Kiev volta a ser alvo de mísseis russos após negociações entre Moscovo e Washington


Minsk, 22 oct (Prensa Latina) Rusia entregó a Ucrania 252 cuerpos de soldados caídos y recibió 25 de sus militares, en un nuevo intercambio de cadáveres realizado en la frontera belarusa, informó hoy la agencia de noticias BelTA.
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Moscú, 22 oct (Prensa Latina) La agrupación de fuerzas rusas Este extendió su control en la zona de la operación militar especial al poblado de Mírovka, en la provincia de Zaporozhie, informó hoy el Ministerio de Defensa.
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© SERGEY DOLZHENKO/EPA
O encontro, realizado em São Petersburgo, ocorreu após a reunião “produtiva” de Witkoff na terça-feira (20) com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Noruega. Os Estados Unidos buscam avançar propostas para encerrar a guerra.
Putin afirmou que estaria disposto a retomar as negociações trilaterais após 10 de novembro, segundo um relato divulgado após a reunião por seu assessor, Yury Ushakov. O assessor disse que o Kremlin gostaria de discutir a criação de uma “estrutura de segurança” para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito, sem dar mais detalhes sobre as exigências russas para esse mecanismo.
A próxima rodada de negociações trilaterais poderá ocorrer em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, afirmou Ushakov em resposta a uma pergunta do canal estatal russo Russia 24.
Zelensky disse na quarta-feira que gostaria que o encontro ocorresse “no máximo até o início de novembro”.
“A Rússia disse muitas vezes que estava pronta para uma reunião, mas depois as coisas mudaram e ela foi cancelada”, acrescentou Zelensky. “Vamos ver o que acontece desta vez.”
Um comunicado de uma autoridade americana confirmou que a reunião ocorreu e afirmou que o objetivo era avançar os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Witkoff descreveu os encontros com Putin e Zelensky como “construtivos” em uma publicação na rede social X após a reunião de quarta-feira e afirmou que as discussões continuariam nas negociações trilaterais.
“Embora ainda haja trabalho importante a ser feito, o presidente Trump continua comprometido em ver esta guerra terminar e alcançar uma paz abrangente e duradoura”, escreveu.
Os enviados americanos Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, propuseram uma reunião trilateral que foi “aceita pelos ucranianos em Oslo ontem e pelos russos em São Petersburgo hoje”, segundo o comunicado.
Apesar das declarações positivas sobre possíveis negociações futuras, até o momento não há sinais de que a Rússia tenha recuado de suas posições maximalistas.
As exigências anteriores da Rússia equivalem a uma vitória quase total: Moscou pede que a Ucrânia ceda toda a região de Donbas, no leste do país, atualmente sob ocupação russa em sua maior parte. O governo russo também exigiu que a Ucrânia reduza drasticamente o tamanho de suas Forças Armadas e se comprometa a nunca ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Durante as conversas mais recentes, Putin demonstrou interesse na retomada da cooperação econômica com os Estados Unidos e na possibilidade de um encontro com a China para discutir a Ucrânia. Isso ocorre após medidas recentes do governo Trump para suspender sanções contra a Rússia e fechar um acordo sobre exportações de diesel.
Em declarações à imprensa após a reunião, o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev afirmou que não havia “dúvida” de que a cooperação econômica entre Estados Unidos e Rússia continuaria. Ele acrescentou que um acordo sobre diesel anunciado recentemente entre os dois países seria mantido, apesar das críticas europeias.
Um dos principais resultados do encontro foi o anúncio de Witkoff de que a Rússia libertou o cidadão americano Stephen Hubbard, de 74 anos, que estava detido no país havia mais de quatro anos.
Em declarações amplamente criticadas, Witkoff elogiou Putin como um “humanitário” por conceder o perdão a Hubbard. Um vídeo obtido pela CNN após a reunião mostrou o cidadão americano libertado conversando com Witkoff no aeroporto de São Petersburgo.
Em imagens do início da reunião de três horas, Witkoff afirmou: “Acho que há algum grau de impulso, e espero que o encontro de hoje possa representar mais um passo à frente no processo de paz”.
Putin, Witkoff e tradutores se sentaram ao redor de uma grande mesa redonda e discutiram uma ampla variedade de questões, incluindo a disposição da Rússia para ajudar a resolver a guerra no Irã, possíveis exportações russas de fertilizantes para os Estados Unidos e a libertação de Hubbard. A reunião prosseguiu a portas fechadas, e Kushner, que também participa das negociações de paz, acompanhou o encontro remotamente porque está gripado.
Os Estados Unidos e a Ucrânia fizeram “progressos significativos” nas conversas realizadas na Noruega na terça-feira, afirmou anteriormente uma autoridade americana à CNN. A Ucrânia “apresentou novas ideias e propostas, que foram discutidas em detalhes”, e os dois lados agora estão em “forte alinhamento” sobre os próximos passos, disse a autoridade.
“As discussões abrangeram elementos fundamentais de uma estrutura abrangente de paz, incluindo garantias de segurança de longo prazo para a Ucrânia, um plano econômico e de prosperidade para o pós-guerra e uma arquitetura de segurança europeia mais ampla, concebida para criar estabilidade duradoura”, afirmou a autoridade americana.
No entanto, o assessor do Kremlin Yury Ushakov minimizou essas discussões na quarta-feira. Segundo ele, embora Witkoff tenha apresentado a Putin “certas novas abordagens e mudanças nas posições adotadas pelos europeus e por Kiev”, na realidade, elas continham pouco de valor concreto para resolver a crise ucraniana.
A Ucrânia e seus aliados reiteraram as principais linhas vermelhas estabelecidas por Kiev para qualquer negociação de paz, incluindo a necessidade de garantias de segurança futuras — para assegurar que a Rússia não volte a invadir o país — e a rejeição a quaisquer exigências de cessão de territórios que a Ucrânia controla.
Zelensky reiterou uma posição defendida há tempos: a Ucrânia aceitaria um acordo de cessar-fogo que congelasse as posições ao longo da atual linha de frente — o que significaria manter apenas cerca de 75% do território ucraniano — e, em seguida, pediria garantias de segurança efetivas aos aliados.
Zelensky também afirmou que a Ucrânia quer negociações trilaterais envolvendo Trump, Putin e ele próprio, mas disse que o processo seria “melhor com os europeus”.
O Kremlin já havia rejeitado a ideia de negociações trilaterais, com exceção de um convite anterior para que Zelensky fosse a Moscou — uma possibilidade considerada inviável pelos demais lados.
Enquanto isso, na Rússia, o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, adotou um tom menos otimista na terça-feira. Ele afirmou que Moscou avaliará o que Witkoff apresentar, mas não fará “concessões políticas”. Lavrov disse que Moscou “não espera um milagre” e que Washington continuará sendo, na melhor das hipóteses, um rival da Rússia, segundo a agência estatal russa TASS.
Uma autoridade europeia em Oslo disse à CNN: “Acho que os planos — ou a falta deles — não são um problema tão grande quanto fazer a Rússia levar qualquer plano a sério”.
Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia
Kiev, 22 oct (Prensa Latina) Ucrania trabaja con la empresa noruega Kongsberg en tres proyectos relacionados con la defensa antiaérea, afirmó hoy el presidente del país eslavo, Vladimir Zelenski, al medio Novyny Live.
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A última hora del miércoles, el presidente de Ucrania, Volodímir Zelenski, había emprendido viaje de regreso a Ucrania desde Noruega cuando impulsó la posibilidad de un alto el fuego que congelase las actuales líneas del frente y una reunión a tres bandas con sus homólogo ruso, Vladímir Putin, y estadounidense, Donald Trump. La realidad de la guerra se imponía, sin embargo, a la diplomática casi a la misma vez: en torno a las diez de la noche (una hora menos en Madrid), una lluvia de misiles balísticos rusos se precipitaba sobre Kiev.

© EPV
O acordo poderá tornar as aquisições militares mais rápidas e económicas, ao mesmo tempo que contribui para o reforço da indústria de defesa ucraniana.


Poucas horas depois das negociações, e de o Presidente norte-americano declarar que o fim da guerra nunca esteve “tão próximo”, um ataque com mísseis contra Kiev deixou seis feridos.

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) permitirá que a Ucrânia compre armas, munições e equipamentos militares por meio de sua agência centralizada de compras, o que poderá permitir que Kiev obtenha suprimentos de defesa de forma mais rápida e barata, informou o jornal Financial Times nesta quinta-feira (22).
“Isso proporciona à Ucrânia a possibilidade de contar com uma estrutura mais organizada para aproveitar uma ampla gama de recursos que oferecemos: experiência em aquisições, serviços de apoio e acesso a uma base industrial consolidada”, disse ao FT Jacqueline Borsboom, diretora de apoio a operações da Agência de Apoio e Aquisições da Otan.
O acordo ocorre em meio à deterioração das relações entre Estados Unidos e Ucrânia desde que o presidente americano, Donald Trump, anunciou neste mês um acordo de exportação de diesel com a Rússia para reduzir os preços dos combustíveis nos EUA.
A Ucrânia reclamou de interrupções no compartilhamento de algumas informações de inteligência e no uso do sistema de satélites Starshield. No entanto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que uma reunião realizada na terça-feira (20), em Oslo, havia chegado a um acordo para resolver esses problemas.
Nas primeiras horas desta quinta-feira, ataques russos deixaram 15 pessoas feridas e danificaram a infraestrutura do metrô na Ponte Sul, sobre o rio Dnipro, na capital ucraniana, além de restringirem o tráfego no local, informaram autoridades de Kiev. Os bombardeios ocorreram após outro ataque à cidade na noite de quarta-feira (21), que deixou seis pessoas feridas.
Um ataque russo matou uma mulher e feriu outras quatro pessoas na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, informou o governador regional, Oleh Syniehubov, no Telegram.
Um drone também atingiu a infraestrutura energética na área de Kremenchuk, na região de Poltava, segundo uma autoridade local que publicou a informação no Telegram, sem fornecer detalhes.
Localizada às margens do rio Dnipro, Kremenchuk é um importante polo industrial e abriga uma das maiores refinarias de petróleo da Ucrânia. A região tem sido alvo frequente de ataques russos, incluindo um bombardeio em 2022 contra um shopping center lotado, que matou pelo menos 21 pessoas.
Na Rússia, duas pessoas ficaram feridas nos arredores de Moscou depois que 630 drones foram enviados em direção à capital durante a noite, informou o prefeito Sergei Sobyanin no Telegram. A maioria dos drones foi abatida ainda a longa distância, acrescentou.
Na cidade de Lipetsk, onde fica uma importante siderúrgica a cerca de 400 quilômetros ao sul de Moscou, um homem ficou ferido após drones atingirem prédios residenciais e uma unidade de saúde, informou o governador Igor Artamonov no Telegram.
Entenda como protestos levaram Zelensky a trocar comando militar da Ucrânia

Mísseis atingiram Kiev nas primeiras horas desta quinta-feira (22), segundo uma testemunha da Reuters, e a Ucrânia enviou centenas de drones em direção a Moscou durante a noite. Os dois lados mantiveram uma série de ataques, apesar das mais recentes tentativas de mediação dos Estados Unidos para pôr fim à guerra.
Os ataques russos deixaram 15 pessoas feridas e danificaram a infraestrutura do metrô na Ponte Sul, sobre o rio Dnipro, na capital ucraniana, além de restringirem o tráfego no local, informaram autoridades de Kiev. Os bombardeios ocorreram após outro ataque à cidade na noite de quarta-feira (21), que deixou seis pessoas feridas.
Um ataque russo matou uma mulher e feriu outras quatro pessoas na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, informou o governador regional, Oleh Syniehubov, no Telegram.
Um drone também atingiu a infraestrutura energética na área de Kremenchuk, na região de Poltava, segundo uma autoridade local que publicou a informação no Telegram, sem fornecer detalhes.
Localizada às margens do rio Dnipro, Kremenchuk é um importante polo industrial e abriga uma das maiores refinarias de petróleo da Ucrânia. A região tem sido alvo frequente de ataques russos, incluindo um bombardeio em 2022 contra um shopping center lotado, que matou pelo menos 21 pessoas.
Na Rússia, duas pessoas ficaram feridas nos arredores de Moscou depois que 630 drones foram enviados em direção à capital durante a noite, informou o prefeito Sergei Sobyanin no Telegram. A maioria dos drones foi abatida ainda a longa distância, acrescentou.
Na cidade de Lipetsk, onde fica uma importante siderúrgica a cerca de 400 quilômetros ao sul de Moscou, um homem ficou ferido após drones atingirem prédios residenciais e uma unidade de saúde, informou o governador Igor Artamonov no Telegram.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, após anexar a península da Crimeia, território de seu vizinho ao sul, oito anos antes, dando início ao conflito mais mortal no continente europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
Os ataques mais recentes ocorrem após o enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, realizar conversas nesta semana com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em uma tentativa de mediar o fim do conflito.
Zelensky afirmou na quarta-feira que a Ucrânia apoiava uma proposta dos Estados Unidos para a realização, o mais rápido possível, de conversas trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, com a participação de negociadores. O Kremlin informou que Putin concordou em retomar as negociações de paz com Kiev, mediadas pelos Estados Unidos, já no próximo mês.
Entenda o que é a Crimeia, região da Ucrânia anexada pela Rússia
La barbarie acosa a sus víctimas allá donde vayan. A Tetyana Ogárkova y Volodímir Yermolenko les cuesta pensar que lejos de la guerra, ellos hagan o hablen de cosas diferentes a las que comparten con sus tres hijos su casa familiar de Brovary, objetivo diario de los bombardeos, a las afueras de Kiev, la capital de Ucrania. Bromean mientras posan en la terraza de un hotel de Madrid, donde presentan La vida en el límite (Libros del Asteroide), un viaje literario sobre el horror que atraviesa su país. Un día antes lo hicieron en Barcelona, invitados por el centro cultural CCCB. Entre risas y chanzas suenan unos pitos en el teléfono móvil de Ogárkova, que mantiene activas las alertas antiaéreas que atenazan su hogar. Rusia está bombardeando algún rincón de Ucrania.
Cuando hace cinco meses caractericé por primera vez el principio rector de la política exterior de Donald Trump como el suicidio de una superpotencia, ya resultaba evidente que su capricho de entrar en guerra contra Irán era una catástrofe estratégica. Ese fracaso es ahora aún más evidente y, lo que es peor, le ha dado a Trump otro pretexto para recompensar a Rusia. La debilidad ha engendrado aún más debilidad.
A retomada das negociações entre Ucrânia e Rússia não passa de um “teatro”, segundo avaliação do professor de R.I. da ESPM e da Unifa Gunther Rudzit ao WW.
Para Rudzit, a posição russa permanece inalterada, e as tratativas em curso servem mais a interesses políticos imediatos do que a um genuíno esforço de paz.
O especialista destacou a presença de duas figuras europeias ao lado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante as discussões sobre uma possível reunião trilateral.
Segundo ele, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr, e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, são líderes com forte engajamento pela Ucrânia e sem ilusões em relação à Rússia.
Rudzit também chamou atenção para uma declaração do enviado do presidente americano, Donald Trump, Steve Witkoff, que descreveu o presidente russo, Vladimir Putin, como um “líder humanitário”.
A afirmação foi recebida com ceticismo pelo especialista, que a considerou parte do mesmo teatro político em curso.
“É um teatro que o presidente Trump precisa apresentar”, disse Rudzit, acrescentando que as eleições de novembro se aproximam e há pressão por resultados visíveis.
O ponto que mais chamou a atenção de Rudzit foi uma declaração do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, à imprensa russa.
Segundo o especialista, Lavrov afirmou que a Rússia “não vai negociar nenhuma concessão política por concessão econômica”, argumentando ainda que o próximo presidente dos Estados Unidos, caso não seja Donald Trump, poderia desfazer todos os acordos firmados.
Para Rudzit, a fala evidencia que a visão russa não mudou. “É realmente um teatro que os russos, especialmente Putin e Lavrov, sabem fazer muito bem”, concluiu o especialista.
O enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, esteve em São Petersburgo nesta quarta (21), no que foi a oitava visita dele à Rússia desde 2025.
Em encontro com o presidente Vladimir Putin, ambos concordaram em formar reuniões trilaterais envolvendo EUA, Rússia e Ucrânia para tentar dar um fim à guerra. Seria o primeiro diálogo do tipo desde fevereiro deste ano, em Genebra.
O encontro de Witkoff com Putin foi longo: aproximadamente três horas em que ambos discutiram, especialmente, o conflito no leste europeu.
O Kremlin demonstrou interesse em montar uma estrutura de segurança com o fim do conflito. Porém, evitou tratar de temas cruciais sobre a guerra, como o controle de Donbas e uma possível adesão ucraniana à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Segundo o enviado americano, Kiev já tinha aceitado o retorno das tratativas. Menos de um dia antes, Witkoff esteve com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, em Oslo — capital da Noruega.
Segundo Witkoff, as conversas com ambos os líderes foram “produtivas”, e o governo de Donald Trump continua empenhado em pôr um fim na guerra. Zelensky disse apoiar as negociações com russos e americanos e buscou apaziguar o tom após os recentes desentendimentos com os Estados Unidos.
“É importante negociar de forma trilateral. Acho que essa é a melhor maneira. O presidente Trump, com a sua liderança, eu e o líder russo, de forma trilateral”, afirmou o ucraniano.
Nas últimas semanas, Zelensky disse se sentir traído por Trump e criticou a redução do apoio dos Estados Unidos aos ucranianos — incluindo na inteligência militar, com a diminuição do sinal dos satélites da Starlink.
Mais cedo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, tinha retomado as críticas contra a Ucrânia.
“Mas vamos ser bem claros: não haveria Ucrânia hoje se não fosse pela ajuda que os Estados Unidos deram à Ucrânia, na casa dos bilhões de dólares, desde o governo Biden e também ao longo deste governo”, disse Rubio.
Enquanto o tom contra Kiev é mais duro, a administração Trump mantém um diálogo mais ameno com Moscou. Recentemente, Washington firmou um acordo de compra de diesel vindo de Moscou — retirando sanções que estavam em vigor. Agora, Putin espera que a parceria se amplie.
“E, claro, acredito que os dois lados teriam interesse em discutir temas ligados aos nossos planos de restabelecer as relações bilaterais e os contatos entre Rússia e Estados Unidos, inclusive na área de cooperação econômica”, destacou o russo durante a reunião com Witkoff.
E, nesta quarta, o russo devolveu o carinho. Ele concedeu perdão ao prisioneiro americano Stephen Hubbard, de 74 anos. Hubbard estava detido desde 2022, quando autoridades russas o capturaram sob acusações de ser um mercenário de Kiev.
O Departamento de Estado americano disse que o Kremlin teria fabricado as informações. Mas a libertação de Hubbard rendeu novos elogios por parte da Casa Branca. Witkoff chamou Putin de um líder humanitário. O TPI (Tribunal Penal Internacional) emitiu um mandado de prisão contra o russo por crimes de guerra.
“O presidente manda seus agradecimentos. Todo o nosso país manda seus agradecimentos por Stephen Hubbard. Graças ao senhor, ele está voltando para casa, para a sua família”, concluiu Witkoff.
* com informações da Reuters
As autoridades militares consideram que o objetivo de eventuais operações de sabotagem seria enfraquecer o apoio da Alemanha à Ucrânia, que enfrenta uma invasão russa desde fevereiro de 2022.
