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Conferência Plot /+M: A IA e a visibilidade digital das marcas

By: + M
22 October 2026 at 14:17

Durante décadas, a notoriedade mediu-se pela primeira marca que vinha à cabeça das pessoas e também pela dimensão e quota de mercado. Hoje, cada vez mais, a primeira resposta vem de um modelo LLM.

Este é o ponto de partida para a conferência “A IA e a visibilidade digital das marcas”, que vai decorrer no próximo dia 28 de outubro, a partir da 9h30, no Estúdio ECO.

As marcas construíram notoriedade ao longo de décadas. No dia 28 vamos ver quais são das mais recomendadas pela IA, em seguro auto, seguro de saúde, poupança e crédito habitação. O estudo é realizado pela Plot.

Segue-se o painel “Do top of mind ao top of mAInd, quem dá cartas agora?“, que reúne Ana Esteves, responsável pelo ecossistema de prevenção da Multicare, Maria João Silva, chief marketing officer da Generali Tranquilidade, Mariana Dória, responsável de experiência e estratégia de clientes e marketing digital do Santander, e Rui Borges, CEO da Plot

A forma como a notoriedade espontânea passa naturalmente para a IA e o que é preciso fazer para a manter — o papel que têm o site, os conteúdos e as fontes externas serão alguns dos temas abordados.

Num segundo momento, com Francisco de Soure, digital & innovation director / executive committee Pingo Doce, Jerónimo Martins, e Elsa Gomes, diretora de estratégia digital da Plot, veremos como a aplicabilidade dos dados extraídos deve orientar a estratégia digital das marcas.

Pode consultar o programa e inscrever-se aqui.

A comunicação até pode ser santa, mas não faz milagres

22 October 2026 at 11:49

Uma subida de preços sem uma melhoria percetível no serviço. Uma reorganização anunciada em nome da eficiência, enquanto as equipas acumulam trabalho. Um compromisso com a sustentabilidade que não resiste às escolhas comerciais.

Em situações como estas, uma mensagem mais clara pode explicar a decisão. Mas dificilmente resolve a contradição que está na sua origem.

“Precisamos de comunicar melhor.” A frase surge depressa quando uma decisão provoca resistência. É confortável atribuir o insucesso à comunicação: permite mudar a mensagem sem questionar a escolha que lhe deu origem. Mas, muitas vezes, os públicos compreenderam perfeitamente. Simplesmente, não concordaram.

Claro que há falhas de comunicação. Há mensagens confusas, momentos mal escolhidos e explicações insuficientes. O problema começa quando se presume que toda a resistência resulta de uma falha dessas. Nesse momento, a gestão deixa de ouvir o que a reação dos públicos lhe pode ensinar.

É aqui que a comunicação se torna um teste à qualidade da gestão. Se explicar uma decisão exige omitir as suas consequências mais relevantes, essa decisão merece regressar à mesa onde foi tomada.

Isso não significa que uma boa decisão tenha de ser popular. Gerir implica fazer escolhas difíceis, distribuir recursos escassos e aceitar desacordos. Mas existe uma diferença entre enfrentar resistência com argumentos sólidos e procurar palavras capazes de disfarçar uma escolha mal fundamentada. Cabe à gestão saber distinguir as duas situações.

Para isso, é fundamental que a comunicação entre mais cedo no processo. Que possa perguntar quem será afetado, que promessa ficará comprometida e que consequências a organização está preparada para assumir. Sobretudo, que tenha espaço para dizer: esta decisão pode funcionar na folha de cálculo e falhar na relação com as pessoas de quem o negócio depende.

Quando a direção de comunicação recebe apenas decisões fechadas, a empresa desperdiça uma parte importante da sua competência: interpretar o contexto, antecipar reações e trazer para dentro da organização perspetivas que a administração pode não estar a ouvir. E responsabiliza-a por consequências que já não tem margem para alterar.

Ter a comunicação à mesa não chega se não houver espaço para discordar. Quando se espera apenas que valide o que foi decidido, a sua presença torna-se decorativa. A gestão perde assim uma oportunidade de corrigir o problema antes de o tornar público.

A pergunta para os gestores é, por isso, bastante concreta: a direção de comunicação tem poder para questionar uma decisão ou só para a apresentar?

A resposta revela o lugar que a comunicação ocupa na empresa. Revela também a disponibilidade da gestão para ser contrariada antes de ser confrontada pelo mercado.

Antes de pedir uma narrativa melhor, talvez valha a pena perguntar: o que teríamos de mudar nesta decisão para conseguirmos defendê-la publicamente?

A comunicação até pode ser santa, mas não faz milagres. E rever decisões continua a ser uma responsabilidade da gestão.

Vizinhos + Auchan: sem saberem, escolas estavam incluídas nesta iniciativa

22 October 2026 at 06:30
Só três escolas foram contactadas através dos seus directores. As explicações do Auchan sobre o processo. Concerto é no dia 28. A novidade surgiu há umas semanas e terá motivado muitos alunos e professores: os Vizinhos vão actuar, de forma gratuita, numa escola portuguesa. Rapidamente se espalharam as partilhas nas redes sociais, em grupos. Tudo para a “escola do meu filho” ser a mais votada. Como o próprio site da iniciativa menciona, “durante um mês, escolas de todo o país mobilizaram alunos, professores, famílias, amigos e comunidades para tentar levar os Vizinhos até à sua escola”. A votação decorreu até

Repórter Tâmara Freire, da Agência Brasil, é finalista no Prêmio SBIm

20 October 2026 at 20:53

Logo Agência Brasil

A repórter da Agência Brasil Tâmara Freire foi selecionada entre os finalistas do VII Prêmio SBIm de Jornalismo em Saúde, com a reportagem Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco. A lista de candidatos ao prêmio foi divulgada nesta terça-feira (20).

A reportagem conta com a edição de Juliana Andrade e fotos de Tomaz Silva e Fernando Frazão. O trabalho foi considerado um dos três melhores na categoria Texto para internet e mostra que, em 2025, apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19, e 63% contra o influenza, vírus causador da gripe. 

Notícias relacionadas:

Os dados, reunidos pelo Ministério da Saúde a pedido da Agência Brasil, apontam que pelo menos 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) após a infecção por algum subtipo do vírus Influenza, de 2023 até o início de agosto de 2026. Dessas, 25 morreram, sendo sete este ano.

A jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) afirma que a matéria é um alerta e um apelo, para que as pessoas entendam que todas as vacinas recomendadas são essenciais e seguras, e para que mais nenhuma família sofra perdas evitáveis.

"As vacinas revolucionaram a história da humanidade e o programa de imunizações do Brasil é uma força reconhecida mundialmente. Infelizmente, o negacionismo da pandemia ainda reverbera, causando adoecimentos e mortes, inclusive entre gestantes e bebês", diz Tâmara. 

Tâmara Freire é jornalista na EBC há 13 anos e atua principalmente na cobertura de saúde e ciência, com foco especial em vacinação. Ela cursa mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A repórter foi eleita duas vezes como uma das jornalistas mais admiradas da imprensa de saúde, ciência e bem estar no prêmio promovido pelo Hospital Albert Einsten. Além disso, conquistou o 3º lugar na última edição do Prêmio da Sociedade Brasileira de Imunizações, com o podcast Sala de Vacina.

"É muito gratificante ter o meu trabalho reconhecido por organizações como Sbim, Febrasgo e Opas. Esta é mais uma prova de que o jornalismo de saúde feito pela Agência Brasil é pautado pelo interesse público e pelas evidências científicas, dois princípios inegociáveis para quem luta contra a desinformação", comemora. 

VII Prêmio SBIm de Jornalismo em Saúde

A premiação é realizada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

O concurso teve como tema “Vacinação da gestante: proteção para a mãe e o bebê”. A solenidade de premiação acontecerá em São Paulo, no dia 18 de novembro.

Veja a lista dos finalistas: 

Impresso:

  • Isabel Dourado (Correio da Manhã) — Vacinação em gestantes: um ato duplo de amor;
  • Mariana Rosário (O Globo) — De mãe para filho: Vacina de VSR para grávidas já barra avanço da bronquiolite grave em bebês;
  • Paloma Oliveto (Correio Braziliense) — Medida simples para um problema grave;

Texto para internet:

  • Layla Shasta (Veja Saúde) — “Vi meu filho desfalecer em meus braços”: falta de vacinas na gravidez expõe bebês a doenças graves;
  • Talyta Vespa e Poliana Casemiro (G1) — Após filha morrer por complicações do VSR, mãe engravida novamente e recebe no SUS vacina que não pôde pagar na primeira gestação;
  • Tâmara Freire (Agência Brasil) — Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco;

Áudio e vídeo:

  • Júlio Barros Manoel e Robbson Queiroz (Record News) — Vacinação na gestação: Proteção para a mãe e o bebê;
  • Thais de Travassos e Marcela Varasquim (Record) — Vacinação de gestantes;
  • Zuila Duarte (TV Cabo Branco) — Duas vidas, uma proteção: a importância da vacinação na gravidez;

European Excellence Awards 2026 com presença portuguesa na shortlist

By: + M
20 October 2026 at 19:26

A EDP, o Novobanco, a NOVA FCT e a REN estão entre os finalistas da edição de 2026 dos European Excellence Awards, competição europeia de relações públicas e comunicação. Os prémios distinguem os melhores projetos e profissionais de comunicação da Europa e são considerados uma das principais referências internacionais do setor. Todos os anos, recebem centenas de candidaturas de dezenas de países europeus.

A EDP e a EDP Comercial somam três nomeações. A campanha da EDP Comercial O homem com mais energia do País , criada pela agência Nossa, é finalista em duas categorias: Campanha Multicanal e Energia e Serviços Essenciais.

Segundo a candidatura, a EDP estava a perder quota de mercado e, para recuperar a ligação emocional aos clientes, a marca escolheu para rosto João Baião. Lançou também o mote “A EDP tem muito mais para dar”. A empresa afirma que a campanha melhorou a perceção da marca, o envolvimento do público e o negócio, e “inverteu anos de queda”.

A terceira nomeação, em Experiência Digital, é para o novo site corporativo da EDP. Segundo a candidatura, no primeiro semestre de 2026, registou 368 mil sessões e 750 mil visualizações de página, um desempenho 10% superior ao do mesmo período de 2025.

O Novobanco é finalista em “Change Communications”, categoria que distingue campanhas de apoio à transformação das organizações. A candidatura, “Let Our Journey Begin”, é o programa de comunicação que acompanhou a integração do banco no grupo francês BPCE. Durante um ano, o banco combinou “comunicação da liderança, envolvimento dos colaboradores, experiências imersivas e diálogo contínuo”.

A Corpcom é finalista em Ciência e Educação com “NOVA FCT: Making Science Newsworthy”. O projeto foi desenvolvido para a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT) e tinha como objetivo colocar os investigadores da faculdade em contacto com jornalistas, sempre que um tema que dominavam estava na atualidade. Segundo a candidatura, o projeto gerou mais de 120 peças de earned media e mobilizou mais de 20 especialistas.

“A presença regular na shortlist da competição ao longo destes anos confirma a consistência do trabalho desenvolvido pela equipa. Voltar a competir entre os melhores da Europa nos 20 anos desta competição ganha um gosto especial”, afirma José Franco, managing partner da Corpcom, citado em comunicado. A consultora já venceu três European Excellence Awards, em 2013, 2017 e 2021.

A REN – Redes Energéticas Nacionais é finalista na categoria de relatórios anuais e de responsabilidade social corporativa com o seu Relatório Integrado, assinado pela White Way. O relatório assenta no conceito “Energia com Compromisso – Sustentável no presente, ligada ao futuro”. Segundo a candidatura, o conceito traduz a visão de longo prazo da empresa e o seu papel de operador “estável e responsável” no centro da transição energética.

Na categoria Agência do Ano, estão entre os finalistas a Atrevia e a Team Lewis, duas agências com presença em Portugal.

Os vencedores da edição de 2026 serão anunciados em Berlim, no próximo dia 11 de dezembro, durante a cerimónia que assinalará os 20 anos desta competição internacional. Lisboa já recebeu a final desta competição em 2019.

CIAC inaugura o INTERFACE: Novo laboratório que une Arte, Comunicação e Ciência na UAlg

20 October 2026 at 08:55

 O CIAC – Centro de Investigação em Artes e Comunicação assinalou oficialmente a abertura do INTERFACE – Laboratório de Tradução Digital, uma nova infraestrutura tecnológica e científica criada para aproximar a ciência, a criação artística e a sociedade.

Saliente-se que o INTERFACE é um laboratório pioneiro focado na tradução e visualização de conhecimento científico complexo para o grande público e para as indústrias criativas. Foi financiado em 473.800 euros pelo programa EQUIPAR+2 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR),

Dotado de equipamento de ponta para produção imersiva e interatividade, o laboratório servirá investigadores, docentes e estudantes da Universidade do Algarve. De acordo com o coordenador do CIAC, Bruno Mendes da Silva, “o INTERFACE atuará como um laboratório especializado, capaz de transformar dados científicos complexos, por exemplo, da área das ciências da saúde, em narrativas visuais acessíveis e envolventes”.

Importa salientar que o projeto contempla ainda uma extensão regional, o AI Studio, localizado no polo do CIAC no Instituto Politécnico de Santarém, focado em Inteligência Artificial e literacia digital, equipado com periféricos inclusivos (tecnologia Braille e comandos por voz) para garantir total acessibilidade.

Com a entrada em funcionamento do INTERFACE, o CIAC reforça a sua capacidade de investigação transdisciplinar, promovendo a inovação tecnológica e a difusão da ciência na região e no país.

Nova porta-voz da Casa Branca durou… 5 dias

16 October 2026 at 22:30
Já acabou a curta mas turbulenta passagem de Katie Zacharia como principal porta-voz da administração Trump. Quando Karoline Leavitt deixou a Casa Branca, já tinha ficado o aviso: podia ser impossível substituí-la. Karoline Leavitt era secretária de imprensa da Casa Branca, porta-voz do Governo dos EUA. Abandonou o cargo no dia 31 de Agosto. Por motivos familiares, Leavitt saiu. Mas era um dos rostos principais do legado Trump, um membro vital da equipa de conselheiros do presidente, que conhece e compreende bem o presidente dos EUA, que liderava os seus ataques, que perseguia os jornalistas que Trump queria perseguir. Seria

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Já acabou a curta mas turbulenta passagem de Katie Zacharia como principal porta-voz da administração Trump.

Comunicação e Poder: quase tudo deixa rasto

16 October 2026 at 12:06

Confundir proximidade ao poder com autoridade própria é um erro comum, mas na era digital é também um erro perigoso. Num tempo em que tudo deixa rasto, os jogos de bastidores duram cada vez menos.

Vivemos no tempo do comentário instantâneo. A velocidade com que se emite um julgamento ultrapassou, há muito, o tempo necessário para compreender a complexidade de qualquer fenómeno. Na esfera pública e, cada vez mais, nos contextos profissionais, criticar, desconstruir e apontar falhas tornou-se quase um reflexo pavloviano.

Mas talvez o fenómeno mais interessante não esteja apenas em quem critica. Está também em quem, por se encontrar próximo de quem exerce influência, começa a confundir proximidade com margem de ação e espaço de intervenção.

Há uma confusão recorrente nas relações de poder: a confusão entre influência e autoridade.

Uma posição de proximidade, uma rede de contactos ou o acesso privilegiado a determinados centros de decisão podem criar a sensação de que se tem autoridade sobre territórios que, na realidade, não nos pertencem.

Ter influência não é ter poder de decisão. Ter acesso não é ter autoridade. E estar próximo de quem decide não transforma automaticamente uma vontade pessoal numa orientação legítima.

Há quem confunda essas coisas e, nessa confusão, tente condicionar o trabalho de outros, interferir onde não lhe compete ou limitar o espaço de quem identifica como ameaça à sua própria posição.

O mais curioso é que este poder raramente se apresenta como tal. Aparece muitas vezes diluído numa tarefa, num conselho, numa preocupação, numa interação habitual ou numa suposta defesa do interesse comum. Mas a intenção revela-se quando o conselho deixa de ser apenas conselho, a interação habitual ultrapassa a sua fronteira natural e a discordância deixa de ser reconhecida como legítima e passa a ser reinterpretada. É aí que a ilusão começa a ganhar contornos perigosos.

Porque o poder pode continuar a ser exercido nos bastidores, mas já não existe verdadeiramente um mundo fechado à informação. Uma mensagem, uma instrução, uma tentativa de condicionamento ou uma intervenção informal podem sobreviver ao contexto em que surgiram. Nem tudo ganha expressão, mas isso não significa que desapareça.

A comunicação contemporânea deixou uma característica incómoda para quem acredita controlar os bastidores: quase tudo deixa rasto.

E há ainda outro detalhe que o poder tende a esquecer: as lealdades são menos sólidas do que parecem.

Quem hoje aceita determinada dinâmica por conveniência, receio ou proximidade pode amanhã olhar para ela de outra forma. Não necessariamente por coragem súbita ou por qualquer imperativo moral. Às vezes, simplesmente porque as circunstâncias mudaram.

O poder é, por definição, uma relação. E as relações mudam.

É por isso que a sensação de controlo absoluto é uma das ilusões mais frágeis de quem ocupa posições de influência. O problema não está em ter influência. O problema começa quando alguém confunde influência com autoridade e proximidade com legitimidade.

A verdadeira maturidade passa por reconhecer uma coisa bastante simples: o acesso ao poder é sempre temporário, enquanto a reputação é cumulativa.

Cada decisão acrescenta alguma coisa à forma como uma pessoa é percebida. Cada tentativa de interferência, cada gesto de arbítrio ou cada esforço para limitar o espaço de ação de terceiros pode parecer insignificante quando acontece. Mas as reputações raramente são construídas por um único episódio, sendo padrões que acabam por se tornar visíveis.

É também aqui que a comunicação deixa de ser apenas uma ferramenta de construção de imagem. Passa a ser o mecanismo através do qual a conduta real se sobrepõe à imagem pretendida.

Podemos escolher cuidadosamente as palavras com que queremos ser vistos. O que se torna muito mais difícil é controlar indefinidamente tudo aquilo que as nossas ações dizem por nós.

Talvez seja essa a grande ironia destas dinâmicas. Quanto maior a sensação de controlo, maior pode ser a tentação de esquecer que quase tudo deixa rasto.

A verdadeira inteligência estratégica talvez não esteja em descobrir até onde se consegue ir sem ser visto, mas em saber que há coisas que simplesmente não vale a pena fazer, mesmo quando, por um breve instante, se acredita que ninguém está a olhar.

Lula assume responsabilidade por dificuldade de comunicação do governo

16 October 2026 at 02:42

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a responsabilidade pela dificuldade de compreensão da sociedade sobre os resultados de seu governo. A declaração ocorreu durante sabatina promovida pela TV Globo nesta quinta-feira (15/10). Questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre a rejeição à sua gestão, Lula afirmou: “Se quando as coisas dão certo, sou eu que ganho, quando elas não dão certo, sou eu que perco”. O petista também lamentou a dificuldade de comunicar melhor as ações do governo.

Lula defendeu sua articulação com o Congresso Nacional. Ele afirmou que aprovou 99% das propostas de sua gestão e contou com o apoio de diferentes partidos. Segundo o presidente, uma base ampla é essencial para garantir a governabilidade.

Apesar do cenário eleitoral, Lula demonstrou confiança na vitória no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O presidente participou da sabatina e respondeu a perguntas de jornalistas.

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