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Honda terá carro baseado no Mitsubishi Triton até 2028

22 October 2026 at 22:37

A Honda e a Mitsubishi assinaram nesta quinta-feira (22) um acordo inédito entre as duas fabricantes japonesas. A parceria prevê o desenvolvimento de uma nova picape média com a marca Honda, derivada da plataforma da Mitsubishi Triton, com lançamento previsto para 2028 nos países do bloco ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

A iniciativa faz parte dos desdobramentos da aliança estratégica firmada em agosto de 2024 entre Honda, Mitsubishi e Nissan. A cooperação permite à Honda ingressar no segmento de picapes de tonelada (capazes de carregar uma tonelada na caçamba) na Ásia sem a necessidade de desenvolver uma arquitetura do zero, enquanto a Mitsubishi otimiza a capacidade de produção de sua fábrica na Tailândia com o aumento do volume de montagem.

O trem de força e a plataforma

A nova picape utilizará como estrutura a arquitetura de chassis sobre chassi da mais recente geração da Triton. Na configuração vendida no Brasil, a picape da Mitsubishi é equipada com motor 2.4 biturbo a diesel, que entrega 205 cv de potência e 47,9 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de seis marchas.

O conjunto mecânico do modelo conta com capacidade para carregar até 1.000 kg de carga na caçamba e rebocar até 3.500 kg. Entre os recursos de rodagem, a picape dá a opção de sete modos de condução para diferentes terrenos (Normal, Eco, Cascalho, Neve, Lama, Areia e Pedra), restabelecendo sua posição entre os modelos mais sérios off-road da categoria.

Mercado brasileiro e alcance global

No mercado brasileiro, a linha da Triton começa com o preço base de R$ 250 mil e, ao longo das diferentes versões, chega aos R$ 335 mil, faixa correspondente à versão topo de linha Savana, equipada com itens voltados ao uso fora de estrada, como snorkel, bagageiro de teto e proteções inferiores na carroceria.

Apesar do anúncio oficial do novo modelo da Honda para o Sudeste Asiático a partir de 2028, as fabricantes ainda não confirmaram se a picape desenvolvida em conjunto será disponibilizada em outros mercados globais, como a América Latina.

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CEO da Stellantis pede desculpas por problemas em motores PureTech

22 October 2026 at 21:55

O CEO do grupo Stellantis, Antonio Filosa, pediu desculpas publicamente aos clientes pelas falhas recorrentes de durabilidade registradas nos motores da família 1.2 PureTech.

A declaração foi dada ao jornal francês Le Parisien durante o Salão do Automóvel de Paris (Mondial de l’Auto), em meio ao anúncio de uma reestruturação profunda nos processos de qualidade e na estratégia mecânica da montadora na Europa.

Herança do antigo Grupo PSA (Peugeot e Citroën), o motor PureTech traz a tecnologia de correia de distribuição banhada a óleo. A degradação e o esfarelamento prematuro desse componente causam o entupimento da bomba de óleo, comprometendo a lubrificação e levando a falhas graves ou à perda total do motor. A lista de veículos afetados inclui modelos populares de grande volume no mercado europeu, como os Peugeot 208, 2008 e 3008, os Citroën C3 e C4, além dos Opel Corsa e Astra.

Abordagem diferente da GM e aposentadoria da tecnologia

O problema de degradação da correia banhada a óleo também é conhecido no mercado brasileiro. No entanto, a Stellantis optou por um caminho oposto ao adotado pela General Motors nos motores turbo da linha Chevrolet (Onix, Tracker e Montana). Enquanto a GM atualizou a formulação da correia e do lubrificante para conter a corrosão provocada por óleos de má qualidade, a Stellantis decidiu descontinuar gradualmente a família PureTech na Europa.

Para substituir a mecânica francesa, a montadora iniciou a transição para a família de motores Firefly, desenvolvida originalmente pela Fiat. Composta por corrente de comando em vez de correia banhada a óleo, a arquitetura italiana é reconhecida pela maior resistência e menor histórico de manutenção. O conjunto passará a equipar gradualmente os modelos da Peugeot, Citroën e Opel, além de receber atualizações com sistemas híbridos projetados para operar até a próxima década.

No Brasil, os motores Firefly já são consolidados e equipam veículos de entrada como Fiat Mobi, Argo, Cronos e Strada, nas opções 1.0 flex de três cilindros (75 cv) e 1.3 flex de quatro cilindros (107 cv).

Mais problemas e novas metas globais

Além da substituição mecânica, a Stellantis também enfrenta o desgaste de imagem provocado pelo recall dos airbags da fornecedora Takata. Para contornar as crises e recuperar a confiança do consumidor, a fabricante implementou 100 salas de controle de qualidade na Europa e na América do Norte, chamadas internamente de “quality war rooms”.

Essas unidades promovem reuniões diárias entre engenheiros, diretores de fábrica e fornecedores para identificar defeitos antes das entregas aos clientes. Segundo Filosa, as ações já resultaram em um avanço de cerca de 30% nos índices de qualidade dos veículos da marca desde o início de 2026.

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Yamaha MT-125 é atualizada na Europa com novo visual e tanque redesenhado

22 October 2026 at 21:48

A Yamaha apresentou a linha 2027 da MT-125 no mercado europeu. A menor integrante da família de nakeds – modelos derivados dos esportivos sem carenagens – da marca japonesa passou por uma renovação focada no design, trazendo linhas mais angulosas e elementos estéticos alinhados às irmãs maiores, como a MT-03, MT-07 e MT-09.

As entregas da motocicleta nas concessionárias da Europa estão previstas para o primeiro trimestre de 2027. Os preços locais e a oferta do modelo em outros mercados globais ainda não foram divulgados. Confira os detalhes do modelo abaixo.

Design renovado e melhorias ergonômicas

Yamaha MT-125 é atualizada na Europa com novo visual e tanque redesenhado
Yamaha MT-125 é atualizada na Europa com novo visual e tanque redesenhado • Divulgação

A principal mudança do ano/modelo 2027 está no conjunto óptico dianteiro. O modelo adota uma máscara com linhas afiladas e luzes de posição em LED no formato de lâminas, acompanhadas por novos piscas também em LED. O grupo recebe acabamento translúcido escurecido, com o emblema da linha com efeito fosco.

O tanque de combustível foi inteiramente redesenhado, exibindo recortes mais profundos e painéis laterais com texturas e o número 125 estampado nos novos grafismos. O assento também mudou: passou a ter um formato mais fino e alongado, projetado para adequar a postura do piloto tanto no uso urbano quanto em trechos sinuosos, mantendo a altura em relação ao solo de 81 cm.

A linha 2027 será oferecida em quatro opções de cores na Europa: a inédita Redline White (com esquema de alto contraste e assento bicolor) e as conhecidas Ice Storm, Icon Blue e Tech Black, todas atualizadas com os novos grafismos da versão.

Yamaha MT-125 é atualizada na Europa com novo visual e tanque redesenhado
Yamaha MT-125 é atualizada na Europa com novo visual e tanque redesenhado • Divulgação

Painel TFT e recursos de conectividade

No pacote de tecnologia, a versão europeia traz um painel de instrumentos em tela TFT colorida de 5 polegadas. A plataforma conta com integração para smartphones por meio do aplicativo gratuito Yamaha MyRide.

O sistema permite gerenciar chamadas, mensagens, reprodução de música e navegação curva a curva diretamente na tela. Pelo aplicativo, o motociclista também pode registrar dados de pilotagem, como distância percorrida e ângulo de inclinação nas curvas.

Conjunto mecânico e ciclística mantidos

Yamaha MT-125 é atualizada na Europa com novo visual e tanque redesenhado
Yamaha MT-125 é atualizada na Europa com novo visual e tanque redesenhado • Divulgação

Apesar da atualização estética e de equipamentos, a base técnica permanece sem alterações. O motor é o monocilíndrico de 125 cm³ com refrigeração líquida, quatro válvulas e sistema de atuação de válvula variável. O propulsor entrega 15 cv de potência a 10.000 rpm e torque máximo de 1,2 kgfm a 8.000 rpm, associado a um câmbio de seis marchas.

A estrutura é formada pelo chassi de aço, combinado com suspensão dianteira de garfo invertido de 41 mm e balança traseira em alumínio. No sistema de freios, a versão para a Europa adota disco dianteiro de 292 mm com pinça de quatro pistões de montagem radial, disco traseiro de 220 mm, ABS e controle de tração de série.

Atualmente, a Yamaha MT-125 não é comercializada no Brasil e a fabricante ainda não sinalizou planos de lançamento do modelo no mercado nacional.

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Free Flow exige nova organização de pagamentos de empresas com frotas

22 October 2026 at 20:53

A expansão do sistema Free Flow, modelo de cobrança de pedágio eletrônico sem cancelas, tem transformado a rotina operacional e financeira de empresas que administram frotas de veículos no Brasil.

Diferentemente das praças tradicionais, em que a quitação da tarifa ocorre de forma imediata no momento da passagem, a tecnologia registra a circulação dos veículos por meio de pórticos de leitura automática de placas e etiquetas, permitindo o pagamento posterior da tarifa.

A mudança de formato exige maior controle das companhias sobre trajetos, valores cobrados e prazos de quitação. O gerenciamento ganha camadas de complexidade em operações com múltiplos motoristas utilizando diferentes rodovias concessionadas ao longo do dia, exigindo rotinas estruturadas de prestação de contas, autorização de desembolsos e conciliação bancária para evitar pendências financeiras.

Riscos de inadimplência e multas por evasão

No modelo sem barreira física, a passagem por um pórtico não garante a quitação automática do valor caso o veículo não possua uma tag de cobrança cadastrada e vinculada a um meio de pagamento ativo. Nessas situações, cabe ao gestor da frota ou ao motorista consultar os registros junto às concessionárias para efetuar o pagamento dentro do prazo regulamentar.

A desatenção aos prazos de vencimento das tarifas acarreta penalidades previstas no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). O não pagamento do pedágio no período estipulado é considerado infração grave por evasão de pedágio, sujeita a multa no valor de R$ 195,23, além do lançamento de cinco pontos na CNH do condutor ou proprietário.

Adaptação do setor financeiro e meios de pagamento

Para responder às demandas do novo modelo, o mercado de gestão de pagamentos busca adaptar opções de quitação que se encaixem na rotina corporativa do departamento de contas a pagar. Entre as alternativas adotadas pelas empresas está a recarga antecipada de carteiras digitais corporativas, modalidade que reserva saldo para a quitação automática de passagens dos veículos cadastrados, evitando pagamentos individuais após cada deslocamento.

Plataformas especializadas têm expandido os meios de quitação, integrando opções tradicionais como o boleto bancário, que se soma ao Pix e ao cartão de crédito, permitindo que os custos com pedágios sejam processados dentro do fluxo regular de aprovação de fornecedores.

“Em empresa, o pagamento de fornecedor passa pelo financeiro, com boleto, aprovação e conciliação. Até agora, o gestor de frota precisava de um cartão corporativo ou de um Pix avulso para pagar pedágio. Com o boleto, a recarga entra na rotina do contas a pagar e o saldo fica disponível para todos os veículos”, afirma Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico.

Com mais de 70 pórticos de Free Flow já em operação pelo país, o avanço da infraestrutura exige que as empresas mantenham mapeamento constante dos trajetos percorridos pelas frotas, garantindo a conformidade fiscal e operacional dos veículos em circulação.

O que é pedágio free flow e como funciona

Mercedes investe cerca de meio bilhão de euros em IA para acelerar produção

22 October 2026 at 20:18

A Mercedes-Benz anunciou um investimento de cerca de meio bilhão de euros para ampliar a aplicação de inteligência artificial em todas as etapas de desenvolvimento de seus veículos.

Por meio da nova iniciativa digital, batizada de PLM.AI (Product Lifecycle Management Artificial Intelligence), a montadora alemã passa a integrar dados, aplicativos e processos de engenharia em uma arquitetura unificada de dados.

A proposta busca estruturar o fluxo digital de informações entre diferentes departamentos em tempo real. Atualmente, os agentes de inteligência artificial da empresa atuam em etapas isoladas, como a otimização de custos de materiais, processos de homologação, identificação de falhas em protótipos e desenvolvimento de sistemas de software.

Redução de testes físicos e otimização de peso

Um dos principais impactos da nova plataforma será a redução da dependência de testes físicos na fase de engenharia. Com o auxílio de simulações digitais e análise preditiva de dados, a empresa prevê cortar pela metade a necessidade de ensaios com veículos reais ao longo do processo de homologação.

A tecnologia também será aplicada para avaliar, em tempo real, os impactos de mudanças estruturais nos automóveis. Em projetos de redução de peso, por exemplo, os agentes virtuais conseguem mensurar simultaneamente os efeitos de uma alteração de peça sobre custos, padrões de segurança, componentes de hardware e viabilidade de produção em série.

Parcerias tecnológicas e governança de dados

Para a implementação da estrutura de software, a Mercedes firmou parcerias estratégicas com a Siemens e a CONTACT Software. A Siemens fornecerá ferramentas de validação digital para a criação de “gêmeos digitais” dos veículos, enquanto a CONTACT colocará à disposição a base modular necessária para conectar os sistemas de dados.

A montadora informou que manterá a propriedade total e o controle sobre os dados operacionais e de inteligência artificial. As equipes humanas de engenharia e design permanecerão como as responsáveis finais por todas as decisões de produto antes do envio para a produção em massa.

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Dia de “De Volta para o Futuro”: como o DeLorean virou ícone pop no cinema

21 October 2026 at 22:12

Nesta quarta-feira (21), os fãs de cinema e cultura automotiva celebram o dia de “De Volta para o Futuro“, data em que os personagens Marty McFly e o cientista Doc Brown desembarcam no futuro no segundo filme da franquia.

No centro da narrativa, um modelo automotivo de trajetória singular na indústria global permanece como protagonista: o DMC DeLorean (originalmente designado DMC-12).

Idealizado por John DeLorean, ex-executivo da General Motors, o cupê foi lançado no início da década de 1980 com a promessa de revolucionar o mercado. Projeto do designer italiano Giorgetto Giugiaro (Lotus Esprit; BMW M1), o veículo trazia como marcas registradas a carroceria em aço inoxidável escovado, sem pintura tradicional, e as portas com abertura em estilo “asa de gaivota“.

Do fracasso na indústria ao estrelato no cinema

DeLorean DMC 12 foi imortalizado como a máquina do tempo no filme “De Volta Para o Futuro” • The Conmunity – Pop Culture Geek

Apesar do apelo visual futurista, a trajetória comercial do veículo foi curta e conturbada. Produzido entre 1981 e 1983 na Irlanda do Norte, o modelo enfrentou problemas de controle de qualidade, alto custo de produção e desempenho considerado modesto para um esportivo. Sob o capô, trazia um motor V6 de 2.8 L, desenvolvido por Peugeot, Renault e Volvo, que entregava cerca de 130 cv de potência.

Com vendas abaixo do esperado e a subsequente falência da marca, estima-se que apenas 9.000 unidades tenham deixado a linha de montagem antes do encerramento das operações.

A reviravolta na imagem pública do carro ocorreu em 1985, com o lançamento do primeiro filme da trilogia dirigida por Robert Zemeckis. A escolha do modelo para abrigar a máquina do tempo baseou-se justamente em seu design incomum, que serviu para criar cenas cômicas em que a estrutura metálica e as portas verticais eram confundidas com uma nave espacial por moradores da década de 1950.

Impacto cultural e apelo com o público dos anos 1980

DMC DeLorean modificado do filme De Volta Para o Futuro • Reprodução/Salão do Automóvel

A inclusão do recurso do “capacitor de fluxo” e a exigência de atingir as 88 milhas por hora (cerca de 141 km/h) para realizar as viagens temporais transformaram o visual do carro em um dos elementos mais marcantes do cinema de ficção científica. Para as crianças e jovens dos anos 1980, o veículo deixou de ser apenas um automóvel para se tornar um objeto de desejo lúdico, representado em miniaturas, brinquedos e pôsteres da época.

O apelo gerado pela franquia alterou a percepção de mercado do modelo. Unidades remanescentes do DMC DeLorean tornaram-se itens valiosos em coleções privadas globais, com diversos proprietários convertendo seus veículos em réplicas funcionais da versão vista nas telas, consolidando o legado do automóvel como um símbolo de intersecção entre a indústria automotiva e o entretenimento.

Até hoje o modelo permanece como um dos mais icônicos automóveis da história do cinema, junto do Aston Martin DB5 de James Bond (1964), Cadillac Miller-Meteor de “Os Caça-Fantasmas” (1984), Dodge Charger R/T de Dom Toretto (2001) e o Fusca “Herbie” (1968).

“De Volta Para o Futuro”: carro do filme, DeLorean DMC ganha versão elétrica; veja

Audi testa robôs humanoides e IA para otimizar linhas de montagem

21 October 2026 at 22:01

A Audi deu início a um projeto de “prova de conceito” para testar o uso de robôs humanoides móveis na área de logística de sua fábrica em Ingolstadt, na Alemanha.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com a empresa de robótica Agile Robots e as companhias de tecnologia Nvidia e Dassault Systèmes, busca automatizar o processo de sequenciamento de peças, etapa que exige cerca de um milhão de seleções diárias (picks) para abastecer a linha de montagem dos veículos premium da marca no ritmo atual.

O projeto utiliza robôs dotados de dois braços mecânicos e inteligência artificial, instalados em uma base móvel. A tecnologia foi projetada para atuar na mesma altura de operadores humanos e se integrar às instalações existentes da unidade sem requerer mudanças na infraestrutura fabril.

Simulação em ambiente digital acelera o processo

Audi testa robôs humanoides e IA para otimizar linhas de montagem em parceria com Agile robots, NVIDIA e Dassault Systèmes
Audi testa robôs humanoides e IA para otimizar linhas de montagem em parceria com Agile robots, NVIDIA e Dassault Systèmes • Divulgação Audi

Antes de entrarem em operação prática no laboratório de produção da Audi (Production Lab), as tarefas dos robôs são validadas em um ambiente inteiramente virtual. Por meio das plataformas digitais da Dassault Systèmes e das bibliotecas da Nvidia, a equipe de engenharia criou um “gêmeo digital” da fábrica.

O modelo virtual permite simular ergonomia, tempo de execução, viabilidade operacional e protocolos de segurança. A utilização de inteligência artificial aplicada ao ecossistema digital reduz o tempo de homologação desses testes de semanas para poucos dias.

Manipulação de componentes flexíveis e caixas mistas

Audi testa robôs humanoides e IA para otimizar linhas de montagem em parceria com Agile robots, NVIDIA e Dassault Systèmes
Audi testa robôs humanoides e IA para otimizar linhas de montagem em parceria com Agile robots, NVIDIA e Dassault Systèmes • Divulgação Audi

A automação do sequenciamento representa um dos maiores desafios logísticos da indústria automotiva, por envolver peças semirrígidas, itens flexíveis e componentes dispostos de forma desordenada em caixas mistas.

Os robôs móveis desenvolvidos para a operação utilizam sistemas de percepção por inteligência artificial que identificam, alinham e movimentam peças variadas com precisão.

O objetivo do programa é transferir tarefas repetitivas de triagem para os sistemas automatizados, permitindo que os operadores humanos foquem em etapas de maior complexidade do processo produtivo.

Audi Q7 2025 muda visual e ganha tecnologias; saiba preço

App nativo do Spotify para carros estreia em modelos 2026 da Audi

21 October 2026 at 20:25

A Audi anunciou nesta quarta-feira (21) a integração da versão nativa completa do aplicativo Spotify ao sistema de infotenimento de alguns de seus veículos ano-modelo 2026. Desenvolvida sobre o ecossistema Android Automotive OS, a tecnologia permite utilizar a plataforma de música diretamente pela multimídia do carro, sem necessidade de pareamento ou conexão com smartphones.

A novidade já está disponível por meio da Audi Application Store em 47 mercados globais, contemplando inicialmente a nova linha de modelos desenvolvidos sobre as arquiteturas PPE (elétrica) e PPC (combustão) a partir do ano-modelo 2026.

A lista inclui as famílias A5, Q5 e A6, além dos elétricos A6 e-tron e Q6 e-tron, com previsão de expansão para os utilitários Q7 e Q9 na sequência de seus lançamentos.

Recursos de vídeo e sessão compartilhada

Diferente de versões anteriores baseadas em espelhamento ou layouts padronizados, o aplicativo nativo traz uma interface customizada para as telas do painel.

Entre os recursos incorporados estão a exibição de videoclipes, letras de músicas em tempo real, navegação por comandos de voz e ferramentas como o Spotify DJ e o Spotify Jam, que permitem aos passageiros entrarem em sessões compartilhadas de escuta por meio de código QR.

Em veículos equipados com tela dedicada ao passageiro dianteiro, os recursos visuais permanecem ativos durante a condução. Além disso, o aplicativo pode ser baixado gratuitamente na loja de softwares do próprio veículo, exigindo apenas uma conta ativa do serviço para upload e reprodução do conteúdo.

Segurança e restrições com o veículo em movimento

Para cumprir as normas de segurança viária e evitar a distração do motorista, o sistema ajusta automaticamente a oferta de recursos conforme o status do veículo:

  • Veículo em movimento: a tela central MMI oculta a exibição de videoclipes e letras em tempo real, além de desabilitar menus de configurações e login. O controle de áudio segue disponível via comandos no volante, controle vocal do veículo (“Hey Audi”) ou pelo assistente da própria plataforma.
  • Veículo estacionado: a tela principal do painel libera o pacote completo de navegação, incluindo acesso ao catálogo de vídeos, letras de faixas e busca expandida de conteúdo.

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Onix, Corolla e T-Cross lideram mercado de carros usados em setembro

21 October 2026 at 19:29

O mercado brasileiro de veículos seminovos e usados registrou movimentações relevantes nas intenções de compra e vendas durante o mês de setembro de 2026.

Segundo os dados do Índice de Veículos Usados, elaborado pelo Data OLX Autos em parceria com a Fenauto (Federação dos Revendedores de Veículos Usados), Chevrolet Onix, Toyota Corolla e Volkswagen T-Cross mantiveram o protagonismo em suas respectivas carrocerias no segmento de modelos de até três anos de uso.

O estudo mapeia o comportamento do consumidor por meio do cruzamento de dados de procura e comercialização nas plataformas, dividindo os resultados por tipo de veículo e faixa etária de fabricação. Confira abaixo.

Hatches: Onix ganha espaço entre modelos mais antigos

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    Polo GTS deixa de ser produzido no Brasil • Divulgação

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    BYD Dolphin ganhou cinco estrelas na avaliação do Green NCAP europeu • BYD/divulgação

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    Renault Kwid • Divulgação/Renault

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    Fiat Argo Drive AT: hatch é uma das opções automáticas mais baratas do Brasil • Thiago Ventura/Esp CNN Brasil

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    Hyundai HB20 Copa do Mundo II (2018) • Divulgação

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    Agora, apenas Fiat Mobi, Renault Kwid, Volkswagen Gol (foto) e Fiat Uno são enquadrados como carros de entrada • Divulgação

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    Fiat Palio (Segunda geração, 2011-2017) • Divulgação

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    Fiat Uno Rua (2014) • Divulgação

No segmento de hatches, o Chevrolet Onix manteve a liderança nas faixas de seminovos de 0 a 3 anos e de 4 a 8 anos. Entre os modelos mais recentes, o pódio é completado pelo Volkswagen Polo, em segundo lugar, e pelo elétrico BYD Dolphin, na terceira colocação. Na faixa de 4 a 8 anos de uso, o destaque foi o avanço do Renault Kwid, que assumiu a terceira posição e superou o Fiat Argo.

A principal mudança na categoria ocorreu na faixa de 9 a 12 anos de fabricação, em que o Chevrolet Onix assumiu a primeira posição do ranking, desbancando o Hyundai HB20 para o segundo lugar. Já entre os veículos com 13 anos ou mais de uso, o cenário permanece liderado pelo Volkswagen Gol, seguido pelos irmãos Fiat Palio e Fiat Uno.

Sedãs e SUVs: Corolla e T-Cross mantêm hegemonia

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    Volkswagen Virtus Highline 2024 foto Thiago Ventura. 14 • Thiago Ventura/CNN

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    Modelo chega à Argentina em duas versões • Hyundai/Divulgação

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    Honda Civic de 9a geração • Divulgação Honda

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    Volkswagen Nivus Highline 2026: versão topo de linha com motor 200TSI • Thiago Ventura/CNN

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    Novo Fiat Pulse 2026 • Fiat/Divulgação

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    Jeep Compass Série S MHEV • Divulgação

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    Nissan Kicks • Foto: Divulgação

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    Renault Duster • Foto: Divulgação

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    Ford EcoSport • Divulgação

Entre os sedãs, o Toyota Corolla confirmou sua consolidação de mercado ao liderar todas as categorias de idade até os 12 anos de uso. No grupo de 0 a 3 anos, o Volkswagen Virtus avançou para a segunda colocação, acompanhado pelo Hyundai HB20S em terceiro. Já na faixa de modelos com 13 anos ou mais de rodagem, a liderança permaneceu com o Honda Civic.

Na categoria de utilitários esportivos (SUVs), o Volkswagen T-Cross lidera entre os seminovos mais recentes (0 a 3 anos), seguido pelo irmão menor Volkswagen Nivus na segunda posição e com o Fiat Pulse ingressando no grupo dos dez mais procurados. Entre os modelos de 4 a 8 anos, o Jeep Compass segue na ponta, enquanto o Nissan Kicks subiu para a terceira colocação.

As alterações mais expressivas nos SUVs concentraram-se na faixa de 9 a 12 anos de uso, na qual o Renault Duster assumiu a liderança, seguido pelo Jeep Renegade. Entre as opções com mais de 13 anos de mercado, o Ford EcoSport permanece na primeira posição.

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Picape da Fiat será “papamóvel” no Uruguai, veja qual

21 October 2026 at 18:50

A Fiat foi escolhida para fornecer o veículo oficial que transportará o Papa Leão XIV durante sua visita apostólica ao Uruguai, agendada para ocorrer entre os dias 6 e 8 de novembro.

A conversão da picape média Titano no tradicional “papamóvel” está sendo executada nas instalações da Nordex, parceira industrial do grupo Stellantis em Montevidéu, com mão de obra especializada local.

 

A Fiat Titano que transportará o Papa Leão XIV passa por adaptações pedidas pelo Vaticano. O modelo terá laterais abertas, assento giratório ajustável, bancos para a comitiva, escada elétrica retrátil e cobertura transparente contra chuva.
A Fiat Titano, que transportará o Papa Leão XIV, passa por adaptações pedidas pelo Vaticano. O modelo terá laterais abertas, assento giratório ajustável, bancos para a comitiva, escada elétrica retrátil e cobertura transparente contra chuva. • Divulgação

Esta é a segunda vez que um modelo da marca italiana é adaptado para o transporte de um papa na América do Sul. Em julho de 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, o Papa Francisco utilizou um Fiat Idea adaptado, unidade que posteriormente passou a integrar o acervo histórico mantido pela fabricante.

Durante a agenda no país vizinho, o pontífice passará pelas cidades de Montevidéu, Paysandú e Florida, antes de seguir viagem para compromissos na Argentina e no Peru.

Sobre a Titano

Sob a carroceria modificada para os compromissos papais, a Fiat Titano utilizada no projeto pertence à linha produzida no polo automotivo de Córdoba, na Argentina. O utilitário é equipado com o motor 2.2 turbodiesel Multijet, que entrega 200 cv de potência e 450 Nm de torque, gerenciado por uma transmissão automática de oito velocidades.

A plataforma do modelo conta com tração integral com seletor eletrônico, suspensão calibrada para absorção de impactos em terrenos irregulares e sistema de freios a disco nas quatro rodas.

Na versão de rua mais equipada, a picape reúne assistências de condução do pacote ADAS, como frenagem autônoma de emergência e alerta de mudança de faixa, além de central multimídia com câmeras de visão 360 graus para manobras.

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