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Cruz Verde testa resposta de emergência em simulacro

20 October 2026 at 14:04

VTM

O exercício decorreu nos três turnos de laboração da empresa (durante a manhã, às 16h00 e perto da meia-noite), permitindo testar os procedimentos de primeira intervenção, evacuação e prestação de primeiros socorros, num contexto de preparação para situações de emergência.

A iniciativa teve como objetivo avaliar a capacidade de resposta e a articulação entre as equipas internas da empresa instalada em Vila Real e os meios de socorro da corporação.

Segundo os Bombeiros da Cruz Verde, exercícios desta natureza são “fundamentais para a prevenção, preparação e segurança de todos os que diariamente trabalham neste espaço”, permitindo testar procedimentos e identificar aspetos a aperfeiçoar na resposta a situações de risco.

A corporação agradeceu à empresa a disponibilidade, o empenho e a colaboração dos trabalhadores envolvidos na realização do simulacro.

A VTM sabe que mais ações deste tipo, entre a corporação da Cruz Verde e outras entidades do concelho de Vila Real, se vão realizar em breve.

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Dois feridos graves após capotamento

19 October 2026 at 20:37

VTM

O alerta foi dado às 19h11, de acordo com informação na plataforma da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Contactado o Comando Sub-regional do Douro, foi confirmada a existência de duas vítimas em estado grave, tendo sido transportadas para o Hospital de Vila Real pelos Bombeiros Voluntários de Vila Real – Cruz Verde.

De acordo com esta fonte, tratou-se de um despiste seguido de capotamento de um quadriciclo ligeiro, vulgarmente referido como “papa-reformas”, que poderá ter rolado diversas vezes. As vítimas seriam os dois ocupantes da viatura, um homem de 78 anos e uma mulher de 49.

O comandante da Cruz Verde, José Salcedas, explicou à VTM que as duas vítimas foram consideradas graves “pelos sinais que apresentavam”. Foram encaminhadas, por isso, para a unidade hospitalar.

O acidente deu-se na CM 1234-1, em Sigarrosa, na União das Freguesias de Mouçós e Lamares. Estiveram presentes os operacionais da Cruz Verde e da Guarda Nacional Republicana (GNR), num total de 6 elementos, apoiados por 3 meios terrestres.


Notícia atualizada às 20h59 com os dados das vítimas

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Literacia em emergência leva formação prática a cerca de 1300 pessoas

16 October 2026 at 12:22

VTM

O objetivo é reforçar a literacia em emergência, levando para a comunidade conhecimentos que podem fazer a diferença nos primeiros minutos de uma situação de paragem cardiorrespiratória.

Daniel Bernardo, presidente da associação, e Ricardo Ribeiro, vice-presidente, são ambos enfermeiros e trabalham no serviço de urgência do hospital flaviense. Foi precisamente a experiência profissional e a constatação das dificuldades sentidas perante situações de emergência fora do hospital que esteve na origem do projeto.

“Muitas das vezes estas pessoas já nos chegam num contexto onde não há praticamente nada a fazer”, explica Daniel Bernardo, referindo-se sobretudo às situações de paragem cardiorrespiratória. A intervenção dos meios de emergência é fundamental, mas o tempo que decorre até à chegada de uma equipa diferenciada pode ser determinante.

Foi dessa preocupação que nasceu a vontade de “passar um bocadinho de dentro para fora” e mostrar à população que “um pequeno gesto realmente pode salvar”. A associação foi formalizada em março de 2024, com 19 fundadores, e conta atualmente com cerca de 95 associados, entre enfermeiros, médicos, bombeiros, psicólogos, auxiliares e outros profissionais.

Ao longo deste período, foram realizadas 57 ações de formação certificadas pelo INEM e outras iniciativas dirigidas à comunidade. Os responsáveis contabilizam 1300 participações, destacando que, na maioria dos casos, houve contacto direto com manequins e treino das técnicas. “Não é só ouvir falar. São cerca de 1300 pessoas com prática”, sublinha Ricardo Ribeiro.

A metodologia passa por combinar uma componente teórica com a prática. “É fazer a junção daquilo que é a teoria e com o que é a prática”, resume Daniel Bernardo. A intenção é que a pessoa não fique apenas com uma informação, mas adquira ferramentas que possa utilizar perante uma situação real.

Suplemento Saude Formacao da APUEAF Daniel Bernanrdo Chaves PAM

“Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”
DANIEL BERNARDO
PRESIDENTE APUEAF

Um dos principais focos tem sido a comunidade escolar, envolvendo alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, mas também as populações do interior mais afastadas dos centros urbanos. Para Daniel Bernardo e Ricardo Ribeiro, a instalação dos equipamentos não deve ficar limitada às zonas com maior concentração populacional. “Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”, defende Daniel Bernardo

“Se nós perguntarmos, no fim, se alguma vez tinha feito isto na vida, a resposta é não”, relata Daniel Bernardo, a propósito das ações.

“Não podemos só contar com a ajuda externa”, afirma Daniel Bernardo, defendendo uma maior consciencialização da população para a necessidade de intervir nos primeiros minutos. O objetivo passa por criar uma verdadeira cultura de emergência, começando pelas escolas e estendendo-se às famílias, empresas, instituições e forças de segurança.

Nesse âmbito, a associação tem também apostado na formação em suporte básico de vida com desfibrilhador automático externo (DAE). A formação certificada tem sete horas, inclui componentes teóricas e práticas e termina com uma avaliação prática. Os formadores passaram por formação específica e a própria associação está acreditada enquanto entidade formadora.

O DAEé considerado pelos responsáveis como um passo importante na cadeia de sobrevivência. O equipamento analisa o ritmo cardíaco e, quando deteta uma situação compatível com desfibrilhação, permite administrar um choque elétrico para tentar reverter a arritmia.

A associação esteve na origem de uma proposta no âmbito do Orçamento Participativo Municipal de Chaves para a instalação de desfibrilhadores em diferentes pontos do concelho. Está agora em fase de implementação pelo município, que decidirá a localização dos equipamentos.

“O importante não é só chegar à comunidade”, explica Ricardo Ribeiro. “Queremos informação, queremos partilhar, queremos ferramentas no local e queremos que aquelas pessoas que foram formadas possam dar continuidade a isto.”

Saber reconhecer uma situação, ligar para o 112, iniciar compressões e utilizar um desfibrilhador quando disponível são, defendem, conhecimentos que deveriam fazer parte da cultura da população. “Hoje soueu que posso estar a ajudar a salvar, mas amanhã posso precisar de ser salvo”, resume Ricardo Ribeiro.

 

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PSD diz que adiamento de reunião com ministra foi “oportunidade perdida de diálogo”

15 October 2026 at 18:07

VTM

A Comissão Política Distrital do PSD de Vila Real lamenta o adiamento da reunião entre a ministra da Saúde e a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT), agendada para quarta-feira, para discutir a organização dos cuidados de saúde na região e a criação de uma Unidade Local de Saúde (ULS) própria.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, os social-democratas explicam que a ministra não pôde comparecer por motivos de saúde pessoal, mas que o secretário de Estado da Gestão da Saúde estava presente e disponível para realizar a reunião. Também o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro tinha sido convocado.

Segundo o PSD, o encontro pretendia esclarecer os autarcas sobre a situação da Unidade Hospitalar de Chaves e os procedimentos necessários à criação da futura ULS do Alto Tâmega e Barroso. Estava igualmente prevista a discussão do plano de negócios e do perfil assistencial da nova entidade.

A estrutura distrital do PSD considera que os autarcas presentes recusaram realizar a reunião apenas devido à ausência da ministra, optando pelo adiamento dos trabalhos. Na sua perspetiva, a decisão representou “uma oportunidade perdida de diálogo, de esclarecimento e de construção de soluções” para a organização dos cuidados de saúde na região.

“Num assunto tão importante como a saúde, o que se exige é diálogo institucional, capacidade de entendimento e disponibilidade para encontrar soluções”, defende o PSD, que considera que o diálogo não deve ser substituído pelo confronto político quando está em causa a resposta às necessidades das populações.

No comunicado, rejeitam ainda que o adiamento possa ser transformado numa acusação política de desconsideração pelo Alto Tâmega e Barroso. Afirmam que o Governo respeita a região e os seus autarcas, mas sublinham que a disponibilidade para o diálogo institucional “não pode significar aceitar ultimatos políticos”.

O PSD de Vila Real espera que a próxima reunião, apontada para a terceira semana de novembro, permita retomar a discussão e encontrar soluções para os cuidados de saúde na região, em vez de alimentar polémicas político-partidárias.

Os deputados eleitos pelo PSD no círculo eleitoral de Vila Real reafirmam, por sua vez, o compromisso de continuar a defender a valorização dos recursos humanos e dos cuidados de saúde prestados na Unidade Hospitalar de Chaves, bem como a criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso, tanto na Assembleia da República como junto do Governo.

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Bispo pede “Revalorização” do Domingo

15 October 2026 at 17:11

VTM

Na mensagem de novo ano pastoral, D. António Augusto Azevedo assume existirem três linhas orientadoras para o momento atual, “marcado por incertezas e desafios”.

Isso requer da Igreja “um discernimento mais atento e, por parte dos cristãos, maior consciência e um forte compromisso com a missão”.

Destaca o prelado que “o mundo precisa que sejamos testemunhas da vida nova e da paz de Jesus Ressuscitado. Não podemos desistir de ser anunciadores do evangelho da esperança e construtores de uma magnífica humanidade”.

Com o lema para o próximo triénio “Em Cristo (re)construímos comunidades vivas”, o novo ano pastoral na diocese de Vila Real será marcado por três grandes “linhas orientadoras”, como afirmou o bispo, D. António Augusto Azevedo. A “revalorização da celebração do Domingo”, a iniciação da vida cristã para crianças e adolescentes através da catequese e o cuidado pastoral a idosos e doentes.

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Agricultores transmontanos alertam para “situação limite” do setor primário

15 October 2026 at 16:40

VTM

As organizações de agricultores, cooperativas e produtores agroflorestais de Trás-os-Montes e Alto Douro manifestaram apoio às reivindicações da CAP, que exige ao Governo um pacote extraordinário de 140 milhões de euros para compensar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade do setor face a Espanha.

Francisco Pavão, da Associação de Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro (APPITAD), destaca à VTM a “subida abrupta dos fatores de produção, fertilizantes e combustível, que nos limita muito sermos competitivos, sobretudo, perante os nossos vizinhos espanhóis, que têm apoios completamente diferenciados e muito superiores aos portugueses”.

Diz Francisco Pavão que “o agricultor é sempre aquele que é o elo mais fraco da cadeia, aquele que perde, defendendo uma política de apoio aos agricultores que acompanhe as medidas adotadas pelos restantes países europeus.

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“António Cabral é uma referência identitária para o concelho”

15 October 2026 at 15:34

VTM

O mural resultou das Oficinas de Cerâmica promovidas em várias localidades do concelho, no âmbito do projeto “Território Vivo – Cultura para Todos”. Cada participante contribuiu com uma peça de barro, posteriormente integrada na composição final, transformando o trabalho individual numa homenagem partilhada à figura de António Cabral.

De acordo com o presidente da Câmara de Alijó, José Paredes, “António Cabral continua, hoje, muito presente no imaginário deste território e, de um modo muito especial, em Castedo do Douro, a sua terra natal”. O autarca acrescenta que “pela sua poesia, que é intemporal, e pelo seu trabalho no estudo e divulgação dos jogos populares, António Cabral é uma referência identitária para o concelho de Alijó”.

Memória

A inauguração contou com a presença de familiares do escritor, num momento de reconhecimento da importância de preservar e transmitir o seu legado às gerações mais novas. A escolha de Castedo do Douro, terra natal do autor, reforçou a ligação entre a obra, a comunidade e a identidade local.

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Concelho conta com mais três novos Postos de Emergência Médica

15 October 2026 at 10:04

VTM

O concelho de Alijó passou a dispor de quatro Postos de Emergência Médica (PEM), com a entrada em funcionamento de três novas valências em Favaios, Pinhão e Sanfins do Douro, que se juntam à já existente nos Bombeiros Voluntários de Alijó, desde o dia 1 de outubro.

Os novos postos resultam de protocolos entre o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e as respetivas associações humanitárias. Em Alijó e Sanfins do Douro, o serviço funciona 24 horas por dia, durante todo o ano, enquanto em Favaios e no Pinhão está assegurado entre as 8h00 e as 20h00, pelo menos até ao final deste ano, existindo a forte possibilidade de passarem, também, a funcionar durante todo o dia.

Ambição antiga

Para Vítor Sequeira, comandante dos Bombeiros de Favaios, a concretização do PEM representa o cumprimento de uma ambição antiga. “Era algo que ambicionávamos há cerca de oito anos”, afirmou à VTM, sublinhando que a nova resposta reforça significativamente a disponibilidade de meios no concelho.

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Três barracas destruídas após incêndio em Mateus

14 October 2026 at 15:14

VTM

O alerta, de acordo com o comandante dos Bombeiros da Cruz Verde, José Salcedas, aconteceu às 00h50 de sábado, tendo sido mobilizados para o local 32 operacionais e sete veículos de três corporações. Além da Cruz Verde, estiveram presentes bombeiros da Cruz Branca e de Sabrosa.

À chegada dos meios de socorro, explicou José Salcedas à VTM, o fogo já tinha atingido a zona das barracas, com o combate a centrar-se, sobretudo, nessa área. O resultado acabou por ser a total destruição de três barracas, assim como duas viaturas.

Albino Nascimento é um dos moradores que perdeu os seus pertences no incêndio. Segundo contou à VTM, as chamas propagaram-se rapidamente e várias botijas de gás rebentaram, obrigando os moradores a fugir. No local, diz, estavam três casais, um deles com uma filha, menor de idade.

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Bombeiros pedem rapidez no pagamento de apoio extraordinário aos combustíveis

14 October 2026 at 14:14

VTM

A posição surge após a publicação, em Diário da República, do Decreto-Lei n.º 199/2026, que atribui apoios a diferentes setores afetados pelo aumento dos custos dos combustíveis. O diploma prevê uma dotação máxima de três milhões de euros para empresas de transportes de táxis, entidades do setor social e associações humanitárias de bombeiros.

No caso das corporações, o apoio incide sobre o gasóleo rodoviário e a gasolina utilizados em veículos de socorro, combate a incêndios e transporte de doentes. O valor definido é de 10 cêntimos por litro, considerando um consumo de referência de 1200 litros mensais por viatura nos veículos de classe S (Super) das associações humanitárias e de 400 litros nos restantes veículos.

Para a federação distrital, a medida é positiva, mas deve ser acompanhada por uma resposta célere aos problemas que continuam pendentes na aplicação do anterior regime de apoio aos combustíveis. A estrutura distrital manifesta “profundo descontentamento” relativamente ao Decreto-Lei n.º 80-A/2026, de 31 de março, alegando que várias associações do distrito ainda não receberam qualquer verba, apesar de terem cumprido os procedimentos de candidatura. Nas corporações que já receberam pagamentos, a federação afirma que estes foram feitos “de forma tardia” e que os valores ficaram abaixo do que era expectável.

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Mais de 600 escuteiros reunidos em encontro regional

13 October 2026 at 18:59

VTM

Organizado pelo Agrupamento 1115 de Montalegre, o encontro ficou marcado pela “fé, pela amizade e pelo compromisso educativo”, sublinha o CNE da região de Vila Real em comunicado.

A celebração da Eucaristia foi presidida por D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real, e reafirmou a “dimensão espiritual do Escutismo e a importância da fé na vivência da Promessa e da Lei escutista”.

Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre, recebeu os escuteiros e destacou o papel do escutismo na “formação das novas gerações, enquanto movimento que promove valores fundamentais como a solidariedade, a responsabilidade, o respeito pelo próximo, a entreajuda e o compromisso com a comunidade”.

Já António Escudeiro, Chefe Regional do Corpo Nacional de Escutas (CNE), este encontro foi muito mais do que uma concentração de escuteiros. “É o momento de nos voltarmos a encontrar, fortalecer amizades e renovar os laços que nos unem nesta grande família escutista”, disse o dirigente regional do CNE.

O movimento tem um papel educativo numa sociedade em que os valores e as referências parecem, por vezes, perder importância junto dos mais jovens, realçou António Escudeiro durante o encontro.

O CNE inspira-se na “fé cristã e nos princípios fundamentais de Deus, da Pátria e da família”, procurando “transmitir valores que começam em casa, se fortalecem no escutismo e se revelam nas escolhas e atitudes de cada um”, realça o documento do movimento.

No final desta iniciativa, António Escudeiro agradeceu ao Agrupamento 1115 pelo empenho na organização e ao município de Montalegre pelo apoio prestado, “deixando uma palavra de reconhecimento a todos os que contribuíram para o sucesso da iniciativa”.

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Fontelas apresenta exposição à AF Vila Real por atitudes da equipa de arbitragem

12 October 2026 at 17:14

VTM

O Futebol Clube de Fontelas apresentou uma exposição formal à Associação de Futebol de Vila Real (AFVR) e ao respetivo Conselho de Arbitragem, na sequência dos acontecimentos registados no encontro frente ao Pedras Salgadas, referente à última jornada da Divisão de Honra. Em causa estão alegados comentários depreciativos, respostas consideradas desrespeitosas e comportamentos que a direção do clube entende serem incompatíveis com as responsabilidades da equipa de arbitragem.

Em declarações à VTM sobre o sucedido, Hugo Ermida, presidente do FC Fontelas, fez questão de separar a contestação à postura dos árbitros da análise ao jogo e ao resultado. “Não depende de questão de resultados ou que a arbitragem, de alguma forma, tenha influenciado nisso. Não é uma situação dessas”, disse, acrescentando que o desagrado está relacionado com a forma como, alegadamente, os elementos dessa equipa terão interagido com os atletas visitantes.

“Árbitro nunca pode tomar partido de maneira nenhuma”

“Sabemos perfeitamente que ia ser um jogo bastante complicado e temos noção da diferença qualitativa de uma equipa para a outra”, declarou o responsável do Fontelas. Segundo Hugo Ermida, durante a partida, os reparos feitos pelos da sua equipa a algumas decisões do trio de arbitragem terão recebido respostas acompanhadas de sorrisos e de uma postura que considerou provocatória.

O presidente deu como exemplo uma situação em que um jogador terá sido impedido de prosseguir o seu movimento em direção à bola pelo árbitro. Quando questionado sobre a razão pela qual não interrompeu o jogo, este terá respondido que não tinha de o fazer porque a bola não lhe tinha tocado.

“Tudo bem, é uma decisão dele, mas era mais fácil dizer isto do que estar a rir-se”, relatou o responsável, frisando que a contestação não se prende com a interpretação técnica do lance, mas com a forma como a resposta terá sido dada.

Uma outra situação apontada pelo presidente diz respeito uma suposta falta atacante na área da sua equipa, quando um elemento da arbitragem terá comentado que a queda “parece uma piscina”.

O presidente considera que este tipo de interação ultrapassa a discussão sobre decisões de arbitragem. “Uma coisa é uma má decisão e qualquer jogador tem de perceber isso. Outra coisa é estar em campo e ter o senhor que mais tem de ter mão no jogo a provocar”, afirmou.

O responsável entende que a forma de comunicar com os atletas pode contribuir para aumentar a tensão dentro de campo e tornar o jogo mais agressivo. “Um árbitro nunca pode tomar partido de maneira nenhuma em jogos”, defendeu, argumentando que os jogadores podem reagir ao comportamento que atribuem à equipa de arbitragem.

O presidente referiu ainda um episódio após o encontro, junto à saída do recinto desportivo. De acordo com a sua versão, um elemento da arbitragem terá entrado no carro e, ao sair, perante jogadores e adeptos do Fontelas, terá piscado o olho e sorrido. Hugo Ermida interpretou o gesto como “uma atitude clara de provocação”.

O clube sustenta, no comunicado oficial, que o desagrado “não se prende apenas com decisões técnicas tomadas durante a partida”, mas com “um conjunto de atitudes, comentários e gestos” que considera incompatíveis com o respeito exigido aos agentes desportivos.

“Não tem a ver exclusivamente connosco”

Apesar das críticas, Hugo Ermida ressalvou que não pretende generalizar a todos os árbitros nem colocar em causa a dificuldade da função. “Sabemos que o erro humano na arbitragem está inerente”, afirmou, lembrando que o futebol distrital não dispõe de videoárbitro.

A intenção, explicou, é levar a AFVR e o Conselho de Arbitragem a analisar situações que o clube considera não serem exclusivas do Fontelas. “Não tem a ver exclusivamente connosco. Aconteceu connosco, temos de ser nós a relatar o assunto. Mas isto é geral”, declarou.

Hugo Ermida reconheceu que o comunicado partilhado nas suas redes sociais poderá ter consequências para o clube, mas garantiu que a direção decidiu avançar para marcar uma posição. “Independentemente de qualquer tipo de consequência que possa trazer, marcamos uma posição clara”, afirmou.

No comunicado, o FC Fontelas sublinha que não pretende alimentar polémicas, mas entende que não pode ficar em silêncio perante aquilo que considera ter atentado contra a dignidade dos seus atletas, dirigentes e instituição. “O respeito não pode depender do resultado, do clube ou do momento do jogo”, escreve o clube, que solicita às entidades competentes a análise dos acontecimentos e a tomada das medidas que considerem adequadas.

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