também chegou a integrar o elenco de Malhação, Aventuras do Didi e apresentou o programa infantil TV Globinho.

Após o sucesso na TV, ela voltou a investir na carreira como cantora. Ao todo, ela lançou dois álbuns: Mão no Sonho, de 2016, e Órbita, de 2023. Nas redes sociais, Lua compartilhava registros de sua rotina, mas não chegou a comentar sobre o diagnóstico de câncer.

Integrantes do elenco lamentam morte

A atriz mexicana Dulce María e integrantes do elenco da versão brasileira da novela Rebelde lamentaram a morte de Lua Blanco.

"Completamente em choque", escreveu Dulce em um story no Instagram. "Peço a Deus que dê força e resignação aos seus familiares, amigos e fãs. Envio um abraço com todo o meu carinho Voa alto, Lua bonita."

Sophia Abrahão, que interpretou a personagem Alice na novela, fez uma publicação na rede social relembrando a trajetória ao lado de Lua. "Foram tantos anos dividindo uma história, tantos momentos, tantas risadas, tantos desafios... Crescemos juntas em meio a tudo aquilo e vivemos coisas que vão estar para sempre guardadas em um lugar muito especial da minha memória e do meu coração", escreveu.

Micael Borges, que interpretou o personagem Pedro, gravou um vídeo em que falou sobre "gratidão" aos momentos vividos com Lua e desejou condolências aos familiares. "Todo o meu respeito, carinho e amor", disse.

Arthur Aguiar, que viveu Diego, par romântico da personagem da atriz na novela, compartilhou um registro da última vez em que se encontrou com Lua. "Que bom que ainda tivemos a oportunidade de conversarmos e falarmos tudo. Que Deus te receba de braços abertos e conforte o coração de todos os que ficaram", escreveu

© Reprodução/Instagram

Atriz Lua Blanco faleceu aos 39 anos

Morre Lua Blanco, atriz que interpretou Roberta na novela Rebelde Brasil, aos 39 anos

18 October 2026 at 17:52

A atriz, cantora e compositora brasileira Lua Blanco, conhecida por interpretar a personagem Roberta Messi na novela Rebelde Brasil em 2011 e 2012, faleceu neste domingo (18), aos 39 anos.

A morte foi confirmada por familiares da artista, através das redes sociais. Segundo a publicação, Lua Blanco lutava contra um câncer nos últimos meses de vida.

"Ela se foi em paz, preenchida de amor e com a fé plena de que ia direto pras mãos de Deus. Ela estará conosco para sempre, nos iluminando com a sua forte luz eterna. Peço respeito pelo nosso luto e silêncio nesse momento desafiador. Obrigado por todo carinho de sempre", diz o texto.

Lua Maria Blanco nasceu em 5 de março de 1987, em São Paulo. Como atriz, integrou o elenco de Malhação e Aventuras do Didi, além dos filmes Socorro e Turbulência, e como apresentadora, esteve à frente do programa infantil TV Globinho.

Lua também investiu na carreira como cantora e lançou dois álbuns: Mão no Sonho, em 2016, e Órbita, em 2023.

© Reprodução/Instagram

Atriz Lua Blanco faleceu aos 39 anos

Morre Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro

16 October 2026 at 21:47

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Primeiro medalhista olímpico e mundial do judô brasileiro, Chiaki Ishii morreu nesta sexta-feira (16), aos 85 anos. A causa da morte não foi divulgada. Ishii entrou para a história do esporte nacional ao conquistar o bronze na Olimpíada de Munique (1972), um ano após ter garantido pódio inédito para o Brasil no Mundial de Ludwigshafen – na época Alemanha Ocidental – também com bronze. 

“Hoje, o judô brasileiro se despede de uma de suas maiores referências. Chiaki Ishii foi um pioneiro que acreditou no potencial do Brasil e ajudou a mostrar ao mundo a força da nossa modalidade. Sua história não está apenas nas medalhas que conquistou, mas também nos atletas que formou, nos ensinamentos que compartilhou e no caminho que abriu para tantas gerações. Sua contribuição jamais será esquecida. Que sua memória permaneça viva em nosso esporte e continue inspirando todos aqueles que vestem um judogi”, disse Paulo Wanderley, presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

Nascido em Ashikaga (Japão), Chiaki Ishii chegou ao Brasil em 1964, aos 22 anos, em busca de novas oportunidades, após perder a seletiva de judô para os Jogos Olímpicos daquele ano. Chegou a trabalhar como agricultor em uma colônia japonesa em Presidente Prudente (SP), mas não demorou muito para voltar aos tatames. Em 1969, Chiaki Ishii optou por se naturalizar brasileiro e dois anos depois assegurou bronze no Mundial de Ludwigshafen, a primeira do Brasil na competição.

Além do pódio mundial e olímpico, Ishii foi quatro vezes campeão em Jogos Pan-Americanos. Em nota oficial, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) destacou a trajetória de Chiaki Ishii mesmo após a aposentadoria dos tatames como atleta.

“Seu legado, porém, vai muito além dos resultados como atleta. Na academia que manteve na Lapa, em São Paulo, Ishii formou e influenciou judocas que levaram adiante sua contribuição para a modalidade” disse a entidade. “Neste momento de profunda tristeza, o COB expressa suas sinceras condolências aos familiares, amigos, alunos e a toda a comunidade do judô”, concluiu.

Membro do Hall da Fama do COB, o pioneiro do judô nacional contribuiu ainda na formação da novos talentos que depois também brilharam como medalhistas olímpicos, como Walter Carmona e Rafael Silva, o Baby. Chiaki Ishii serviu de inspiração para as próprias filhas, Tânia Chie Ishii e Vânia Yukie Ishii, que seguiram no judô e representaram o país nos Jogos de Barcelona 1992, de Sidney 2000 e Atenas 2004.

Em 2023, Chiaki Ishii foi contemplado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, oferecido aos atletas brasileiros que se destacaram e construíram um legado consistente e eterno. Pela história vitoriosa, Chiaki Ishii foi reconhecido com a a graduação de Kodansha 9º Dan - condecoração de Ordem ao Mérito da CBJ -, a maior honraria do judô nacional.

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