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Sentada diante de um espelho, Ryan Kelly pinta cuidadosamente desenhos sobre os próprios lábios. Diferentemente da maioria dos artistas, Kelly cria imagens invertidas, reproduzindo nos lábios o que vê refletido no espelho.
A habilidade incomum ajudou a moradora de Maryland, de 42 anos, a conquistar um grande público no TikTok e no Instagram. Nas redes sociais, os seguidores acompanham a transformação dos lábios em obras de arte detalhadas, que vão de temas sazonais a ilustrações elaboradas e assuntos atuais do noticiário.
Ex-maquiadora profissional, Kelly aperfeiçoou suas habilidades trabalhando com noivas, festas de casamento e clientes em ensaios fotográficos profissionais. Embora não trabalhe mais como maquiadora em tempo integral, ela encontrou um espaço criativo na arte labial, produzindo desenhos elaborados que existem temporariamente antes de serem removidos.
O processo artístico metódico ganhou um significado ainda mais pessoal para Kelly.
“Para mim, é como uma espécie de meditação, porque minhas mãos ficam ocupadas interpretando algo ao contrário, já que estou pintando por meio de um espelho”, disse Kelly à Reuters. “Assim, isso ocupa minhas mãos e minha mente de uma maneira quase automática.”
Essa sensação de tranquilidade se tornou especialmente importante depois que Kelly passou por um período traumático em sua vida.
Kelly afirma ter sobrevivido à violência doméstica. Em 2022, ela interrompeu a produção de arte labial para se concentrar na recuperação física e emocional. Retomar essa forma de expressão artística tornou-se parte do processo de cura, permitindo que ela canalizasse sua atenção para a criatividade enquanto reconstruía a própria vida.
Agora, Kelly usa o público que conquistou nas redes sociais para ir além da divulgação de suas habilidades artísticas. Durante o Mês de Conscientização sobre a Violência Doméstica, celebrado em outubro nos Estados Unidos, ela espera ampliar a conscientização sobre o impacto generalizado da violência praticada por parceiros íntimos e incentivar conversas sobre apoio e recuperação.
Em suas redes, Kelly compartilha tanto suas obras quanto sua história pessoal, na esperança de que outras pessoas que enfrentam situações semelhantes saibam que não estão sozinhas.
Kelly busca mostrar que seu trabalho pode ser uma fonte de cura, expressão pessoal e conscientização.
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VTM
Esta é a opinião de D. António Couto, bispo de Lamego, em declarações à margem das III Jornadas da Pastoral dos Bens Culturais da Igreja, que se realizaram no Museu Diocesano.
Em Lamego, a proximidade de igrejas, capelas e monumentos de grande valor reforça a importância de preservar estes bens e de os dar a conhecer às novas gerações, defendem o bispo de Lamego e o presidente da Comissão Episcopal da Cultura e Bens Culturais, D. Nuno Brás da Silva Martins, também presente na iniciativa.
Para o bispo de Lamego, D. António Couto, a realização de iniciativas habitualmente concentradas nas grandes cidades do litoral ou em Fátima constitui, por si só, um sinal significativo de valorização do interior. “O interior reveste-se de grandes obras, de monumentos, de imensos sinais de arte que nós não encontramos facilmente nas grandes cidades”, afirmou à VTM, destacando a existência de igrejas e capelas de grande beleza.
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Em 2025, o mercado brasileiro de fragrâncias movimentou mais de R$ 50 bilhões em vendas no varejo, um crescimento que representa 10% em relação ao ano anterior, conforme dados divulgados pela Euromonitor.
O avanço acompanha as mudanças na forma como os consumidores se relacionam com a indústria de perfumaria. Além disso, a duração de um aroma também passou a ser um dos principais particularidades consideradas na hora de concluir a compra.
Mas, afinal, o que faz um perfume parecer durar mais do que outro? E por que a fragrância parece mudar de uma pele para a outra?
Indo além da concentração, que influencia no desempenho do produto, outros aspectos também estão envolvidos nesta resposta. Tipo de pele, forma de aplicação, temperatura ambiente, expectativas do consumidor e até mesmo a maneira como o cérebro processa o odor interferem na maneira como cada pessoa percebe uma respectiva fragrância.
Segundo Iara Braúna, gerente de Estudos Sensoriais da ALS Beauty & Personal Care, responder essa pergunta exige avaliações que vão além da experiência individual.
“Os testes sensoriais permitem caracterizar tecnicamente uma fragrância por meio de atributos como intensidade, evolução olfativa, difusão e duração. Essas avaliações seguem metodologias padronizadas e ajudam a comparar diferentes formulações de forma consistente, fornecendo informações que apoiam o desenvolvimento e a validação dos produtos”, diz.
Na ALS, as avaliações podem ser realizadas em pele, cabelo, fitas olfativas e até diretamente nos próprios cosméticos, utilizando painéis treinados para acompanhar o comportamento da fragrância ao longo do tempo. Dependendo do objetivo do estudo, elas incluem pesquisas com consumidores para entender como esses atributos são percebidos em situações reais de uso.
É nesse momento que, de acordo com Jôse Fogaça, diretora técnica de Estudos com Consumidores da ALS, entram aspectos que não podem ser explicados apenas pelas características técnicas da fragrância.
“A percepção de longa duração não depende apenas da quantidade de fragrância presente na pele. Ela é influenciada por expectativas do consumidor, contexto de uso, repertório individual e sensações despertadas pelo perfume. Em muitos casos, a experiência emocional pesa tanto quanto os aspectos técnicos”, afirma.
É comum que o consumidor tenha a impressão de que o perfume desapareceu poucas horas após a aplicação. Em muitos casos, isso não aconteceu. Segundo Iara, esse efeito está relacionado à adaptação olfativa, um processo natural em que o cérebro reduz gradualmente a percepção de um cheiro contínuo para priorizar novos estímulos do ambiente.
“Isso significa que o próprio usuário pode deixar de perceber a fragrância, enquanto as pessoas ao seu redor continuam sentindo o perfume normalmente. Por isso, a sensação de que o perfume deixou de existir nem sempre corresponde ao que realmente acontece”, explica.
A adaptação olfativa é apenas um dos elementos que influenciam essa experiência. Concentração do perfume, matérias-primas utilizadas, interação entre fragrância e formulação, tipo e nível de hidratação da pele, temperatura ambiente, quantidade aplicada, região do corpo e hábitos de uso também fazem diferença.
As diferentes categorias de fragrâncias costumam estar associadas a expectativas distintas. Enquanto perfumes normalmente são relacionados à maior intensidade e duração, body splash remete a frescor e reaplicação ao longo do dia. Estudos realizados pela ALS mostram que muitos consumidores fazem essa diferenciação muito mais pela expectativa de desempenho do que pelas características técnicas de cada categoria.
“O consumidor não escolhe uma fragrância apenas porque lhe agrada. Perfumes, colônias e body splash ocupam papéis diferentes ao longo da rotina e ajudam as pessoas a expressarem diferentes versões de si mesmas, de acordo com a ocasião, o momento ou a imagem que desejam transmitir. Essa relação com a perfumaria é cada vez mais emocional”, afirma Jôse.
Essa transformação também pode ser observada nos hábitos de consumo. O perfume deixou de ser reservado para ocasiões especiais e passou a integrar rotinas de autocuidado, impulsionando categorias como body splash, hidratantes perfumados e produtos para cabelo com assinatura olfativa.
O uso combinado de fragrâncias, a experimentação de diferentes famílias olfativas e a busca por produtos com maior duração também ganharam espaço nos últimos anos.
“Quando reunimos análises sensoriais e estudos com consumidores, conseguimos relacionar as características técnicas da fragrância à forma como ela é percebida por diferentes perfis de consumidores. Esse entendimento aproxima o desenvolvimento dos produtos da experiência real de quem vai utilizá-los”, conclui Iara.
Por que a Geração Z é obcecada por body splash? Entenda o que explica febre
Os cremes, produtos de maquilhagem, perfumes, protetores solares e outros cosméticos também têm uma palavra a dizer no mercado das fusões e aquisições. O crescente interesse pelos cuidados de pele e a massificação no Ocidente das rotinas de beleza sul-coreanas - a chamada k-beauty - está a materializar-se em mais negócios entre as grandes marcas, que procuram dimensão e especialização.
O índice transacional da BeautyMatter registou 73 transações neste setor durante o segundo trimestre, o que significou um aumento homólogo de 21,9%, incluindo M&A e investimentos em expansão. Entre janeiro e março,…
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