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FCC: Presidente alerta emissoras sobre pesquisas falsas na eleição dos EUA

22 October 2026 at 11:11

O presidente republicano da FCC (Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos) está aconselhando emissoras locais a ficarem atentas a “pesquisas falsas”, sem especificar quais considera fraudulentas, enquanto várias sondagens respeitáveis indicam que os democratas podem conquistar avanços importantes nas Eleições de Meio de Mandato.

Brendan Carr, aliado próximo do presidente Donald Trump, fez o alerta às emissoras licenciadas pela FCC na quarta-feira (22), mesmo dia em que duas novas pesquisas nacionais de grande credibilidade mostraram que a aprovação de Trump havia atingido mais uma mínima histórica.

O alerta também foi feito um dia depois de uma empresa que se apresentava como instituto de pesquisas admitir ser uma “entidade fictícia” que havia fabricado dados e enganado veículos de comunicação.

Esse é um problema real — e revoltante —, mas não deveria comprometer a credibilidade das pesquisas de alta qualidade que ajudam a informar o eleitorado.

Afinal, a quais pesquisas Carr se referia? Sua publicação no X não esclareceu a questão, e ele não respondeu ao pedido de comentário da CNN na tarde de quarta-feira, deixando o assunto em aberto. Talvez esse fosse, em parte, o objetivo.

Um grupo de ex-integrantes da FCC classificou a mensagem de Carr como “parte de uma estratégia cada vez mais intensa da Casa Branca para inclinar o campo eleitoral a favor do presidente e contestar resultados eleitorais que não sejam de seu agrado”.

Os ex-integrantes também observaram que “a FCC não tem autoridade alguma para determinar decisões editoriais”.

De fato, o Congresso proibiu a FCC de tentar impedir a transmissão de qualquer ponto de vista. Mas a agência é responsável por conceder licenças a emissoras locais de rádio e televisão em todo o país e por fazer cumprir padrões básicos. Carr tem usado repetidamente esses poderes limitados para pressionar empresas de radiodifusão.

Grupos de defesa da imprensa argumentaram que a publicação mais recente de Carr contraria a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão e de imprensa.

“Literalmente, todas as vezes que ele ataca a imprensa, isso acontece por causa de reportagens desfavoráveis a seu chefe, Donald Trump, cujo rosto dourado ele já foi visto usando como broche de lapela”, disse Seth Stern, diretor de defesa da liberdade de imprensa da Freedom of the Press Foundation.

Neste momento, há muitas notícias desfavoráveis sobre as perspectivas eleitorais do Partido Republicano, diante da insatisfação generalizada dos eleitores com a economia e a situação do país.

Trump tem recorrido a acusações de que as pesquisas são “falsas” e, ocasionalmente, ameaçado transformar suas palavras em ações. “Tenho lutado contra os institutos de pesquisa”, disse Trump em um comício na terça-feira.

Mas, se Trump pretendia inibir a divulgação de informações sobre a opinião pública, não teve sucesso.

No mês passado, um juiz de Iowa rejeitou o processo movido pelo presidente contra a pesquisadora J. Ann Selzer, sua empresa de pesquisas, o jornal Des Moines Register e a Gannett. Um porta-voz da equipe jurídica de Trump prometeu recorrer da decisão.

Na quarta-feira, Carr afirmou que esta temporada eleitoral registrou “um aumento significativo de pesquisas totalmente falsas e pesquisas de supressão, concebidas exclusivamente para interferir no funcionamento regular do processo eleitoral e alterar os padrões habituais de participação e entusiasmo dos eleitores”.

Ele disse que “muitos jornalistas e radiodifusores vêm ampliando a divulgação ou transmitindo” essas pesquisas, mas não identificou nenhuma delas nem citou nomes.

Carr então mencionou o poder da FCC de punir emissoras que violem as normas da agência contra “distorção de notícias” e “fraudes na radiodifusão”, embora essas regras tenham aplicação restrita e raramente sejam utilizadas.

“As emissoras são aconselhadas a evitar distorções de notícias ou a veiculação de fraudes na radiodifusão por meio da transmissão de pesquisas que violem suas obrigações regulatórias”, escreveu.

Anna Gomez, única comissária democrata da FCC, contestou imediatamente a mensagem de Carr.

“Institutos de pesquisa que enganam intencionalmente o público devem ser responsabilizados, mas emissoras que divulgam dados de pesquisas publicamente disponíveis nunca deveriam ser punidas quando uma pesquisa está errada”, escreveu Gomez no X. “As regras da FCC sobre distorção de notícias ou fraudes não se aplicam a uma emissora que divulga esses dados de boa-fé.”

Stern apresentou argumento semelhante em um comunicado divulgado na quarta-feira. “As emissoras de notícias têm o direito, garantido pela Primeira Emenda, de divulgar dados de pesquisas, mesmo que eles se revelem imprecisos, assim como têm o direito de noticiar as inúmeras mentiras e distorções do próprio Carr e de Trump, mesmo quando se mostram incorretas”, afirmou.

Ao atacar as “pesquisas falsas”, Carr voltou a adotar a retórica do presidente que o nomeou para a FCC em 2017 e o promoveu ao cargo de presidente da agência no ano passado.

O momento chama a atenção: faltam menos de duas semanas para as Eleições de Meio de Mandato, e as pesquisas mostram os democratas em vantagem em várias disputas importantes.

Muitos leitores e telespectadores questionam a confiabilidade das pesquisas. A realidade é que algumas são mais confiáveis do que outras.

No início desta semana, o site de acompanhamento de pesquisas FiftyPlusOne publicou uma investigação sobre um grupo chamado Wedgewood Polls, que havia divulgado mais de uma dúzia de pesquisas durante a temporada eleitoral.

O FiftyPlusOne havia incluído os dados do grupo em suas médias de pesquisas, mas encontrou indícios de falsificação. Depois que o site solicitou esclarecimentos, a Wedgewood publicou um comunicado afirmando que a iniciativa era um experimento “para demonstrar as vulnerabilidades, a falta de supervisão e as baixas barreiras de entrada no setor moderno de pesquisas eleitorais”.

O cofundador do FiftyPlusOne, G. Elliott Morris, acusou o grupo de tentar encobrir a fraude com a justificativa de que teria sido “um experimento social”.

A Associação Americana de Pesquisa de Opinião Pública condenou a fabricação de dados na quarta-feira.

“Organizações profissionais de pesquisa são transparentes, éticas e trabalham arduamente para fornecer informações essenciais ao público e a outras partes interessadas. É importante que não confundamos atividades fraudulentas como essa com pesquisas eleitorais legítimas”, afirmou Mary Losch, presidente da associação.

Mesmo que tenha sido apenas um experimento, a iniciativa causou danos reais e acabou favorecendo figuras públicas que desejam semear desconfiança até mesmo nas fontes de pesquisa mais confiáveis.

“Notícias falsas, pesquisas falsas, tudo é falso”, disse Trump na terça-feira. Em seguida, acrescentou: “Tenho algumas pesquisas excelentes.”

Por que os Estados Unidos não usam urna eletrônica como o Brasil?

Trump injeta US$ 277 milhões em reta final da campanha republicana nos EUA

21 October 2026 at 20:30

O presidente americano Donald Trump injetou mais de US$ 277 milhões em uma blitz publicitária de última hora, em TV e correio, nas seis semanas finais da campanha das eleições de meio de mandato nos EUA.

O objetivo é ajudar candidatos republicanos que enfrentam dificuldades em várias disputas que são fundamentais para as chances do partido manter o controle do Congresso americano.

O maior volume de dinheiro foi direcionado às disputas pelo Senado no Texas, em Michigan e em Ohio, onde os candidatos republicanos estão em corridas apertadas e atrás dos desafiantes democratas na maioria das pesquisas, segundo dados da FEC (Comissão Eleitoral Federal).

Trump afirmou nas redes sociais que planejava gastar de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões até o dia da eleição, que está a menos de duas semanas de distância.

O presidente americano canalizou US$ 225 milhões dos gastos recentes por meio de dois “super PACs” – comitês que arrecadam dinheiro de doadores para candidatos ou causas políticas nos EUA.

Foram gastos mais de US$ 36 milhões na disputa pelo Senado no Texas em favor do republicano Ken Paxton, US$ 30,1 milhões para ajudar Mike Rogers em Michigan e mais de US$ 28 milhões em apoio a Jon Husted em Ohio.

As três cadeiras são fundamentais para que os republicanos mantenham o controle do Senado, onde o partido tem maioria de 53 a 47.

Os democratas precisam conquistar pelo menos quatro cadeiras nas eleições de meio de mandato de novembro para ganhar o controle do Senado, de 100 cadeiras.

Suas chances melhoraram à medida que os preços astronômicos dos combustíveis, as operações do ICE e a guerra com o Irã levaram a popularidade de Trump a níveis historicamente baixos.

Os dados mais recentes do analista eleitoral Nate Silver colocam as chances dos democratas de conquistar o Senado em mais de 77%, com maioria de 53 a 47, e as da Câmara em mais de 94%, com maioria de 240 a 195.

Elon Musk juntou-se a Trump no despejo de dinheiro no Texas, para onde Musk transferiu as sedes da Tesla e da SpaceX nos últimos anos.

Eleições nos EUA: O que muda se Trump perder a maioria no Congresso?

 

“Máquina política” de Trump ainda pode usar US$ 181 milhões para Midterms

21 October 2026 at 18:15

A operação política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou nas semanas finais da campanha para as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, com quase US$ 181 milhões (equivalente a cerca de R$ 909 milhões) em reservas para impulsionar os candidatos do Partido Republicano nas disputas para a Câmara e o Senado, segundo revelam novos documentos apresentados às autoridades eleitorais.

A equipe de Trump já gastou US$ 300 milhões (equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão), segundo o próprio presidente, e os balanços dos comitês políticos alinhados a ele mostram que há recursos suficientes para cumprir a promessa de investir US$ 400 milhões (equivalente a cerca de R$ 2 bilhões) até o dia da eleição.

Seu principal super PAC (grupo de doações), o MAGA Inc., arrecadou mais de US$ 464 milhões (equivalente a cerca de R$ 2,3 bilhões) — um montante sem precedentes para um presidente que não pode mais se reeleger.

Doações de indivíduos ricos e corporações ajudaram a financiar campanhas publicitárias e ações de mobilização de eleitores em diversas disputas acirradas nos EUA, enquanto o presidente trabalha para preservar a maioria do Partido Republicano no Congresso.

Os recursos do MAGA Inc. financiaram outros dois super PACs — o No Going Back PAC Inc. e o Safety & Affordability PAC Inc. —, que estão realizando gastos vultosos nas Eleições de Meio de Mandato, embora seus nomes não estejam diretamente vinculados à marca “MAGA” de Trump.

Ao todo, o MAGA Inc. transferiu US$ 225 milhões (equivalente a cerca de R$ 1,1 bilhão) para esses comitês até o dia 14 de outubro, conforme indicam registros da Comissão Eleitoral Federal.

Dados da AdImpact mostram que esses dois super PACs afiliados utilizaram os recursos rapidamente: o No Going Back PAC investiu mais de US$ 160 milhões (equivalente a cerca de R$ 804 milhões) em publicidade, incluindo gastos na casa das dezenas de milhões de dólares em disputas cruciais para o Senado em Michigan, Ohio e New Hampshire, além de outros milhões destinados a outras corridas para o Senado e dezenas de disputas para a Câmara dos Representantes.

Além disso, o Safety & Affordability PAC gastou mais de US$ 40 milhões (equivalente a cerca de 201 milhões) em anúncios, segundo a AdImpact, concentrando-se exclusivamente em disputas para a Câmara.

Entre os principais alvos estão as eleições no 1º Distrito do Arizona, no 7º Distrito de Michigan e no 2º Distrito do Maine.

Os novos documentos apresentados à Comissão Eleitoral Federal também revelam que alguns dos indivíduos mais ricos do país continuam a financiar os gastos políticos de Trump.

Somente em setembro, três grandes doadores foram responsáveis ​​por três quartos dos US$ 24 milhões (equivalente a cerca de R$ 120 milhões) arrecadados pelo MAGA Inc. naquele mês.

O magnata dos cassinos Steve Wynn doou US$ 8 milhões (equivalente a cerca de R$ 40 milhões), enquanto o CEO da Blackstone, Stephen Schwarzman, e a bilionária do setor de coberturas de Wisconsin, Diane Hendricks, doaram US$ 5 milhões (equivalente a cerca de R$ 25 milhões) cada.

O que está em jogo nas Eleições de Meio de Mandato dos EUA?

Pesquisa CNN: Índice de aprovação de Trump atinge nível mais baixo nos EUA

21 October 2026 at 17:58

O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu o patamar mais baixo já registrado, de 32%, segundo uma nova pesquisa da CNN realizada pelo instituto SSRS.

Os eleitores demonstram insatisfação generalizada tanto com a economia quanto com a situação do país, quase dois anos após o início de um período em que o Partido Republicano passou a controlar, de forma unificada, o governo federal.

O índice de aprovação de Trump caiu um ponto percentual em relação ao pior nível anterior, situando-se sete pontos abaixo do patamar registrado pouco antes das Midterms, as Eleições de Meio de Mandato de 2018.

A parcela da população que aprova fortemente sua gestão é de 13%, uma queda de 17 pontos percentuais em comparação com o período das Eleições de Meio de Mandato de 2018.

Os americanos avaliam o desempenho de Trump em um cenário político bastante distinto daquele observado há oito anos.

No outono de 2018, 55% da população afirmava que, de modo geral, “as coisas nos EUA iam bem”, e 69% consideravam as condições econômicas favoráveis. Às vésperas das Midterms de 2026, esses índices estão em 30% e 26%, respectivamente.

E, embora em 2018 a economia fosse um ponto positivo para Trump — a maioria aprovava sua condução dessa questão, mesmo com sua popularidade geral em patamares negativos —, hoje ela é o fator que mais o prejudica.

Os índices de aprovação do presidente em questões econômicas estão abaixo de sua popularidade geral: 27% aprovam sua atuação na economia, e 23%, sua gestão da inflação.

Dois terços dos americanos, incluindo cerca de um terço dos republicanos, afirmam que as políticas dele pioraram as condições econômicas.

E, embora a maioria considere que Trump foi longe demais no uso de seus poderes presidenciais e na condução de deportações, quase 7 em cada 10 dizem que ele não foi longe o suficiente em seus esforços para reduzir os preços.

O que está em jogo nas Eleições de Meio de Mandato dos EUA?

Sentimento anti-Trump beneficia democratas, aponta pesquisa

21 October 2026 at 15:35

Uma pesquisa da CNN Internacional revelou que o sentimento anti-Trump entre os eleitores americanos ampliou significativamente a vantagem dos democratas nas eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

O levantamento, que considera apenas eleitores registrados para votar, aponta que 49% dos entrevistados preferem o candidato democrata de seu distrito, contra apenas 39% que optam pelo republicano.

Essa diferença de 10 pontos percentuais representa a maior vantagem democrata desde o início do levantamento, que remonta ao período anterior às eleições de 2020. O principal motor desse resultado é a insatisfação com a economia e um forte desejo de mudança por parte dos americanos.

Desejo de mudança e insatisfação econômica

A pesquisa indica que 8 em cada 10 eleitores enxergam as eleições de meio de mandato como uma oportunidade de mudar os rumos de Washington. Além disso, 6 em cada 10 afirmam que o voto servirá como uma mensagem direta sobre a gestão atual.

Esses números refletem um clima de descontentamento generalizado com as políticas econômicas em vigor. Os preços elevados de alimentos, moradia e combustível figuram entre os principais fatores de insatisfação.

A gasolina, que estava abaixo dos US$ 3 por galão antes do início do conflito no Irã, passou a ser comercializada acima dos US$ 4, agravando ainda mais o sentimento negativo da população. Quase 7 em cada 10 americanos consideram que Donald Trump fez menos do que deveria para reduzir os preços.

Aprovação de Trump atinge mínima histórica

A aprovação de Donald Trump chegou a 32%, o menor índice já registrado nessa pesquisa. O levantamento mostra que ele não conta com a aprovação da maioria dos eleitores em nenhum dos aspectos avaliados. O único item em que a taxa de aprovação se mostrou ligeiramente superior foi na condução de assuntos ligados à votação e às eleições, com 41%.

Em relação à economia, apenas 27% aprovam a gestão de Trump, enquanto somente 23% avaliam positivamente sua atuação frente à inflação. Dois terços dos americanos afirmam que as políticas do presidente pioraram as condições econômicas do país — avaliação que inclui aproximadamente um terço dos próprios eleitores republicanos.

Eleitores independentes inclinam-se aos democratas

Um dado considerado especialmente relevante para as eleições de meio de mandato é a intenção de voto dos eleitores independentes, que costuma refletir o sentimento em relação ao partido no poder.

Entre esse grupo, 44% declaram preferência pelos democratas para o Congresso, contra apenas 29% que optam pelos republicanos. O resultado reforça a tendência apontada pela pesquisa de um ambiente eleitoral desfavorável para o campo republicano.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Democratas lideram disputa pelo Congresso dos EUA com 10 pontos

21 October 2026 at 09:37
O Partido Democrata, impulsionado por uma onda de sentimentos contrários a Donald Trump, entra na reta final da campanha para as Eleições de Meio de Mandato com uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre os republicanos na preferência dos eleitores em seus próprios distritos eleitorais pelo país, segundo uma nova pesquisa da CNN realizada pela SSRS.

Mais de três quartos dos eleitores veem a eleição como uma oportunidade para mudar as coisas em Washington, aponta a pesquisa. A aprovação de Trump está em uma mínima histórica de 32%, e os eleitores demonstram ampla insatisfação tanto com a economia quanto com a situação do país, quase dois anos após os republicanos assumirem o controle unificado do governo federal. Esses sentimentos prejudicam os republicanos em sua tentativa de manter o controle do Congresso, embora alguns eleitores também demonstrem ceticismo quanto à possibilidade de uma vitória democrata trazer melhorias significativas.

A vantagem dos democratas, de 49% a 39% entre os eleitores registrados em âmbito nacional, é a maior registrada em pesquisas da CNN desde o período imediatamente anterior à eleição de 2020. O resultado se apoia em amplas margens entre grupos tradicionalmente alinhados aos democratas, como os eleitores negros, entre os quais o partido tem vantagem de 70 pontos percentuais; os latinos, com 40 pontos; as mulheres, com 21 pontos; e os adultos mais jovens, com 31 pontos. Os democratas também têm uma vantagem expressiva entre os eleitores independentes, de 15 pontos, e entre aqueles que dizem estar extremamente motivados a votar, de 18 pontos.

Mesmo com essas vantagens amplas, a dimensão dos possíveis ganhos democratas pode ser limitada pelo redesenho dos distritos eleitorais no meio da década e pelo grande número de disputas competitivas em territórios favoráveis aos republicanos.

Cerca de seis em cada dez eleitores afirmam que seu voto nas eleições deste ano será uma mensagem sobre Trump. Entre esses eleitores, a oposição ao presidente supera o apoio por uma margem de dois para um.

Os democratas lideram os republicanos por 46% a 37% entre os eleitores registrados que apontam a economia como sua principal preocupação. Eles também são vistos como o partido mais capaz de lidar com a economia e o custo de vida. Mas cerca de três em cada dez eleitores, no conjunto, afirmam acreditar que nenhum dos partidos lidaria bem com essas questões, e uma proporção semelhante diz que nenhum deles tem as prioridades corretas.

Depois das preocupações econômicas, a corrupção no governo, citada por 19%, e a situação da democracia nos Estados Unidos, mencionada por 18%, são os únicos outros temas apontados como principal preocupação por mais de 10% dos eleitores. Cerca de quatro em cada dez eleitores afirmam que nenhum dos partidos lidaria melhor com a corrupção. Entre aqueles que têm preferência, os democratas aparecem ligeiramente à frente.

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Eleitores não estão totalmente convencidos pelos democratas

Apesar de toda a insatisfação com Trump, uma parcela significativa dos eleitores afirma não acreditar que o país estaria em melhor situação caso os democratas também assumissem o controle do Congresso.

Na nova pesquisa, 41% dos eleitores dizem que o país estaria melhor se os democratas vencessem em novembro, 37% afirmam que estaria pior e 22% dizem que não faria diferença. A percepção de que uma mudança no controle do Congresso não alteraria a situação do país é particularmente comum entre eleitores independentes (36%), latinos (29%) e moderados politicamente (29%).

Os dois partidos continuam registrando índices líquidos negativos de aprovação. Entre os 18% dos eleitores que têm opiniões negativas sobre ambos os partidos, 48% preferem o candidato democrata em seu distrito, contra 28% que preferem o republicano. Outros 18% afirmam não apoiar nenhum dos candidatos.

A maioria desse grupo afirma que seu voto busca mudar as coisas em Washington (90%), mas grande parte não acredita que nenhum dos partidos seja capaz de promover essas mudanças de forma mais eficaz (65%).

Cerca de metade dos eleitores registrados ouvidos na pesquisa afirma que pretende votar no dia da eleição, enquanto os demais planejam votar antecipadamente ou pelo correio. Aproximadamente 13% dos eleitores, no conjunto, dizem que já votaram.

Entre aqueles que já votaram, a preferência é amplamente favorável aos democratas: 70% a 29%. Já entre os que ainda não votaram, grupo que será o foco dos últimos dias de campanha, a disputa está bem mais equilibrada: 46% preferem o candidato democrata em seu distrito, contra 41% que apoiam o republicano.

A pesquisa da CNN foi realizada pela SSRS entre 15 e 18 de outubro, com uma amostra nacional aleatória de 1.701 adultos nos Estados Unidos, selecionados a partir de um painel baseado em probabilidades, incluindo 1.206 eleitores registrados. As entrevistas foram realizadas pela internet ou por telefone, com um entrevistador ao vivo. Os resultados da amostra completa têm margem de erro amostral de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos. Entre os eleitores registrados, a margem é de 3,3 pontos percentuais.

Eleições nos EUA: Qual é a diferença entre os red, blue e purple states?

Democratas podem ter mais sucesso do que projetado em pesquisas, diz Ipsos

21 October 2026 at 07:11

A Ipsos projeta uma virada democrata nas eleições de midterms nos Estados Unidos, que acontecerão em duas semanas. Clifford Young, presidente da Ipsos nos Estados Unidos, detalhou ao WW as expectativas do instituto para os resultados tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado.

Câmara dos Representantes deve se tornar democrata

Segundo Young, ao longo do ano o instituto já avaliava que a Câmara dos Representantes se tornaria democrata. “O House, ao longo desse ano, a gente achava que o House se tornaria democrático”, afirmou.

A principal questão, de acordo com ele, não é mais se os democratas vencerão, mas por quanto.

“Eu imagino que vai ser entre 20 a 30 assentos, mas pode ser mais”, disse Young, acrescentando que a Câmara tende a acompanhar o humor da opinião pública, que atualmente demonstra um alto grau de pessimismo.

Senado: de vantagem republicana a disputa acirrada

No Senado, o cenário mudou significativamente em poucos meses. Young explicou que, quatro meses atrás, a avaliação era de que os republicanos manteriam o controle da Casa, ainda que os democratas diminuíssem a diferença.

“Hoje, todas as pesquisas indicam uma virada”, declarou. A Ipsos projeta atualmente uma disputa de 50% a 51% para os democratas contra 49% para os republicanos.

Democratas podem ter desempenho acima do esperado

Young destacou ainda que há chances concretas de os democratas superarem as próprias projeções das pesquisas de intenção de voto.

Ele citou estados tradicionalmente republicanos — como Iowa, Kansas, Ohio e Texas — como palcos de disputas que antes pareciam improváveis.

“Tem chance que os democratas têm mais sucesso do que isso”, afirmou. Para o especialista, o resultado mais provável em novembro é a formação de um Congresso de maioria democrata.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Justiça decreta fim da recuperação judicial da Americanas

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A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (19), o fim da recuperação judicial do Grupo Americanas.  A decisão, da 4ª Vara Empresarial da capital, considera que o grupo cumpriu as obrigações do plano de recuperação judicial. Ainda cabe recurso da decisão.

A Americanas iniciou o processo de recuperação judicial em janeiro de 2023, após a revelação de irregularidades contábeis de cerca de R$ 20 bilhões na empresa. Na época, a Americanas informou ter dívidas de aproximadamente R$ 43 bilhões, o que levou à reestruturação dos débitos com credores. O plano foi aprovado em dezembro de 2023 e homologado pela Justiça em fevereiro de 2024.

A administração judicial e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deram pareceres favoráveis ao encerramento. Coma decisão judicial, deve ser retirada a expressão “em recuperação judicial” dos nomes das empresas nos registros oficiais.

Apesar do encerramento, questões envolvendo credores ainda poderão ser discutidas no âmbito judicial.

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Na sentença, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira esclareceu que o fim do processo não impede a cobrança de obrigações previstas no plano.

“Qualquer credor que se repute prejudicado por descumprimento de obrigação do plano poderá requerer a execução específica ou a falência”, escreveu o magistrado.

Americanas

Em fato relevante ao mercado, a Americanas informou que “o encerramento da recuperação judicial representa um marco importante na trajetória da companhia e inaugura uma nova etapa de seus negócios”.

Na nota, agradece a seus associados, fornecedores, clientes e demais parceiros pela confiança.

O comunicado é assinado pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Sebastien Durchor.

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