O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), apoia o senadorFlávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio ocorreu em um evento em Goiânia, em 6 de outubro.
Caiado ficou em quinto lugar no primeiro turno, com 2,18% dos votos válidos, cerca de 2,6 milhões de votos. Sem avançar na disputa, passou a integrar o grupo de apoiadores do senador.
Como foi anunciado o apoio?
Ao formalizar sua posição, Caiado afirmou que as convergências com Flávio superavam as diferenças e apresentou o apoio como uma escolha para derrotar o PT.
“Estarei com Flávio de corpo inteiro. Vou, sem dúvida nenhuma, estar ao seu lado“, declarou o ex-governador. Na ocasião, ele entregou ao candidato uma pasta com sugestões de propostas e agendas.
O encontro reuniu também o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Foi o primeiro evento público de Flávio após a votação do primeiro turno.
Qual foi o resultado do primeiro turno?
Na votação de 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões, enquanto Lula alcançou 45,16%, aproximadamente 53,8 milhões.
O escritorAugusto Cury (Avante) apoia o senadorFlávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi anunciada em 8 de outubro, após uma conversa por videochamada entre os dois.
Cury terminou o primeiro turno na terceira posição, com 3.448.569 votos, equivalentes a 2,89% dos válidos, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A votação ocorreu em 4 de outubro.
Quais compromissos foram negociados?
O apoio foi condicionado a uma carta com oito compromissos. Entre eles estão a defesa do fim da reeleição presidencial, a ampliação da educação integral e do ensino técnico, a valorização dos professores e a expansão da telemedicina integrada ao SUS.
O documento também contempla proteção às mulheres, incentivo às cooperativas, financiamento de micro empreendimentos, aumento da produção de alimentos e pacificação nacional. O texto afirma que o entendimento não envolve troca de cargos ou vantagens pessoais.
“O apoio será sempre acompanhado do direito de cobrar, questionar, criticar e exigir coerência entre as palavras e os atos“, estabelece a carta.
Apesar do apoio, eleitores de Cury têm demonstrado outra preferência. Pesquisa da Ideia mostrou, nesta semana, que 48% dos votantes do escritor escolhem Lula mesmo com a sinalização dele de apoiar seu rival, que leva 36% do sufrágio.
Os eleitores de Augusto Cury são também os que mais aprovam o governo do presidente Lula entre os grupos analisados pela pesquisa Real Time divulgada após o primeiro turno. Segundo o levantamento, 44% dos eleitores de Cury aprovam a atual gestão, enquanto 56% desaprovam.
Como foi o primeiro turno?
Flávio avançou à segunda etapa com 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões de votos. Lula recebeu 45,16%, aproximadamente 53,8 milhões. A diferença foi de 1,87 ponto percentual.
O PDT (Partido Democrático Trabalhista) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para contestar as regras de distribuição das sobras eleitorais, cadeiras que permanecem disponíveis após a divisão inicial das vagas nas eleições proporcionais.
Em ação nesta quarta-feira (21), o partido pede a suspensão do método e argumenta que o cálculo pode provocar desequilíbrios entre a votação recebida pelas legendas e a representação conquistada no Legislativo. A ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 8036 será relatada pelo ministro Gilmar Mendes.
A ação direta de inconstitucionalidade questiona três incisos do artigo 109 do Código Eleitoral e dispositivos da resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que regulamenta o preenchimento das cadeiras. O pedido inclui uma liminar para suspender as normas até o julgamento definitivo.
Segundo a legenda, a aplicação sucessiva do método das maiores médias pode concentrar mandatos nas agremiações mais votadas, prejudicando a participação de outras correntes políticas.
O que está em discussão
Nas eleições para deputado federal, estadual e distrital, os votos dos candidatos e os votos de legenda são somados para definir quantas cadeiras cada partido ou federação poderá ocupar. Assim, uma votação individual superior à de um concorrente de outra sigla não assegura, necessariamente, a eleição.
As vagas que não forem preenchidas na distribuição inicial passam pelo cálculo das sobras. Pelo sistema atual, a votação total de cada partido ou federação é dividida pelo número de cadeiras já conquistadas, acrescido de um. A vaga remanescente é atribuída à legenda que obtiver a maior média, e o cálculo é repetido, com a atualização do número de cadeiras conquistadas, até que todas as vagas sejam preenchidas.
O partido defende que o Supremo examine se a fórmula respeita a igualdade de voto, a proporcionalidade da representação e o pluralismo político. Após a possível suspensão, o PDT defende que a fórmula seja considerada inconstitucional, mas sem expressar a adoção de outra fórmula.
“A questão não consiste em substituir a votação partidária pela votação nominal, tampouco em conferir mandato parlamentar aos candidatos simplesmente mais votados”, registra a petição.
A Justiça Eleitoral determinou nesta quinta-feira (22) que a Polícia Civil de Minas Gerais ouça Romeu Zema (Novo) e os mesários que trabalharam na seção em que ele votou no primeiro turno das Eleições 2026. A apuração envolve a entrada do então candidato à Presidência com celular na cabine de votação, em 4 de outubro.
Segundo o TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais), a ordem foi expedida pela 17ª Zona Eleitoral. Serão ouvidos os mesários que atuaram na seção eleitoral da Escola Delfim Moreira, em Araxá, onde o ex-candidato votou.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que cumprirá “as diligências determinadas no processo”. A data ainda não foi confirmada.
Zema nega ter registrado voto
Após votar, Zema admitiu que estava com o aparelho, mas afirmou que não havia sido alertado para deixá-lo antes de entrar na cabine. Também negou ter utilizado o celular para registrar sua escolha.
“Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, só votar mesmo“, declarou a jornalistas. O ex-governador disse ainda que entregaria o telefone se tivesse sido orientado a fazê-lo.
O Ministério Público Eleitoral apresentou uma denúncia por suposta violação do sigilo do voto no mesmo dia. Segundo a acusação, imagens da imprensa mostravam Zema olhando para a tela do aparelho e um segundo celular apoiado sobre a mesa da cabine.
A legislação eleitoral proíbe levar celulares, câmeras e outros equipamentos eletrônicos para a cabine, mesmo desligados, para preservar o sigilo do voto. nes
O Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) defendeu, em mensagem ao povo brasileiro nesta quarta-feira (21), a Constituição, o Estado Democrático de Direito, o respeito ao resultado das urnas no segundo turno das eleições.
“Reafirmamos a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas, expressão da liberdade de escolher os que governam”, afirma o documento. A entidade também incentiva a participação consciente dos eleitores na votação.
Sem mencionar candidatos ou partidos, a mensagem condena tentativas de interferir na liberdade de escolha. “O voto é livre e secreto. Ameaçar ou pressionar eleitores bem como negociar votos são práticas inadmissíveis”, declara.
Responsabilidade continua após a eleição
A CNBB ressalta que a participação dos cidadãos deve continuar depois da escolha dos governantes, por meio da fiscalização e da cobrança de políticas públicas.
“Governos recebem mandatos, os cidadãos conservam a responsabilidade de participar, fiscalizar e reivindicar. A crítica responsável e o diálogo franco fortalecem a democracia”, diz a mensagem.
O conselho associa esse exercício ao acesso a informações confiáveis, à liberdade de expressão e à proteção de quem denuncia injustiças. Também orienta o eleitorado a considerar a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida da população.
Compromissos dos eleitos
O documento cobra dos futuros governantes compromisso com trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade. A preservação ambiental, os direitos humanos e a promoção da paz também aparecem entre as prioridades.
“O desenvolvimento deve assegurar vida digna e justa a todos e oportunidades às novas gerações. Espera-se que todos(as) os(as) eleitos(as) assumam esses compromissos com determinação”, afirma o conselho.
Ao encerrar, a CNBB pede atenção aos pobres e às pessoas ameaçadas e faz um apelo por uma convivência baseada “na verdade, na fraternidade e na paz”.
O segundo turno das eleições acontece neste domingo (25), com a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de cinco estados e o Distrito Federal, que definem seus governadores.
O percentual de eleitores indecisos na pesquisa espontânea da Quaest dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (21) mostra Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente empatados no quadro, com 40% das intenções de voto cada.
Nessa modalidade, o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos. O eleitor informa espontaneamente em quem pretende votar no segundo turno, marcado para domingo (25).
Na rodada anterior, divulgada em 14 de outubro, Flávio tinha 43%, e Lula, 42%. Os entrevistados que indicam voto branco, nulo ou dizem que não irão votar passaram de 8% para 6%.
Metodologia
A Quaest entrevistou 2.154 eleitores, entre os dias 17 e 20 de outubro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08535/2026.
A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais
A maior vantagem de Flávio aparece entre os entrevistados que escolheram Renan: 90,9% dizem que votarão no senador, enquanto 9,1% optam por Lula.
Entre os eleitores de Zema, os percentuais são de 77,8% e 22,2%, respectivamente.
No grupo que votou em Caiado, Flávio marca 53,8%, contra 30,8% de Lula. Outros 10,3% indicam voto branco ou nulo, e os demais não sabem.
Entre os eleitores de Cury, Lula tem 48,3%, enquanto Flávio registra 36,2%. Os que pretendem votar em branco ou anular somam 15,5%.
Como ficam os quatro grupos somados
Considerando conjuntamente os entrevistados que escolheram Cury, Caiado, Zema ou Renan no primeiro turno, Flávio alcança 58,1% das intenções de voto, e Lula, 31,8%. Outros 8,8% indicam voto branco ou nulo, e o restante não sabe.
O cruzamento reúne 148 entrevistados: 58 eleitores de Cury, 39 de Caiado, 33 de Renan e 18 de Zema.
Metodologia
A Meio/Ideia entrevistou 1.500 eleitores, entre os dias 15 e 19 de outubro, por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08251/2026.
Veja o levantamento na íntegra abaixo:
A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais
A véspera do segundo turno, neste sábado (24), terá uma sequência de pesquisas nacionais sobre a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva(PT).
Os levantamentos oferecem um retrato próximo da votação de domingo (25), mas precisam ser interpretados considerando o período das entrevistas, a metodologia e possíveis mudanças de última hora.
Estão previstas divulgações de sondagens da AtlasIntel, Datafolha, Quaest, Futura/100% Cidades, MDA, Nexus, Palver e Veritá.
Não existe um horário único determinado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), já que a programação depende de cada instituto e dos responsáveis pela publicação. O registro permite a divulgação, mas não obriga a empresa a publicar os resultados.
O que precisa ser registrado
A Lei das Eleições exige o cadastro no PesqEle com antecedência mínima de cinco dias da divulgação. Devem constar contratante, financiamento, metodologia, período de coleta, plano amostral e questionário.
Segundo o TSE, esta segunda-feira (19) foi o último dia para registrar pesquisas destinadas à divulgação no dia da votação.
Na publicação dos resultados, é obrigatório informar período da coleta, número de entrevistas, margem de erro, nível de confiança, instituto responsável, eventual contratante e número de registro. Os dados permitem identificar quando e como o levantamento foi feito, além dos percentuais dos candidatos.
Em 2026, o Tribunal aprimorou o sistema, com detalhamento da amostra, dos procedimentos de campo e da ordem das perguntas. Segundo o TSE, a atualização melhora a apresentação de informações já exigidas.
Por que a data das entrevistas importa
Publicar no sábado não significa que todas as entrevistas tenham sido feitas naquele dia. Para avaliar se uma pesquisa pode refletir um acontecimento recente, é necessário conferir quando ocorreu a coleta.
Neste segundo turno, o debate da Globo está previsto para sexta-feira (23), também último dia da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Portanto, se a coleta foi feita na própria sexta, não terá reflexos do encontro na emissora.
Para Leonardo Paz, cientista político e professor do Ibmec-RJ (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro), os levantamentos finais são relevantes para indecisos e pessoas que cogitam não comparecer.
Ao perceber que um candidato rejeitado pode vencer, parte desse eleitorado pode se mobilizar para tentar impedir o resultado.
“A gente tem uma máxima na política de que, no primeiro turno, você vota em quem você quer; no segundo turno, você vota contra quem você não quer”, explica.
“Tradicionalmente, as pesquisas de última hora são o último termômetro”, afirma. Ele as define como “o último retrato da percepção de como o povo, o eleitorado, está efetivamente inclinado naquela eleição”.
Paz ressalta, porém, que informações nas redes sociais podem alterar escolhas. “Hoje, o indivíduo sai no dia para votar e recebe uma quantidade incrível de informação via Instagram, via corrente de WhatsApp, via Facebook, via e-mail ou coisa parecida”, aponta.
Retrato e influência sobre o voto
Leandro Consentino, cientista político do Insper, identifica dois efeitos: a capacidade de retratar uma escolha mais consolidada e a possibilidade de os próprios resultados influenciarem o eleitor.
“Uma pesquisa realizada um dia antes vai poder captar algo mais próximo do que vai ser o eleitor na urna do que uma pesquisa realizada muito antes”, afirma. A proximidade reduz o intervalo entre entrevista e voto, embora não elimine mudanças.
O especialista também repete o pensamento de Paz ao observar que os números podem estimular uma escolha estratégica. “Uma das coisas que podem mudar, curiosamente, a decisão do eleitor entre essa divulgação da pesquisa e a ida à urna é a própria pesquisa.”
Na avaliação dele, isso ajudou a explicar migrações para candidaturas consideradas mais competitivas, como ocorreu com Flávio Bolsonaro em relação às candidaturas de terceira via no primeiro turno, e pode ter influência no segundo pleito.
Pode divulgar pesquisa no domingo?
Sim. A Resolução TSE nº 23.600/2019 permite divulgar, inclusive no domingo, pesquisas feitas antes da eleição, respeitados o registro prévio e as informações obrigatórias. Levantamentos realizados no próprio dia da votação, como as pesquisas de boca de urna, só podem ser publicados a partir das 17h, no horário de Brasília.
Ministério Público, candidatos, partidos, coligações e federações podem contestar pesquisas na Justiça Eleitoral por descumprimento das regras. Para o eleitor, a consulta pública ao PesqEle permite conferir o registro e confrontar suas informações com os números que circulam nas redes.