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Stock de Certificados do Tesouro afunda 1,7% em setembro e bate novo mínimo

22 October 2026 at 11:38

Os Certificados do Tesouro continuam a perder dinheiro, mesmo depois do lançamento da Série 5 que passou a oferecer taxas mais altas do que as do produto anterior.

Segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, o stock destes produtos de dívida do Estado desenhados para o retalho caiu 1,71% em setembro face a agosto, para 6.331 milhões de euros, o valor mais baixo desde dezembro de 2014, segundo a série do Banco de Portugal. É o 59.º consecutivo de quedas do stock de Certificados do Tesouro (prolonga-se de forma ininterrupta desde novembro de 2021).

Em termos homólogos, a descida do stock dos Certificados do Tesouro em setembro é de 24,28%, o que equivale a menos 2.030 milhões de euros do que há um ano, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo supervisor.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A Série 5 está disponível desde 6 de julho, tem prazo de 10 anos e paga juros fixos que sobem de 2,35% no primeiro ano para 3,35% no décimo, o que dá uma taxa média bruta de 2,71%, tendo substituído os Certificados do Tesouro Poupança Valor, cujas subscrições foram suspensas.

Desde então, o stock desceu em todos os meses: 0,42% em julho, 1,39% em agosto e 1,71% em setembro, o que indica que os resgates de séries anteriores continuam a superar as novas subscrições.

Ao contrário dos Certificados do Tesouro, os Certificados de Aforro continuam a atrair poupança. O stock chegou aos 45.391 milhões de euros em setembro, batendo assim um novo máximo histórico, com uma subida de 1,76% face a agosto e de 16,27% em termos homólogos, o maior aumento em um ano desde março de 2024.

Os Certificados de Aforro representam agora cerca de 88% do total aplicado nestes dois produtos, contra 85% há um ano. Somados, os dois produtos totalizam 51.722 milhões de euros, mais 1,33% do que em agosto.

A subida homóloga global dos Certificados de 9,12% é a mais elevada desde fevereiro de 2024. O contributo dos Certificados de Aforro, que ganharam 6.353 milhões de euros em 12 meses, mais do que compensou a perda dos Certificados do Tesouro.

Portugal é o país da OCDE onde se tornou mais difícil comprar casa no último ano e na última década

22 October 2026 at 07:02

As casas em Portugal estão 66,7% mais caras face ao rendimento das famílias do que em 2015, e quase um terço dessa distância abriu-se somente no ano passado.

O indicador de acessibilidade da habitação da OCDE, que compara o preço das casas com o rendimento disponível por habitante, passou de 147,3 pontos em 2024 para 166,7 em 2025, traduzindo-se assim…

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Juros voltam a pesar mais de metade da prestação da casa

21 October 2026 at 11:19

Mais de um ano depois, os juros voltam a pesar mais de metade da prestação da casa, refletindo a subir das taxas desde o início da guerra no Irão, em fevereiro.

Em setembro, a prestação média da casa voltou a subir pelo sétimo mês seguido, fixando-se nos 423 euros, mais cinco euros em relação ao mês anterior e mais 30 euros do que em setembro de 2025, segundo os dados revelados esta quarta-feira pelo INE.

A parcela relativa a juros representou 50,4% da prestação média, ou seja, 213 euros. Desde agosto de 2025 que tal não acontecia e reflete o agravamento da Euribor desde o eclodir do conflito no Médio Oriente, há oito meses. Já o capital amortizado representou 49,6%, ou 210 euros, de acordo com o instituto de estatísticas.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Isto significa na prática que, perante o forte agravamento das taxas Euribor nos últimos meses, portugueses voltam a pagar mais em juros do que conseguem amortizar capital quando pagam a mensalidade do empréstimo da casa.

Segundo os dados do INE, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu para 3,194% em setembro, traduzindo um aumento de 3,2 pontos base face ao mês anterior. Foi o quarto mês seguido a subir, atirando a taxa para o valor mais alto desde setembro do ano passado.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 2,910% em agosto, para 2,959% em setembro, a mais elevada desde maio de 2025. Nestes contratos, o valor médio da prestação subiu 13 euros, para 757 euros, correspondendo a um aumento homólogo de 13,7%.

O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação aumentou 655 euros, atingindo 80.843 euros.

(Notícia atualizada às 11h33)

Riqueza das famílias aumenta 73% na última década à boleia da subida dos preços das casas

21 October 2026 at 07:08

Na última década, a riqueza líquida das famílias portuguesas aumentou 73,4%, de 700 mil milhões de euros no final de 2015 para 1.214,3 mil milhões no primeiro trimestre de 2026, muito por conta da forte subida dos preços da habitação, dado que metade da riqueza dos portugueses permanece alojada em betão.

Porém, os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal no âmbito das novas contas de distribuição da riqueza revelam que a riqueza líquida mediana por família no país fixou-se nos 106…

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Mais de metade dos portugueses recorreu a crédito para pagar faturas, aponta estudo

By: Lusa
20 October 2026 at 17:29

Mais de metade dos portugueses (53%) recorreu a dinheiro emprestado ou a cartões de crédito nos últimos seis meses para pagar as suas contas, numa percentagem que sobe para 79% entre os rendimentos abaixo da média, refere um estudo.

De acordo com o “European Consumer Payment Report 2025” (ECPR) da Intrum, que inquiriu mil pessoas em Portugal, este recurso ao crédito acontece apesar da confiança demonstrada pelos consumidores na gestão das finanças do dia-a-dia.

Segundo os resultados, 79% dos inquiridos têm confiança na sua capacidade para pagar todas as contas mensais e 70% dizem conseguir fazer face a uma despesa imprevista sem pedir dinheiro emprestado, dois indicadores que sobem face ao verificado em 2025 (71% e 57%, respetivamente).

Face ao inquérito anterior, o estudo da Intrum verificou um aumento do número de respondentes que pagaram pelo menos uma fatura após o prazo de vencimento (de 22% para 24%) e da população que utiliza inteligência artificial (IA) para gerir as suas finanças pessoais (de 8% para 33%).

O estudo apontou ainda que 17% dos inquiridos são considerados financeiramente frágeis, contra 26% no ano passado, e que 38% utilizaram a opção de pagamento “compre agora, pague depois” (BNPL, Buy Now Pay Later, na sigla em inglês). Este tipo de pagamento é utilizado de forma particularmente elevada por consumidores com rendimentos abaixo da média (73%). No entender dos autores do estudo, as soluções de pagamento flexíveis “ganham cada vez mais espaço nos hábitos de consumo, afirmando-se como uma ferramenta de gestão do orçamento”.

Durante o período analisado, quase um em cada quatro consumidores (24%) tiveram uma fatura paga com atraso. Três em cada quatro consumidores (75%) pagam as faturas dentro dos prazos, abaixo dos 77% um ano antes, enquanto a proporção da população que se atrasou no pagamento de entre duas a quatro faturas subiu de 10% em 2025 para 17% este ano.

Entre as principais causas para os atrasos nos pagamentos estão o esquecimento do pagamento (59%) e a falta de dinheiro para realizar estas operações (24%). Já os problemas técnicos são responsáveis por 13% dos atrasos.

O estudo aponta que 20% dos inquiridos contraíram empréstimos pelo menos uma vez nos últimos seis meses para pagar faturas — acima dos 18% um ano antes — e que metade recorreu ao cartão de crédito para pagar contas no mesmo período — acima de 46% em 2025.

O cartão de crédito foi, de resto, mais utilizado pelos boomers — nascidos entre 1946 e 1964) –, com 67%, que pelos millennials — nascidos entre 1981-1996.

No conjunto do país, o índice de gestão financeira desenvolvido pela Intrum registou uma subida de dois pontos face a 2025, para 82 pontos, “evidenciando uma melhoria global na capacidade dos consumidores para gerir as suas finanças”, tendo havido subidas em todas as gerações, com exceção dos ‘boomers’, que se mantiveram em 83 pontos.

Os inquiridos com dificuldades de pagamento apontaram o aumento do custo de vida (59%), as despesas inesperadas (46%) e a estagnação dos salários (38%) como as principais causas de pressão financeira, todos com subidas face a 2025 e acima da média europeia (43%, 31% e 28%, respetivamente).

Entre os portugueses, 72% dizem poupar mensalmente para situações de emergência (acima de 60% em 2025 e da média europeia de 66%) e que 65% privilegiam a poupança, “mesmo quando exige sacrifícios pessoais” (63% em 2025 e média europeia de 49%).

O inquérito para a Intrum foi realizado entre 09 de julho e 20 de agosto e conduzido pela FT Longitude em 20 países europeus, junto de 20.000 consumidores.

Caixa tem mais 95 milhões de garantia pública para jovens

By: ECO
20 October 2026 at 13:45

A Caixa Geral de Depósitos teve um reforço de 95 milhões de euros da garantia pública no crédito à habitação para os jovens, segundo um despacho publicado esta terça-feira em Diário da República.

O aumento da quota do banco público, o segundo desde o lançamento da linha no final de 2024, tem por base um pedido da própria instituição, depois de ter esgotado o montante que havia sido atribuído, e o facto de prever realizar mais operações neste segmento.

Lançada no final de 2024, a linha de garantia pública para jovens ascende agora a 2,4 mil milhões de euros. O esquema — criticado pelo Banco de Portugal — termina no final deste ano e o Orçamento do Estado para 2027 prevê já um prolongamento da medida, embora o ministro das Finanças tenha dito que essa extensão ainda terá de ser formalizada.

Segundo o Banco de Portugal, no final de junho de 2026, estavam utilizados 56% (1.146 milhões de euros) do montante total atribuído (àquela data) pelo Estado para garantia no âmbito deste regime.

Esta linha destina-se a jovens entre os 18 e os 35 anos que pretendam adquirir a sua primeira habitação própria permanente.

Para aceder a este mecanismo, os candidatos têm de cumprir cumulativamente vários requisitos, incluindo auferir rendimentos que não ultrapassem o 8.º escalão do IRS e não ser já proprietário de uma outra casa.

A garantia pública tem o intuito de ajudar a viabilizar o financiamento de um prédio urbano ou de fração autónoma de prédio urbano em transações até 450 mil euros. Este limite aplica-se ao valor mínimo entre o preço de aquisição e o valor da avaliação do imóvel.

O Estado garante até 15% do valor da transação do imóvel. Por exemplo, numa casa de 200 mil euros, a garantia do Estado pode ir até 30 mil euros. No entanto, esta percentagem é ajustada proporcionalmente se o banco financiar menos de 100% do valor da transação.

Os 10% mais ricos concentram 59% da riqueza das famílias

20 October 2026 at 11:16

Ordenando as famílias portuguesas das mais pobres para as mais ricas, os 10% do topo ficaram, em média, com 59% da riqueza líquida do país entre 2010 e 2025, enquanto as famílias com riqueza abaixo da mediana (que são metade do total) ficaram apenas com 6% desse bolo. Os números constam das contas de distribuição da riqueza, estatísticas experimentais do Banco de Portugal que passam a estar disponíveis esta terça-feira numa nova plataforma de dados do supervisor.

Conhecidas internacionalmente como Distributional Wealth Accounts (DWA), estas contas são produzidas trimestralmente no âmbito do Sistema Europeu de Bancos Centrais e juntam os dados macroeconómicos das contas nacionais à informação sobre as famílias recolhida no Inquérito à Situação Financeira das Famílias (ISFF), mostrando assim o valor total da riqueza e a forma como se divide por três grupos: os 10% mais ricos, as famílias entre a mediana e esse topo, e as que estão abaixo da mediana.

De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal, no final de 2025, a riqueza líquida das famílias portuguesas totalizava 1.196 mil milhões de euros, cerca de 388% do PIB, e tem crescido desde 2010. A única exceção foi o período entre 2011 e 2013, em que diminuiu.

No primeiro trimestre de 2026, o valor subiu para 1.214 mil milhões de euros, mais 7,6% do que um ano antes. Desse total, 714 mil milhões (59%) estavam nas mãos do top 10% e 72 mil milhões nas das famílias abaixo da mediana.

O índice de Gini, que mede a desigualdade na distribuição da riqueza numa escala de 0 a 100 (em que 0 corresponde a igualdade perfeita e 100 a toda a riqueza numa só família), era de 72,5 em Portugal no primeiro trimestre de 2026. Na área do euro, o valor era de 73,1.

Entre os países analisados, o índice varia entre os 77 da Finlândia e da Áustria e os 53 de Malta. O Banco de Portugal conclui que a desigualdade evoluiu de forma semelhante em Portugal e na área do euro entre 2010 e 2025, tendo aumentado ao longo da década de 2010, diminuído no final desse período e voltado a subir nos anos seguintes.

Composição do património de ricos e “remediados”

A diferença da riqueza entre grupos não está só no valor da riqueza acumulada, mas também na composição do património. Em média, entre 2010 e 2025, os imóveis representaram 52% dos ativos das famílias, à frente dos depósitos (19%) e das participações em capital (16%).

A habitação é assim o principal ativo das famílias portuguesas. Na estatística apresentada pelo Banco de Portugal, os imóveis incluem a residência principal e outros imóveis residenciais que não sejam usados na atividade empresarial.

O peso da habitação varia, porém, muito consoante o nível de riqueza. No final de 2025, os imóveis representavam mais de 70% dos ativos das famílias abaixo da mediana e menos de 40% dos ativos das que pertencem ao top 10%.

As famílias mais ricas têm um conjunto de ativos mais diversificado, com maior peso das participações em capital, detidas em empresas cotadas ou não cotadas em bolsa, e de outros ativos, como títulos de dívida e fundos de investimento.

No lado das dívidas, os passivos das famílias somavam 167 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, dos quais 77,4% eram empréstimos à habitação. Os ativos totalizavam 1.382 mil milhões.

O supervisor sublinha que são estatísticas experimentais, com metodologia ainda em desenvolvimento, e que os resultados podem diferir dos do ISFF. Na habitação, por exemplo, o ISFF assenta na avaliação feita pelas famílias, e estas contas ancoram-se na evolução do stock de habitação das contas nacionais. Ficam também de fora os direitos associados a pensões e o numerário em carteira.

Ter uma casa em Lisboa e no Porto já não cabe num só salário. Quanto é preciso ganhar para ter um teto?

20 October 2026 at 07:05

Portugal registou no segundo trimestre a maior subida do preço das casas na União Europeia, que se traduziu num aumento de 16,5% num ano, segundo dados do Eurostat. Nas duas maiores cidades do país, este movimento de preços é só mais um sinal da pressão sobre o mercado da habitação nos últimos anos.

Um trabalhador que receba o salário médio de Lisboa e viva sozinho, tem de entregar 54% do ordenado líquido para arrendar um T1 na capital. Com o salário mínimo, a renda desse…

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Taxas Euribor sobem em todos os prazos

By: Lusa
19 October 2026 at 13:41

A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.

  • A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou para 2,994%, mais 0,024 pontos percentuais do que na sexta-feira.
  • No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu, para 3,233%, mais 0,018 pontos que no final da semana.
  • A Euribor a três meses avançou, ao ser fixada em 2,643%, mais 0,001 pontos.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, o BCE tinha subido, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024. A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 28 e 29 de outubro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da Zona Euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

App, homebanking e MB Way do Banco CTT indisponíveis no fim de semana

By: ECO
16 October 2026 at 19:50

Vários serviços online do Banco CTT vão estar indisponíveis no fim de semana por conta de uma atualização tecnológica dos sistemas do banco. Clientes vão assim ficar impossibilitados de realizarem operações na aplicação, homebanking e também MB Way.

Segundo o banco, o processo de atualização, que visa melhorar a qualidade dos serviços, estará concluída no dia 18, domingo, sendo que os serviços afetados vão ser repostos no dia seguinte, a 19, segunda-feira. “Concluída a atualização, não será necessário atualizar dados pessoais, alterar palavras-passe, fornecer credenciais de acesso ou reativar a sua conta”, esclarece na informação enviada aos clientes e que também se encontra publicada no seu site.

O banco, com mais de 700 mil clientes, avisa que durante este período vários serviços estarão indisponíveis ou a funcionar com limitações.

Além das operações online, também a consulta de saldos e movimentos nas caixas multibanco estarão indisponíveis.

Os restantes serviços continuarão a funcionar, nomeadamente os levantamentos no Multibanco, incluindo fora do país, com um limite diário de 400 euros, e também compras com cartões em lojas físicas e online, tanto em Portugal como noutro país, através de contactless, MB Way e wallets digitais, e ainda pagamentos de serviços através da caixa multibanco.

O Banco CTT alerta que se tiver uma transferência a receber nestas datas, deverá solicitar ao ordenante o envio de uma transferência normal (não imediata).

Euribor sobe a três e a seis meses e desce a 12 meses

By: Lusa
16 October 2026 at 12:39

As taxas Euribor, que servem de base para o cálculo da prestação da casa, subiram esta sexta-feira a três e a seis meses e desceu a 12 meses em relação a quinta.

  • A taxa Euribor a seis meses avançou para 2,970%, mais 0,016 pontos que na quinta-feira.
  • Já no prazo de 12 meses, a taxa Euribor baixou para 3,215%, menos 0,002 pontos que na véspera.
  • A Euribor a três meses avançou para 2,642%, mais 0,006 pontos.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, o BCE tinha subido, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 28 e 29 de outubro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da Zona Euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

CMVM volta a apontar o dedo ao finfluencer “James Pereira”

16 October 2026 at 11:27

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alterou o alerta que tinha emitido a 31 de dezembro de 2024 sobre Gonçalo Sousa Pereira, conhecido nas redes sociais como “James Pereira”, e acrescentou-lhe novas redes sociais e sites.

A decisão do Conselho de Administração, tomada na reunião de 8 de outubro e divulgada esta sexta-feira, volta a pôr o supervisor do mercado de capitais a apontar um finfluencer (influenciador financeiro) que, segundo o supervisor, não tem habilitação para atuar no mercado português.

No comunicado com as principais deliberações dessa reunião, a CMVM explica que a decisão surge “na sequência da análise de denúncias relativas a exercício não autorizado de publicidade e de prospeção dirigidas à celebração de contratos de intermediação financeira envolvendo instrumentos financeiros”.

A CMVM alerta os investidores que Gonçalo Sousa Pereira “não está habilitado junto da CMVM para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal”.

“A alteração de alerta emitido em 31 de dezembro de 2024, adicionando novas redes sociais e sítios da internet com divulgação de informação indevida”, e também “a resposta aos denunciantes”, lê-se no comunicado do supervisor.

O alerta da CMVM, refere que Gonçalo Sousa Pereira “não está habilitado junto da CMVM para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal” e visa os sites jamestradinggroup.com e jamestrading.net, assim como os perfis de “James Pereira” no Instagram, Telegram, TikTok, LinkedIn, Facebook e YouTube, e esclarecia que o visado não pode fazer publicidade nem prospeção de clientes para contratos de intermediação financeira.

Ao longo das contas que detém nas várias redes sociais, James Pereira promove esquemas de enriquecimento rápido através do forex, o mercado cambial, enquanto exibe uma vida de luxo para atrair investidores incautos.

Estes são padrões comuns identificados pelos reguladores nestes casos: ostentação de riqueza, linguagem técnica e promessas de lucros certos. Perante uma proposta com essas características, o investidor deve confirmar a habilitação de quem a faz antes de investir.

A CMVM recomenda que os investidores confirmem, antes de entregar dinheiro a seja quem for, se a entidade está autorizada a prestar serviços de investimento em Portugal. Essa verificação faz-se na lista de entidades autorizadas no Portal do Investidor.

É também conveniente consultar a listagem de alertas dirigidos aos investidores e ao público, divulgados pela CMVM e por outras autoridades congéneres, por forma a confirmar que a entidade ou a pessoa não está a atuar de forma indevida.

Quem tenha tido contacto comercial com pessoas que se apresentem como representantes das entidades visadas pode contactar a CMVM através da linha gratuita 800 205 339 ou do email cmvm@cmvm.pt.

Juros em alta podem ser oportunidade de investimento?

16 October 2026 at 07:12
Os juros mais elevados podem criar oportunidades para as poupanças. Mas é importante perceber como evoluem as obrigações.

© ANA MARTINGO/OBSERVADOR

IRS vai ser reduzido a metade. Mas só em Novembro

15 October 2026 at 16:10
Em Novembro, os trabalhadores por conta de outrem e os pensionistas vão reter apenas 50% do IRS habitual. É assim que vai ser ajustada a descida do imposto que se aplica aos rendimentos de todo o ano.

© ANA MARTINGO/OBSERVADOR

Jovens portugueses só saem de casa quase aos 29 anos

13 October 2026 at 09:11
Os jovens em Portugal continuam a sair de casa dos pais mais tarde do que a média europeia. A idade média de saída do lar familiar é de 28,8 anos.

© ANA MARTINGO/OBSERVADOR

Seguros de saúde cada vez mais importantes no recrutamento

12 October 2026 at 09:16
Quatro em cada dez trabalhadores consideram a oferta e a cobertura de seguro de saúde determinante para aceitarem uma proposta de trabalho.

© ANA MARTINGO/OBSERVADOR

Burlas por SMS, MB Way e falsos emails: aprenda a detetar os sinais de perigo

18 August 2026 at 09:37
O aumento do comércio eletrónico e da utilização de serviços bancários digitais trouxe uma conveniência incontestável, mas também transformou o telemóvel num alvo constante de tentativas de fraude. Diariamente, milhares de portugueses recebem comunicações em nome das Finanças, dos CTT, da EDP ou dos principais bancos a solicitar pagamentos urgentes ou a atualização de dados. […]
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