No Paraná, o reconhecimento alcança Altamira do Paraná e Santa Terezinha de Itaipu, municípios afetados por vendavais.
No Rio Grande do Sul, também houve reconhecimento de emergência por vendaval em Alto Alegre. As cidades gaúchas de Bom Jesus, Formigueiro e Veranópolis registraram chuvas intensas.
Em Santa Catarina, a situação de emergência foi reconhecida em Arabutã, em razão da ocorrência de granizo.
A Defesa Civil de São Paulo colocou todo o território paulista em estado de atençãopara chuvas entre esta quinta-feira (22) e sábado (24). A previsão indica pancadas de intensidade moderada a forte, acompanhadas de raios e rajadas de vento, com risco de alagamentos, enxurradas e elevação dos níveis de rios e córregos.
De acordo com o Boletim Meteorológico Especial do El Niño, emitido nesta quarta-feira (21), sistemas meteorológicos devem manter as condições de instabilidade em diferentes regiões do estado ao longo dos próximos dias.
Nesta quinta, são esperadas pancadas de chuva em diversas áreas paulistas, especialmente durante a tarde e a noite. A previsão também abrange a capital e a Região Metropolitana de São Paulo, onde o volume de precipitação pode ser elevado em curtos períodos, favorecendo alagamentos pontuais e enxurradas.
Na sexta-feira (23), a instabilidade deve persistir, com novas pancadas moderadas a fortes, raios e rajadas de vento. A tendência é que as precipitações continuem em grande parte do estado no sábado.
Segundo a Defesa Civil, a ocorrência de chuvas sucessivas pode deixar o solo encharcado e elevar os níveis de rios e córregos, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas, transbordamentos pontuais e deslizamentos de terra em áreas suscetíveis. Também há possibilidade de queda de árvores e interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica.
O diretor da Defesa Civil, tenente-coronel Adriano Baruffaldi, orienta que a população adote medidas preventivas antes do início das chuvas, como limpar calhas e ralos, verificar as condições dos telhados e prender objetos que possam ser levados pelo vento.
A poda preventiva de galhos que ofereçam risco também é recomendada. Segundo Baruffaldi, as medidas ajudam a reduzir os impactos das tempestades.
A Defesa Civil orienta que a população evite áreas alagadas e não atravesse ruas inundadas ou trechos com correnteza, seja a pé ou de veículo. Também é recomendado manter distância de rios e córregos durante períodos de chuva intensa e não procurar abrigo sob árvores, postes ou estruturas metálicas durante tempestades.
Em áreas de encosta, é importante observar sinais de risco, como rachaduras no solo ou nas paredes, inclinação de árvores e postes e estalos no terreno. Caso algum desses indícios seja identificado, a orientação é se afastar do local e acionar a Defesa Civil.
Os moradores podem receber alertas gratuitos por SMS enviando o CEP da localidade desejada para o número 40199. Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193.
Ações de defesa civil no país terão reforço de R$ 300 milhões para gestão de riscos e desastres. Medida provisória publicada nesta quarta-feira (21) abre crédito extraordinário em nome do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Segundo a MP n° 1.398, os recursos serão aplicados no programa Gestão de Riscos e de Desastres, na ação de Proteção e Defesa Civil.
A medida provisórias foi editada com base nos artigos 62 e 167 da Constituição Federal, que permitem a abertura de créditos extraordinários por ato do Executivo em situações consideradas urgentes e relevantes.
A madrugada desta sexta-feira (16) no estado de São Paulo foi marcada por chuva forte, raios e rajadas de vento, além de granizo em algumas localidades. Entre as 2h e 5h horas da manhã, a Defesa Civil do estado emitiu 15 alertas preventivos.
Os avisos abrangeram municípios das regiões de Avaré e Botucatu, Campinas, Registro e Vale do Ribeira, região metropolitana da capital, litoral paulista, Bragança Paulista, Vale do Paraíba e litoral norte.
Por volta das 2h30, a região da Água Espraiada entrou em alerta para transbordamento. Às 4h19, a subprefeitura do Ipiranga entrou em estado de alerta em razão do extravasamento do Ribeirão dos Meninos. Até o momento, a Defesa Civil não obteve relatos de ocorrências graves.
Nas últimas 24 horas, diversas cidades do estado registram grandes índices de acúmulo de chuva. O município de Diadema concentrou 64mm de chuva, Arujá teve 58mm e Taboão da Serra, 57mm.
Foram enviados 10 alertas por SMS e cinco por Cell Broadcast, sistema que permite o envio de mensagens diretamente aos celulares em áreas sob risco.
Previsão para o dia
De acordo com a Defesa Civil, o tempo deve permanecer instável ao longo desta sexta-feira (16). São esperadas pancadas de chuva isoladas, que podem vir acompanhadas de rajadas de vento e descargas elétricas.
Na faixa leste paulista e nas regiões próximas à divisa com Minas Gerais, a atenção deve ser redobrada. Nesses locais, o solo encharcado aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e elevação dos níveis de rios e córregos. Nas demais regiões do estado, as chuvas apresentam menor potencial para provocar transtornos.
Confira mais detalhes sobre a situação das chuvas em São Paulo no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
A chuva forte que atingiu Rio Verde, no Sudoeste goiano, na noite de quarta-feira (14/10), fez o Córrego Barrinha transbordar e provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade. A força da enxurrada assustou moradores, dificultou o trânsito e deixou um homem em situação de risco.
O homem foi arrastado pela correnteza quando tentou recuperar um capacete que havia caído na água. Com a força da enxurrada, ele foi parar debaixo de um carro. Pessoas que presenciaram a cena ficaram assustadas, e outro homem conseguiu retirá-lo debaixo do veículo. Apesar do susto, a vítima já está em casa e se recupera.
Na região do Espelho d’Água, o transbordamento do Córrego Barrinha chamou a atenção pela velocidade com que a água tomou as vias. No Bairro Dona Gercina, ruas também ficaram alagadas, dificultando a passagem de veículos e pedestres.
Um carro ficou ilhado após apresentar problemas ao tentar atravessar um trecho inundado. A orientação das autoridades é evitar áreas alagadas e procurar caminhos alternativos, sem tentar atravessar ruas tomadas pela água.
Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), Rio Verde registrou 36,4 milímetros de chuva durante o temporal. O órgão relaciona a instabilidade ao avanço de uma frente fria pelo Sudoeste goiano, que favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades.
A Defesa Civil alertou para o risco de enxurradas e alagamentos e recomendou que a população não atravesse áreas inundadas. A previsão para esta quinta-feira (15) mantém a possibilidade de novas tempestades em Goiás, com descargas elétricas, eventual queda de granizo e rajadas de vento que podem chegar a 70 km/h.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climática da Prefeitura de São Paulo (CGE), a cidade deve enfrentar nesta quinta-feira (14) situação parecida com a desta quarta (13), graças à aproximação de uma frente fria.
Entre o final da tarde e início da noite devem ocorrer pancadas de chuva e rajadas de vento em várias regiões da cidade. Além disso, o solo encharcado pela chuva de ontem, mantém elevado o potencial para alagamentos, queda de árvores e deslizamentos de terra.
O túnel do Vale do Anhangabaú viveu uma situação caótica, com uma grande inundação que deixou mais de 20 veículos submersos.
Segundo a prefeitura, a chuva intensa acumulou 42 milímetros na região central em apenas 40 minutos. Esse volume representa 37% do total de 112 milímetros previsto para todo o mês de outubro na capital, correspondendo ao esperado para 11 dias.
Atenção
A Defesa Civil de São Paulo publicou dicas para enfrentar as fortes chuvas que devem atingir a cidade nesta tarde/noite:
Não atravesse ruas alagadas, enxurradas ou áreas com correnteza, a pé ou de veículo.
Evite permanecer em áreas baixas próximas a rios e córregos durante chuvas fortes.
Ao perceber rachaduras no solo ou nas paredes, inclinação de árvores e postes ou estalos em encostas, deixe o local e procure abrigo seguro.
Durante tempestades com raios e ventos fortes, afaste-se de áreas abertas, árvores, postes e estruturas metálicas.
Ao dirigir sob chuva intensa, reduza a velocidade, aumente a distância entre os veículos e nunca tente atravessar trechos alagados.
Confira no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, os impactos das chuvas em São Paulo
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
A cidade de Manaus (AM) voltou a amanhecer sob fumaça gerada pelas queimadas no estado neste sábado (10). O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou qualidade péssima do ar na capital.
Esse é o terceiro dia consecutivo que a capital é encoberta por fumaça.
Nesta sexta (9), a Prefeitura de Manaus suspendeu as atividades escolares e nos órgãos municipais devido à péssima qualidade do ar. Na data, o índice de qualidade do ar foi de 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado, substância tóxica presente na fumaça.
Neste sábado, por volta das 6h, o índice foi ainda maior, alcançando 209 µg/m³. A qualidade do ar é considerada boa quando atinge até 25 µg/m³.
Nesta tarde, os pontos de monitoramento da capital registram a qualidade do ar entre moderada e ruim. No município de Careiro, na Região Metropolitana, entretanto, o nível ainda é péssimo, com 117,5 µg/m³.
Suspensão de atividades e alerta à população
A Defesa Civil do Amazonas disparou alerta aos celulares orientando a população que use máscara | Foto: Reprodução/Defesa Civil
Universidades também suspenderam as atividades devido à fumaça. A Defesa Civil do Amazonas disparou alerta aos celulares orientando a população a evitar exposição à fumaça e usar máscaras ao sair de casa.
Ainda na sexta-feira, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática disse em nota que realiza ações permanentes de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais na região, com mobilização de equipes, aeronaves e recursos.
“Desde o início da temporada de incêndios florestais, o Ibama extinguiu 229 incêndios no Amazonas e segue atuando no combate a outros 20 incêndios ativos no estado”, afirmou o ministério.
A pasta acrescentou que disponibilizará mais seis aeronaves, sendo quatro aviões para lançamento de água e dois helicópteros, além de 290 profissionais brigadistas.
Governo proibiu queimadas por 120 dias
Manaus também sofreu com fumaça no mês de setembro. No dia 23, o prefeito Renato Júnior (Avante) cobrou políticas contra queimadas no interior do estado.
“Falta política pública no interior do Amazonas. E agora Manaus está pagando a conta de todo dia amanhecer encoberto de fumaça por falta de política pública nacional, dos outros estados e também do estado do Amazonas”, disse ele em publicação nas redes sociais.
O Governo do Amazonas proibiu por decreto no mês passado o uso do fogo em todo o estado por 120 dias. A medida proíbe o emprego de queimadas em atividades de limpeza, manejo e renovação de áreas.
Também em 23 de setembro, o Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), coordenado pelo Ibama, recebeu solicitação de apoio do Governo do Amazonas para combate a incêndios florestais, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática.
“Em resposta ao pedido, foram acionados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus)”, declarou o ministério.
De acordo com o órgão, em 30 de setembro, após as chuvas contribuírem para o controle dos focos de incêndio, o Governo do Amazonas comunicou que não seria mais necessário o apoio do Respad, dispensando a atuação da equipe federal antes do deslocamento a campo.
“O MMA informa ainda que orientou o Governo do Amazonas a solicitar recursos por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) para ampliar sua capacidade de resposta aos incêndios florestais. Contudo, até o momento, o estado não formalizou o pedido”, disse o ministério.
Fumaça oferece riscos à saúde
O risco de inalação de material particulado é maior dependendo do tempo de exposição e da quantidade inalada. Os mais suscetíveis a apresentar reações são crianças e idosos, mas todos podem ter comprometimento pulmonar e respiratório.
As queimadas também geram uma série de poluentes que podem permanecer no ar por semanas, como monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio.
Governo amplia estrutura de combate a incêndios
Na última sexta-feira, o Governo do Amazonas afirmou em nota que tem feito reuniões sobre o tema das queimadas para conter os impactos ambientais, proteger a população e intensificar a fiscalização no estado. Segundo o governo, foi ampliado de 11 para 25 em um ano o número de bases permanentes de bombeiros em cidades do interior, e que o efetivo passou de 692 para 1.651.
O governo acrescentou que recebeu a aeronave Thrush S2R-510, capaz de transportar quase 2.000 litros de água, e que possui cinco viaturas Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF). (Jorge Cosme/FOLHAPRESS)