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Bruxelas exige informação clara sobre plásticos reciclados da Coca-Cola, Nestlé e Danone

22 October 2026 at 14:13

As empresas Coca-Cola, Nestlé e Danone comprometeram-se com a Comissão Europeia a rever mensagens sobre plástico reciclado nas garrafas que comercializam na União Europeia (UE) para garantir informações claras e evitar alegações ambientais suscetíveis de induzir em erro.

“Na sequência de um diálogo com a Comissão Europeia e a rede de Cooperação para a Defesa do Consumidor, a Coca-Cola, a Nestlé e a Danone comprometeram-se a alterar as alegações relativas à reciclagem divulgadas nas suas garrafas de plástico”, anunciou o executivo europeu em comunicado.

De acordo com a Comissão Europeia, “assim que todas as alterações necessárias forem implementadas, os consumidores poderão confiar em informações justas e claras sobre as características de reciclagem das garrafas, em conformidade com os requisitos da legislação da UE em matéria de defesa do consumidor”.

O objetivo é evitar mensagens que possam criar uma perceção enganadora dos benefícios ambientais dos produtos.

Entre as alterações previstas está a substituição de mensagens como “Sou uma garrafa feita de plástico 100% reciclado” por “Esta garrafa é 100% reciclada, excluindo a tampa e o rótulo”, de modo a esclarecer a que componentes se refere a alegação.

As empresas deverão também substituir expressões como “Recicle-me novamente” por “Recicle-me”, evitando sugerir que a embalagem já foi reciclada antes da compra e que pode voltar a ser transformada noutra garrafa.

Os compromissos abrangem ainda a apresentação global dos rótulos e das campanhas de marketing, incluindo na internet e nas redes sociais, para impedir que a combinação de símbolos ou mensagens ecológicas transmita uma imagem ambiental enganadora.

Segundo a Comissão Europeia, a Coca-Cola e a Nestlé já implementaram parte dos compromissos dentro dos prazos estabelecidos, nomeadamente no que respeita às alegações divulgadas em campanhas digitais.

“As autoridades nacionais de defesa do consumidor irão acompanhar a implementação destes compromissos e poderão avançar com medidas de fiscalização e aplicação da lei caso as empresas não os cumpram”, afirma ainda o executivo comunitário.

A iniciativa surge num contexto de reforço da legislação europeia sobre embalagens, resíduos e alegações ambientais.

O regulamento relativo às embalagens e aos resíduos de embalagens, que começou a ser aplicado na UE em meados de agosto passado, estabelece novas exigências destinadas a reduzir os resíduos, promover a reutilização e melhorar a reciclagem das embalagens colocadas no mercado europeu.

O regulamento prevê que, a partir de 2030, as embalagens de plástico cumpram metas mínimas de conteúdo reciclado.

No caso das garrafas de bebidas de plástico de utilização única, o objetivo é atingir uma média mínima de 30% de plástico reciclado até 2030 e de 65% até 2040.

Além disso, a legislação comunitária proíbe as práticas comerciais suscetíveis de induzir os consumidores em erro, incluindo no que respeita às características ambientais dos produtos.

Nestlé supera previsões de vendas ao excluir negócio russo confiscado

22 October 2026 at 13:40

A Nestlé divulgou nesta quinta-feira (22) um crescimento orgânico das vendas no terceiro trimestre acima ​do esperado e informou que excluiu sua unidade ​russa das demonstrações financeiras consolidadas após Moscou ter confiscado o negócio.

O presidente Vladimir Putin ordenou a apreensão temporária dos ativos da Nestlé em 17 de setembro, como parte de uma repressão cada vez mais intensa contra empresas europeias devido ao apoio da Europa à Ucrânia, segundo autoridades russas e empresários norte-americanos.

 

 

A diretora financeira da Nestlé, Anna Manz, disse ⁠que o negócio na Rússia, que ​contribuía com cerca de 2% das vendas do grupo, não estava mais sendo consolidado nos ​resultados financeiros a partir do final de setembro, sem impacto nas vendas orgânicas, nos ⁠volumes e nos preços.

No entanto, a medida ⁠afeta as vendas reportadas, o lucro operacional subjacente e o fluxo ​de ‌caixa livre a partir do quarto trimestre, disse Manz, observando que o desreconhecimento dos ⁠ativos líquidos teria um impacto negativo na dívida líquida de aproximadamente 900 milhões de francos suíços (US$ 1,09 bilhão) para 2026.

A Nestlé informou que estava desreconhecendo ativos na Rússia no valor de 1,6 ‌bilhão ⁠de francos e ‌reconhecendo um encargo não monetário de cerca de 1,4 bilhão de francos referente a ajustes cumulativos de conversão cambial.

As ações da Nestlé registraram alta de 1,3% nas negociações pré-mercado.

Crescimento do volume impulsiona vendas orgânicas

A fabricante dos ⁠cubos de caldo Maggi e do café Nescafé manteve sua perspectiva de vendas orgânicas para o ano inteiro ‌de 2026 em um crescimento de 3% a 4% e registrou um aumento de 4% nas vendas orgânicas trimestrais, acima das expectativas dos analistas, que apontavam para um aumento de 3,4%.

Os aumentos de preço de 1,1% da Nestlé ficaram abaixo da estimativa ‌média dos analistas, de 1,9%. O crescimento interno real (RIG) — ou volume de vendas — foi de 2,8%, superando as expectativas de um aumento de 1,5%.

O RIG, um indicador-chave ⁠na estratégia da Nestlé, tem melhorado constantemente desde que Philipp Navratil assumiu o cargo de presidente-executivo em setembro de 2025.

“Estou contente com o nosso progresso”, disse Navratil. “Mas não estou satisfeito. ​Ainda há muito mais a ser feito para concretizar o potencial do negócio.”

Navratil reduziu a ​exposição da Nestlé a marcas de sorvete e água por meio de joint ventures, enxugando o portfólio do conglomerado suíço em busca de crescimento — uma tática semelhante à adotada por empresas concorrentes, como a Unilever e a ‌Reckitt.

Governo aprova normas para modelo de negócios das fintechs de crédito

El kéfir, un lácteo del Cáucaso adaptado a todos los gustos y rutinas

By: B.C.
22 October 2026 at 12:49

Aunque para algunos consumidores todavía puede resultar novedoso, el kéfir ocupa ya un lugar habitual en la zona refrigerada de los supermercados, junto a los yogures. Esta proximidad puede llevar a confundir ambos productos, pese a que son diferentes: el kéfir es una leche fermentada con presencia de bacterias y levaduras.

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© latinstock3 (Getty Images)

El kéfir es una leche fermentada con bacterias y levaduras que se distingue del yogur por su fermentación mixta y su riqueza microbiana.

Putin Seizes More European Businesses as Moscow Expands Economic Retaliation Against EU

16 October 2026 at 16:47

Russia has placed five foreign-owned businesses under compulsory administration, including Belgian manufacturer Ontex and French flooring group Tarkett. The latest seizures deepen the confrontation over sanctions, frozen Russian assets and the future of European investment in Russia.

Russian President Vladimir Putin has ordered the transfer of five Western-owned businesses into compulsory Russian management, extending a campaign of asset seizures targeting European companies that continued operating in Russia after the full-scale invasion of Ukraine.

The decree, signed on 15 October, affects businesses with combined annual revenues exceeding 53 billion roubles, approximately €530 million. They include French flooring manufacturer Tarkett, Belgian hygiene products group Ontex, German packaging producer Menshen, Kappa Rus and Eviosys Packaging Kuban, now linked to American group Sonoco.

Under Presidential Decree No. 738, operational control has been transferred to Centre Capital, a little-known Moscow company established in February 2026 with registered share capital of just 10,000 roubles.

The decision follows similar interventions against Nestlé, Auchan, FM Logistic and Metro in September. Together, the measures demonstrate how Moscow is using foreign-owned businesses as instruments of economic retaliation against countries supporting Ukraine.

Foreign businesses placed under Russian control

Centre Capital is headed by Marat Mirkhaydarov, a former senior official in Russia’s Zabaykalsky region who reportedly served with the Akhmat military formation during Russia’s war against Ukraine.

The scale of the companies placed under his management contrasts sharply with the financial standing of the administrator.

Tarkett’s Russian operations generated approximately 19.3 billion roubles in revenue during 2025, while Kappa Rus recorded 16.5 billion roubles and Ontex RU another 10.3 billion. Eviosys Packaging Kuban and Menshen Packaging CIS reported approximately 6.1 billion and 1.4 billion roubles respectively.

The decree does not formally transfer ownership of the companies to Centre Capital. It does, however, remove the foreign shareholders’ effective control over management, operations and commercial decisions.

For Belgian manufacturer Ontex, the consequences are immediate.

In an official statement issued on 16 October, the Aalst-based company confirmed that a government-appointed administrator had assumed operational control of its Russian subsidiary.

Ontex Russia employs approximately 350 people, operates a manufacturing facility in Noginsk and maintains a sales office in Moscow. The subsidiary accounts for around five per cent of the group’s total revenue and between seven and eight per cent of adjusted EBITDA.

The company said it was examining measures to protect its assets and maintain business continuity.

Tarkett likewise confirmed that it was losing effective control of its Russian operations.

A mechanism established in 2023

The legal framework for such interventions dates to April 2023, when Putin introduced Decree No. 302, allowing the Russian authorities to place assets associated with countries designated as unfriendly under temporary external management.

The appointed administrator can exercise extensive ownership-related powers, although the formal right to dispose of the assets remains excluded.

Crucially, the arrangement can be terminated only by presidential decision. There is no automatic deadline for returning operational control to the original owners.

Moscow maintains that the measures are reversible. Nevertheless, the loss of management authority raises questions about whether businesses could eventually be returned with their financial position, organisational structure and commercial value intact.

The latest decree extends the process already documented by EU Today following the September takeover of Nestlé and Auchan’s Russian operations.

The Kremlin’s approach also serves domestic economic objectives. Keeping factories, retail networks and distribution facilities operating under Russian management helps preserve employment, production capacity and established supply chains.

At the same time, appointing Russian administrators allows the authorities to exercise greater influence over businesses originally developed through foreign capital, technology and expertise.

European companies caught in sanctions confrontation

Kremlin spokesman Dmitry Peskov has explicitly linked the seizures to the nationality of the affected companies and the policies of their governments.

He accused European states of participating in the unlawful seizure of Russian property through sanctions and financial restrictions.

Moscow’s argument centres partly on approximately €210 billion in Russian sovereign assets immobilised in the European Union, most of them held through Belgium-based securities depository Euroclear.

The European Union has used extraordinary revenues generated by those assets to support Ukraine, while further proposals involving the underlying funds remain subject to legal and political debate.

Belgium has been particularly concerned about potential financial exposure and legal claims. As EU Today reported in September, a Belgian Council of State judgment raised additional questions about the administrative procedures governing certain frozen assets.

The dispute has also moved into the European courts, with the Bank of Russia challenging EU measures intended to protect Euroclear against the enforcement of Russian judgments.

Moscow’s treatment of European businesses adds another dimension to this confrontation. By retaining control over foreign-owned industrial and commercial assets, Russia possesses a means of exerting pressure on companies whose governments support sanctions and military assistance to Ukraine.

The implications are particularly serious for Western banks that still maintain substantial Russian operations.

Austria’s Raiffeisen Bank International and Italy’s UniCredit remain exposed to Russia through local subsidiaries. Any extension of compulsory administration to financial institutions could create additional difficulties involving deposits, capital and banking supervision.

The cost of remaining in Russia

The seizures also expose the financial risks faced by Western companies that delayed their withdrawal after February 2022.

Many initially sought to protect their investments, employees and commercial infrastructure. Others reduced operations but retained ownership, expecting that conditions might eventually permit an orderly sale or renewed business activity.

Russian restrictions have progressively complicated that calculation, requiring foreign investors from designated countries to accept substantial discounts on asset sales and obtain official approval for transactions.

Companies remaining in the country now face the additional possibility that the government will appoint administrators without their consent.

The consequences extend beyond the businesses immediately affected. Russia is establishing a precedent under which foreign investment can remain legally owned by its original shareholders while its economic benefits and operational management are placed beyond their control.

For European governments, the latest decree illustrates the increasing connection between commercial interests and geopolitical decisions.

The Kremlin has demonstrated that sanctions imposed over its invasion of Ukraine can be answered not only through diplomatic or financial measures, but also through direct intervention in European-owned businesses operating on Russian territory.

Any eventual negotiation over sanctions relief and the restoration of economic relations will consequently have to address the status of these assets, the rights of their original shareholders and the question of compensation.

Until then, Western companies remaining in Russia face an investment environment in which the ultimate authority over their businesses rests increasingly with the Kremlin rather than their shareholders.

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