❌

Normal view

Tensões com Trump “não são pessoais”, diz Zelensky à CNN

22 October 2026 at 15:44

Após uma ruptura amarga com Donald Trump ter deixado muitos na Ucrânia temendo que o presidente dos EUA tivesse se alinhado novamente à Rússia, o presidente Volodymyr Zelensky abordou a disputa de frente: não há nada de pessoal entre mim e Trump, disse ele à CNN, mas se aproximar de Vladimir Putin só iria “torná-lo mais forte”.

Os laços entre os EUA e a Ucrânia se deterioraram gravemente nas últimas semanas.

Zelensky disse que Trump estava “do lado errado da história” após ele anunciar um acordo para comprar combustível russo, desfazendo os esforços internacionais para isolar a Rússia. Trump então suspendeu algumas sanções contra a Rússia, gerando críticas até mesmo de seu próprio partido. As forças da Ucrânia viram seu acesso ao serviço Starlink, administrado por Elon Musk, ser restringido.

Falando à CNN a partir de Kyiv na quinta-feira, Zelensky adotou um tom conciliatório, dizendo que as tensões “não eram sobre personalidades” — mas advertiu que Putin não tinha intenção de parar a guerra.

“Minha atitude em relação a Putin é muito clara. Acho que se levantarmos as sanções, vamos torná-lo mais forte. Não é algo pessoal entre mim e o presidente Trump, e é claro que sou contra qualquer levantamento de sanções.”

Zelensky falou à CNN em meio a uma renovada pressão diplomática dos enviados de Trump para encontrar uma resolução para o conflito de quatro anos e meio.

Na quarta-feira, o enviado especial dos EUA Steve Witkoff passou três horas conversando com o presidente russo Vladimir Putin em São Petersburgo, descrevendo-o de forma controversa como um “humanitário” por sua decisão de libertar o prisioneiro americano Stephen Hubbard, de 74 anos. Witkoff havia se reunido com Zelensky na Noruega um dia antes.

Trump insistiu na quarta-feira que apertar as sanções contra a Rússia teria significado que Hubbard permaneceria preso. “Você poderia se esquecer dele, nunca o veria de novo, ele voltaria para a prisão por 25 anos”, disse ele em resposta a uma pergunta da jornalista da CNN Kaitlin Collins.

Ele acrescentou que sanções mais rígidas colocariam em risco as chances de um acordo sobre a Ucrânia: “Quando você está perto de um acordo e tem negociações delicadas, você não impõe sanções.”

Putin “joga” com vidas

Zelensky disse que sua reunião na capital norueguesa Oslo foi produtiva, mas que não estava convencido do compromisso de Putin com a paz. Após a visita de Witkoff, Putin concordou com conversações em novembro, sem fornecer muitos detalhes concretos.

“Putin está jogando, sabe, ele é um jogador”, disse Zelensky.

“É uma pena porque ele joga com a vida de outras pessoas, e claro que ele não quer (parar a guerra). Então o que queremos de nossos parceiros (é) não dar a ele a possibilidade de ficar mais forte e nos destruir.”

Trump disse na quarta-feira que seu governo está “mais próximo do que nunca” de resolver a guerra na Ucrânia — apenas para a Rússia lançar centenas de drones e mísseis balísticos contra seu vizinho durante a noite.

Até agora, Putin também manteve suas exigências maximalistas em relação à Ucrânia — incluindo território. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a repórteres na quarta-feira que “a disputa agora está realmente concentrada no que acontece com o restante do Donbas”, a região leste da Ucrânia que está majoritariamente sob controle russo. Ele disse que “surgiram algumas ideias criativas sobre como resolver essa diferença.”

Congelar as linhas de frente?

Em entrevista à CNN, Zelensky aludiu à possibilidade de congelar as atuais linhas de frente para “cessar-fogo, parar com as mortes, sentar e conversar.” No entanto, ele deixou claro que a ideia de a Ucrânia ceder seu território à Rússia é inaceitável.

“Nossa terra é muito importante porque é sobre pessoas. Não é sobre quilômetros”, disse ele. “Muitas pessoas morreram defendendo esta terra, defendendo nossa independência, nosso país.”

“Ninguém vai reconhecer esses territórios, que estão temporariamente ocupados, como territórios russos, e acho que a Rússia entende isso. É uma pena se alguém não entende, mas isso é problema deles”, acrescentou o presidente ucraniano.

Houve alguns sinais de distensão após Kiev acusar os EUA de limitar o compartilhamento de inteligência sobre mísseis russos em aproximação, de retardar os serviços vitais do Starlink e de atrasar o fornecimento de armas.

Zelensky disse no início desta semana que o compartilhamento de inteligência foi restabelecido, mas afirmou à CNN que o Starshield, o serviço militar da SpaceX, ainda não foi totalmente restaurado.

Mas a escassez crítica de mísseis interceptores da Ucrânia significa que, mesmo que suas forças militares recebam agora um alerta sobre um míssil balístico russo se aproximando, não há nada para abatê-lo.

Zelensky também disse à CNN na quinta-feira que, embora os aliados europeus da Ucrânia tenham fornecido alguns mísseis de defesa aérea ao país, “não é suficiente para nos defendermos”.

A Ucrânia, disse Zelensky, precisa agora principalmente de duas coisas de seus aliados: “Não levantar as sanções contra Putin… (e) nos dar mísseis melhores”.

Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia

 

Christiane Amanpour announces she’s leaving CNN after 43 years

20 October 2026 at 06:01
Veteran reporter and anchor gives no reason for her departure, to be completed by May 2027, which coincides with changes at network under new owner, Paramount's Skydance; has faced criticism from Israel

Amanpour announces CNN departure after 43 years

19 October 2026 at 18:16
Journalist Christiane Amanpour, CNN’s chief international anchor who has spent 43 years at the network, said Monday she will leave CNN in June 2027. “After many months of thought and a few sleepless nights, I have decided to separate from CNN, my partner of 43 fantastic years!” Amanpour said in a statement to her employer,…

❌