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Super El Niño pode afetar preços dos alimentos, água e risco de incêndios em Portugal

1 October 2026 at 06:32

O fenómeno climático conhecido como El Niño pode ter impactos que vão muito além das alterações meteorológicas. Em Portugal, os seus efeitos podem refletir-se na disponibilidade de água, na agricultura, nos preços dos alimentos e no risco de incêndios, bem como aumentar a ocorrência de episódios de chuva intensa, cheias e inundações.

A intensidade e a forma como estes efeitos se manifestam dependem da evolução das condições atmosféricas e oceânicas. Períodos prolongados de calor e de baixa precipitação podem aumentar a pressão sobre rios, albufeiras e aquíferos, sobretudo nas regiões mais vulneráveis à seca.

Mais pressão sobre a água

A redução da precipitação e o aumento das temperaturas podem diminuir a disponibilidade de água para consumo, agricultura e atividades económicas. A situação exige uma gestão cuidadosa dos recursos hídricos, incluindo a proteção das nascentes, rios e zonas húmidas, a redução de perdas nas redes de abastecimento e o uso mais eficiente da água.

A responsabilidade, porém, não deve recair apenas sobre os cidadãos. O planeamento das reservas de água, a gestão das albufeiras e a preparação para períodos de escassez são fundamentais para garantir a segurança hídrica.

Seca e chuva intensa podem coexistir

Um período seco não significa necessariamente ausência total de chuva. Depois de semanas ou meses com pouca precipitação, uma chuva muito intensa pode provocar inundações e enxurradas.

Quando o solo está muito seco e compactado, a sua capacidade de absorver rapidamente grandes volumes de água pode ser reduzida. Em zonas urbanas, sistemas de drenagem insuficientes podem agravar o problema. Em áreas de encosta, a saturação rápida do solo pode aumentar o risco de movimentos de terras.

Do campo para o supermercado

A agricultura está entre os setores mais expostos às alterações das condições meteorológicas. A falta de água pode reduzir a produtividade, aumentar as necessidades de rega e elevar os custos de produção. Episódios de chuva intensa, por outro lado, podem danificar culturas, dificultar colheitas e afetar estradas e transportes.

Estas dificuldades podem chegar ao consumidor através dos preços. Se a produção agrícola diminuir ou os custos de energia, água e transporte aumentarem, alguns produtos alimentares poderão ficar mais caros.

Os efeitos podem ser particularmente relevantes em culturas importantes para Portugal, como o olival, a vinha, os cereais, os frutos e os produtos hortícolas.

Maior risco de incêndios

O calor, a baixa humidade e a vegetação seca criam condições favoráveis à propagação rápida de incêndios rurais. Uma pequena ignição pode transformar-se num incêndio de maiores dimensões, sobretudo em períodos de condições meteorológicas adversas.

Além dos prejuízos ambientais e económicos, os incêndios afetam a qualidade do ar e podem representar riscos para a saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

Preparação é essencial

Perante fenómenos meteorológicos extremos, a prevenção e o acompanhamento dos avisos oficiais assumem particular importância. A proteção civil, os municípios, as entidades responsáveis pela gestão da água, os agricultores, as empresas e a população têm todos um papel a desempenhar.

Poupar água, evitar comportamentos que possam provocar incêndios, manter os terrenos limpos e acompanhar os avisos meteorológicos e da proteção civil são algumas das medidas que podem contribuir para reduzir riscos.

O El Niño é um fenómeno natural e os seus efeitos em Portugal não são iguais em todas as regiões. Ainda assim, períodos de maior calor, seca ou precipitação intensa mostram a importância de reforçar a preparação e a capacidade de resposta.

Mais do que prever todos os impactos, o desafio passa por estar preparado para diferentes cenários e transformar a informação meteorológica em medidas concretas de prevenção.

Atendimento condicionado no Balcão Único do Município de Olhão

25 August 2026 at 07:00

O Município de Olhão informa os munícipes de que, entre os dias 26 e 28 de agosto, o atendimento presencial no Balcão Único do Município estará condicionado, devido à realização de formação obrigatória da equipa, no âmbito da preparação para a futura Loja de Cidadão de Olhão.


Durante este período, verificar-se-ão as seguintes alterações:
Fecho à hora de almoço: o Balcão Único estará encerrado entre as 12:30 e as 13:30;
Equipa reduzida: o atendimento será assegurado por um número limitado de trabalhadores;
Senhas limitadas: a distribuição de senhas estará condicionada à capacidade de atendimento disponível;
Tempo de espera superior ao habitual: prevê-se um aumento do tempo de espera no atendimento presencial.


O Município de Olhão apela à compreensão dos munícipes pelos eventuais constrangimentos causados e lamenta o incómodo que esta situação possa provocar.
A formação da equipa constitui uma etapa necessária para a entrada em funcionamento da nova Loja de Cidadão de Olhão, que abrirá ao público já em setembro, no piso 1 do Ria Shopping.
Sob tutela da ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado*, a nova Loja de Cidadão será gerida pelo Município de Olhão e permitirá concentrar, num único espaço, serviços do Município/Espaço Cidadão, Autoridade Tributária, Segurança Social e Instituto dos Registos e do Notariado (IRN).
A criação deste novo espaço representa um importante passo na melhoria e simplificação do acesso dos cidadãos aos serviços públicos, proporcionando um atendimento mais integrado e próximo da população.
O Município de Olhão agradece a compreensão de todos e reforça o seu compromisso com a melhoria contínua dos serviços prestados aos cidadãos.

A Eclipse solar parcial é hoje

12 August 2026 at 07:08

Hoje, dia 12 de agosto, irá decorrer um eclipse solar parcial, com a lua a cobrir até 93,4% do disco solar.

Com previsão para ocorrer das 18h42, com o sol a pôr-se pelas 20h25, ainda eclipsado.

O eclipse é um raro fenómeno natural que ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, projetando uma sombra na superfície terrestre que transforma o dia em noite.

Para ver o eclipse solar parcial corretamente, deve seguir as seguintes recomendações da Direção Geral de Saúde e da Proteção Civil:

– Nunca olhar diretamente para o sol sem a proteção adequada (óculos certificados – marcação CE e ISSO 12312-2);

– Confirmar que os óculos não apresentam riscos, furos, fissuras ou outros danos;

– Não utilizar óculos danificados ou cuja origem seja desconhecida;

– Não utilizar alternativas aos óculos certificados:

– Os óculos de sol, mesmo muito escuros, não protegem contra os danos causados pela observação direta do Sol;

– Não observar o Sol através de telescópios, binóculos, máquinas fotográficas ou outros equipamentos óticos sem filtros solares especificamente concebidos para esse efeito;

– Manter os óculos colocados durante toda a observação

– Procurar um local com vista completamente desimpedida para oeste-noroeste, sem serras, prédios ou arvoredo.

Para proteger as crianças:

– As crianças pequenas ou bebés não devem observar diretamente o eclipse, mesmo utilizando óculos certificados, uma vez que podem retirá-los inadvertidamente;

– Nas crianças mais velhas, explicar previamente a forma correta de utilização dos óculos e assegurar supervisão permanente durante a observação;

– Pode observar através de outros métodos, como a projeção do eclipse solar parcial utilizando uma folha e uma caixa de sapatos.

Cuidados a ter com equipamentos:

– Não apontar equipamentos como binóculos, máquinas fotográficas e telescópios diretamente ao sol, sem filtros solares específicos na abertura frontal.

Se observar o fenómeno sem os óculos recomendados, a queimadura solar pode provocar, entre outros:

– Visão turva ou desfocada;

– Aparecimento de uma mancha ou ponto cego no centro da visão;

– Alteração da perceção das cores;

– Sensibilidade anormal à luz.

Em caso de sintomas deve ser contactado o SNS 24 para devido aconselhamento e encaminhamento.

APMEDIO alerta que nova Portaria poderá excluir a maioria da comunicação social regional e local da publicidade institucional dos Fundos Europeus

28 July 2026 at 07:09

A APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online alertou hoje para os efeitos da Portaria n.º 263-B/2026/1, de 15 de junho, considerando que os critérios de elegibilidade nela previstos poderão excluir uma parte muito significativa dos órgãos de comunicação social regionais e locais portugueses do regime de publicidade institucional relativo aos projetos financiados pelos Fundos Europeus.
Segundo a Associação, a Portaria remete, para efeitos de elegibilidade, para a alínea a) do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 98/2007, que exige que a entidade proprietária ou editora disponha de:
“…pelo menos, cinco profissionais com contrato de trabalho ao seu serviço, dos quais três jornalistas com carteira profissional, e uma tiragem média mínima por edição de 5000 exemplares nos seis meses anteriores à data de apresentação do requerimento de candidatura, caso a periodicidade com que se encontrem registadas seja igual ou inferior à trissemanal.”

Na perspetiva da APMEDIO, estes requisitos foram concebidos para uma realidade da comunicação social existente há quase vinte anos e não refletem a estrutura atual da comunicação social regional e local portuguesa, constituída maioritariamente por pequenas e microempresas. A Associação considera que a aplicação destes critérios poderá impedir que muitos órgãos de comunicação social de proximidade participem na divulgação institucional dos projetos financiados pela União Europeia, apesar do papel que desempenham diariamente na informação das comunidades locais.
“A qualidade do jornalismo não depende da dimensão da empresa nem do número de trabalhadores ao seu serviço. Depende da responsabilidade editorial, do cumprimento da lei e da confiança conquistada junto das comunidades.”
A APMEDIO defende que os critérios de elegibilidade deveriam privilegiar fatores como:

  • o registo junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC);
  • a existência de Estatuto Editorial;
  • a designação de Diretor de Informação;
  • o cumprimento do Estatuto do Jornalista e das restantes normas legais aplicáveis;
  • a atividade editorial regular;
  • a efetiva implantação territorial do órgão de comunicação social.
    Na opinião da Associação, estes elementos constituem uma garantia muito mais adequada da qualidade editorial do que critérios baseados exclusivamente na dimensão empresarial.
    A APMEDIO lembra ainda que a comunicação social regional e local desempenha um papel essencial na divulgação dos investimentos públicos realizados nos territórios, assegurando informação de proximidade e contribuindo para a transparência na aplicação dos Fundos Europeus.
    A Associação considera, por isso, necessária uma revisão dos atuais critérios de elegibilidade, de forma a adaptá-los à realidade da comunicação social portuguesa em 2026 e a garantir que os mecanismos de publicidade institucional não excluem precisamente muitos dos órgãos de comunicação social que diariamente acompanham a execução dos projetos financiados pela União
    Europeia.

  • No âmbito desta iniciativa, a APMEDIO remeteu posições institucionais ao Presidente da República, ao Governo, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República e aos Deputados ao Parlamento Europeu, apelando à revisão dos critérios atualmente previstos.

  • Sobre a APMEDIO
    A APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online é uma associação representativa de órgãos de comunicação social digitais de âmbito regional e local, criada para promover o pluralismo da comunicação social, defender a sustentabilidade do setor e contribuir para
    a modernização do enquadramento legislativo aplicável aos media portugueses.
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