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Alckmin diz que Flávio dá “desculpa” para não abrir sigilos

21 October 2026 at 16:49

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa à reeleição de Lula (PT), afirmou que Flávio Bolsonaro, candidato do PL (Partido Liberal), está “dando uma desculpa” ao condicionar a abertura dos sigilos à divulgação de informações sobre os gastos do governo Lula e os registros de visitas ao Palácio do Planalto.

A fala foi durante agenda de campanha em Campinas (SP), ao lado do ex-ministro Fernando Haddad (PT).

Para Alckmin, o senador deve explicações tanto sobre a suposta sociedade com o advogado investigado Willer Tomaz quanto pelos R$ 134 milhões pedidos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Ele tá dando uma desculpa, né? Vida pública é vida pública. Não dá para ser candidato à Presidência da República e não querer prestar contas”, disse o vice.

A troca de acusações começou durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a autorizar a quebra dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares.

Flávio afirmou que não tinha nada a esconder, mas não confirmou se aceitaria a proposta. O senador também acusou Lula de movimentar recursos fora de suas contas bancárias.

Na terça-feira (20), Lula apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento autorizando a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os de familiares, incluindo a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e os cinco filhos do presidente.

A autorização, porém, está condicionada a que Flávio faça o mesmo, assim como Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL). O pedido prevê a divulgação de informações referentes aos últimos oito anos, inclusive de contas e empresas registradas em nome dos candidatos.

Aliados de Flávio consideram a iniciativa uma armadilha política e orientaram a campanha a ignorar o desafio. A avaliação é de que responder ao tema prolongaria a repercussão da estratégia petista, que busca desgastar o adversário com cobranças de transparência.

A equipe do senador pretende concentrar o discurso em críticas ao PT e, quando abordar o assunto, questionar Lula sobre investigações envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Alckmin participa de missa em Aparecida após polêmica eleitoral

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) acompanhou a missa solene em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, na Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (12), feriado que celebra o dia da padroeira do Brasil.

Ele estava acompanhado da mulher, Lu Alckmin, e de aliados políticos, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), a deputada federal reeleita Tabata Amaral (PSB) e o marido, João Campos (PSB), candidato derrotado ao governo de Pernambuco.

Estava presente também Gilberto Kassab (PSD), candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), terceiro colocado na disputa presidencial no primeiro turno.

Governo Lula participa da celebração

Integrantes da cúpula do governo do presidente Lula (PT) compareceram à missa solene nesta segunda após a santa padroeira ter se tornado tema de embate político nas eleições presidenciais.

Declaração de Flávio Bolsonaro gera polêmica

A polêmica ocorreu após o candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, ter prometido que um de seus primeiros atos, se eleito, será “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Ele não explicou o que isso implicaria para um Estado laico.

Procurada pela Folha em meio à discussão religiosa que ocupou o debate eleitoral às vésperas do primeiro turno, a campanha do senador afirmou que a ação seria apenas “simbólica”.

A declaração foi o pontapé inicial para a disseminação do boato de que Flávio iria destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil.

O filho de Jair Bolsonaro (PL) acusou, sem provas, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de colaborar com o PT para espalhar a informação falsa. Em nota, a instituição negou a acusação. “A mentira não se combate com outra mentira”, dizia o texto.

Antes da missa solene nesta segunda, o irmão Alan Patrick disse que Nossa Senhora é padroeira do Brasil “ontem, hoje e sempre”. (Mariana Zylberkan/FOLHAPRESS)

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